Cultura
Espírito Santo recebe primeiro Fórum de Turismo Religioso do Sudeste

Forsetur reunirá lideranças religiosas, gestores públicos, especialistas e representantes do trade turístico em Vitória
O Espírito Santo receberá a primeira edição do Fórum da Região Sudeste de Turismo Religioso (Forsetur), um encontro voltado à qualificação e ao desenvolvimento estratégico do segmento nos estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. O evento acontecerá nos dias 11, 12 e 13 de agosto, em Vitória, reunindo lideranças religiosas, gestores públicos, representantes do trade turístico, pesquisadores, empreendedores e especialistas para discutir caminhos para o crescimento do turismo religioso na região.
Com o tema “Peregrinos e Destinos: a força da Espiritualidade no Turismo do Sudeste”, o Fórum propõe uma programação voltada à troca de experiências, apresentação de casos de sucesso, debates sobre governança, planejamento e sustentabilidade, além da construção de diretrizes para o desenvolvimento do segmento. As inscrições são gratuitas e estão abertas na Loja Sebrae/ES.

Nos dois primeiros dias de evento, as atividades ocorrerão no auditório do Sebrae/ES, na Enseada do Suá, com palestras, painéis temáticos, espaço para apresentação de destinos turísticos e cases de sucesso. Já no dia 13, os participantes participarão de uma vivência técnica em território capixaba, conhecendo de perto iniciativas ligadas ao turismo religioso.
A expectativa é reunir entre 200 e 250 participantes, incluindo representantes de instituições religiosas, secretarias municipais e estaduais de turismo, prefeituras, agências de viagens, operadoras de turismo, empresários, guias, turismólogos, instituições de ensino, pesquisadores e demais profissionais ligados ao setor.
Na avaliação do diretor interino de Atendimento do Sebrae/ES, Leonídio Pinheiro, o Fórum cria um ambiente favorável para conectar os diversos setores envolvidos na atividade turística e ampliar as oportunidades geradas pelo segmento. “Para o Sebrae, apoiar o primeiro Fórum da Região Sudeste realizado no Espírito Santo representa uma oportunidade de contribuir para a organização de um segmento que possui grande capacidade de mobilizar visitantes, estimular novos negócios e gerar desenvolvimento econômico nos territórios”.
Leonídio explica que o turismo religioso movimenta muito mais do que os espaços de fé. Segundo ele, a atividade envolve uma ampla cadeia produtiva, formada por meios de hospedagem, bares e restaurantes, agências e operadoras de turismo, receptivos, transportadores, guias, artesãos, produtores culturais, comerciantes e empreendedores da economia criativa. “Quando essa cadeia está integrada e preparada, o fluxo de peregrinos e visitantes pode se transformar em novas oportunidades de trabalho e renda, além de contribuir para a valorização do patrimônio e da identidade cultural das comunidades”.
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Leonídio Pinheiro, diretor interino de Atendimento do SebraeES
O diretor interino salienta ainda que o encontro abre espaço para ampliar o diálogo entre instituições religiosas, poder público, empresas e profissionais do setor, favorecendo a organização dos destinos, a qualificação dos serviços e o desenvolvimento de roteiros capazes de integrar espiritualidade, cultura, história, gastronomia e identidade local. “O Fórum também representa uma oportunidade para ampliar a visibilidade do Espírito Santo, estimular o intercâmbio de boas práticas e estabelecer conexões com destinos religiosos de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e até outras regiões do país”.
Serviço – Fórum da Região Sudeste de Turismo Religioso (Forsetur)
Quando: 11, 12 e 13 de agosto
Locais: dias 11 e 12, no auditório do Sebrae/ES / Rua Belmiro Rodrigues da Silva, 170 – Enseada do Suá, Vitória; dia 13, programação de vivência em território capixaba
Horário: dias 11 e 12, das 8h30 às 18h
Inscrições gratuitas e mais informações: Link
Cultura
Espírito Santo recebe mais de R$ 17,8 milhões do Governo do Brasil para ampliar infraestrutura cultural

Desde 2023, os investimentos federais em infraestrutura cultural no Espírito Santo ultrapassam R$ 17,8 milhões, alcançando 11 municípios e beneficiando uma população estimada em 2,3 milhões de pessoas. Os recursos são destinados à implantação de novos Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) da Cultura e à ampliação da rede de equipamentos culturais itinerantes MovCEUs, fortalecendo o acesso à cultura, a inclusão social e o desenvolvimento territorial em todas as regiões do estado.
O Espírito Santo conta com seis CEUs da Cultura em implementação, somando investimentos de R$ 15,6 milhões por meio do Novo PAC. As unidades estão distribuídas nos municípios de Baixo Guandu, Cariacica, Fundão, Linhares, Serra e Vila Velha.
O estado também recebeu quatro unidades do MovCEU, com investimentos totais de R$ 2,1 milhões do Novo PAC e do Ministério da Cultura (MinC). Três unidades já foram entregues, beneficiando o município de Vitória. Outra está prevista para Nova Venécia.
NACIONAL – Desde 2023, os investimentos federais em infraestrutura cultural no Brasil ultrapassam R$ 699,8 milhões, distribuídos em 372 municípios. A estratégia nacional reúne a implantação de 225 novos CEUs da Cultura, a retomada de 23 obras dos CEUs das Artes e a expansão da rede MovCEU, que contará com 124 unidades financiadas pelo Governo do Brasil em todas as regiões do país.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Cultura
Lula anuncia em Aracruz ações para fortalecer culturas tradicionais e populares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, participaram, nesta manhã de quinta-feira (21), da cerimônia da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, no município de Aracruz, no Espírito Santo. 
Na ocasião, foram assinados pelo governo federal o decreto de reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e a criação da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares.
Foram assinadas também as portarias que regulamentam a Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e o Programa Festejos Populares do Brasil.
“É uma alegria imensa ver de perto a força e a resistência dessa teia tecida a tantas mãos. Essa teia tecida com tanto esmero pelos ancestrais, pelos mestres e pelas mestras da cultura popular que vieram depois, e por todas e todos vocês que acrescentam mais e mais fios a esse novelo de tantas linhas e tantas cores. Uma teia que reverencia o passado, abraça o presente e aponta para o futuro do Brasil que estamos tecendo juntos todos os dias, fio por fio”, disse o presidente, ao auditório lotado do Sesc Formosa.
O local, que tem capacidade para mais de 2 mil pessoas, foi ocupado por representantes das culturas de todas as regiões do país. No palco, junto às autoridades de governo e de entidades culturais, estavam os grupos Guerreiros Tupinikim e Aguidavi do Jeje, que participaram do início da cerimônia com manifestações artísticas.
O hino nacional foi entoado pela cantora Luedji Luna, com acompanhamento instrumental dos grupos.
Além disso, uma apresentação das bandas de congo da região, como as de São Sebastião da Barra do Riacho e São Benedito de Itaparica, antecedeu a cerimônia.
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Culturas indígenas
A ministra Margareth Menezes anunciou a instauração do comitê que vai tratar do Plano Nacional de Culturas Indígenas.
“Uma importante entrega que faremos e que está sendo construída coletivamente com as organizações indígenas, a fim de que as políticas culturais alcancem da melhor forma aqueles que mantêm a floresta em pé, que preservam os biomas e que combatem no dia a dia o desastre climático”, anunciou.
Na cerimônia, houve ainda a distribuição de placas de identificação aos pontos de cultura cujos representantes estavam presentes. Posteriormente, as placas serão enviadas a todos os cerca de 16 mil pontos de cultura certificados no país, no contexto da Política Nacional de Cultura Viva.
“Dezesseis mil pontos de cultura espalhados por mais de 2,2 mil municípios, 16 mil pontos de luz pulsando nas periferias, favelas, assentamentos rurais, quilombos e territórios indígenas. São 16 mil pontos de representações culturais que vão da matriz africana ao hip hop e demais expressões contemporâneas”, destacou Lula sobre os pontos de cultura.

Estandartes dos estados são apresentados durante abertura oficial da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil
Cultura Viva
Há 22 anos, foi criado o Programa Cultura Viva, com o objetivo de apoiar e fortalecer iniciativas culturais de base comunitária, tornando-se política nacional ao ser instituído por lei em 2014. Os Pontos e Pontões de Cultura, espalhados por todo o país, fazem parte dessa política.
Segundo o governo federal, as ações da atual gestão têm o objetivo de fortalecer as políticas públicas do setor e possibilitar a continuidade das ações culturais desenvolvidas nas comunidades.
“Cada centavo investido na cultura retorna em identidade, autoestima e memória. Retorna também em oportunidade de trabalho e geração de renda. O investimento em cultura movimenta uma indústria potente, estimula a economia, transforma vidas e cidades”, acrescentou Lula.
“Mesmo com a extinção do Ministério da Cultura e o desmonte das políticas culturais no governo passado, os pontos e pontões sempre se mantiveram firmes, ativos e cheios de vida”, lembrou a ministra Margareth Menezes. “A Teia é a materialização e o nosso compromisso com o potencial social e popular como elemento estruturante das nossas políticas públicas e do país que queremos”, acrescentou.
Após um hiato de 12 anos, a Teia Nacional dos Pontos de Cultura foi retomada, reunindo agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos.
Além das apresentações artísticas e vivências culturais, o evento promove fóruns que discutem políticas de cultura, especialmente de base comunitária. A programação, que acontece até 24 de maio, está no site do evento.
Outras entregas
O presidente realizou ainda a entrega de 89 unidades do MovCeus, equipamentos culturais itinerantes, adaptados com biblioteca, estúdio audiovisual, recursos tecnológicos, oficinas e cinema ao ar livre, levando infraestrutura cultural a localidades historicamente desassistidas.
O governo federal anunciou também, nessa passagem por Aracruz, a entrega de 12 micro-ônibus do Programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, e 11 vans do Programa Especial de Saúde do Rio Doce, do Ministério da Saúde.
*A equipe de reportagem viajou a convite do Ministério da Cultura.
Cidades
Prefeitura de Linhares anuncia restauração do Farol de Regência e urbanização do seu entorno

O prefeito de Linhares, Lucas Scaramussa, anunciou a restauração da cúpula do Farol de Regência, atendendo a uma antiga reivindicação dos moradores e turistas que frequentam a vila de pescadores, no litoral de Linhares.
O projeto de restauro foi submetido a aprovação do Conselho Municipal de Cultura. Agora, o Fundo Municipal de Cultura vai avaliar o projeto para liberar os recursos necessários para o restauro do Farol.
Além da reforma do cartão postal histórico, a secretaria municipal de Obras e Serviços Urbanos vai urbanizar todo o espaço próximo ao farol, com calçamento, área de lazer, quadras de vôlei e futevôlei, iluminação adequada e paisagismo, que serão realizados com recursos próprios do Município.
O Farol do Rio Doce foi instalado, em Regência, no dia 15 de novembro de 1895. Em 1998, foi tombado pelo Governo do Espírito Santo.
O farol possuía estrutura metálica de 30 metros de altura, lentes refletoras e mecanismos de iluminação, que sinalizavam para embarcações situadas em uma área de até 17 milhas. Atualmente, esse tipo de farol não é mais fabricado.
“Não há como falar de Regência sem se lembrar do farol. Ele tem uma importância turística, estética e cultural para a Vila e, principalmente, para Linhares. Com essa restauração, vamos recuperar parte de nossa história. Esta é mais uma conquista dos moradores de Regência que idealizaram conosco esse restauro”, disse o prefeito Lucas Scaramussa.

O farol possuía estrutura metálica de 30 metros de altura, lentes refletoras e mecanismos de iluminação, que sinalizavam para embarcações situadas em uma área de até 17 milhas. Atualmente, esse tipo de farol não é mais fabricado.
“Não há como falar de Regência sem se lembrar do farol. Ele tem uma importância turística, estética e cultural para a Vila e, principalmente, para Linhares. Com essa restauração, vamos recuperar parte de nossa história. Esta é mais uma conquista dos moradores de Regência que idealizaram conosco esse restauro”, concluiu, Scaramussa.
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