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Municípios capixabas aderem ao Programa SUS Digital do Ministério da Saúde

Redação Informe ES

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Municípios do Espírito Santo estão se engajando na política de transformação digital por meio do Programa SUS Digital, uma iniciativa liderada pelo Ministério da Saúde. O propósito principal é aumentar a acessibilidade da população aos serviços e ações de saúde, promovendo a adoção de tecnologias emergentes dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e estimulando a capacitação contínua em saúde digital para os profissionais da área.

Dessa forma, o programa abrange áreas como telessaúde, teleassistência, telediagnóstico, teleducação, inovação, monitoramento e avaliação de dados, sistemas de informação, plataformas e desenvolvimento de aplicativos.

A ação conjunta entre a Secretaria da Saúde (Sesa), o Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi), o Colegiado de Secretários Municipais de Saúde do Espírito Santo (Cosems/ES) e a Superintendência Estadual do Ministério da Saúde no Espírito Santo mobilizou os 78 municípios e 100% deles aderiram à primeira etapa do programa, que prevê a elaboração dos Planos de Ação Saúde Digital por macrorregião de saúde.

O secretário de Estado da Saúde, Miguel Duarte, participou da coletiva do Ministério da Saúde, realizada nessa segunda-feira (08), em que um dos temas apresentados foi o avanço do SUS Digital.

Compartilhamos a excelente notícia de adesão dos 78 municípios capixabas ao Programa SUS Digital. Essa iniciativa chega para beneficiar o cidadão, profissionais de saúde e gestores, e vai aumentar a acessibilidade dos serviços de saúde por meio da adoção de tecnologias, em parceria com instituições locais e regionais. Estamos elaborando os Planos de Ação Saúde Digital por macrorregião para alcançarmos uma saúde pública mais eficiente e acessível a todos”, pontuou Miguel Duarte.

Para o subsecretário de Estado de Planejamento e Transparência da Saúde, Francisco José Dias da Silva, o Programa SUS Digital traz uma perspectiva integradora em nível nacional e de avanços para o SUS no processo de transformação digital, a fim de incorporar novas tecnologias assistenciais e qualificar o acesso aos serviços e o atendimento ao usuário.

“Poderemos garantir maior aporte de recursos federais para implementar as ações já em desenvolvimento em telessaúde, gestão de informações estratégicas, informatização da rede ambulatorial e hospitalar, além de inovação em saúde e regulação, entre outras”, comemorou Francisco José Dias.

Outros objetivos do Programa SUS Digital dizem respeito à conscientização e ao engajamento para o tratamento adequado dos dados pelos atores do SUS, fomentando a cultura da saúde digital e a proteção de dados pessoais, além do fortalecimento da participação social e do protagonismo do cidadão na criação de soluções digitais inovadoras. 

O diretor do ICEPi, Fabiano Ribeiro, reforça que a transformação digital vai além da incorporação de tecnologias, mas também diz respeito à mudança de cultura e de processos para solucionar os desafios do SUS. “Passar pela transformação é investir no futuro e fortalecer os princípios de universalidade, equidade e integralidade do sistema de saúde, proporcionando melhorias e inovação no cuidado e assistência aos usuários e ainda na gestão da saúde”, completou Fabiano Ribeiro. 

A coordenadora do Apoio Institucional, Manuella Riquieri, detalhou que os profissionais do projeto, que fazem parte do ICEPi, e do Cosems/ES se reuniram com os municípios para orientar o processo de adesão e explicar os benefícios do Programa SUS Digital. “Os gestores compreendem a importância de mais esse avanço e estão empenhados em passar por cada etapa do programa para que possam alcançar resultados para a população capixaba”, explicou. 

Entenda o programa

O Programa SUS Digital foi instituído pelas portarias nº 3.232 e nº 3.233, de 1º de março deste ano, pelo Ministério da Saúde. A iniciativa se aplica ao campo da saúde como um todo, pois inclui a atenção integral, a vigilância em saúde, a formação dos profissionais, a gestão do SUS em diferentes níveis e esferas, o planejamento, a pesquisa e a inovação. 

Para o exercício do direito à atenção integral, é preciso criar estratégias para superar barreiras econômicas e sociais que ainda se interpõem entre os usuários e o sistema de serviços de saúde. Por isso, um dos focos da expansão da saúde digital é articular o atendimento especializado nos locais de difícil acesso, fomentando a articulação entre a atenção primária e secundária.

Mais informações sobre o SUS Digital: https://portalfns.saude.gov.br/instituicao-do-sus-digital/

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Sesa
Syria Luppi / Luciana Almeida / Danielly Campos / Thaísa Côrtes / Ana Cláudia dos Santos
asscom@saude.es.gov.br

Coordenadoria de Comunicação em Saúde – Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi)
Caroline Pignaton / Mayra Scarpi
icepi.comunicacao@saude.es.gov.br

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Novo Acordo do Rio Doce: Ações de saúde receberam quase R$ 1 bilhão em repasses em 2025

Redação Informe ES

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As ações de saúde previstas no Novo Acordo do Rio Doce, instrumento de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), receberam R$ 985 milhões em 2025. Os recursos aportados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) viabilizam a construção de novas unidades de saúde e hospitais e diversos outros projetos visando a ampliação e a qualificação do atendimento.

Para ações de saúde, o Novo Acordo reservou um total de R$ 12 bilhões, dos quais R$ 11,3 bilhões serão geridos no âmbito do Fundo Rio Doce e custearão o Programa Especial de Saúde do Rio Doce, sob coordenação do Ministério da Saúde. Os R$ 684 milhões restantes são de responsabilidade dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.

“As iniciativas impulsionadas pelo Fundo Rio Doce, além de viabilizar a recuperação das áreas degradadas e impulsionar a economia local, contribuem de forma decisiva para a reestruturação da rede pública de saúde e para o fortalecimento das comunidades da Bacia do Rio Doce. Sob a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o BNDES vem atuando de forma ágil e transparente na gestão desses recursos”, destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

REPASSES — O último repasse do Fundo Rio Doce para o Ministério da Saúde, de R$ 422,4 milhões, foi realizado em outubro de 2025 para viabilizar ações que serão implementadas diretamente pela pasta. Entre as iniciativas anunciadas, estão as construções do Hospital-Dia de Santana do Paraíso e do Hospital Universitário de Mariana, vinculado à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Outras medidas confirmadas envolvem a estruturação do Centro de Referência das Águas e do Centro de Referência em Exposição à Substâncias Químicas.

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Em setembro do último ano, o BNDES já havia repassado à pasta R$ 562,63 milhões, montante destinado ao custeio dos planos municipais de saúde. Para 2026, está prevista uma nova liberação de R$ 263,1 milhões para o mesmo objetivo. Elaborados por cada prefeitura, os planos foram aprovados pelo Comitê Especial Tripartite (CET) do Programa Especial de Saúde do Rio Doce. Ele é composto por representantes do Ministério da Saúde, dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo e dos próprios municípios.

“O Programa Especial de Saúde do Rio Doce foi concebido para deixar um legado estrutural para o SUS nos territórios atingidos. Os investimentos fortalecerão a rede assistencial, a vigilância em saúde e a capacidade de resposta, assegurando soluções mais qualificadas às necessidades da população da Bacia do Rio Doce”, destacou Sergio Rossi, gestor do Programa Especial de Saúde do Rio Doce do Ministério da Saúde.
 

AÇÕES — Entre as ações previstas nos planos elaborados pelas prefeituras, estão construções e reformas de unidades de saúde. Ampliação e capacitação de equipes profissionais, projetos de saúde digital e de telessaúde e aquisição de insumos, medicamentos, ambulâncias e equipamentos são outras das iniciativas incluídas.

OBJETIVOS — O Programa Especial de Saúde do Rio Doce foi estruturado em torno de cinco objetivos: monitorar a situação da região atingida, desenvolver ações de prevenção e promoção, fortalecer o SUS, mitigar danos decorrentes do rompimento e propor medidas diante do risco de desastres e de emergências em saúde pública. Parte dos esforços serão voltadas à ampliação da rede de atenção primária, de vigilância e de atenção psicossocial.

Os R$ 11,32 bilhões do programa contemplam ações em 38 municípios mineiros e 11 capixabas. Deste total, R$ 815,8 milhões englobam projetos realizados diretamente pelo Ministério da Saúde. Também foi garantido R$ 1,8 bilhão para custear os planos municipais de saúde elaborados por cada município. Outros R$ 300,2 milhões custearão pesquisas e análises que serão conduzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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Os R$ 11,32 bilhões do programa contemplam ações em 38 municípios mineiros e 11 capixabas. Foto: Divulgação

Os R$ 8,4 bilhões restantes deverão constituir um fundo patrimonial que vai viabilizar as ações para fortalecimento e melhoria das condições de saúde dos municípios contemplados. “A partir do Novo Acordo, serão construídos novos hospitais e novas unidades de saúde, além da aquisição de ambulâncias, equipamentos e outras melhorias. Todo esse conjunto de iniciativas envolve custos de manutenção, insumos e contratação de profissionais. O fundo patrimonial permitirá gerar rendimentos que ajudarão a sustentar essa nova infraestrutura, sem criar despesas adicionais para o orçamento dos municípios”, explica Gabriel Visconti, superintendente da Área de Enfrentamento de Eventos Extremos e Gestão do Fundo do Rio Doce (ARD) do BNDES.

ACORDO RIO DOCE — A barragem, que integrava um complexo da Samarco S/A em Mariana (MG), entrou em colapso em novembro de 2015, causando impactos em dezenas de municípios mineiros e capixabas da Bacia do Rio Doce. O Novo Acordo, homologado em novembro de 2024, foi assinado pela União, pelos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, pela Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton, e por instituições de Justiça, como o Ministério Público e a Defensoria Pública.

Prevendo uma série de programas a serem implementados em dezenas de municípios da região afetada, o acordo busca superar as dificuldades enfrentadas no modelo de reparação anterior e oferecer soluções definitivas. O instrumento repactua as ações que vinham sendo executadas desde 2016 e que não asseguraram, à época, a reparação integral dos danos.

O valor global do acordo é de R$ 170 bilhões, sendo R$ 32 bilhões em indenizações individuais e obrigações de fazer da Samarco e de suas acionistas Vale e BHP Billiton e R$ 38 bilhões já executados anteriormente. Os outros R$ 100 bilhões, a serem desembolsados pelas empresas ao longo de 20 anos, são destinados aos poderes públicos. As parcelas que englobam ações de responsabilidade da União somam R$ 49,1 bilhões e são aportadas no Fundo Rio Doce, sob gestão do BNDES.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

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Lideranças femininas se unem contra o assédio no Carnaval

Redação Informe ES

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Em meio à alegria e à intensidade do Carnaval, uma pauta essencial ganha protagonismo: o enfrentamento ao assédio e à violência contra as mulheres. A OAB-ES, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo e a Polícia Civil do Espírito Santo se unem em uma ação conjunta de conscientização, levando às ruas uma mensagem clara: respeito também faz parte da festa.

A iniciativa ganhou forma por meio de um vídeo institucional que reúne três mulheres em posições históricas de liderança: Erica Neves, primeira mulher a presidir a OAB-ES; Janete Vargas Simões, primeira mulher à frente do Tribunal de Justiça capixaba; e Cláudia Dematté, delegada-chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher. Juntas, elas reforçam que assédio, importunação sexual e outras violências não fazem parte da folia — são crimes.

Erica Neves, presidente da OAB-ES; Janete Vargas Simões, Pres do Tribunal de Justiça; e Cláudia Dematté, delegada-chefe da Div Especializada de Atendimento à Mulher

Segundo Erica Neves, a ação reafirma o papel institucional da Ordem na defesa dos direitos fundamentais. “Essa ação foi pensada para reafirmar a atuação da OAB-ES na defesa dos direitos, especialmente no enfrentamento às violências que atingem as mulheres. O Carnaval deve ser um espaço de convivência, alegria e liberdade, mas sempre pautado pelo respeito e pela observância da lei”, destaca.

Além do vídeo, a campanha ganha as ruas com a distribuição de leques informativos em blocos carnavalescos de diferentes municípios. Para Drª Janete Vargas Simões, ocupar espaços de liderança também é assumir a responsabilidade de orientar e conscientizar. Já a delegada Cláudia Dematté reforça que “a convivência na folia deve ser pautada pelo bom senso e pelo respeito, para que todos possam aproveitar com alegria e segurança”.

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Encontrado planeta semelhante à Terra com 50% de chance de ser habitável, diz astrônomos

Redação Informe ES

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Astrônomos descobriram um novo planeta do tamanho da Terra e com chance de estar em uma zona habitável para os seres humanos.

O possível planeta foi batizado de HD 137010 b e está localizado a cerca de 150 anos-luz da Terra, dentro da Via Láctea.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Sul de Queensland (UniSQ), em parceria com cientistas da Universidade de Harvard e da Universidade de Oxford, e publicada na revista Astrophysical Journal Letters.

O HD 137010 b tem um tamanho muito próximo ao da Terra, cerca de 6% maior, e orbita sua estrela a uma distância comparável à que Marte mantém do Sol. Por isso, os pesquisadores descrevem o planeta como um “ponto de encontro entre a Terra e Marte”.

Essa posição o coloca na chamada zona habitável de sua estrela — termo usado na astronomia para definir a região em que, em teoria, a água poderia existir em estado líquido na superfície de um planeta.

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O astrônomo Alex Venner, autor principal do estudo, afirma que há cerca de 50% de chance de o HD 137010 b ser habitável. Segundo ele, o planeta está “realmente no limite do que consideramos possível em termos de potencial habitabilidade”.

Por que ele é um candidato?

Apesar do interesse gerado pelos dados, o HD 137010 b ainda não é considerado um planeta confirmado. No artigo científico, ele é classificado como um “candidato” porque precisa de pelo menos mais uma observação para que sua existência seja comprovada de forma definitiva.

Além disso, as condições ambientais estimadas impõem limites importantes à ideia de que ele possa abrigar humanos. Embora a estrela HD 137010 seja semelhante ao Sol, ela é mais fria e menos brilhante. Com isso, o planeta receberia menos de um terço da quantidade de luz e calor que a Terra recebe.

As estimativas indicam que a temperatura máxima da superfície poderia chegar a cerca de -68 °C. Para comparação, a temperatura média da superfície de Marte é de aproximadamente -65 °C.

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Somente com novas observações os astrônomos poderão confirmar se o HD 137010 b é, de fato, um planeta — e avaliar melhor se esse mundo distante pode reunir condições mínimas para a existência de água líquida e, em tese, de vida.

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