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Como um Executivo Triatleta Ajudou a Duplicar o Faturamento da PepsiCo no Brasil

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Triatleta desde os 16 anos, Fabio Barbagli precisou escolher entre o esporte de alto rendimento e a carreira corporativa. “Cheguei a competir profissionalmente e a sonhar com a Olimpíada”, afirma. À medida que avançava no corporativo, os treinos diários de natação, corrida e ciclismo deixaram de caber na rotina. Hoje, aos 46 anos, o vice-presidente de pessoas da PepsiCo no Brasil mantém a disciplina e os aprendizados do esporte: treina de domingo a domingo, sempre antes de ir para o escritório, e reserva os longões de bike (de até quatro horas) para os fins de semana. “Não é uma frustração. O esporte foi a base que me construiu e me ajudou a chegar até aqui.”

O “aqui” a que ele se refere é a principal cadeira de gestão de pessoas no país da multinacional dona de marcas como Cheetos, Pepsi e Doritos. O executivo é um exemplo de carreira bumerangue: antes de assumir a vice-presidência, em 2020, já havia passado quase seis anos na companhia, e também por gigantes como Nestlé, Mondelez e Carrefour em quase 25 anos no RH. “Na primeira passagem pela PepsiCo, liderei um projeto global de remuneração, passando por Europa, Oriente Médio, Ásia e Estados Unidos”, conta. A apresentação final, em Nova York, abriu caminho para a expatriação, lá mesmo, no ano seguinte. “Um profissional que opera em outra cultura e entrega resultados se torna mais completo e bem preparado.”

Motor de crescimento da operação brasileira

Formado em administração, iniciou a carreira na Mercer, consultoria global especializada em remuneração. “Era número na veia”, diz. Desde então, levou esse perfil analítico – herdado dos pais, professores de matemática e física – para a gestão de pessoas. “Sempre entendi que nossa função, como qualquer outra, precisa gerar valor para o negócio”, afirma. “No fim do dia, preciso vender mais salgadinho. Minha forma de fazer isso é por meio das pessoas.”

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Na prática, ele defende (e prova) que bem-estar, engajamento e produtividade impactam diretamente os resultados financeiros da empresa. Seu olhar para digitalização e humanização é apontado como um dos motores do crescimento da operação brasileira, que dobrou seu faturamento nos últimos cinco anos. “Historicamente, as pessoas buscavam o RH para tirar férias”, observa. Fabio já não quer mais perder seu tempo, ou o de sua equipe, com isso. Hoje, os 12 mil funcionários da PepsiCo têm um assistente de IA à disposição, no WhatsApp ou no Teams, para resolver essa e outras demandas. “Entendi lá atrás que o RH precisaria se reinventar para continuar relevante”, diz o executivo. “Assim conseguimos ser mais estratégicos. Deixamos de ser suporte para assumir um papel protagonista.”

Entendi lá atrás que o RH precisaria se reinventar para continuar relevante. Assim conseguimos ser mais estratégicos. Deixamos de ser suporte para assumir um papel protagonista.

Fabio Barbagli

No centro dessa estratégia, a tecnologia também viabilizou um pacote de benefícios flexível, em que cada colaborador monta sua própria cesta de acordo com suas necessidades e momento de vida. “Antes, o RH criava um programa para todo mundo. Agora, isso vem das pessoas”, afirma, citando o programa de fertilidade da companhia, que reembolsa tratamentos de até R$ 25 mil e foi criado a partir de demandas dos grupos de afinidade da PepsiCo.

Se o trabalho é um dos grandes pilares da vida do executivo, certamente não é o único. “Ser pai do Noah me transformou como pessoa”, diz. Esporte, saúde e amizade completam a equação (além do Corinthians, sem dúvida). “Nos tornamos profissionais e pessoas melhores quando temos uma visão holística da nossa vida.”

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