Negócios
Como Esther Perel Ajuda Casais e Equipes a Manter Boas Relações

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A psicoterapeuta e especialista em relacionamentos Esther Perel, amplamente conhecida por ajudar casais a desenvolver níveis mais profundos de confiança e conexão, iniciou sua carreira trabalhando com refugiados em situações de migração voluntária e forçada.
Ao viajar pelo mundo e testemunhar a ascensão e queda de regimes políticos, sua curiosidade a levou a investigar como essas mudanças repercutiam nas cozinhas e nos quartos das famílias afetadas por decisões externas. Com o tempo, seu trabalho se voltou para a dinâmica dos casais e sua vida sexual.
Pode parecer uma mudança radical vê-la agora focada nas dinâmicas do ambiente de trabalho. Mas seu foco sempre foi o ser humano. “Meu trabalho tem sido focado em relacionamentos – do quarto ao boardroom – há décadas”, diz. “Atendo casais, mas também trabalho com frequência com empresas da Fortune 500, cofundadores e empresas de RH.”
Em um momento de mudanças constantes no ambiente corporativo, com maior ambiguidade na forma como as pessoas navegam por perspectivas diversas, além da IA eliminando partes mais táticas das funções, saber se conectar em níveis profundos e significativos se tornou mais importante do que nunca. “Algo essencial costuma faltar: conexão genuína. Estamos afogados em comunicação digital, mas muitos ambientes de trabalho vivem uma seca de diálogo significativo.”
Ela cita mensagens rápidas no Slack, e-mails transacionais e chamadas de vídeo superficiais, que viraram padrão e deixaram as pessoas isoladas, desengajadas e sem senso de pertencimento.
Esse “déficit de diálogo” não é apenas cultural – é também um problema de negócios. Pesquisas recentes da Gallup mostram que as pessoas querem propósito e significado em seu trabalho. Querem ser reconhecidas pelo que as torna únicas, e isso impulsiona o engajamento. “Relacionamentos no trabalho são vistos como soft skills, mas, na verdade, são as novas hard skills. Eles exigem confiança, pertencimento, reconhecimento e resiliência coletiva.”
Como reduzir o “déficit de diálogo”?
Incorporar diálogos significativos na forma como o trabalho é feito não significa abordar dinâmicas sensíveis ou interações forçadas. Trata-se de construir uma base de confiança profunda e autêntica. Isso exige autoconhecimento e vulnerabilidade, o que muitas culturas corporativas evitam.
Para ajudar a fazer essa ponte, Perel se uniu à plataforma de experiência do funcionário Culture Amp. Juntos, criaram o jogo de cartas “Where Should We Begin? – At Work”. Baseado em dados, o baralho foi desenvolvido para transformar a cultura organizacional a partir de quatro pilares: confiança, pertencimento, reconhecimento e resiliência coletiva. Ele oferece uma forma simples e estruturada de promover conversas significativas tanto em reuniões individuais quanto entre equipes.
O jogo incentiva discussões além do trivial de “Como estão as coisas?” ou “Posso ajudar com algo?”, e propõe perguntas mais profundas, que fortalecem vínculos e estimulam autoconhecimento. Alguns dos exemplos são “Quais regras ou normas não ditas do nosso time precisam ser discutidas?” e “Que impacto você espera causar na equipe ou na organização?”
“Uma boa pergunta faz isso. Ela rompe padrões. Aprofunda. Às vezes, desvia. Ela nos permite viajar a um novo lugar sem sair do lado um do outro.”
As perguntas certas ajudam líderes a avançar em outras frentes de uma cultura mais humana.
Segurança psicológica
“Segurança psicológica é essencial para sustentar a alta performance”, diz Perel. Quando as pessoas se sentem seguras para assumir riscos, compartilhar ideias e serem vulneráveis, a inovação floresce e os problemas são resolvidos de forma mais eficaz.
Resiliência coletiva
A pesquisa feita por Esther Perel com a Culture Amp apontou a resiliência coletiva como pilar fundamental dos relacionamentos no trabalho. “Quando algo difícil acontece, nos unimos? Nos fortalecemos como grupo? Quando algo dá errado, nos apoiamos ou culpamos uns aos outros?”
Potencial humano
Compreensão e conexão trazem o melhor das pessoas. “Quando os funcionários se sentem vistos, ouvidos e valorizados, têm mais chance de trazer sua melhor versão e suas melhores ideias.”
Dados da Culture Amp mostram que funcionários que sustentam alta performance por dois ciclos seguidos compartilham uma vantagem clara: segurança psicológica. Segundo Amy Lavoie, VP de People Science da empresa, esses profissionais têm 83% mais chance de afirmar que se sentem seguros para assumir riscos – uma taxa 9% maior do que os que tiveram alta performance apenas uma vez. Investir em conexão humana aumenta a chance de alta performance sustentável.
Como trazer conforto para conversas profundas?
Pode ser intimidador sair da superficialidade com colegas, funcionários e líderes no trabalho, mas pequenos passos já fazem uma grande diferença. Algumas sugestões práticas:
Comece com curiosidade: interesse genuíno nas experiências, valores e perspectivas alheias;
Escute ativamente: em vez de preparar sua resposta, realmente ouça. Observe o tom, o corpo, as emoções;
Compartilhe suas histórias: vulnerabilidade gera vulnerabilidade. Abrir espaço para trocas cria conexão real.
Qual é o papel da liderança?
Líderes são decisivos para promover uma cultura de comunicação aberta. Esther Perel orienta:
Demonstre vulnerabilidade: “Líderes também devem responder perguntas e compartilhar vivências que os tornem mais humanos”, diz Perel.
Crie oportunidades estruturadas: Faça reuniões com propósito de diálogo, não apenas para status de tarefas. O jogo Where Should We Begin? At Work é um bom recurso para essas sessões.
Normalize o direito de não falar: Nem todo mundo vai querer compartilhar aspectos pessoais. “Pule uma carta se não fizer sentido. Nem toda pergunta é para toda pessoa.”
Comece por perguntas seguras: para gerar confiança antes de temas mais sensíveis.
Priorize a escuta: o objetivo é criar empatia, e não resolver o problema do outro.
“As habilidades relacionais que desenvolvemos na vida não ficam do lado de fora quando chegamos ao trabalho. Carregamos tudo no nosso ‘currículo não oficial’. O que torna o ambiente corporativo um lugar fascinante para explorar relacionamentos.”
*Heather V. MacArthur é colaboradora da Forbes USA. Ela tem mais de 20 anos de carreira como coach executiva e consultora na The Executive Advisory, orientando executivas C-Level a profissionais em diferentes níveis de senioridade.
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Quer Ganhar Mais? 5 Estratégias Que Vão Além da Dedicação
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A maioria das pessoas não consegue um aumento salarial apenas porque trabalha duro. E sim porque é vista como mais valiosa, confiável e central para os resultados do que outros na mesma função. A boa notícia é que esse posicionamento é algo que você pode construir ativamente por meio da forma como trabalha, se comunica e se apresenta todos os dias.
A seguir, veja cinco estratégias que podem te ajudar a deixar de ser visto como alguém que “apenas faz o seu trabalho” e passar a ser reconhecido como um profissional em outro patamar que merece um nível salarial mais alto.
5 estratégias para conseguir um aumento salarial
1. Levante a mão para novos projetos
Uma das maneiras de se destacar é assumir trabalhos que não estão claramente definidos: os projetos um pouco confusos, em evolução ou sem um dono claro. A maioria das pessoas evita esse tipo de trabalho porque se sentem inseguras, mas é exatamente aqui que a visibilidade e a influência são criadas.
Em vez de esperar por tarefas totalmente estruturadas, comece a levantar a mão quando algo parecer incerto, mas importante. Uma vez envolvido, concentre-se em trazer clareza em vez de perfeição. Faça perguntas inteligentes, defina os próximos passos e transforme a confusão em estrutura.
Os gestores notam as pessoas que trazem ordem à ambiguidade porque isso reduz o estresse deles e acelera a execução. Você passa a ser visto como alguém que ajuda a definir as tarefas.
2. Assuma a responsabilidade pelos resultados
Há uma grande diferença entre fazer o trabalho e ser dono dos resultados. Pessoas que recebem aumentos salariais tendem a pensar em resultados, não em atividades. Em vez de dizer “trabalhei no relatório”, você muda para “melhorei o processo de relatórios, o que ajudou a equipe a economizar tempo ou a tomar decisões melhores.”
Comece a se vincular a resultados mensuráveis, mesmo que não seja oficialmente responsável por eles. Se um projeto for bem-sucedido, conecte sua contribuição ao resultado de forma clara e honesta. Se algo não estiver funcionando, sugira o que deve mudar e tome a iniciativa de consertar parte disso. Quando você se comporta consistentemente como alguém que é dono dos resultados, os líderes começam a confiar a você trabalhos de maior risco. Essa confiança é, muitas vezes, o que leva a conversas sobre promoção e aumentos salariais.
3. Antecipe necessidades
Um dos sinais mais fortes de prontidão para um aumento salarial é o pensamento proativo. Isso significa que você resolve problemas antes que eles sejam atribuídos a você. Você não apenas reage, mas antecipa.
Comece a prestar atenção aos padrões da sua equipe. Se os prazos são sempre apertados em determinados momentos, prepare-se com antecedência. Se os gestores sempre pedem os mesmos dados, crie um modelo. Se as reuniões costumam ultrapassar o horário, proponha uma estrutura de pauta mais clara.
Esses pequenos movimentos mostram que você pensa além da sua própria lista de tarefas. Quando você traz soluções antes que os problemas sejam formalmente levantados, você muda sua posição de executor para pensador.
4. Comunique-se como um líder
Seu estilo de comunicação pode reforçar seu valor ou escondê-lo. Os profissionais que se posicionam para aumentos salariais se comunicam de uma forma que reflete senso de propriedade e tomada de decisão.
Em vez de longas explicações, foque na clareza. Qual é a situação, o que importa e o que você recomenda. Se estiver falando com seu gestor, explique o problema e o que deve acontecer a seguir. Por exemplo, em vez de dizer “Estamos atrasados”, você pode dizer “Estamos atrasados devido a X, e recomendo que ajustemos Y para recuperar o tempo perdido.”
Pesquisas recentes mostram que os líderes têm uma probabilidade significativamente maior de aprovar aumentos salariais e promoções quando os funcionários são vistos como contribuidores proativos que influenciam decisões, em vez de apenas executarem tarefas. A liderança recompensa profissionais que já demonstram essa postura. Quanto mais você praticar esse estilo, mais será percebido como alguém que opera acima do seu nível atual.
5. Conclua tarefas sem lembretes
A confiabilidade é um dos impulsionadores mais subestimados para o crescimento salarial. Muitas pessoas começam bem, mas precisam de lembretes para concluir tarefas. As pessoas que progridem são aquelas que consistentemente entregam resultados sem precisarem ser cobradas.
Comece a construir um sistema simples para si mesmo. Quando se comprometer com algo, divida-o em etapas e defina seus próprios prazos internos antes dos externos. Se algo for atrasar, comunique cedo, em vez de esperar ser questionado. Os gestores valorizam pessoas que reduzem a necessidade de supervisão porque isso libera o tempo deles e reduz os riscos. Cumprir o prometido sem lembretes cria confiança, e a confiança desbloqueia maiores responsabilidades, que quase sempre vêm antes de aumentos salariais.
*Sho Dewan é colaborador da Forbes US. Ele é fundador e CEO da Workhap, de consultoria de carreira, além de ser criador de conteúdo e LinkedIn Top Voice.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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Negócios
Presidente da Meta Diz Que Não Espera Mais Demissões em Massa Este Ano
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, disse aos funcionários que não espera mais demissões em massa em toda a empresa este ano, de acordo com uma cópia vista pela Reuters de um memorando distribuído nesta quarta-feira (20).
O bilionário fez o anúncio no mesmo dia em que a Meta realizou uma reestruturação maciça, demitindo 10% de sua força de trabalho globalmente e transferindo 7.000 outros profissionais para novas iniciativas relacionadas a fluxos de trabalho de inteligência artificial.
“Quero deixar claro que não esperamos outras demissões em massa em toda a empresa este ano. Também quero reconhecer que não temos sido tão claros quanto desejamos ser em nossa comunicação, e essa é uma área que quero garantir que melhoremos”, disse Zuckerberg.
Os funcionários deixaram comentários na postagem do presidente da Meta citando as palavras “em toda a empresa” e “esperamos”.
Um porta-voz da Meta não se manifestou.
No total, as demissões em massa e transferências anunciadas esta semana estão atingindo cerca de 20% da força de trabalho da Meta. Algumas das transferências já aconteceram, enquanto em outros casos os funcionários estão sendo notificados nesta quarta-feira.
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Negócios
Rosewood São Paulo Nomeia Nova Diretora de Marketing e Comunicação
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O Rosewood São Paulo anunciou Daniella Borghi como nova diretora de marketing e comunicação. Na posição, ela se reportará a Silvio Araújo, diretor de vendas e marketing do hotel.
Formada em comunicação pela Universidade Paulista e com mais de três décadas de carreira, Daniella soma passagens por agências multinacionais como Publicis, Ogilvy, DDB e BETC Havas. A executiva também atuou como gerente de comunicação da Nestlé no Brasil, na Suíça e na Espanha, onde liderou iniciativas para mercados da Europa, África e Oriente Médio.
No Rosewood São Paulo, Daniella terá o foco em destacar narrativas sobre a cultura e a criatividade brasileiras. “Acredito na comunicação como uma ferramenta de construção de desejo, pertencimento e significado”, afirma.
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