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Saiba como era Tenochtitlán, a “Veneza do Novo Mundo”

Redação Informe ES

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Tenochtitlán é a base da Cidade do México (México), cujas edificações não lembram em nada o que foi a capital do império asteca, que deixou o conquistador espanhol Hernán Cortés estupefato há pouco mais 500 anos.

A cidade tinha vários lagos e canais e cativou Cortés, especialmente pelo aspecto de “cidade dos palácios”, segundo o doutor em História da América e especialista nas relações entre Espanha e América no século XVI, Esteban Mira Caballos, à BBC. Tanto que ela recebeu o apelido de “Veneza do Novo Mundo“.

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Retrato de Cortés do século XVIII baseado naquele enviado pelo conquistador a Paolo Giovio, que serviu de modelo para muitas de suas representações desde o século XVI (Imagem: Domínio Público)

Essas descrições, inclusive, vieram do próprio Cortés após seu encontro com Montezuma II, líder dos astecas, em 8 de novembro de 1519. A data é histórica por marcar a conquista do território atual do México.

Com admiração, ele descreveu suas ruas que, segundo suas palavras, eram metade de terra e metade de água, de forma que a população devia transportar-se em canoas. Ele também falou das pontes que atravessavam essas vias, que eram tão largas e sólidas que permitiam a passagem de dez cavalos juntos de uma vez.

Esteban Mira Caballos, doutor em História da América, à BBC

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Ainda segundo o historiador, “o conquistador ficou tão impressionado com Tenochtitlán e a confederação mexica [astecas] que, em sua Segunda Carta Narrativa, chegou a sugerir ao imperador Carlos V que se proclamasse imperador daquelas terras, o que, segundo ele, não seria menos digno que a Coroa Imperial da Alemanha”.

A seguir, saiba mais sobre Tenochtitlán, essa cativante cidade.

O que se sabe sobre Tenochtitlán?

“Conhecemos a área urbana de México-Tenochtitlán graças aos estudos e representações cartográficas que vêm sendo feitos desde a época do vice-reino”, explica o historiador mexicano Andrés Lira González.

  • Entre outros, González cita a descrição e o mapa de antigos bairros da época desenhados pelo sacerdote e cartógrafo mexicano Antonio Alzate em 1789;
  • Ele também cita relatos de testemunhos, mapas da cidade dos séculos XVI e XVII, bem como importantes estudos elaborados pelos arqueólogos Eduardo Matos Moctezuma e Leonardo López Luján;
  • Já Caballos pontua que existem mapas “muito próximos à realidade”, sendo um deles o conhecido mapa de Nuremberg (Alemanha), editado na própria cidade alemã em 1524, retratando Tenochtitlán.
Pintura de vista panorâmica de Tenochtitlán e do vale do México, sobre a lagoa de Texcoco (Imagem: Gary Todd from Xinzheng, China, CC0, via Wikimedia Commons)

Temos, também, fontes arqueológicas que estão resgatando e analisando muitos dos lugares descritos por esses cronistas, trazendo à luz complexos arqueológicos, como o impressionante Templo Maior, a construção do jogo de bola e o tzompantli – o altar dos crânios.

Esteban Mira Caballos, doutor em História da América, à BBC

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Mas não temos apenas os relatos de Cortés e do conquistador Bernal Díaz. Códices indígenas também conseguem idealizar como eles eram. “Nas obras de Bernal Díaz del Castillo, o leitor encontrará a impressão causada aos conquistadores pelo panorama contemplado ao aproximar-se do Vale do México”, detalha González.

Ele diz ainda que Cortés, “convencido da grandeza do México, esforçou-se para estabelecer ali a capital dos domínios já conquistados e que conquistaria no futuro, apesar dos inconvenientes do solo pantanoso”.

É bom lembrar que Tenochtitlán e Tlatelolco foram construídas sobre ilhotas e se ampliaram, ganhando espaço sobre a lagoa e os pântanos que ocupavam o ‘Vale do México’ (na verdade, uma bacia hidrográfica cercada por montanhas no lado sul, que impediam a saída da água).

Andrés Lira González, historiador mexicano, em entrevista à BBC

Contudo, Caballos ressalta que “é difícil imaginar como realmente devia ser Tenochtitlán quando os espanhóis chegaram”, contudo, temos algumas valiosas informações e dados.

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“Mapa de Nuremberg”, elaborado na Alemanha, em 1524, é o mapa mais antigo existente de Tenochtitlán (Imagem: Domínio público)

“Veneza do Novo Mundo”

Caballos continua: “Era uma cidade lacustre, a ‘Veneza americana’ [do Novo Mundo], localizada no meio de um lago, isolada, cujo acesso se resumia a três calçadas e que precisava ser abastecida do lado externo.”

“Ela estava localizada em meio a mais de 2 mil km² de lagos onde havia muitos peixes, enquanto nas terras ao seu redor era praticada uma agricultura muito produtiva que permitia altos índices de população na região”, explica Caballos.

[O escritor e colonizador espanhol] Fernández de Oviedo a descreveu como uma cidade de palácios, construída no meio do lago Texcoco, com casas principais, porque todos os vassalos de Montezuma costumavam ter residência na capital, onde viviam uma parte do ano. Era metrópole refinada, com banheiros públicos e mais de 30 palácios que abrigavam finas cerâmicas e elegantes artigos de tecido.

Esteban Mira Caballos, doutor em História da América, à BBC

Caballos explica que o palácio de Montezuma, incluindo os jardins, tinha 2,5 ha, sendo maior que várias fortalezas espanholas. “Os próprios mexicas sentiam orgulho de sua capital e das grandes realizações alcançadas, principalmente nas décadas imediatamente anteriores à chegada dos espanhóis”, complementa o historiador.

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O exemplo mais claro do alto grau de desenvolvimento da sua engenharia é, sem dúvida, o aqueduto de Chapultepec, que abastecia a cidade. Ele trazia o precioso líquido de uma ponta do lago Texcoco e tinha duas canalizações complexas, uma que ficava sempre ativa enquanto a outra era limpa. Tudo isso demonstra os grandes conhecimentos de engenharia hidráulica que essa civilização alcançou.

Esteban Mira Caballos, doutor em História da América, à BBC

Contudo, Cortés cortou o aqueduto antes de seu último ataque à cidade, realizado em 1521, “o que causou extremo sofrimento para a população sitiada, que foi privada de água doce em poucas semanas”, explica Caballos.

Ou seja, Tenochtitlán era impressionante, “mas, também, extremamente vulnerável, pois dependia a todo momento de recursos hídricos e de alimentos provenientes do exterior”, reflete Caballos.

Caballos destaca ainda que isso significa que os astecas “aproveitaram os recursos para orientar e expandir seu espaço no meio lacustre deixado por outros povos que se assentaram anteriormente na região, desenvolvendo técnicas inovadoras e eficazes para edificar a cidade”.

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O ‘pragmatismo’, digamos, dos mexicas, revela conhecimentos astronômicos, religiosos e artísticos palpáveis dos povos da Mesoamérica. Destaca-se ‘engenharia’ original para dominar o espaço em volta do lago e, devido à sua situação e sua cultura guerreira e comercial, o desenvolvimento de atividade expansiva, da qual Hernán Cortés foi testemunha e usufrutuário hábil.

Esteban Mira Caballos, doutor em História da América, à BBC

Templo Maior, no centro histórico da atual Cidade do México (Imagem: javarman/Shutterstock)

Quantidade de moradores de Tenochtitlán

Não é fácil precisar quantas pessoas moravam em Tenochtitlán, como explica González. “Os cálculos de população realizados com testemunhas e métodos muito diferentes, desde os primeiros anos até os mais recentes, são desconcertantes.”

Para ele, o número “mais correto” é o mencionado pelo José Luis de Rojas, da Universidade Complutense de Madri (Espanha), no livro “México-Tenochtitlán, economia e sociedade no século XV” (em tradução livre).

Nele, o escritor indica ser mais provável que a cidade asteca tivesse um máximo de 200 mil habitantes. “Isso significa que era uma das cidades mais povoadas do planeta, bem maior que Roma, Paris ou Sevilha e pouco menor que Pequim, Constantinopla ou Bagdá”, destaca González.

O pesquisador também ressalta que uma população desse tamanho precisava de pelo menos quatro mil carregadores por dia, “o que ocasionava tráfego constante de pessoas e vastíssimo mercado”.

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Claro que, com a imprecisão acerca da quantidade de habitantes de Tenochtitlán e a falta de mais dados sobre a cidade imponente, vários mitos foram alimentados sobre sua construção.

O principal e mais importante é o mito da ‘peregrinação’, ordenada e orientada pelo deus Huitzilopochtli, para levar o seu povo para o lugar onde sua cidade deveria ser fundada e ampliada.

Andrés Lira González, historiador mexicano, em entrevista à BBC

Então, os mexicas chegaram ao vale do México, local onde encontraram um nopal (espécie de cacto) no qual uma águia estava devorando pássaros, enquanto seguiam o que seu deus os havia orientado.

Lá, teriam encontrado um baú, com dois pedaços de madeira e algumas pedras preciosas e, por sorteio, só mantiveram ali os donos dos pedaços de madeira, usados para criar fogo e trabalhos, enquanto os detentores das pedras preciosas optaram por estabelecerem-se onde seria Tlatelolco. Contudo, o mito não combina com fatos, como explica González.

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Ele diz que, ao contrário do mito da peregrinação, “hoje, sabemos que sua fundação no meio do lago Texcoco, rodeado de pântanos e juncos, não foi exatamente voluntária, mas, sim, forçada, porque, por serem população emigrante, os mexicas haviam sido expulsos de quase todos os lugares. Foi nessa região aparentemente inóspita que foi permitido seu estabelecimento”.

“Os cronistas espanhóis têm o costume de comparar o que veem com o que já conhecem. Portanto, as alusões a cidades europeias costumam ser fruto da sua imaginação”, pontua Caballos.

Segundo o historiador, é por isso que cidades mexicanas, como Tenochtitlán e Cholula, ou peruanas, como Cusco, Tumbes e Cajamarca, “com características arquitetônicas europeias que absolutamente não correspondem à realidade”.

Tenochtitlán era uma cidade impressionante por suas dimensões, jardins e suas praças e palácios espaçosos. Mas é preciso lembrar que era muito diferente de qualquer cidade europeia. Ela tinha um encanto muito especial, mas não se parecia em nada com as cidades ocidentais.

Esteban Mira Caballos, doutor em História da América, à BBC

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Ilustração mostra a praça central e o Templo Maior no século XVI (Imagem: Wikimedia Commons)

Dá para visitar Tenochtitlán?

Como falamos no começo da matéria, a Cidade do México que temos hoje em dia em nada se parece com a vistosa Tenochtitlán, principalmente por conta da destruição causada por Cortés (e aiados indígenas) para conquistar o território para os espanhóis.

Contudo, ainda existem ruínas dos tempos áureos dos astecas, localizado no coração da capital mexicana, o que, em termos, nos causa nostalgia ao tentar imaginar como era essa magnífica cidade.

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Estrelas hipervelozes revelam o mapa oculto da matéria escura na Via Láctea

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Uma equipe de astrônomos liderada por Haozhu Fu, da Universidade de Pequim, realizou uma ampla busca por estrelas hipervelozes usando uma classe especial de astros, as RR Lyrae, para investigar o potencial gravitacional e a distribuição de matéria — inclusive matéria escura — no halo da Via Láctea.

O grupo identificou “fugitivas” cósmicas que podem ter sido lançadas para fora de seus sistemas, permitindo reconstruir trajetórias e testar como a gravidade molda nossa galáxia, segundo informações do portal phys.org.

Estrelas hipervelozes e matéria escura: o que saber

  • Estrelas hipervelozes viajam tão rápido que podem escapar da gravidade da Via Láctea, tornando-se sondas naturais do halo galáctico.
  • Os pesquisadores focaram em estrelas RR Lyrae, cuja pulsação previsível permite estimar distâncias com precisão.
  • A análise encontrou dezenas de candidatas confiáveis, reunidas em dois grupos: próximo ao centro da galáxia e nas Nuvens de Magalhães.
  • O mecanismo de Hills, ligado ao buraco negro supermassivo central, é uma explicação provável para as ejeções a altíssima velocidade.
  • Novos dados do satélite Gaia e espectroscopia devem refinar as origens e trajetórias desses objetos raros.

RR Lyrae, Gaia e o rastro das “fugitivas” cósmicas

Para entender por que essas estrelas são tão valiosas, vale lembrar o conceito de velocidade de escape: é a rapidez necessária para que um objeto deixe um corpo celeste e não volte mais, sem impulso adicional.

Em nossa galáxia, há estrelas que superam esse limite. Elas são chamadas de hipervelozes e, ao cruzarem o espaço, carregam pistas do “campo de força” da Via Láctea e do que se esconde em seu halo, onde a matéria escura domina.

A imagem mostra o aglomerado de galáxias 1E 0657-556, onde a matéria escura (azul) aparece separada da matéria bariônica (rosa), revelando evidências diretas de que a maior parte da massa desses aglomerados é composta por matéria escura. Crédito: Créditos: Raio-X: NASA/CXC/M.Markevitch et al.; Óptica: NASA/STScI; Magellan/U.Arizona/D.Clowe et al.; Mapa de Lentes: NASA/STScI; ESO WFI; Magellan/U.Arizona/D.Clowe et al.

Uma origem provável para essas velocidades extremas está no centro galáctico. Ali, o buraco negro supermassivo Sagitário A* pode atuar como uma catapulta gravitacional.

Pelo mecanismo proposto por Jack Hills, se um par de estrelas passa perto demais do buraco negro, uma pode ser capturada enquanto a outra é arremessada para fora a velocidades gigantescas. Em 2019, um fenômeno desses foi observado deixando o núcleo da Via Láctea a uma fração notável da velocidade da luz, um exemplo marcante desse processo.

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Metodologia e critérios de seleção

No novo trabalho, os cientistas começaram pelas RR Lyrae, estrelas antigas e pulsantes, comuns no disco espesso, no halo e em aglomerados. O grande trunfo delas está na regularidade: a relação entre período de pulsação, brilho absoluto e composição química permite calcular distâncias de forma confiável. Com isso, é possível reconstruir trajetórias em 3D.

Os autores analisaram catálogos robustos — com milhares a centenas de milhares de RR Lyrae — e aplicaram filtros rigorosos. Para reduzir incertezas, priorizaram medidas espectroscópicas de velocidade radial e curvas de luz bem caracterizadas.

O conjunto inicial foi encolhendo até chegar a um grupo enxuto de candidatas com velocidades compatíveis com o status de hipervelozes. Ao final, 87 estrelas se destacaram como as mais consistentes, com uma fração delas exibindo velocidades tangenciais muito altas.

Astrônomos encontraram antigos aglomerados de estrelas em uma imagem icônica do Telescópio Espacial James Webb. Crédito: NASA/ESA/STScI/CSA

Essas estrelas se distribuíram em dois aglomerados principais: um alinhado com a direção do centro da Via Láctea e outro próximo às Nuvens de Magalhães, duas galáxias anãs vizinhas. Esse padrão geográfico reforça a hipótese de ejeções tanto a partir do núcleo galáctico, via mecanismo de Hills, quanto de sistemas hospedeiros nas próprias Nuvens, que podem ter “lançado” estrelas rumo ao espaço intergaláctico.

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Mapeamento do halo e implicações

Traçar o caminho dessas fugitivas funciona como um teste de estresse do mapa gravitacional da galáxia. Se conhecemos de onde vieram e para onde vão, podemos ajustar o “relevo” invisível da Via Láctea e, com isso, inferir a distribuição de matéria escura no halo.

Para além da curiosidade, há implicações práticas. Compreender como o halo é estruturado ajuda a testar teorias sobre a formação e evolução de galáxias, indica como a matéria escura se organiza e melhora modelos que descrevem o ambiente gravitacional em que o Sistema Solar está imerso. É como substituir um esboço por um mapa de alta resolução: cada estrela hiperveloz adiciona uma nova linha a esse desenho, aproximando-nos de respostas sobre um dos maiores enigmas da física moderna.

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Máquina de lavar batendo muito? Entenda por que acontece e o que fazer

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A máquina de lavar é um dos eletrodomésticos mais usados na rotina doméstica e, por isso, qualquer comportamento fora do normal chama atenção rapidamente, como ruídos altos, impactos repetidos ou a sensação de que o aparelho está “pulando” durante o funcionamento. Esses sinais costumam gerar dúvidas e preocupação em quem depende do equipamento com frequência.

Quando a máquina começa a bater muito, o problema não está apenas no barulho em si, mas no que ele pode representar para o funcionamento interno do aparelho. Batidas constantes indicam desequilíbrio, esforço excessivo do motor ou falhas mecânicas que, se ignoradas, podem causar danos permanentes. Em alguns casos, o problema surge por uso incorreto, mas em outros pode ser consequência de desgaste natural das peças.

Entender por que a máquina de lavar está batendo muito é o primeiro passo para evitar prejuízos maiores e garantir que o equipamento continue funcionando corretamente. Na matéria abaixo, você vai descobrir quais são as causas mais comuns desse problema e o que pode ser feito para resolvê-lo antes que a situação se agrave.

Por que a máquina de lavar está batendo muito?

A máquina de lavar foi projetada para funcionar de forma equilibrada, mesmo durante ciclos mais pesados, como a centrifugação. Quando esse equilíbrio é perdido, o equipamento passa a vibrar excessivamente e bater contra a estrutura interna ou até contra o piso. Além de causar incômodo, esse comportamento pode acelerar o desgaste de peças importantes e comprometer o desempenho do aparelho ao longo do tempo.

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Máquina de lavar com produtos na parte de cima e um cesto de roupas sujas. A máquina está com a tampa aberta.
Quando a máquina começa a bater muito, o problema não está apenas no barulho em si, mas no que ele pode representar para o funcionamento interno do aparelho. (Imagem: Pixel-Shot/Shutterstock)

Ignorar o problema pode resultar em danos no tambor, nos amortecedores, no motor e até na carcaça da máquina. Por isso, identificar a origem das batidas é essencial para evitar consertos mais caros ou a necessidade de substituir o eletrodoméstico antes do esperado.

Excesso de roupas no tambor

Colocar mais roupas do que a capacidade indicada é uma das causas mais comuns de batidas durante a lavagem. O excesso de peso dificulta a distribuição correta das peças dentro do tambor, fazendo com que ele fique desequilibrado principalmente na centrifugação. Com isso, a máquina passa a vibrar mais do que o normal e bater contra sua própria estrutura.

Além do barulho, o uso frequente com carga excessiva força o motor e os amortecedores, reduzindo a vida útil do equipamento. Com o tempo, isso pode resultar em falhas mecânicas e queda no desempenho da lavagem, já que a máquina não consegue trabalhar da forma para a qual foi projetada.

Distribuição irregular das roupas

Mesmo sem excesso de carga, a máquina pode bater muito se as roupas ficarem concentradas em apenas um lado do tambor. Isso acontece com frequência ao lavar peças grandes, como cobertores, edredons ou toalhas pesadas, que tendem a se agrupar durante o ciclo de lavagem.

Esse desequilíbrio faz com que o tambor gire de forma irregular, causando impactos repetidos e vibração intensa. Além do barulho, a máquina pode interromper o ciclo automaticamente ou apresentar falhas constantes, já que os sensores identificam o funcionamento fora do padrão esperado.

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Máquina desnivelada no piso

Outro fator bastante comum é a instalação incorreta da máquina de lavar. Quando o aparelho não está bem nivelado no piso, qualquer movimento do tambor é amplificado, fazendo com que a máquina balance e bata com mais intensidade, principalmente durante a centrifugação.

Cesto de roupas sujas com toalhas aguardando lavagem, máquina de lavar ao fundo
Colocar mais roupas do que a capacidade indicada é uma das causas mais comuns de batidas durante a lavagem. (Imagem: Monika Wisniewska/Shutterstock)

Pisos irregulares ou pés mal ajustados contribuem para esse problema, que pode ser facilmente confundido com defeitos internos. Se não corrigido, o desnivelamento causa desgaste desigual dos componentes e pode provocar rachaduras na estrutura do equipamento ao longo do tempo.

Amortecedores desgastados

Os amortecedores são responsáveis por absorver o impacto e manter o tambor estável durante o funcionamento. Com o uso contínuo, essas peças sofrem desgaste natural e perdem a capacidade de conter os movimentos do tambor, resultando em batidas mais fortes e frequentes.

Quando os amortecedores estão comprometidos, a máquina passa a vibrar excessivamente mesmo com carga adequada e piso nivelado. Esse tipo de problema tende a se agravar rapidamente e, se não tratado, pode causar danos em outras partes do aparelho.

Rolamentos danificados

Os rolamentos permitem que o tambor gire suavemente durante a lavagem e a centrifugação. Quando eles apresentam desgaste ou falhas, surgem ruídos metálicos, batidas e vibrações intensas, que costumam piorar conforme o uso continua.

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Esse é um problema mais sério, já que a substituição dos rolamentos envolve desmontagem complexa da máquina. Ignorar os sinais pode levar a danos ainda maiores, incluindo a necessidade de trocar o conjunto completo do tambor.

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O que eu posso fazer para consertar?

Identificar o motivo da máquina de lavar estar batendo muito é fundamental para escolher a solução correta. Em muitos casos, ajustes simples resolvem o problema sem a necessidade de assistência técnica, desde que sejam feitos com atenção e seguindo as orientações do fabricante.

Respeitar a capacidade máxima indicada pelo fabricante é uma das formas mais eficazes de evitar batidas e vibrações excessivas. (Imagem: freepik/Freepik)

Algumas medidas preventivas também ajudam a evitar que o problema volte a acontecer, preservando o funcionamento do aparelho e garantindo uma lavagem mais silenciosa e eficiente.

Ajustar corretamente a carga de roupas

Respeitar a capacidade máxima indicada pelo fabricante é uma das formas mais eficazes de evitar batidas e vibrações excessivas. Distribuir bem as roupas no tambor, misturando peças grandes com menores, ajuda a manter o equilíbrio durante todo o ciclo de lavagem.

Sempre que possível, evite lavar itens muito pesados sozinhos e pause o ciclo caso perceba que as roupas ficaram concentradas em apenas um lado. Esse cuidado simples já reduz significativamente o risco de impactos e ruídos.

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Nivelar a máquina no piso

Verificar se a máquina está bem apoiada no chão é essencial para o funcionamento correto. Ajustar os pés reguláveis até que o equipamento fique totalmente nivelado ajuda a reduzir vibrações e impede que a máquina se movimente durante a centrifugação.

Em pisos muito irregulares, o uso de bases antiderrapantes pode ser uma solução eficiente. Além de aumentar a estabilidade, elas ajudam a absorver parte do impacto gerado pelo movimento do tambor.

Realizar manutenção preventiva

Manter a máquina de lavar em bom estado passa também pela manutenção periódica. Verificar o estado dos amortecedores, correias e outros componentes móveis ajuda a identificar desgastes antes que eles causem problemas mais sérios.

Quando as batidas persistem mesmo após ajustes básicos, o mais indicado é procurar uma assistência técnica especializada. (Imagem: myoceanstudio/Freepik)

Limpezas regulares e atenção aos sinais de funcionamento irregular contribuem para prolongar a vida útil do aparelho e evitar falhas inesperadas durante o uso.

Procurar assistência técnica especializada

Quando as batidas persistem mesmo após ajustes básicos, o mais indicado é procurar uma assistência técnica especializada. Profissionais qualificados conseguem identificar problemas internos, como desgaste de amortecedores ou rolamentos, e realizar os reparos necessários com segurança.

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Em último caso, levar a máquina para avaliação técnica evita danos maiores e garante que o conserto seja feito corretamente, preservando o funcionamento do equipamento e evitando custos ainda mais altos no futuro.

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Quais as principais estreias no cinema em janeiro de 2026?

Redação Informe ES

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O início de 2026 traz para as telonas o aguardado suspense “A Empregada”, com Amanda Seyfried e Sydney Sweeney, e o longa protagonizado por Timothée Chalamet, “Marty Supreme”. Em janeiro de 2026, também chega ao cinema o brasileiro “Agentes Muito Especiais”, com história original de Paulo Gustavo, e do sul-coreano escolhido para o Oscar, “A Única Saída”.

Quais as principais estreias no cinema em janeiro de 2026?

A empregada

Com participação das atrizes Amanda Seyfried e Sydney Sweeney, o filme mostra a história de Millie, uma jovem passando por dificuldades que encontra uma chance de recomeço como empregada de um casal rico, Nina e Andrew. Mas descobre que o segredo dos patrões são mais perigosos do que os seus.

Data de estreia no cinema: 1 de janeiro de 2026.

2. Agentes Muito Especiais

Cartaz Agentes Muito Especiais
Filme Agentes Muito Especiais. Imagem: Divulgação/Downtown

Jeff e Jhonny tem o sonho de entrar para a polícia do Rio de Janeiro, mas sofrem chacota por serem gays. Durante um treinamento, eles recebem a missão de se infiltrar na em um uma penitenciária para desmantelar a perigosa quadrilha “Bando da Onça”. Em meio à missão, a dupla terá a chance de provar que pode ser respeitados agentes da lei. O filme conta com ideia original do comediante Paulo Gustavo.

Data de estreia no cinema: 8 de janeiro de 2026.

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O Primata

O Primata
Filme O Primata. Imagem: Divulgação/Paramount

De volta para casa da faculdade, Lucy encontra seu chimpanzé de estimação, Ben. Mas um acesso de raiva do macaco transforma férias tropicais com velhos amigos em uma história de sobrevivência.

Data de estreia no cinema: 8 de janeiro de 2026.

Marty Supreme

Marty Supreme
Marty Supreme. Imagem: Divulgação/Diadmond Filmes.

Ambientado no mundo dos anos 50 do tênis de mesa, Marty Supreme acompanha o jovem Marty Mauer, interpretado por Timothée Chalamet, que sonha em se tornar um grande tenista de mesa. O filme é inspirado pelo em uma lenda real do pingue-pongue.

Data de estreia no cinema: 22 de janeiro de 2026.

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A Única Saída

A Única Saída
Filme A Única Saída. Imagem: Reprodução/Mubi

O filme foi escolhido como representante da Coreia do Sul no Oscar e conta a história de um homem que, após ser demitido de onde trabalhou por 25 anos, vê como solução para conseguir uma vaga de emprego eliminar toda a concorrência.

Data de estreia no cinema: 22 de janeiro de 2026.

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