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Política

Morte de menino agredido em escola de Ibatiba revolta deputados

Redação Informe ES

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Deputados estaduais protestaram contra a morte do menino Luiz Fernando de Souza Verli, de 10 anos de idade, que teria sido agredido por crianças na escola em que estudava no município de Ibatiba, na segunda-feira (9). O Plenário da Assembleia Legislativa repercutiu o fato na sessão ordinária desta segunda-feira (16). 

O aluno chegou em casa se queixando de dores, e só depois de ter sido levado pela terceira vez ao pronto-socorro (PS) foi solicitado um exame de raio-X que constatou um problema na vértebra. Na madrugada da última quarta (11), a criança foi levada para um hospital em Vitória e foi entubada assim que deu entrada. A investigação médica constatou que Luiz Fernando já chegou ao hospital com infecção generalizada, o que resultou na sua morte.

“Eu quero lamentar o falecimento do pequeno Luiz, vítima de bullying. Nós temos tentado enfrentar esse mal, porque o bullying de fato mata, e o Luiz foi alvo disso. E alvo por outras duas crianças. Nós precisamos estar atentos, preparar as nossas escolas, quem lidera as nossas escolas, todo corpo de servidores, preparar para que um evento como esse não aconteça mais”, afirmou o presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União). 

Nós precisamos ir um bocado além da educação, qualificar os nossos profissionais da educação, para que eles possam ter a noção exata de identificar quando nasceu esse bullying dentro da escola, para que não chegue a esse final trágico (…) As prefeituras e o Estado têm que estar preparados para qualificar e capacitar os nossos profissionais de educação”, complementou o presidente. 

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Veja o que outros deputados falaram sobre o caso

Callegari (PL)
Não tem como não protestar contra o que foi, sem dúvida alguma, o abandono que esse menino sofreu. Eu também quero fazer aqui um repúdio à demissão da psicóloga que denunciou os atos de violência que esse menino vinha sofrendo (…) ela foi demitida por justamente exercer o seu trabalho. Então por que temos psicólogos nas prefeituras, temos psicólogos nas escolas, para cuidar da saúde mental dos nossos alunos, se justamente quando isso acontece, eles são punidos?

Lucas Polese (PL)
O assassinato terrível do Luiz escancara a falência generalizada do Estado. Quer dizer, um menino que foi negligenciado na escola, um menino que foi negligenciado na saúde, no atendimento médico foi abandonado pelo Estado e largado pra morrer”.

Denninho Silva (União) 
Isso acontece diariamente em nosso país. A pessoa chega no hospital passando mal, e muitos médicos, não todos, mas a maioria, acha que é brincadeira da criança, acha que é brincadeira do adulto, que está passando mal. Aí passa uma medicação e manda embora. Tem que pegar e fazer exames específicos (…) essa criança aí, que estava lá sangrando por dentro, com hemorragia, e aí não deu tempo, por causa da negligência”.

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Coronel Weliton (PRD)
Nós vemos aqui a necessidade de aumentar os profissionais de educação, psicólogos, nas escolas, assistentes sociais, para que evitem situações como essa. Ele foi levado à unidade de saúde, e na unidade de saúde, os profissionais que receberam, infelizmente, não adotaram as providências, os exames necessários para assim evitar que o Luiz Fernando realmente tivesse esse fim trágico”.

Alcântaro Filho (Republicanos)
“Como presidente da Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente, eu quero dar um recado claro para a comunidade de Ibatiba e para as famílias capixabas, ante essa perda irreparável da vida de Luiz, mas que não vai ficar impune. Nós temos certeza que as forças policiais, o Ministério Público, o Judiciário já estão atentos a esta causa. Mas nós enquanto comissão vamos endossar essa luta para que haja uma punição severa”.

Iriny Lopes (PT)
É com muita dor que uma mulher, que sou mãe, que sou avó, que sou bisavó, vem aqui falar do quanto as estatísticas estão mostrando o crescimento de crimes contra crianças no nosso Estado. É muito triste a gente ver até onde pode chegar a brutalidade, a insensibilidade e o desrespeito com a vida”.

Capitão Assumção (PL)
Nós temos sim a obrigação moral de fazer com que isso reverbere e que isso jamais volte a acontecer, não somente no Espírito Santo, mas em todo o Brasil”.

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João Coser (PT)
É muito triste você ver uma criança assassinada dessa forma. É muito triste porque infelizmente a sociedade brasileira está contaminada, o ódio está muito presente, o bullying faz parte desse sentimento, e nós temos que trabalhar para criar mais amor, mais liberdade, mais humanidade no coração das pessoas”.

Delegado Danilo Bahiense (PL)
A Comissão de Segurança também já está adotando as providências com relação aos fatos, porque é uma irresponsabilidade por parte do prefeito, em demitir essa profissional (psicóloga) que somente cumpriu o seu dever, cumpriu a sua obrigação”.

Sergio Meneguelli (Republicanos)
Vamos agir como deputados, vamos abrir uma comissão de inquérito, vamos convocar o prefeito, vamos convocar a família, a escola, aí sim nós vamos ter um resultado”.

Tyago Hoffmann (PSB)
Eu confio plenamente no trabalho da Polícia Técnico Científica, confio plenamente no trabalho da Polícia Civil do Estado de Espírito Santo (…) Eu não tenho dúvida de que esse vai ser mais um crime que será devidamente esclarecido e não tenho dúvida que os responsáveis serão punidos”.

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Camila Valadão (Psol)
A gente vem falando o tempo todo da importância de se trabalhar uma educação para o respeito, para a diversidade, porque nós somos diversos e não respeitar a diversidade pode resultar em crimes como esse que nós assistimos”.

Dr. Bruno Resende (União)
Eu me junto aos demais deputados e acho que hoje são 30 deputados pedindo, fazendo quórum, pelo minuto de silêncio, em relação à perda do pequeno Luiz. O bullying tem sido uma epidemia silenciosa, invadindo as nossas escolas (…) Eu saliento aqui a importância também da organização do terceiro setor para a criação de políticas públicas dirigidas ao combate ao bullying”. 

Ales – Por: João Caetano Vargas, com edição de Angèle Murad 

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Política

Roninho ganha apoio de peso para a corrida à Assembleia Legislativa

Redação Informe ES

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O presidente da Câmara de Linhares Roninho Passos, recebeu na tarde desta terça-feira (18/08), o apoio de Tarcísio Silva, uma das figuras mais experientes da política do município. A declaração coloca no projeto de Roninho, uma liderança com décadas de atuação política e conhecimento dos bastidores eleitorais de Linhares.

Tarcísio foi vereador por nove mandatos consecutivos, presidiu a Câmara em duas oportunidades e construiu uma trajetória que atravessa diferentes gerações da política linharense.

Agora, decidiu colocar essa experiência ao lado de Roninho.

Um apoio com peso político

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A escolha chama atenção porque acontece justamente quando Roninho amplia seu projeto.

Depois de consolidar espaço no Legislativo municipal e chegar à presidência da Câmara, ele agora busca uma vaga na Assembleia Legislativa. O desafio é transformar a liderança construída em Linhares em uma candidatura capaz de alcançar outras regiões do Espírito Santo.

É nesse ponto que o apoio de Tarcísio ganha importância.
Roninho agrega ao projeto uma liderança que conhece o eleitorado, as articulações e a política local por dentro.

Não se trata apenas de uma declaração pública de apoio. É a incorporação de experiência a uma candidatura que começa a mudar de escala.

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Roninho começa a montar o tabuleiro

A disputa por uma das 30 cadeiras da Assembleia exige mais do que força eleitoral em um único município.
Roninho precisará ampliar alianças, construir presença regional e transformar sua atuação política em uma votação competitiva fora dos limites de Linhares.

A chegada de Tarcísio ajuda justamente nessa construção.

O movimento também revela que Roninho começa a reunir ao seu redor diferentes gerações da política local, de um lado, uma liderança que carrega décadas de experiência; de outro, um presidente da Câmara que tenta abrir um novo capítulo de sua trajetória.

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É experiência somando a um projeto que quer crescer.

Um novo passo para Roninho

A candidatura à Assembleia representa o maior movimento político de Roninho até aqui.
E o apoio de Tarcísio chega em um momento em que cada adesão relevante pode ajudar a definir o tamanho que esse projeto terá.

Roninho agora precisa transformar o prestígio conquistado no comando da Câmara em força eleitoral para uma disputa estadual.

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O apoio está dado. O projeto está em movimento. E a corrida de Roninho pela Assembleia acaba de ganhar um aliado que conhece, como poucos, o caminho da política linharense.

Por: Vinicius Sant´Ana

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Política

Para 81% dos brasileiros, é fundamental que candidato acredite em Deus

Redação Informe ES

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Oito em cada dez brasileiros e brasileiras (81%) afirmam ser fundamental que seus (suas) candidatos (as) nas eleições acreditem em Deus. Essa percepção é mais aguçada entre classes mais pobres (89% das pessoas cujos rendimentos não passam de um salário mínimo)  do que entre os mais ricos (57%, entre aqueles que ganham de 10 a 20 salários mínimos mensais).

Os dados integram levantamento inédito do Laboratório de Estudos Socioantropológicos em Política, Arte e Religião (LePar), da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresentado nessa quarta-feira (19) na abertura do 1º Congresso Internacional e Multidisciplinar sobre Sociedade: religião, política e valores, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A análise mostra a figura do Deus cristão, sobretudo nos estratos mais pobres. Sete em cada dez pessoas ouvidas (74%) concordam que Deus faz as pessoas serem melhores (entre os que ganham até um salário mínimo, a taxa é de 86%). Já 82% defendem que as escolas devem ensinar crianças e adolescentes a acreditar em Deus.

“Mas, curiosamente, essa valorização significativa de Deus não se traduz em mais confiança nas instituições religiosas, sobretudo igrejas, que costuram o cotidiano religioso”, afirmou a socióloga Christina Vital, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFF.

No estudo, 56% das pessoas disseram que confiam na Igreja Católica – a instituição com mais credibilidade no Brasil. Depois, apareceram as igrejas protestantes (51%) e os centros kardecistas (19%).

Christina avaliou que isso atinge a própria ideia de Estado: metade (54%) da amostra da pesquisa defende que o Estado não seja laico. “Existe confusão sobre o que é laicidade. Quando perguntadas sobre isso, ouvimos muitas coisas diferentes e que não se relacionam com a separação entre religião e Estado”, disse.

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Para Michel Gherman, que lidera o Observatório das Crises das Democracias das Américas (UNLP) da UFRJ, esses números apontam como as extremas direitas instrumentalizaram as religiões a partir do desejo de retorno a uma espécie de tempo sagrado.

“Isso significa dizer que não foi a ascensão desse cristianismo protestante no Brasil que fortaleceu a extrema direita, mas, antes, foi ela quem conseguiu instrumentalizar alguns valores dessa percepção religiosa do mundo para o seu ‘projeto de passado’”, avaliou.

Ele citou como exemplo o fato de sete em cada dez candidatos a cargos políticos no Rio de Janeiro acreditarem (ou dizerem que acreditam) que existe uma espécie de conspiração progressista para degeneração moral das pessoas por meio da escola.

“Como essas práticas religiosas têm certo desejo de ordem, elas produzem essas teorias de que ‘existe algo que não vemos’, mas que governa as coisas. E, daí, as extremas direitas se valem disso para se fortalecer”.

Christina Vital, da UFF, disse que existe uma retórica universal da perda de algo, no presente, que havia no passado. “E ela atravessa a cor da pele, as classes sociais, o gênero, etc.”. Esse medo não tem uma conformação política única, mas tem contornos mais à esquerda e outros mais à direita. “No campo do gênero, por exemplo, é de onde surge a ideia de que as mulheres adquiriram espaços sociais que não deviam”.

“Mas é um fato que existe regularidade estatística entre ser evangélico e votar na extrema direita. Isso significa uma relação de identidade: os brasileiros votam em quem julgam que se parecem com eles”, disse Lucio Rennó, cientista político da Universidade de Brasília (UnB).

Fonte: Agencia Brasil

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Política

Pazolini anuncia Eliane Leal como candidata a vice na reta final do registro de candidaturas

Redação Informe ES

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Na noite desta sexta-feira (14), às vésperas do encerramento do prazo para o registro das candidaturas nas eleições de 2026, o ex-prefeito de Vitória e candidato ao Governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), anunciou Eliane Leal (PL) como candidata a vice-governadora em sua chapa.

Pastora, natural de Colatina e integrante da Polícia Militar, Eliane chega à disputa ao lado de Pazolini, agregando à chapa a representação do município de Colatina e atuação religiosa.

Com o anúncio, a chapa encabeçada por Lorenzo Pazolini fica completa para a disputa pelo Governo do Estado. A definição ocorreu poucas horas antes do encerramento do prazo legal para que partidos e federações apresentem os pedidos de registro de candidatura à Justiça Eleitoral.

Prazo para Registro de Candidaturas

O prazo termina neste sábado (15), às 19h. Os pedidos podem ser encaminhados eletronicamente por meio do Sistema de Candidaturas (CANDex), utilizado pela Justiça Eleitoral para o registro das candidaturas.

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Segundo dados informados pela Justiça Eleitoral, cerca de 18 mil pedidos de candidaturas já haviam sido recebidos até o momento, número que deve aumentar com a movimentação dos partidos e federações nas últimas horas do prazo.

Pedido de Voto

A partir deste domingo (16), também passa a ser permitida a propaganda eleitoral, inclusive na internet, conforme o calendário das Eleições 2026.

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