Negócios
Como Eliminar 10 Horas de Tarefas Improdutivas da Sua Semana
É comum ter listas de tarefas quilométricas, passar o tempo todo ocupado e ainda assim se perguntar o que, de fato, você realizou ao fim do dia. O ambiente de trabalho moderno se transformou em uma enxurrada de trabalho superficial, com um ciclo interminável de e-mails, notificações no Slack e reuniões em sequência que te mantêm ocupado — mas não produtivo.
O relatório Anatomy of Work Index, da Asana, empresa de tecnologia que desenvolve uma plataforma de gestão de projetos, chama essas tarefas, que consomem 60% do tempo dos profissionais, de “trabalho sobre o trabalho”.
Uma solução para esse problema é o que o autor Cal Newport chama de “Deep Work” (Trabalho Profundo): a capacidade de se concentrar sem distrações em uma tarefa cognitivamente exigente. É nesse estado que você produz seus resultados mais valiosos. O problema é que não dá para fazer trabalho profundo quando sua agenda está um caos.
A seguir, veja quatro etapas que te ajudam a bloquear sua agenda estrategicamente e recuperar pelo menos 10 horas da sua semana para o que realmente importa.
A base: domine sua agenda com o bloqueio de tempo
Antes de auditar seu tempo, você precisa controlá-lo. O bloqueio de tempo é a prática de agendar o seu dia inteiro, e não apenas as reuniões. Em vez de manter uma lista de tarefas solta, você atribui a cada atividade um “bloco” específico na sua agenda.
Essa ação transforma intenções vagas como “preciso trabalhar naquele relatório” em compromissos concretos, como “das 9h às 10h30 vou trabalhar no relatório do primeiro trimestre”. Assim, você protege seu foco de forma eficaz.
Etapa 1: revise suas reuniões (recupere de 3 a 4 horas)
Reuniões são inimigas do trabalho profundo. Abra sua agenda e identifique pelo menos uma reunião recorrente que não tenha pauta clara, que sempre ultrapasse o horário ou na qual você seja apenas um ouvinte passivo.
Em seguida, envie um e-mail educado, porém firme, ao organizador, expressando sua preocupação em otimizar o tempo de todos. Considere essa mensagem como sua forma profissional de recusar a reunião.
Peça os principais objetivos das próximas sessões e explique que prefere direcionar seu tempo para outro projeto, especialmente se sua participação direta não for essencial. Você pode se atualizar depois por meio da ata ou dos registros do encontro. Ao enviar esse tipo de mensagem, você demonstra respeito pelo tempo do outro e foco em atividades de maior impacto.
Etapa 2: auditoria de notificações (recupere de 2 a 3 horas)
Cada notificação de e-mail ou mensagem no Slack ou Teams representa uma pequena fissura na sua concentração. Pesquisas da Associação Americana de Psicologia mostram que até interrupções mínimas, causadas pela troca constante de contexto, podem prejudicar o foco e desperdiçar uma parcela significativa do seu dia de trabalho — chegando a comprometer até 40% do tempo produtivo.
É hora de desligar o barulho. Encare essa etapa como um desafio de “zero notificações”. Durante um dia inteiro, desative todas as notificações do computador e do celular, como alertas de e-mail, ícones do Slack e notificações de notícias e redes sociais. Você vai se surpreender com o quanto recupera sua capacidade de concentração ao escolher quando interagir, em vez de reagir o tempo todo.
Etapa 3: a técnica de agrupamento (recupere de 2 a 3 horas)
Essa prática é o complemento proativo da auditoria de notificações. Em vez de deixar que sua caixa de entrada dite sua lista de tarefas, você assume o controle do fluxo de comunicação ao agrupá-lo.
Em vez de checar e-mails 30 vezes por dia, agende dois ou três blocos de 30 minutos na sua agenda para isso. Por exemplo, às 10h30, às 13h30 e às 16h. Fora desses horários, mantenha e-mail e Slack completamente fechados. Essa técnica permite que você saia de um estado reativo e entre em um modo focado e proativo.
Etapa 4: o “deslocamento fictício” (recupere suas noites)
Para quem trabalha remotamente, o expediente parece nunca terminar. A falta de separação física entre trabalho e casa gera o chamado “efeito de invasão do trabalho”, quando você se pega respondendo e-mails às 21h.
Você precisa criar um ritual claro de encerramento do dia. O “deslocamento fictício” é uma rotina de 15 minutos que sinaliza ao seu cérebro que o expediente acabou oficialmente. Pode ser uma caminhada no quarteirão, ouvir um podcast ou uma música, organizar a mesa ou trocar de roupa. A atividade em si não importa, o que importa é a consistência.
Esse hábito cria um limite fundamental que protege seu tempo pessoal e previne o esgotamento. Produtividade não é fazer mais tarefas. É criar mais espaço para o que realmente importa. Sua atenção é seu ativo profissional mais valioso. Ao auditar seu tempo, organizar sua agenda e eliminar o ruído, você aumenta sua entrega e retoma o controle da sua carreira.
*Sho Dewan é colaborador da Forbes US. Ele é fundador e CEO da Workhap, de consultoria de carreira, além de ser criador de conteúdo e LinkedIn Top Voice.
*Matéria originalmente publicada em Forbes.com
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Bilionário Presidente da Rede de Hotéis Hyatt se Aposenta após Associação com Epstein
O bilionário presidente do conselho da Hyatt Hotels deixará o cargo na empresa após sua associação com o financista Jeffrey Epstein ter sido revelada em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no fim do ano passado.
Thomas Pritzker, o segundo mais rico entre os 13 herdeiros bilionários da rede hoteleira em sua família, afirmou em um comunicado divulgado na segunda-feira (16) que irá se aposentar, mencionando especificamente sua “associação com Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell, da qual me arrependo profundamente”.
Pritzker, de 75 anos, declarou que “demonstrou péssimo julgamento ao manter contato com eles, e não há desculpa por não ter me afastado antes. Condeno as ações e os danos causados por Epstein e Maxwell e sinto profunda tristeza pela dor que infligiram às suas vítimas”.
Pritzker não mencionou seus vínculos com Epstein na carta de renúncia enviada ao conselho da Hyatt.
O bilionário foi ligado a Epstein diversas vezes nos últimos anos. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram que Pritzker e Epstein eram amigos de longa data, pelo menos desde 2010 — dois anos após Epstein se declarar culpado de acusações de ter solicitado serviços sexuais de uma menor de idade.
O nome de Pritzker aparece em versões parcialmente censuradas do “pequeno livro preto” de contatos de Epstein divulgadas pelo DOJ. Ele também consta na lista de passageiros de um voo realizado em 2000 a partir de Londres com Epstein e Maxwell, após supostamente ter passado um fim de semana com eles e com Andrew Mountbatten-Windsor, que foi afastado da família real britânica devido a seus laços com Epstein.
Pritzker também foi citado em um depoimento de 2016 pela proeminente acusadora de Epstein, Virginia Giuffre. Ele nunca foi acusado formalmente em conexão com seu relacionamento com Epstein.
Thomas Pritzker tem um patrimônio estimado em US$ 6,2 bilhões (R$ 32,4 bilhões) nesta terça-feira (17), sendo o segundo membro mais rico da família, atrás de sua prima Karen Pritzker.
Ele era presidente do conselho da Hyatt desde 1999 e atuou como CEO de 1999 a 2006. Também foi diretor da Royal Caribbean Cruises por duas décadas, até 2020, e fundou o Pritzker Neuropsychiatric Disorders Research Consortium, uma iniciativa de pesquisa voltada à base genética dos transtornos psiquiátricos. É membro do conselho de curadores da University of Chicago e integra seu comitê executivo. Pritzker é casado e tem três filhos.
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Os Melhores Filmes Sobre os Maiores Inovadores dos EUA

Muitos inventores americanos lendários alcançaram grande sucesso nos negócios, mas apenas alguns atravessaram a fronteira para o entretenimento com bons filmes sobre suas trajetórias de vida e carreira.
Aqui está uma curadoria de produções inspiradas em inovadores icônicos — e o desempenho que tiveram em premiações e nas bilheterias nos Estados Unidos.
9 filmes sobre grandes inovadores dos EUA
Edison, O Mago da Luz (1940)
Thomas Edison

Três meses depois de Mickey Rooney estrelar “O Jovem Thomas Edison”, em 1940, Spencer Tracy interpretou o “Mago de Menlo Park” em “Edison, O Mago da Luz”. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor História Original (mas não ao prêmio de Melhor Roteiro) e arrecadou quase US$ 1,8 milhão (R$ 91,3 milhões) nas bilheterias – cerca de US$ 42 milhões (R$ 217 milhões) em valores atuais.
O Aviador (2004)
Howard Hughes

A aclamada cinebiografia dirigida por Martin Scorsese também destacou os anos de Hughes como produtor de cinema — e foi recompensada com 11 indicações ao Oscar (venceu cinco). Embora Leonardo DiCaprio não tenha levado a estatueta por sua interpretação de Hughes, o longa arrecadou US$ 213 milhões (R$ 1,1 bilhão) nas bilheterias – US$ 365 milhões (R$ 1,8 bilhão) em valores atuais –, o equivalente a cerca de 0,02% do patrimônio que Hughes possuía quando morreu, em 1976 (ajustado pela inflação).
Temple Grandin (2010)
Temple Grandin

Estrelado por Claire Danes e dirigido por Mick Jackson, o filme de 2010 conta a história real de Temple Grandin, que superou as limitações impostas pelo autismo para tornar-se uma reconhecida cientista, conhecida por ter melhorado a eficiência — e a humanidade — dos sistemas de manejo de animais.
Produzido pela HBO, foi um sucesso de crítica e de audiência na TV, ganhando sete prêmios Emmy e um Globo de Ouro para Danes como Melhor Atriz.
A Rede Social (2010)
Mark Zuckerberg

Aaron Sorkin venceu o Oscar pelo roteiro de 2010 sobre os primeiros dias do Facebook, e Jesse Eisenberg foi indicado a Melhor Ator por sua atuação como o imprevisível fundador Zuckerberg. Sabe o que é mais legal do que um filme sobre sua vida? Dois filmes.
Como continuação de “A Rede Social”, que arrecadou US$ 224 milhões (R$ 1,1 bilhão) nas bilheterias – US$ 333 milhões (R$ 1,7 bilhão) em valores atuais – Sorkin está escrevendo e dirigindo a sequência “The Social Reckoning“, estrelado por Jeremy Strong, da série Succession, no papel de Zuckerberg. O filme será lançado em outubro.
Jobs (2013)
Steve Jobs

Assim como Edison, Jobs inspirou duas cinebiografias. A primeira foi “Jobs” (2013), com Ashton Kutcher no papel principal, que arrecadou US$ 42,1 milhões (R$ 217,5 milhões) – cerca de US$ 58 milhões (R$ 299,6 milhões) em valores atuais.
Dois anos depois, Aaron Sorkin voltou ao Vale do Silício para escrever o roteiro de “Steve Jobs” (estrelado por Michael Fassbender), mas o desempenho nas bilheterias não foi melhor: o filme arrecadou apenas US$ 34,4 milhões (R$ 177,7 milhões).
Fome de Poder (2016)
Ray Kroc

Kroc não foi, de fato, o fundador do McDonald’s — esse título pertence aos irmãos Dick McDonald e Mac McDonald —, mas isso não impediu Hollywood de contar a história de como ele transformou a marca como visionário agente de franquias.
Os “Arcos Dourados”, porém, não renderam muito ouro nas bilheterias: “Fome de Poder” arrecadou modestos US$ 24 milhões (R$ 124 milhões) – ou US$ 32 milhões (R$ 165,3 milhões) em valores atuais.
A Guerra dos Sexos (2017)
Billie Jean King

Emma Stone protagoniza o filme dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris sobre a histórica partida de tênis de 1973, entre a campeã Billie Jean King e o ex-campeão Bobby Riggs (Steve Carell). A tenista impulsionou os esportes profissionais femininos com a criação da Women’s Tennis Association.
Tesla (2020)
Nikola Tesla

O gênio da eletricidade (e das transmissões sem fio) não é tão famoso quanto seu rival, Thomas Edison, mas ainda assim ganhou uma cinebiografia estrelada por Ethan Hawke.
“Tesla”, o filme, entrou em curto-circuito nas bilheterias, arrecadando menos de US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões). Já Tesla, o homem, pode se consolar por ter um carro elétrico batizado em sua homenagem.
Deu Match: A Rainha de Apps de Namoro (2025)
Whitney Wolfe Herd

Inspirado na história real de Whitney Wolfe, fundadora do aplicativo de relacionamentos Bumble, “Deu Match” mostra como sua garra e criatividade a impulsionaram no universo masculino da tecnologia. Lançado no streaming Disney+ em 2025, o longa é estrelado por Lily James e dirigido por Rachel Goldenberg.
Veja a lista dos 250 Maiores Inovadores dos EUA aqui.
*Matéria originalmente publicada em Forbes.com e adaptada
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Fundador da Smart Fit Deixa o Cargo de CEO e Passa Bastão para o Filho
O conselho de administração da Smart Fit aprovou na terça-feira (10) a substituição do presidente-executivo e do diretor financeiro da companhia, segundo documentos enviados ao mercado.
Para o lugar de Edgard Corona na presidência-executiva, o conselho da rede de academias de ginásticas aprovou a indicação de Diogo Corona, filho do fundador e atual diretor de operações, e para o posto de André Pezeta, a companhia elegeu José Rizzardo Pereira, atual diretor de relações com investidores.
Edgard Corona passará a ser exclusivamente presidente do conselho de administração da Smart Fit, no lugar de Daniel Sorrentino, “e se dedicará à discussão e à definição das estratégias e principais”, afirmou a empresa.
As mudanças serão implementadas a partir de 2 de março e “integram o processo de planejamento sucessório e de fortalecimento da governança corporativa da companhia”, afirmou a Smartfit em fato relevante.
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