Política
“O governador tem que sair um pouco da bolha, atender os aliados”, diz Bacellar sobre Castro

Por Marcelo Remigio, de O Globo
Com embarque acertado no União Brasil, partido em que presidirá o diretório estadual, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, traçou como prioridades para o segundo semestre a votação de propostas do Executivo para a flexibilização de fundos estaduais — o que daria um fôlego ao caixa do governo em meio à queda de arrecadação — e do projeto que garante aos parlamentares o direito de apresentar emendas impositivas. Ex-secretário estadual de Governo e aliado de Cláudio Castro, Bacellar diz que ainda falta melhorar a relação do governador, que teve papel importante em sua eleição para a Mesa Diretora, com seus aliados. E sugere que o Palácio Guanabara não “antecipe” as eleições de 2026, para não prejudicar a atual gestão.
Neste momento em que o estado enfrenta forte queda de arrecadação e já faz cortes em investimentos, os deputados planejam aprovar a implantação de emendas individuais impositivas. O senhor é a favor?
Eu sempre fui a favor das emendas, porque eu acho que esse é um direito do parlamentar. Independentemente da filosofia ou da questão partidária, é a maneira que ele tem de fazer política, é a maneira que ele tem de atender a sua base. Já colocamos na primeira discussão. Vou trazer de volta agora neste segundo semestre. Eu não vejo problema algum estarmos só discutindo. Qual a melhor forma? Qual o tamanho dessas emendas? Se vamos fazer uma vinculação restringindo onde elas serão aplicadas, para também não ficar meio solto? Mas eu posso dizer que, na minha opinião, enquanto deputado e presidente da Casa, eu sou favorável às emendas e a que os 70 deputados sejam contemplados independentemente de ser oposição ou base.
E, diante desse orçamento enxuto, como está a relação do Executivo com deputados estaduais e prefeitos?
Não sei se a palavra ideal é “difícil”. Até melhorou bastante. A gente tem hoje uma base muito sólida de deputados que entendem o momento atual, em especial orçamentário e financeiro do estado. Às vezes, na minha opinião, apesar de eu ser aliado do governo, eu não deixo de falar aquilo que entendo que é o melhor. Acho que o bom amigo não passa a mão na cabeça. Ele fala a verdade. Eu acho que falta um pouco mais de atendimento do governador, atender os aliados. Já deixei isso claro para ele. Inclusive, pelo que eu sei dos últimos meses, o governo começou a dar uma atenção maior ao parlamentar, até porque o deputado é o para-choque da população. É muito mais difícil chegar ao governador do que ao parlamentar. De certa forma, a relação está arrumada, mas já dei esse toque muito respeitoso de que o governador tem que sair um pouco da bolha e voltar para o mundo real. Então, o mundo real é o fato de ouvir mais a rua.
Ano que vem tem eleições municipais. Como pacificar essa relação em tempos de recursos escassos?
Ser muito sincero e objetivo. Eu não posso ter um saco com cem balas e prometer 150, porque a conta não vai fechar. Deixei isso claro para o governador, que a gente tem que chamar os prefeitos e falar: olha, a nossa realidade há um ano ou há dois anos era essa, e eu consegui te prometer isso. Mas a realidade mudou. Assim, do “X” que eu te prometi, agora eu só posso te entregar “Y”. Ser firme e muito direto e não contar história, para que o prefeito possa fazer a sua política lá na ponta, e a população possa ser atendida.
Mas isso tem afetado a administração?
Acho que a gente nunca pode deixar que o processo eleitoral prejudique o governo e o cidadão. Já deixei isso alertado ao governador, que tem pensado nas eleições de 2026 (pleitos estaduais e para o Congresso). Entendo que a gente pode até começar a falar das eleições municipais de 2024, porque serão a pouco mais de um ano. Mas, com apenas seis meses de um novo mandato, um governo só pensar e falar de 2026 vira loucura. Tem que tomar muito cuidado com isso e fazer as entregas prometidas, porque eleição se faz realizando, cumprindo, fazendo alianças sólidas e, acima de tudo, não se esquecendo de quem está caminhando com a gente desde o início. Sem isso, não se elege. A gente tem muito problema para resolver até 2026. Tem muita entrega para fazer de modo que a população se sinta mais realizada e satisfeita para, aí sim, a gente poder pensar em eleição. Tem muito secretário que ainda precisa acordar e entender que aquele pedaço ali (secretaria), aquele feudo, não é dele e, sim, de um governo.
Qual a avaliação que o senhor faz do governo Cláudio Castro?
Eu acho que é só trazer um pouquinho o trem para o trilho, fazer aquilo que a gente fez muito bem naqueles dois anos após o impeachment (de Wilson Witzel), que é cuidar da população e estar mais presente na rua. Percorrer o estado como um todo e entregar, sem falsas promessas, resultados. Sendo firme, direto e objetivo, porque eu acho que muitas das vezes, em um estado combalido como o nosso nesses últimos 20 anos, fazer o básico é muito melhor do que pensar grande demais. O governador sabe que pode contar comigo. O governo tem tudo para voltar a ter o sucesso que a gente desempenhou nessa primeira oportunidade (primeiro governo), que de certa forma foi muito curta. A gente teve apenas dois anos de administração. Mas ainda é o início de tudo. Eu acho que tem tudo para acertar. Vamos deixar um pouco o processo eleitoral do lado e pensar em trabalhar e entregar na ponta (população), porque vai dar certo.
Além das emendas impositivas, quais pautas serão prioritárias neste segundo semestre?
As que vão ao encontro exatamente da questão da queda de arrecadação do estado. A volta aos trabalhos da Casa vai justamente neste sentido, de a gente reorganizar a questão de diversos fundos que o estado possui, como os da Polícia, dos Bombeiros e do Meio Ambiente. Enfim, porque não é escondido para ninguém que a gente teve uma queda brutal de arrecadação no estado. O Rio não pode parar de fazer investimentos, sob pena de a gente pagar um preço ainda maior pela recessão econômica. Acredito que o grande desafio é, junto com esse desejo nacional pela Reforma Tributária e a baixa das taxas de juros, deixar o estado mais pujante, ter dinheiro não só para manter os salários em dia e para tocar a máquina, mas também para permitir investimentos.
O Executivo fez algum pedido especial para a Alerj?
Nossos técnicos de Orçamento e Fazenda, junto com o governador Cláudio Castro, fizeram uma reunião no Palácio Guanabara para falar dessa questão dos fundos. Há um entendimento de que o governo vai mandar matérias para cá no sentido de flexibilizá-los, justamente para a gente ter um respiro orçamentário melhor. E, assim, para que a gente consiga cumprir as metas de investimentos no estado.
(A flexibilização dos fundos — cujos recursos só podem ser aplicados em determinada área — permite remanejamentos e pode gerar um reforço de caixa de cerca de R$ 6 bilhões este ano).
O senhor trocou o PL pelo União Brasil. Sobre a eleição do ano que vem, o que defende para o partido na capital?
Não tem um nome ainda acertado no partido, mas cresce a ideia de trazer Rodrigo Amorim para o União Brasil e lançá-lo candidato a prefeito do Rio. Amorim é um dos colegas mais capacitados que a gente tem aqui na Casa, não é à toa que ele é o presidente da principal comissão da Casa, a de Constituição e Justiça (CCJ). É importante para a gente ganhar. Vejo com bons olhos o União Brasil ter uma candidatura própria. Mas também estamos conversando com o PL. Tenho conversado com diversos outros partidos, a gente tem que pensar política macro, e não de maneira umbilical. Tenho um carinho e uma amizade com o prefeito Eduardo Paes, sempre deixo isso muito claro. Mas acho que a gente tem que pensar política para todos e não só para um feudo. Assim é crítica.
O fortalecimento do União Brasil no estado amplia a participação no governo? Vai negociar alguma pasta?
Acho que o União Brasil está muito bem contemplado no governo. Já é a base do núcleo duro do governador Cláudio Castro e não existe pleito nesse sentido.
A polarização política das eleições do ano passado ainda permanecerá no Rio em 2024?
Eu não tenho dúvida. O Rio ainda é muito Bolsonaro, muito direita. Claro que o PT e a esquerda vão tentar avançar nesse processo eleitoral. Na minha opinião, o que se avizinha no Rio ainda é o centro-direita sendo vitorioso.
Como o senhor vê o terceiro governo de Eduardo Paes?
É um cara por quem eu tenho um carinho e respeito. É trabalhador, mas, muito respeitosamente, tem que só trazer um pouco mais a classe política para perto dele. E parar de ser o político e o prefeito só da cozinha dele. Se ele me permite esse pitaco, um pitaco para o bem, a hora que ele fizer isso, o prefeito do Rio conseguirá ter uma roupagem melhor. Ele está fazendo um trabalho, mas de certa forma também está correndo muito sozinho. É importante a gente debater, ouvir outras ideias, outros nomes, para a gente decidir lá na frente, com mais segurança, o que é melhor para o futuro, não só no município do Rio como também do estado.
O Globo*
Eleições 2026
Breno NilRegi se fortalece como pré-candidato a deputado federal da direita no Sul do Espírito Santo

Com a aproximação das eleições de 2026, as articulações políticas ganham força em todo o Espírito Santo, enquanto partidos e lideranças começam a definir os nomes que disputarão vagas na Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Governo do Estado. Nesse cenário, alguns pré-candidatos passam a consolidar seus projetos e ampliar a presença nas diferentes regiões capixabas. As definições, no entanto, ainda dependem das convenções partidárias e do posterior registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral, conforme prevê a legislação.
No Sul do Estado, um dos nomes colocados para a disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados é o de Breno NilRegi, filiado ao Republicanos. Ligado ao grupo político do ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, que é apontado como pré-candidato ao Governo do Espírito Santo, Breno surge como o único nome da região Sul dentro da legenda para disputar uma vaga na Câmara Federal.
Disputa anterior terminou com mais de 10 mil votos
Breno Nilregi participou das eleições de 2022 como candidato a deputado federal e recebeu 10.777 votos. Na ocasião, realizou sua primeira disputa eleitoral. Segundo aliados, a candidatura foi estruturada em um curto espaço de tempo e com recursos limitados, resultado que passou a servir de base para a construção do projeto político visando as eleições de 2026.
Desde então, Breno também acumulou experiência na gestão pública, ao exercer por nove meses o cargo de secretário municipal de Turismo de Marataízes.
Único representante da direita do Sul capixaba
Dentro da composição do Republicanos para as eleições estaduais, Breno Nilregi é apresentado como o único pré-candidato a deputado federal do Sul capixaba alinhado ao projeto político liderado por Lorenzo Pazolini. A proposta é ampliar a atuação nos 26 municípios da região, com atenção especial para Marataízes, Cachoeiro de Itapemirim, Presidente Kennedy e Itapemirim.
Além da trajetória política, Breno é conhecido na região por sua atuação no setor empresarial, onde sua família mantém empreendimentos nos segmentos de panificação e alimentação.
O coordenador político da pré-campanha, apóstolo João Batista, afirma acreditar na viabilidade eleitoral do projeto. Segundo ele, o período de preparação realizado após as eleições anteriores fortaleceu a estrutura da pré-candidatura e ampliou a presença regional do nome de Breno Nilregi para a disputa de 2026.
Agenda de Pazolini no Sul do Estado
Durante reunião realizada nesta segunda-feira (20), em Vitória, Breno Nilregi participou de um encontro com o ex-prefeito da capital, Lorenzo Pazolini, e com o deputado estadual Alcântara. Entre os assuntos discutidos, ficou definida a organização da agenda de Pazolini nos municípios do Sul do Espírito Santo, que ficará sob a coordenação de Breno.
A definição reforça a participação do ex-secretário de Turismo de Marataízes na articulação política do grupo na região. Caberá a Breno coordenar a agenda do pré-candidato ao Governo do Estado nos 26 municípios do Sul capixaba, função que, segundo interlocutores do grupo político, reflete a confiança depositada em sua atuação regional e fortalece sua presença nas articulações para as eleições de 2026.
Da Redação – InformeES.com.br
Política
Filho de Sérgio e Sueli Vidigal, médico Serginho Vidigal é lançado pré-candidato a federal e reacende expectativa de representação da Serra em Brasília

A política da Serra pode estar diante de um novo capítulo. O médico oftalmologista Serginho Vidigal teve o nome confirmado como pré-candidato a deputado federal pelo Podemos durante a convenção estadual do partido, realizada na noite desta segunda-feira (20), em Vitória.
A confirmação marca a estreia de Serginho em uma disputa eleitoral e também simboliza a continuidade de uma das famílias mais conhecidas da política capixaba. Filho do ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, e da ex-deputada federal Sueli Vidigal, o médico chega ao cenário político carregando um sobrenome que, ao longo de décadas, esteve diretamente ligado ao desenvolvimento do município e à representação do Espírito Santo em Brasília.
Mais do que um novo nome na corrida eleitoral de 2026, a pré-candidatura reacende a expectativa de que a Serra volte a conquistar uma cadeira própria na Câmara dos Deputados. Maior cidade do Espírito Santo em população e uma das principais forças econômicas do Estado, o município busca ampliar seu protagonismo na representação federal.
A convenção do Podemos aconteceu no Espaço Cultural Sala Egydio Antônio Coser, no Edifício Palácio do Café, na Enseada do Suá, em Vitória. Além da confirmação dos pré-candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, o partido oficializou apoio às pré-candidaturas de Ricardo Ferraço (MDB) ao Governo do Estado e de Renato Casagrande (PSB) e Rose de Freitas (MDB) ao Senado.
Tradição e a Trajetória de Serginho Vidigal
Aos 38 anos, Serginho Vidigal construiu sua trajetória na área da saúde. Médico oftalmologista, atuou por mais de uma década como preceptor no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM), referência do Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo, experiência que passa a integrar sua apresentação ao eleitorado.
A entrada de Serginho na disputa representa também a renovação de uma tradição política familiar. Sérgio Vidigal exerceu mandatos como deputado federal antes de comandar a Prefeitura da Serra por diferentes períodos, enquanto Sueli Vidigal também representou o Espírito Santo na Câmara dos Deputados. Agora, o filho busca escrever sua própria história, tendo como desafio conquistar o eleitorado e recolocar a Serra entre os municípios com representação direta no Congresso Nacional.
Com a confirmação da pré-candidatura, o cenário político capixaba começa a ganhar novos contornos para as eleições de 2026, especialmente na Grande Vitória, onde a disputa por vagas na Câmara Federal promete ser uma das mais concorridas dos últimos anos.
Da Redação – InformeES.com.br
Política
Em convenção nacional, PDT oficializa apoio a Lula nas eleições

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) decidiu apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha presidencial deste ano. A decisão foi oficializada em convenção nacional do partido, na tarde desta segunda-feira (20), em Brasília.
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, justificou a aliança com a luta dos partidos de esquerda e centro-esquerda contra a extrema direita. E, por isso, exaltou o apoio a Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT).
A convenção do PDT teve a participação de Lula, que discursou aos presentes.
No evento, Lula se disse motivado para a corrida eleitoral. “Eu tenho 80 anos de idade. E hoje eu estou mais motivado e mais preparado do que quando eu tinha 57 anos e fui eleito presidente da república (pela primeira vez)”, destacou.
Lula deverá tentar a reeleição, mas oficialmente, ainda é pré-candidato. A convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) ocorrerá apenas no dia 2 de agosto.
As próximas convenções com datas marcadas são:
- Partido Liberal (PL) – 25 de julho;
- Partido Social Democrático (PSD) – 26 de julho;
- Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – 27 de julho;
- Partido Novo (Novo) – 27 de julho;
- Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – 30 de julho;
- Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 31 de julho;
- Partido Verde (PV) – 31 de julho;
- Partido da Causa Operária (PCO) – 1º de agosto;
- Partido dos Trabalhadores (PT) – 2 de agosto; e
- Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 2 de agosto.
Agencia Brasil
-

Esporte2 dias agoEspanha domina Argentina, vence na prorrogação e leva o bi da Copa
-

Oportunidade1 dia agoAgência do Trabalhador de Cariacica abre mais de 1,3 mil vagas de emprego nesta segunda (20)
-
Negócios2 dias ago
A Fórmula da Argentina para Vencer Sob Pressão
-

Sem categoria1 dia agoBrasil terá 158,7 milhões de eleitores aptos a votar em outubro
-

Tecnologia2 dias agoAdeus aos discos? Indústria de games muda de rumo
-

Tecnologia15 horas agoBlackRock usa aquisições de R$ 127,6 bilhões para financiar data center da Meta
-

Oportunidade5 horas agoVagas no Espírito Santo – CIEE está com 218 oportunidades de estágio e outras 79 de aprendizagem
-

Política3 horas agoEm convenção nacional, PDT oficializa apoio a Lula nas eleições
























