Política
Rejeição a Flávio Bolsonaro dispara e chega a 60%, diz Atlas

A imagem negativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a 60%, segundo levantamento Latam Pulse Brasil, da AtlasIntel/Bloomberg, divulgado nesta semana. O índice coloca o filho de Jair Bolsonaro em situação de forte desgaste: apenas 38% dos entrevistados dizem ter imagem positiva dele, enquanto 2% não souberam responder.
Na prática, Flávio aparece com saldo negativo de 22 pontos percentuais entre imagem positiva e negativa. O dado reforça o derretimento político do senador em um momento em que vê seu nome desidratar nas pesquisas eleitorais para a presidência, ao passo que observa o crescimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição.
A pesquisa ouviu 4.999 pessoas entre os dias 26 e 30 de junho de 2026, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04582/2026.
Bolsonaristas acumulam alta rejeição
Flávio não está sozinho no bloco de lideranças da extrema direita com imagem majoritariamente negativa. O levantamento mostra que vários nomes associados ao bolsonarismo aparecem com rejeição elevada.
O pior desempenho entre os bolsonaristas listados é de Eduardo Bolsonaro, que tem 62% de imagem negativa e apenas 33% de imagem positiva, com saldo de -29 pontos.
Na sequência aparecem:
- Flávio Bolsonaro: 38% positiva, 60% negativa, saldo de -22 pontos;
- Nikolas Ferreira: 39% positiva, 59% negativa, saldo de -20 pontos;
- Michelle Bolsonaro: 35% positiva, 59% negativa, saldo de -24 pontos;
- Jair Bolsonaro: 42% positiva, 58% negativa, saldo de -16 pontos;
- Romeu Zema: 32% positiva, 59% negativa, saldo de -27 pontos;
- Ronaldo Caiado: 32% positiva, 54% negativa, saldo de -22 pontos.
O dado mais incômodo para o bolsonarismo é que nem mesmo Jair Bolsonaro, principal liderança da extrema direita, consegue inverter a curva de rejeição: sua imagem negativa é de 58%, contra 42% de imagem positiva.
Lula lidera em imagem positiva entre os nomes testados
Na outra ponta, Lula aparece com a maior imagem positiva entre todos os líderes políticos avaliados: 46%. O presidente tem 54% de imagem negativa, com saldo de -8 pontos, desempenho melhor que o de todos os bolsonaristas citados no levantamento.
O vice-presidente Geraldo Alckmin aparece logo atrás, com 45% de imagem positiva e 50% de imagem negativa, saldo de -5 pontos, o melhor resultado líquido entre os nomes listados.
Também aparecem à frente dos principais nomes bolsonaristas em imagem positiva:
- Tarcísio de Freitas: 44% positiva, 48% negativa;
- Fernando Haddad: 43% positiva, 54% negativa;
- Jair Bolsonaro: 42% positiva, 58% negativa.
No caso de Haddad, o índice positivo de 43% supera o de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Confira os índices:

Hugo Motta, Alcolumbre e Aécio têm os piores saldos
Além dos bolsonaristas, a pesquisa aponta rejeição altíssima a lideranças do Congresso e a nomes tradicionais da direita.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem o pior saldo do levantamento: apenas 2% de imagem positiva, 90% de imagem negativa e 8% de “não sei”. O saldo é de -88 pontos.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, também aparece em situação crítica: 3% de imagem positiva, 88% de imagem negativa e 10% de “não sei”, saldo de -85 pontos.
Aécio Neves registra o mesmo saldo negativo de Hugo Motta: 3% de imagem positiva, 88% de imagem negativa e 9%de “não sei”.
Entre os demais nomes avaliados, Renan Santos tem 18% de imagem positiva, 54% negativa e 28% de “não sei”. Já Joaquim Barbosa aparece com 30% de imagem positiva, 41% negativa e 29% de “não sei”.
Medidas do governo Lula têm aprovação majoritária
A pesquisa também mediu a percepção sobre decisões do governo Lula. As medidas mais bem avaliadas são de forte apelo social e econômico.
A gratuidade para todos os medicamentos e itens do Farmácia Popular é considerada acerto por 84% dos entrevistados, contra 11% que veem erro. A isenção de Imposto de Renda para pessoas com renda mensal abaixo de R$ 5 mil aparece com 80% de aprovação e 16% de reprovação.
Também são vistas como acertos:
- Revogação da “taxa das blusinhas”: 65% consideram acerto;
- Fim da obrigatoriedade de aulas em autoescola para tirar CNH: 65%;
- Acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia: 63%;
- Desenrola: 58%;
- Pé-de-Meia: 56%;
- Gás do Povo: 55%;
- Reforma Tributária: 51%.
As duas medidas com avaliação negativa no levantamento são a retirada de empresas públicas, como os Correios, do programa de privatização, vista como erro por 48%, e a adoção do arcabouço fiscal, considerada erro por 46%.
Criminalidade e corrupção lideram preocupações
Entre os maiores problemas do Brasil, a pesquisa aponta criminalidade e tráfico de drogas em primeiro lugar, com 66,8% das menções. Em seguida aparece corrupção, com 57,9%.
A economia e inflação aparecem em terceiro lugar, com 22,5%. Depois vêm extremismo e polarização política e situação da educação, ambas com 15,5%.
A pesquisa Latam Pulse Brasil é uma iniciativa conjunta da AtlasIntel e da Bloomberg e acompanha indicadores políticos, sociais e econômicos em países da América Latina.
Fonte: Forum
Política
Casagrande cita Tyago Hoffmann como nome com perfil para governador

Uma declaração do ex-governador Renato Casagrande (PSB) durante evento político chamou atenção para os próximos movimentos do partido no Espírito Santo.
Ao destacar a trajetória de Tyago Hoffmann, candidato do PSB a deputado federal nas eleições de 2026, Casagrande enumerou passagens do político por diferentes áreas da administração pública e afirmou que Hoffmann reúne perfil técnico e político para ocupar diferentes funções.
Na fala, o ex-governador foi além e mencionou diretamente a possibilidade de Tyago Hoffmann chegar ao comando do Espírito Santo.
“Então Tiago é um coringa, que pode caber em qualquer lugar, inclusive para governador do estado”, declarou Casagrande.
Antes, o ex-governador havia destacado a passagem de Hoffmann por funções como subsecretário e secretário de Estado, além de áreas ligadas à Saúde, Governo, Desenvolvimento e Ciência, Tecnologia e Inovação.
A declaração ocorre em um momento em que o PSB participa da disputa de 2026 apoiando a candidatura de Ricardo Ferraço (MDB) ao governo do Estado, enquanto Renato Casagrande concorre ao Senado. O apoio a Ferraço foi oficializado pelo PSB capixaba durante a convenção partidária realizada em julho.
A fala de Casagrande, portanto, acrescenta um elemento ao debate sobre a sucessão estadual para 2030. Embora não represente, até o momento, uma oficialização de candidatura ou uma definição do PSB para a próxima disputa ao Palácio Anchieta, a menção pública feita pelo principal líder do partido no Estado coloca o nome de Tyago Hoffmann no debate sobre possíveis projetos futuros da legenda.
O movimento também chama atenção porque Hoffmann já ocupa espaço dentro da estrutura política do PSB capixaba. Em 2022, foi eleito deputado estadual e, durante sua trajetória, exerceu funções no Executivo estadual e no Legislativo.
A questão que fica para o cenário político capixaba é: a declaração de Casagrande foi apenas um reconhecimento da trajetória de Tyago Hoffmann ou representa também uma sinalização antecipada sobre os planos do PSB para 2030?
Até o momento, a fala não equivale a uma definição partidária. O que existe é uma manifestação pública de Casagrande colocando o deputado como alguém que, em sua avaliação, possui perfil para disputar e exercer o cargo de governador no futuro.
Política
Presença de ex-prefeito em carreata de Pazolini gera reação política em Guarapari

Vereador do PL não aprovou conduta do candidato ao Palácio Anchieta
A presença do ex-prefeito de Guarapari Edson Magalhães ao lado do candidato ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos),durante uma carreata realizada nesta segunda-feira (28), pelas ruas do município, provocou reação do vereador Vinícius Lino (PL).
Em manifestação pública, o parlamentar criticou a composição do palanque de Pazolini e questionou a aproximação política com antigos grupos do município. Sem citar nominalmente o ex-prefeito em seu discurso, Vinícius afirmou que algumas alianças eleitorais podem contrariar valores e princípios defendidos durante a campanha.
“Pra mim vale muito mais os valores, os princípios, aquilo que você acredita”, declarou o vereador.
Na sequência, Vinícius fez críticas mais diretas às alianças construídas para a disputa eleitoral e afirmou que, em sua avaliação, não vale a pena vencer uma eleição abrindo mão de princípios políticos.
O vereador também direcionou um alerta a Pazolini. Segundo Vinícius, pessoas que integram ou influenciam o grupo político do candidato em Guarapari estariam conduzindo a campanha para uma posição que, na visão dele, pode prejudicar a imagem do candidato na cidade.
“Pazolini, cuidado com as pessoas que você está ouvindo aqui em Guarapari”, afirmou.
Vinícius também reconheceu avanços em políticas públicas realizados em Vitória, onde, segundo ele, já trabalhou, e declarou apoio ao projeto político de Pazolini. Ao mesmo tempo, defendeu que o candidato reveja a presença de determinadas pessoas em seu palanque.
A manifestação ocorre após a aparição de Edson Magalhães na carreata, em uma aproximação que chamou atenção no cenário político local. O ex-prefeito é uma figura conhecida da política de Guarapari e, ao longo de 2026, também esteve envolvido em articulações eleitorais no município e no Estado.
No discurso, Vinícius terminou afirmando que a construção de uma aliança política não deveria ter como único objetivo a vitória eleitoral, defendendo que os grupos envolvidos também considerem seus valores e princípios.
Surpreendeu a todos
A participação de Edson teria surpreendido integrantes do grupo que acompanhava a agenda. Entre eles, a vice-prefeita de Guarapari e candidata a deputada federal, Tatiana Perim (Republicanos), que, segundo informações obtidas pela reportagem, teria tomado conhecimento da presença do ex-prefeito somente no momento da carreata.
O episódio teria provocado um clima de desconforto no grupo. Tatiana permaneceu no carro durante o percurso, segundo o relato, a pedido do próprio Pazolini.
O episódio expõe as movimentações e possíveis divergências dentro do campo político de Guarapari, especialmente em um momento de intensificação da campanha eleitoral de 2026.
InformeES – Da Redação
Política
Quaest: 62% da população aprova Ricardo por merecimento à reeleição no Espírito Santo

Para 62% dos entrevistados na pesquisa Quaest, divulgada na sexta-feira (28), o governador Ricardo Ferraço (MDB) merece ser reeleito. O desempenho registra o crescimento de um ponto percentual em relação a pesquisa anterior, divulgada no final de agosto, quando o governador conquistou 61% dos eleitores entrevistados.
Outros dados interessantes da pesquisa Quaest estão na aprovação e na avaliação do atual governo. Avaliação positiva e regular reúne 75% dos entrevistados e a aprovação do governo está em 54%.
Há seis dias para o primeiro turno das eleições 2026, o desempenho de Ricardo no levantamento confirma preferência do capixaba para o pleito.
Também no final de agosto, a Veja publicou matéria com levantamento apontando que no Espírito Santo e em mais 11 estados as eleições podem ser decididas no primeiro turno. Completam a lista São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Goiás, Piauí, Mato Grosso e Amapá.
Fechando o resultado da pergunta se o governador merece ser reeleito, disseram não apenas 25% dos entrevistados e não sabe/não respondeu ficou em 13%.
A Quaest ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é ES-01978/2026 e BR-03414/2026.
Fotos: Divulgação
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