Cidades
Guarapari: comunidade debate obras de engordamento da Praia do Morro

A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa (Ales) realizou audiência pública para debater o engordamento, também chamado de assoreamento artificial, da Praia do Morro, uma das mais conhecidas do município de Guarapari. O debate aconteceu no auditório da Escola Estadual Doutor Silva Mello e envolveu moradores, vereadores, ambientalistas e representante do Ministério Público Estadual. A iniciativa de engordar a orla foi proposta pela prefeitura e está em análise no Departamento Estadual de Estradas (DER).
Com cartazes e camisetas com dizeres como “Engodamento não”, moradores apresentaram argumentos contra o projeto do executivo municipal para ampliação da faixa de areia. Uma das reivindicações dos moradores que compareceram a audiência é a falta de comunicação sobre os desdobramentos e as fases do projeto. Houve alegação de que a prefeitura não atendeu aos pedidos de pedido de vistas do documento e não teria dado acesso para que a comunidade conhecesse o conteúdo. A primeira explicação oficial foi dada pelo engenheiro responsável pelo projeto José Carlos Guimarães, contratado pela gestão municipal.

Guimarães contou que a empresa dele venceu a licitação para apresentar o projeto e que recebeu R$230 mil reais pelo trabalho. O engenheiro explicou que recomendou, após estudos técnicos e laboratoriais, uma intervenção na orla por conta de processos erosivos, segundo ele causado por diversos fatores como ocupação desordenada, elevação do nível do mar, dentre outros. Assim, a faixa de areia seria aumentada em até 70 metros, segundo ele, para melhorar as condições de trânsito de banhistas e prática de atividades físicas, além de impedir o avanço da maré para o calçadão.
Argumentos
O geólogo Carlos Marchiori, especialista em análise de risco geológico, estudou o caso voluntariamente e apresentou um laudo em que sustenta que o engordamento só se justifica quando há uma situação de perigo ou de dano iminente e indicou que esse não é o caso da Praia do Morro. Apresentando fotos da faixa de areia no ano de 2012 e comparando com imagens atuais, ele sustentou que houve, inclusive um alargamento natural da faixa de areia e que a praia está em equilíbrio.
“Em Meaípe havia necessidade, mas na Praia do Morro não há essa erosão avançada (…) que precise de medidas técnicas. O engordamento pode trazer inúmeras consequências ambientais, pois as praias são os ambientes mais vulneráveis do planeta (…) e quando o homem ousa mexer nesse ambiente, que está em constante busca de equilíbrio, em 90% dos casos as intervenções não são eficazes”, defendeu.
A advogada Zaira Carvalho que é membro da Associação de Moradores da Praia do Morro foi uma das que disseram “não” ao engordamento. “O maior medo é que o mar fique profundo e que essa obra mate a nossa fauna e a nossa flora marinha e outra coisa, a nossa cidade e tem outras prioridades”, defende.
Maria de Fátima Fonseca, presidente da entidade, também teme uma degradação ambiental. “Nós vamos perder toda aquela beleza, aquele contorno maravilhoso da praia, que é o maior atrativo turístico do estado. E isso vai atrapalhar bastante a vida do turista, do morador, das crianças, dos idosos, das pessoas praticantes de esportes (…) Hoje, a Praia do Morro tem cerca de 40 metros da extensão da areia. A previsão é que, com esse engordamento, ela ganhe mais 80 metros (…) Imagina 120 metros de areia totalmente mexida, que não é confortável para se pisar (…) A Praia do Morro tem uma grande população de aposentados (…)com essa distância de praia, sol forte, como é que as pessoas vão se locomover? Em nossas conversas muitas pessoas falaram que vão ter que pegar um Uber para chegar até o mar”, lamenta.
DER
Diante das manifestações, Jeferson Garcia Lima, Diretor de Obras de Infraestrutura Logística na Departamento de Edificações e Rodovias do Estado do Espírito Santo, fez questão de frisar que o assunto será debatido com a comunidade. “O estado não vai fazer obra nenhuma que desça de de goela abaixo dos moradores. Foi determinação do governador Renato Casagrande (PSB) de, antes de haver qualquer investimento, ouvirmos a população. E isso vai ser feito”, explicou.
Ales
O deputado Estadual Zé Preto (PL), que foi requerente da audiência e é de Guarapari, falou que o próximo passo é continuar esse movimento até chegar ao governador. “A população ficou ansiosa ao saber da possível obra. Vereadores, sociedade civil, todo mundo procurou o gabinete para impulsionar esse debate. Eu tenho certeza que nós vamos ser ouvidos”, frisou.
O presidente do colegiado de Meio Ambiente, deputado Gandini (Cidadania), destacou que a ata da audiência vai servir de documento para que o governo possa balizar a opinião da população, antes de deliberar sobre o investimento. “Foi um grande avanço, e a comunidade pôde conhecer o projeto, principalmente, porque existia dúvida se ele existia de fato (…) A Associação trouxe um geólogo que faz afirmações importantes, que precisam ser analisadas pelo setor competente estadual. A gente vai levar uma comissão daqui, dessa reunião, para conversar com o DER e verificar qual a disponibilidade do estado de entender que não é de interesse da comunidade esse empreendimento aqui na Praia do Morro” finalizou.
Fonte: Ales – Foto/Texto: Patrícia Bravin, com edição de Dani Sanz
Cidades
UPA de Carapina, em Serra (ES), abre processo seletivo para vagas de emprego

O Grupo Chavantes, que administra a UPA de Carapina, no município de Serra (ES), abriu processo seletivo para novas oportunidades de trabalho. As vagas são destinadas a profissionais de diferentes áreas da saúde e administrativa, com contratação pelo regime CLT e atuação presencial.
Entre as oportunidades disponíveis estão os cargos de Enfermeiro, Técnico de Enfermagem, Auxiliar de Laboratório, Auxiliar Administrativo, Auxiliar de Saúde Bucal e Controlador de Acesso, todos vinculados ao Edital 001/2026. As vagas contemplam diferentes níveis de escolaridade, desde ensino médio até graduação, com salários que variam conforme o cargo, além de benefícios como vale-transporte e vale-alimentação.
Segundo a presidente do Grupo Chavantes, Dra. Letícia Bellotto Turim, a abertura das vagas reforça o compromisso da instituição com a qualidade da assistência prestada à população. “A formação de equipes qualificadas e comprometidas é fundamental para garantir um atendimento humanizado, seguro e eficiente. Nosso objetivo é fortalecer os serviços de saúde e, ao mesmo tempo, gerar oportunidades de trabalho para a comunidade“, afirma.
Todas as vagas são abertas à participação de pessoas com deficiência (PCD) e de profissionais de diferentes raças, gêneros, identidades, orientações, idades e contextos socioculturais. O processo seletivo inclui etapas como análise curricular, prova teórica e entrevista comportamental e técnica, que podem ocorrer de forma presencial ou on-line, conforme o cargo.
Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo site oficial da instituição, onde estão disponíveis todas as informações detalhadas sobre requisitos, atribuições e etapas do processo seletivo – santacasachavantes.org. A recomendação é que os candidatos preencham corretamente todos os dados no ato da inscrição e acompanhem as comunicações pelo e-mail cadastrado.
Sobre o Grupo Chavantes
A OSS (Organização Social de Saúde) Grupo Chavantes gerencia 30 projetos espalhados em seis estados brasileiros, o que a posiciona como a oitava maior entidade do setor no país, com uma gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.
Por: Assessoria de Imprensa do Grupo Chavantes | Predicado Comunicação
Cidades
Certificado de Regularidade Previdenciária na Serra volta a ser emitido após 11 anos

Conquista reflete planejamento e cuidado com os munícipes
A Prefeitura da Serra e o Instituto de Previdência dos Servidores da Serra (IPS) sanaram a última pendência que impedia a emissão do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) por via administrativa. A questão envolvia uma diferença remanescente de parcelamento de contribuições previdenciárias realizado em 2015, cujo valor consolidado ultrapassava R$ 9 milhões.
A regularização foi viabilizada por meio da Lei nº 6.266/2025 (https://tinyurl.com/4x2kwan6), que autorizou o parcelamento do débito em 60 parcelas. O acordo foi aprovado pelo Ministério da Previdência Social na última semana, permitindo que o município voltasse a emitir o certificado de forma administrativa após 11 anos (https://tinyurl.com/5n6wdvv2).
O CRP é um documento obrigatório para a manutenção dos repasses federais e estaduais aos municípios. Desde 2015, a Serra vinha obtendo o certificado por meio de decisão judicial. Ao longo dos últimos quatro anos, o IPS adotou uma série de medidas para reverter esse cenário, incluindo estudos técnicos, atuação direta junto ao Ministério da Previdência e a formalização, em maio de 2025, do impedimento para emissão do certificado administrativo junto à Prefeitura.
Paralelamente, a gestão adotou providências nos âmbitos orçamentário, financeiro e fiscal, que culminaram no parcelamento do débito em dezembro do ano passado. Caso essas medidas não tivessem sido tomadas, o município ficaria totalmente sem o certificado, uma vez que a liminar judicial que garantia sua manutenção perdeu a validade, comprometendo áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura e assistência social.
Para o diretor-presidente do IPS, Wellington Freitas, a conquista é resultado de um planejamento previdenciário consistente, iniciado em 2021.
“O certificado administrativo demonstra compromisso não apenas com os segurados, mas com toda a população da Serra. Passamos por sucessivas adequações administrativas, financeiras, contábeis e atuariais entre 2021 e 2024 e, agora, com a parceria do prefeito Weverson Meireles, concluímos essa última etapa com êxito”, afirmou.
O que é e para que serve o Certificado de Regularidade Previdenciária
Emitido pelo Ministério da Previdência Social, o CRP tem validade de 180 dias e atesta que o Regime Próprio de Previdência Social do município está em conformidade com a Constituição Federal e com a Lei nº 9.717/98. A regularidade assegura responsabilidade fiscal, protege os direitos previdenciários dos servidores, mantém o acesso a recursos federais e estaduais e garante a continuidade das políticas públicas municipais.
Por que o município utilizava certificado judicial
Em 2015, o IPS foi auditado pela Secretaria de Previdência, que identificou ausência de repasses de contribuições patronais e desequilíbrio atuarial. Com o registro dessas irregularidades no Cadprev, o município ficou impedido de receber transferências voluntárias da União. Diante disso, a Prefeitura ingressou com mandado de segurança na Justiça Federal e obteve liminar para a emissão do certificado por via judicial, decisão que vigorou até dezembro de 2025, quando a legislação federal passou a exigir a regularização integral das contribuições previdenciárias para manutenção dos repasses.
Fonte: Secom/PMS – Texto: Daniel Vargas – Foto: Secom – PMS
Cidades
Presidente da Câmara de Cariacica anuncia pagamento de abono salarial de R$ 1.600 aos servidores

A Câmara Municipal de Cariacica anunciou, nesta segunda-feira (19), o pagamento de um abono salarial no valor total de R$ 1.600 para os servidores da Casa de Leis. A medida foi divulgada pelo presidente do Legislativo municipal, Lelo Couto, que assinou a autorização de pagamento do benefício.
De acordo com a presidência da Câmara, o abono será pago em duas parcelas. A primeira será incluída no pagamento do mês de janeiro e a segunda no pagamento referente ao mês de fevereiro. O benefício será destinado exclusivamente aos servidores ativos que constam na folha de pagamento da Câmara Municipal de Cariacica.
O presidente Lelo Couto destacou que a concessão do abono é resultado de uma gestão pautada na organização administrativa e no planejamento financeiro, além de representar uma forma de reconhecimento ao trabalho desempenhado pelos servidores do Legislativo.
“A iniciativa reflete o compromisso da Câmara com a valorização dos seus funcionários, que contribuem diariamente para o bom funcionamento da Casa e para o fortalecimento do Poder Legislativo no município”, ressaltou.
A medida reforça a política de responsabilidade fiscal adotada pela Câmara Municipal de Cariacica, aliando equilíbrio nas contas públicas ao reconhecimento e incentivo aos servidores.
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