Tecnologia
SpaceX pode faturar até R$ 2,6 trilhões por ano com IA, diz Elon Musk

A SpaceX pode deixar de ser conhecida principalmente como uma empresa de foguetes e se transformar em uma gigante de inteligência artificial (IA). Segundo Elon Musk, a operação de IA da companhia poderá gerar entre US$ 300 bilhões e US$ 500 bilhões (R$ 1,5 trilhão/R$ 2,6 trilhões) em receita anual até o fim de 2027, caso os planos de expansão da empresa sejam concretizados.
A projeção foi apresentada pelo fundador e CEO da SpaceX durante reunião com funcionários, publicada pela empresa nesta terça-feira (11) no X.
Musk afirmou que a receita de IA da SpaceX deve superar a de todas as outras áreas da companhia já em setembro deste ano e crescer ainda mais no quarto trimestre. “Nossa receita de IA provavelmente vai superar todas as outras receitas da SpaceX em setembro — no próximo mês — e vai superar significativamente todas as outras receitas da SpaceX no quarto trimestre”, afirmou.
Segundo o executivo, a IA já se tornou uma parte extremamente importante do futuro da companhia.
IA pode representar 99% do valor da SpaceX
- A mudança de foco ganhou força no início deste ano, quando a SpaceX adquiriu a xAI, empresa de IA fundada por Musk em 2023;
- A companhia é responsável pelo chatbot Grok e também opera o Colossus, um dos grandes complexos de supercomputação voltados para IA nos Estados Unidos, localizado no Tennessee;
- Para Musk, porém, a aquisição foi apenas o começo. “Provavelmente em quatro ou cinco anos, a IA será 99% do valor da SpaceX; eu diria que em cinco anos, com certeza”, afirmou. “E o valor da SpaceX será um número astronômico.”
- A projeção está relacionada principalmente à expansão da capacidade computacional da empresa.
Atualmente, a SpaceX possui cerca de 1,4 gigawatt de capacidade de computação para IA, que é disponibilizada para empresas de tecnologia e laboratórios de IA. A meta é elevar esse número para 10 GW até o fim do próximo ano.
De onde viriam os R$ 2,6 trilhões
Musk calcula que cada watt de capacidade computacional para IA poderá gerar entre US$ 30 e US$ 50 (R$ 155,23/R$ 258,71) em receita. Com 10 GW de capacidade — o equivalente a dez bilhões de watts —, a conta chegaria a uma receita anual entre US$ 300 bilhões e US$ 500 bilhões.
“O valor por watt provavelmente ficará entre US$ 30 e US$ 50, o que significa que, se colocarmos dez gigawatts de IA em operação até o fim do próximo ano, teremos entre US$ 300 bilhões e US$ 500 bilhões por ano em receita”, disse Musk. “Números grandes.”
A projeção, portanto, não representa uma receita já existente nem uma previsão financeira garantida. Trata-se de uma estimativa apresentada pelo próprio Musk com base na capacidade computacional que a SpaceX pretende colocar em operação.
Leia mais:
- SpaceX está em crise? Entenda a pressão após estreia na bolsa
- Tesla e SpaceX revelam plano bilionário para dominar chips de IA
- SpaceX planeja construir fábricas na Lua para produzir satélites de IA
SpaceX quer fabricar seus próprios chips
A estratégia da companhia vai além da construção de data centers. A SpaceX anunciou recentemente planos para construir, no Texas (EUA), um gigantesco complexo chamado Terafab, em parceria com a Tesla.
A instalação deverá produzir semicondutores avançados para diferentes aplicações, incluindo os sistemas utilizados nos projetos de IA da companhia.
Outro plano ambicioso envolve o espaço. A SpaceX pretende colocar até um milhão de satélites de IA, chamados Starmind, em órbita baixa da Terra nos próximos anos.
Os satélites seriam lançados pelo Starship, foguete totalmente reutilizável que ainda está em desenvolvimento.

A ideia é utilizar a enorme capacidade de lançamento do Starship para colocar em órbita uma infraestrutura de computação distribuída, ampliando ainda mais a capacidade de processamento da empresa.
Data centers na Lua também estão nos planos
Em um horizonte ainda mais distante, Musk pretende levar a infraestrutura de IA para fora da Terra. A SpaceX planeja construir fábricas na Lua capazes de produzir os componentes necessários para data centers fora do planeta.
Esses centros de processamento seriam instalados em órbita e poderiam receber satélites lançados a partir da superfície lunar por meio de lançadores eletromagnéticos, dispositivos semelhantes a enormes trilhos capazes de acelerar cargas até altas velocidades.
O projeto faz parte de uma visão de longo prazo na qual a IA e a infraestrutura computacional deixam de depender exclusivamente da superfície terrestre.
Mercado de IA de R$ 119 trilhões
As ambições da SpaceX aparecem também nos documentos apresentados pela companhia antes de sua abertura de capital. Nos registros, a empresa estimou um mercado endereçável total de US$ 28,5 trilhões (R$ 147,4 trilhões) para seus negócios no futuro. Quase US$ 23 trilhões (R$ 119 trilhões) desse mercado estariam relacionados à IA.
Para dimensionar a magnitude da estimativa, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no ano passado foi de aproximadamente US$ 30,8 trilhões (R$ 159,4 trilhões).
Musk resume sua visão de futuro em uma frase: “O futuro é fundamentalmente IA e robôs.” Segundo o executivo, se a civilização continuar avançando, a quantidade de IA poderá superar em mais de um trilhão de vezes a inteligência biológica.
Musk diz que objetivo vai além do dinheiro
Apesar das projeções financeiras gigantescas, Musk afirmou que a expansão da SpaceX em IA não tem como objetivo apenas gerar dinheiro. “É importante que tenhamos uma IA que se importe com a humanidade, que promova a humanidade e nos ajude a chegar a outros planetas e outros sistemas estelares”, disse.
Ele também defendeu que a SpaceX desenvolva tanto o hardware quanto o software de IA. “É por isso que acho essencial que a SpaceX tenha sucesso não apenas com hardware de IA, mas também com software de IA”, disse.
Musk disse acreditar que uma IA desenvolvida pela SpaceX poderia ser especialmente benéfica para a humanidade e descreveu a empresa como um grupo formado por algumas das pessoas mais capazes do mundo.
No fim da reunião, o executivo também tentou convencer os funcionários a contribuírem com a expansão da área de IA com promessa bastante ambiciosa. “Um dos benefícios disso também é que qualquer pessoa na SpaceX que queira ir à Lua ou a Marte poderá ir no futuro. Você tem a minha palavra”, afirmou.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (10/09/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (10/09).
Conselheiro da OpenAI alerta que IA pode sair do controle em breve
Um conselheiro da OpenAI alertou para os riscos do avanço acelerado da inteligência artificial. Para Paul Christiano, a indústria ainda não está no caminho para reduzir a um nível aceitável o risco de perdermos o controle da IA.
Anthropic bloqueia uso de IA em pesquisas ligadas a armas biológicas
A Anthropic informou ter bloqueado o uso de seus modelos de IA em pesquisas que poderiam contribuir para o desenvolvimento de armas biológicas. Em um dos casos citados pela empresa, um pesquisador pediu ajuda para modificar o vírus chikungunya e torná-lo mais nocivo.
Agosto de 2026 foi o mês mais quente da história!
A temperatura média global do ar na superfície chegou a 16,96°C, ficando 1,65°C acima da média do período pré-industrial. Com isso, agosto deste ano empatou com julho de 2023 como o mês mais quente já registrado.
Rover Curiosity encontra marcas diferentes de tudo o que já vimos em Marte
O rover Curiosity, da NASA, encontrou pequenos buracos incomuns no solo de Marte enquanto avançava pelo Vale Grande, no Monte Sharp. As formações não se parecem com nenhuma marca já identificada no Planeta Vermelho, o que deixou os cientistas intrigados.
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Osso encontrado em caverna na China pertence a misterioso grupo de hominídeos extinto

Uma caverna no sudoeste da China está ajudando cientistas a reconstruir a história de um dos grupos mais misteriosos da evolução humana. Pesquisadores encontraram na caverna de Bianfu, na província de Yunnan, fósseis de denisovanos, ferramentas de pedra e milhares de ossos de animais que indicam que esses antigos humanos ocuparam o local por mais de 100 mil anos.
As descobertas foram apresentadas em dois estudos publicados na revista Nature (aqui e aqui). A caverna foi utilizada entre aproximadamente 190 mil e 70 mil anos atrás, enquanto cinco fósseis humanos identificados no local têm entre cerca de 134 mil e 167 mil anos.
Os denisovanos são uma linhagem de humanos antigos que viveu na Ásia. A existência do grupo foi inicialmente revelada por análises de DNA antigo, mas a escassez de fósseis dificulta a compreensão de sua aparência, comportamento e adaptação a diferentes ambientes.
Até agora, os pesquisadores conheciam apenas um pequeno número de restos corporais desses humanos. A descoberta em Bianfu amplia significativamente esse registro, especialmente por incluir um osso que nunca havia sido identificado em um denisovano.
Primeiro osso do antebraço
- Durante escavações realizadas na caverna, os pesquisadores encontraram milhares de fragmentos ósseos. Em 2019, foram recuperados quase 1,4 mil artefatos de pedra, mais de 64 mil ossos de mamíferos e dentes humanos;
- O problema era identificar quais dos fragmentos pertenciam a humanos. Para isso, a equipe combinou uma análise morfológica inicial com uma técnica chamada ZooMS, que utiliza proteínas de colágeno para identificar a espécie à qual um fragmento ósseo pertence;
- A análise confirmou cinco restos humanos como denisovanos: dois fragmentos de ossos do crânio, um fragmento do rádio e dois dentes. Os pesquisadores identificaram nos cinco exemplares uma variante proteica específica associada aos denisovanos;
- O fragmento do rádio é particularmente importante. Trata-se de um dos dois ossos longos do antebraço e é o primeiro rádio denisovano confirmado até hoje;
- O osso apresenta uma combinação incomum de características. A região próxima ao cotovelo é grande e apresenta semelhanças com rádios de neandertais, enquanto o formato externo geral e a geometria de sua região central se aproximam mais dos humanos modernos;
- Segundo os pesquisadores, essa combinação pode indicar demandas biomecânicas e adaptações comportamentais próprias dos denisovanos que viviam naquela região.

Uma caverna usada durante milhares de gerações
Os vestígios encontrados em Bianfu também ajudam a revelar como os denisovanos utilizavam o ambiente.
Entre os quase 1,4 mil artefatos de pedra recuperados, havia cerca de 200 ferramentas feitas de lascas, muitas produzidas com uma rocha sedimentar disponível localmente. Marcas encontradas nos ossos de animais indicam que os instrumentos eram usados para processar carcaças.
Os pesquisadores identificaram evidências de que os denisovanos caçavam, desmembravam animais e retiravam a medula dos ossos. Entre as presas estavam animais de médio e grande porte, incluindo espécies semelhantes a bovinos e cervos.
As ferramentas de pedra encontradas na caverna, porém, são diferentes de instrumentos mais sofisticados produzidos por neandertais no mesmo período. Os artefatos de Bianfu parecem ter sido fabricados de maneira rápida e eficiente, usando materiais disponíveis nas proximidades.
Ao mesmo tempo, os denisovanos também produziram ferramentas de osso, prática que já havia sido observada entre neandertais.
Quem eram os denisovanos?
Os denisovanos continuam sendo um dos grupos mais enigmáticos da evolução humana, justamente porque o registro fóssil é extremamente fragmentado.
Eles são geneticamente relacionados a neandertais e humanos modernos, e análises de DNA mostram que os três grupos chegaram a cruzar entre si no passado. Apesar disso, durante muito tempo os pesquisadores tiveram pouquíssimas evidências físicas para entender como os denisovanos eram ou como viviam.
O novo material encontrado na China ajuda a preencher uma dessas lacunas. A caverna de Bianfu é atualmente o local com o registro fóssil denisovano mais rico conhecido fora da famosa caverna de Denisova, na Sibéria.
A descoberta também amplia o conhecimento sobre a distribuição geográfica do grupo. Os restos encontrados em diferentes camadas da caverna indicam que os denisovanos estavam presentes na região durante um período de mudanças climáticas e que o ambiente do planalto de Yunnan-Guizhou oferecia condições favoráveis para sua sobrevivência.
Os pesquisadores esperam agora utilizar técnicas semelhantes de análise de proteínas para identificar outros ossos humanos entre os milhares de fragmentos encontrados em sítios arqueológicos. A expectativa é que novos fósseis ajudem a entender melhor como os denisovanos se adaptaram às mudanças ambientais e à convivência com outros grupos humanos.
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LOUD vence NRG em série de cinco mapas, vai à final do VCT Americas e garante vaga no Champions

A LOUD está na grande final do VCT Americas. Neste sábado (5), a equipe brasileira derrotou a NRG por 3 a 2 em uma série melhor de cinco e, além de avançar à decisão, garantiu sua classificação para o Champions Shanghai.
Agora, a LOUD volta ao servidor neste domingo (6), às 14h, quando enfrenta a 100 Thieves em uma série melhor de cinco pelo título do VCT Americas. A equipe norte-americana chegou à decisão após vencer a NRG por 2 a 0 na fase anterior.
Para a LOUD, a classificação internacional também encerra um período de ausência: segundo Luque, será a primeira participação da organização no Champions em três anos.
LOUD mantém a calma para fechar série em cinco mapas

O confronto contra a NRG chegou ao quinto mapa e teve o controle emocional como um dos principais temas após a partida. Erde contou que a equipe conseguiu fazer um reset mental antes do mapa decisivo e entrar mais tranquila para buscar a vitória.
Do outro lado, a NRG reconheceu a capacidade de adaptação da adversária. Bonkar destacou especialmente a mudança de desempenho da LOUD na Lotus em relação aos treinamentos entre as equipes.
“Da última vez que jogamos contra eles, nós acabamos com eles. Desta vez, eles acabaram conosco”, afirmou Bonkar.
Apesar da eliminação, a temporada da NRG ainda não terminou. A equipe já está classificada para o Champions Shanghai, e Ethan afirmou que o resultado em São Paulo não representa uma crise semelhante a outros momentos difíceis vividos pelo time. Para ele, foram apenas “alguns dias ruins”.
LOUD volta ao Champions

Além da vaga na final, a vitória confirmou a LOUD entre os representantes das Américas no próximo Champions. Romanilli, único argentino classificado para o torneio, destacou o peso pessoal da conquista e lembrou que mantém uma bandeira de seu país no quarto em Los Angeles.
“Hoje eu subi um degrau muito grande. Quero mais. Quero ganhar amanhã”, afirmou Romanilli.
Darker também celebrou a classificação como o único colombiano no Champions e dedicou a conquista a Davis, ex-jogador já falecido.
“Um campeão não nasce campeão, ele é feito”, disse.
Para Tecazinho, que disputa sua primeira temporada nos palcos do Tier 1, a campanha também representa uma experiência inédita. O jogador classificou o momento como “incrível” e destacou tanto a química entre os companheiros quanto o apoio recebido em São Paulo.
A força da torcida voltou a ser mencionada por Luxo. Questionado sobre quanto da energia da equipe vinha dos próprios jogadores e quanto vinha das arquibancadas, ele resumiu: “50/50, a gente e a torcida.”
LOUD e 100 Thieves decidem o VCT Americas
A LOUD terá pouco tempo para comemorar. A grande final contra a 100 Thieves acontece neste domingo (06), às 14h, novamente em uma melhor de cinco.
As duas equipes chegam à decisão também com suas vagas no Champions garantidas. Para os brasileiros, porém, o domingo representa a oportunidade de transformar a recuperação durante os playoffs em título diante da própria torcida.
Depois de eliminar G2 e NRG em sequência, a LOUD agora está a uma série de terminar sua passagem por São Paulo como campeã das Américas.
A final poderá, também, ser acompanhada nas redes oficiais da VCT Americas.
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