Negócios
Por que apoiar a vida familiar dos funcionários também pode ajudar os líderes em casa

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Líderes costumam enxergar o apoio à vida familiar dos funcionários como algo que oferecem aos outros. Um pouco mais de flexibilidade. Uma conversa compreensiva. O ajuste de um prazo. A disposição para reconhecer que, em determinados momentos, a vida fora do trabalho pode se tornar mais complexa do que a agenda permite.
Essa visão é compreensível, mas incompleta. Ela parte do pressuposto de que a liderança favorável à família beneficia principalmente os funcionários, enquanto os gestores absorvem os inconvenientes. O líder apoia. O funcionário ganha. E a empresa espera que essa troca valha a pena.
Novas pesquisas sugerem algo mais interessante. A liderança com apoio à vida familiar pode não apenas ajudar os funcionários a conciliar trabalho e casa. Ela também pode mudar o que os líderes levam do trabalho para o lar, a forma como falam sobre o próprio dia e como desempenham seus papéis dentro da família.
Em um artigo publicado no Journal of Organizational Behavior, Yuhui Jiang, da Universidade Xi’an Jiaotong; Yan Pan, da Universidade Xi’an Jiaotong-Liverpool; Yasin Rofcanin, da Universidade de Bath e da Sabanci Business School; Yufan Shang, da Universidade Xi’an Jiaotong; Mireia Las Heras, da IESE Business School; e Marcello Russo, da Universidade de Bolonha, analisaram os comportamentos de supervisores favoráveis à família — ou seja, as maneiras pelas quais gestores ajudam funcionários a administrar responsabilidades profissionais e familiares.
O estudo oferece uma correção importante à forma como muitas organizações encaram o apoio aos colaboradores. Ele demonstra que os comportamentos de liderança nem sempre permanecem restritos ao ambiente de trabalho. Às vezes, eles atravessam essa fronteira.
Por que o apoio não é um benefício de mão única
A liderança favorável à família costuma ser tratada como uma habilidade gerencial “suave”. Ela é associada à empatia, à flexibilidade e à capacidade de acomodar funcionários quando a vida fora do trabalho se torna mais exigente. Essas qualidades são importantes, mas a linguagem utilizada em torno delas pode fazer o apoio parecer uma concessão.
Esse é um dos motivos pelos quais alguns gestores hesitam. Eles temem que ser compreensivos demais enfraqueça padrões, gere injustiças ou resulte em uma carga extra de trabalho. Em ambientes exigentes, o apoio familiar pode parecer mais um peso emocional imposto a supervisores já sobrecarregados.
Mas essa visão ignora a natureza relacional desse comportamento. Quando um gestor ajuda um funcionário a lidar com demandas profissionais e familiares, ele não está apenas resolvendo um problema de agenda. Está exercitando a capacidade de se colocar no lugar do outro, comunicar-se, construir confiança e tomar decisões práticas. Essas não são habilidades limitadas ao trabalho. São competências relacionais.
Jiang e sua equipe analisaram a liderança favorável à família como parte de um sistema mais amplo, no qual experiências vividas no trabalho transbordam para a vida familiar e, posteriormente, alcançam os parceiros. Isso é importante porque reformula a ideia de apoio. Não é apenas algo que os gestores oferecem. É também algo que pode transformá-los.
Como a liderança chega em casa
Os pesquisadores utilizaram um método baseado em diários semanais com casais nos quais ambos trabalhavam. Supervisores relataram seus comportamentos de apoio à família no trabalho, o compartilhamento de experiências positivas em casa e seu desempenho nos papéis familiares. Os parceiros também avaliaram esse desempenho. Esse formato é relevante porque permite observar mudanças ao longo do tempo, e não apenas opiniões gerais.
A principal descoberta não foi que a liderança favorável à família torna automaticamente os supervisores melhores em casa. A relação mostrou-se mais sutil. O comportamento de apoio não estava diretamente ligado ao desempenho familiar dos líderes. Em vez disso, o efeito ocorria de forma indireta.
Nas semanas em que os supervisores demonstravam mais comportamentos de apoio, eles também tinham maior probabilidade de compartilhar experiências positivas do trabalho com seus parceiros. O estudo chama esse processo de “capitalização interpessoal trabalho-família”. Em termos simples, os líderes levavam para casa histórias significativas sobre o trabalho e as dividiam com pessoas próximas.
Esse compartilhamento esteve associado a um melhor desempenho dos supervisores em seus papéis familiares, o que, por sua vez, também se relacionou a um melhor desempenho dos parceiros. O efeito transitava do comportamento no trabalho para as conversas em casa, das conversas para o funcionamento da família e, depois, para o outro membro do casal.
Por que histórias positivas sobre o trabalho importam
Muitas pessoas levam o trabalho para casa, mas nem sempre de maneiras construtivas. Levam frustrações, ruminações, cansaço, decisões inacabadas e os resquícios emocionais de reuniões mal-sucedidas. Essas experiências moldam a vida familiar mesmo quando ninguém fala explicitamente sobre elas.
O estudo aponta outra possibilidade. Quando líderes têm experiências positivas e significativas no trabalho, elas podem se transformar em oportunidades de conexão em casa. Eles podem contar sobre como ajudaram um funcionário a lidar com uma situação difícil de cuidado familiar, encontraram uma solução viável para um integrante da equipe ou sentiram que seu papel tornou a vida de alguém um pouco melhor.
Esse tipo de conversa permite que o trabalho entre no ambiente doméstico como fonte de significado, e não de desgaste. Dá aos parceiros uma janela para compreender o dia do líder. Pode despertar orgulho, acolhimento, perspectiva e diálogo. Também pode lembrar ao supervisor uma forma de liderar mais conectada ao propósito do que à pressão.
O benefício, portanto, não está apenas no ato de ajudar. Está na maneira como esse apoio cria experiências positivas que podem ser compartilhadas. Um líder que apoia sua equipe pode sair do trabalho com uma sensação maior de utilidade — e essa percepção pode influenciar a forma como chega em casa.
O papel surpreendente dos conflitos familiares
Uma das descobertas mais interessantes envolve a harmonia familiar. Inicialmente, os pesquisadores esperavam que a liderança favorável à família resultasse em mais compartilhamento positivo quando a harmonia doméstica fosse elevada. Isso parecia intuitivo, já que ambientes familiares acolhedores tenderiam a facilitar essas conversas.
Mas os resultados mostraram o oposto. A relação entre o apoio dos supervisores e a capitalização interpessoal trabalho-família foi mais forte em lares com menor harmonia. Jiang e seus colegas interpretam isso como um possível efeito compensatório.
Isso não significa que famílias com mais conflitos estejam em situação melhor. Famílias mais harmoniosas ainda apresentaram níveis mais altos de compartilhamento positivo. Contudo, em ambientes menos harmoniosos, experiências positivas no trabalho pareciam funcionar como gatilhos mais importantes para promover conexão.
Para líderes, esse achado merece atenção. O trabalho pode agravar tensões familiares quando as pessoas chegam em casa exaustas, distraídas ou emocionalmente indisponíveis. Mas experiências profissionais positivas e significativas podem, em alguns casos, servir como uma ponte.
Como apoiar sem ultrapassar limites
A lição prática não é que gestores devam assumir os problemas pessoais de todos. Isso seria irrealista e pouco saudável. Liderança favorável à família não significa abandonar limites, reduzir exigências ou transformar gestores em terapeutas.
Significa reconhecer as responsabilidades familiares dos funcionários como parte do contexto em que o desempenho acontece. Supervisores favoráveis à família escutam quando seus colaboradores enfrentam demandas concorrentes. Ajudam a pensar em alternativas viáveis, modelam limites razoáveis e evitam tratar questões como cuidado com familiares, doenças ou parentalidade como inconvenientes privados que precisam ser escondidos do ambiente de trabalho.
As organizações também devem deixar de acreditar que esse comportamento depende apenas da boa vontade individual. Se o apoio faz diferença, ele deve ser desenvolvido, reconhecido e incorporado às expectativas de liderança. Gestores precisam de treinamento para responder a demandas familiares sem favoritismo, confusão ou ressentimento.
Os líderes podem começar com uma pergunta simples: “O que tornaria essa situação administrável sem comprometer a qualidade do trabalho?” Essa pergunta evita dois erros frequentes. Ela não ignora a vida do funcionário fora do trabalho, mas também não finge que o desempenho deixou de ser importante.
O que essa pesquisa realmente mostra é que a visão tradicional sobre liderança favorável à família é limitada. Ela trata o apoio como um benefício para os funcionários e um custo para os gestores. A perspectiva mais recente é mais relacional. Ao ajudar funcionários a administrar a fronteira entre trabalho e vida pessoal, líderes também podem criar experiências profissionais mais significativas para si mesmos.
Essas experiências não melhoram automaticamente a vida familiar. Tudo depende do que acontece depois — especialmente se os supervisores compartilham experiências positivas com seus parceiros e se essas conversas passam a integrar a dinâmica familiar.
Ainda assim, a implicação é poderosa. A liderança não termina na porta do escritório. A maneira como gestores tratam seus funcionários pode moldar as histórias que levam para casa, o tom emocional que carregam e a energia relacional disponível para as pessoas mais próximas.
Benjamin Laker é colaborador da Forbes USA. Professor universitário que escreve sobre as melhores formas de liderar ambientes de trabalho.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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Investimento por aluno no Brasil é de 1/3 da média dos países da OCDE

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No Brasil, o gasto anual por aluno desde o ensino fundamental até o ensino superior foi de US$ 4.133 em 2023. O valor corresponde a cerca de um terço (30,39%) da média gasta pelos demais países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (US$ 13.601 por estudante).
Os dados divulgados na terça-feira (29) fazem parte do relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026), publicado pela OCDE. O documento traça um quadro dos principais desafios de sistemas educacionais ao redor do mundo e traz dados de 50 países, incluindo o Brasil.
Na comparação dos gastos anuais por estudante, o investimento brasileiro também ficou abaixo da média de alguns países da América Latina. O Chile, por exemplo, registrou o gasto anual por estudante de US$ 5.794 e a Costa Rica, US$ 7.028/aluno. Os valores foram ajustados para neutralizar as diferenças no custo de vida entre os países.
Investimento público
Apesar do gasto por aluno ser inferior à média dos países, o Brasil investe uma parcela maior do PIB em comparação à média da organização. Em 2023, o gasto público com educação foi de 4,5% do PIB, enquanto entre os países-membros da OCDE o patamar foi de 4%.
Em nota, o MEC (Ministério da Educação) destacou que o relatório aponta queda dos investimentos em educação ao longo de oito anos em todas as localidades. “Entre 2015 e 2023, o indicador [PIB] passou de 5,5% para 4,6% no Brasil e de 4,4% para 4,2%, na média dos países da organização com dados disponíveis para os dois anos”, diz a nota do MEC.
Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, entende que o gasto por aluno abaixo da média dos demais países da OCDE compromete os resultados na aprendizagem, apesar da proporção do investimento ser maior. “O Brasil já investe mais em proporção do PIB do que a média da OCDE, mas quando se traduz em gasto por aluno, ficamos em um patamar muito abaixo. Esse é um dado a ser lembrado sempre quando se cobra, de forma irrealista, que o desempenho seja igual.”
Investimento na educação
O relatório mostra também que os gastos governamentais com educação no Brasil e nos demais países tendem a aumentar conforme o nível de ensino. No Brasil, em 2023, o valor investido por aluno/ano no ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano) foi de US$ 4.064, enquanto no fundamental 2 (6º ao 9º ano) passou para US$ 4.390. Nos países da OCDE, a média gasta por estudante do ensino fundamental1 foi de US$ 12.893; e no fundamental 2, a média alcançada foi de US$ 14.291.
Despesas correntes
No relatório, os gastos em educação foram divididos em despesas de capital (investimentos como infraestrutura) e despesas correntes, que cobrem os custos operacionais regulares das atividades.
O Brasil tem a remuneração de pessoal docente como maior componente das despesas correntes: 75% do orçamento operacional no ensino fundamental é destinado ao salário de professores e demais profissionais da educação. O percentual fica abaixo do registrado na média dos países da OCDE (79%).
Education at a Glance 2026
O Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026) apresenta dados sobre educação de todos os países da OCDE e do Brasil, que é parceiro do programa INES (Indicators of Educational Systems). O relatório também inclui informações de membros do G20 e países em processo de adesão à OCDE, mas que não são membros do INES.
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Taxa de Desemprego Cai para 5,3%, a Menor para o Trimestre até Agosto
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A taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto ficou em 5,3%, a menor já registrada para o período desde 2012, quando se inicia a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, o instituto registrou recorde no número de trabalhadores ocupados, carteira assinada, massa salarial e contribuição para a previdência.
O desempenho do desemprego no período de três meses até agosto representa recuo em relação ao trimestre móvel até maio (5,6%) e em comparação ao mesmo período de 2025 (5,6%). De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o resultado veio em linha com a expectativa de analistas do mercado.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29).
O levantamento mostra que no trimestre até agosto a população ocupada atingiu 103,5 milhões de pessoas, a maior já registrada. Esse contingente representa alta de 0,8% em relação ao trimestre até maio, isto é, mais 774 mil trabalhadores.
A pesquisa revela ainda que os grupamentos de atividade que puxaram a alta da ocupação foram a indústria geral (crescimento de 2%, ou mais 265 mil pessoas) e construção (4,1%, ou mais 306 mil pessoas).
Carteira assinada na máxima
O número de empregados do setor privado com carteira assinada atingiu 39,5 milhões, também recorde.
A população desocupada terminou o período em 5,8 milhões de pessoas, recuo de 4,6% (menos 281 mil) na comparação com o trimestre de março a maio.
A população desalentada, formada por aquelas pessoas que sequer procuram trabalho pois acreditam que não vão encontrar, somou 2,4 milhões até agosto – patamar estável em relação ao trimestre anterior e 11,9% menor (menos 317 mil) em relação ao mesmo período de 2025.
A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,5%, o que representa 38,8 milhões de pessoas. No trimestre anterior era 37,3%.
O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.
Massa salarial recorde
O rendimento mensal médio do trabalhador ficou em R$ 3.777. No trimestre até maio era R$ 3.752. O maior já registrado foi R$ 3.804, no primeiro trimestre de 2026.
A massa salarial, somatório dos salários de todos os trabalhadores, dinheiro que acaba sendo usado para consumo, pagamento de dívidas, investimentos e poupança, alcançou R$ 385,6 bilhões, a maior da série, com crescimento de 1,4% no trimestre (mais R$ 5,2 bilhões) e de 4,8% (mais R$ 17,5 bilhões) em um ano.
Recorde de contribuintes para a Previdência
De acordo com a Pnad, o Brasil atingiu o maior número já apurado de trabalhadores contribuintes para institutos de previdência, 68,5 milhões de pessoas. Isso representa que de cada 100 trabalhadores, 66,2 contribuem.
Ao contribuir para institutos de Previdência, o trabalhador adquire garantias como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.
O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de Previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.
Retrato do mercado de trabalho
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
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Eu preferia minha vida antiga, diz Vozinha, herói Cabo-verdiano da Copa do Mundo

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Vozinha não sofreu gols contra a Espanha — que acabou se sagrando campeã — e contra a Arábia Saudita, graças às suas defesas excepcionais, ajudando Cabo Verde a chegar à fase eliminatória da Copa do Mundo deste ano, mas o goleiro de 40 anos se sente impotente diante da intensa atenção que a fama trouxe para sua vida.
Cabo Verde, um arquipélago próximo à costa oeste da África com uma população de cerca de 500 mil habitantes, surpreendentemente chegou à fase eliminatória em sua primeira participação no torneio mundial, antes de perder por 3 x 2 para a Argentina.
Vozinha, cujas atuações lhe renderam uma indicação ao Troféu Yashin de melhor goleiro do ano, tornou-se uma estrela mundial, com o número de seguidores no Instagram disparando de 56 mil para 28 milhões de pessoas.
“Perdi minha paz e tranquilidade. Não tenho mais privacidade”, disse Vozinha ao jornal britânico Observer.
“Vou a um restaurante e sempre tem alguém querendo tirar uma foto comigo ou pedindo um autógrafo. Ou pior ainda, alguém me filmando… Acho que não há nada que eu possa fazer a respeito.”
Seus familiares também foram afetados, com fãs aparecendo diariamente na casa de sua mãe, em Cabo Verde.
“Não estou lá, então não posso ajudá-los”, disse Vozinha, que deixou o Chaves, clube da segunda divisão portuguesa, para se juntar ao Colo-Colo, do Chile, em julho.
“Muita gente quer ser famosa… mas só vê o lado positivo dessa realidade. Para ser sincero, se me oferecessem a vida que tenho hoje ou a vida que eu tinha antes, eu escolheria a que eu tinha antes.”
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