Negócios
Semanas de Trabalho de 100 Horas Levam Funcionários de Bancos ao Limite

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Wall Street, o maior centro financeiro do mundo, é um dos melhores destinos para quem tem a ambição de fazer dinheiro. Além dos salários robustos e bônus generosos, há também o prestígio de poder afirmar que se é funcionário de um banco de investimento em uma das principais instituições financeiras do mundo.
Mas esse status tem um preço: em um ambiente extremamente competitivo, jovens profissionais enfrentam a pressão constante por resultados — a ponto de trabalharem mais de 100 horas por semana para manter o emprego e se destacar.
Apesar do prestígio e do dinheiro, para muitos, o custo mental e físico é alto. Não é incomum que trabalhem quase todos os dias da semana até tarde da noite. A atmosfera lembra um trote: alguns resistem, outros saem traumatizados.
Recentemente, uma equipe de analistas juniores do banco de investimento Robert Baird vinha trabalhando até as 4h da manhã por semanas, segundo a imprensa americana. Mas nem isso era suficiente. Os gestores disseram aos funcionários que era preciso aumentar a produtividade. Alguns se opuseram, mas foram instruídos a serem mais eficientes.
Longas jornadas para alcançar o sucesso
Em Wall Street, assim como em muitas instituições financeiras no Brasil e em outros cantos do mundo, impera a cultura do exagero: longas horas de trabalho são a norma. A pressão leva muitos profissionais, especialmente os mais jovens, ao limite — e os resultados podem ser trágicos. Analistas já disseram que suas queixas são ignoradas. Em resposta, alguns dos maiores bancos dos EUA começaram a implementar medidas para proteger seus jovens funcionários, incluindo limitar a carga semanal a cerca de 80 horas.
Conquistar uma vaga em bancos globais como Goldman Sachs ou Morgan Stanley sempre foi uma meta cobiçada por estudantes ambiciosos e talentos em início de carreira. É tido como um passaporte certo para acumular riqueza e alcançar um elevado status social. Para muitos, atuar com fusões e aquisições, IPOs ou negociação de ações e títulos é algo estimulante e recompensador. Mas também existe um outro lado.
Noites, finais de semana e feriados no escritório
Alguns anos atrás, o Goldman Sachs foi acusado por analistas juniores de impor condições de trabalho abusivas. Na época, o New York Times relatou que 13 analistas do primeiro ano, insatisfeitos, montaram uma apresentação profissional nos moldes da empresa sobre suas experiências no banco. A pesquisa sobre “Condições de Trabalho” viralizou nas redes sociais. Os jovens afirmaram trabalhar cerca de 100 horas semanais e muitos se sentiam vítimas de abuso corporativo.
Consequências sérias
A discussão sobre jornadas extremas e desequilíbrio entre vida pessoal e profissional ganhou força após a morte de dois funcionários do BofA (Bank of America). Leo Lukenas, um ex-militar de 35 anos e associado do banco, morreu no ano passado por uma “trombose aguda na artéria coronária”, segundo o Instituto Médico Legal de Nova York. Embora o laudo não tenha ligado diretamente a morte à carga de trabalho, um recrutador afirmou à Reuters que Lukenas dizia estar trabalhando mais de 100 horas por semana.
Outro caso foi o de Adnan Deumic, de 25 anos, operador de crédito e algoritmos do BofA em Londres. Ele sofreu um ataque cardíaco durante uma partida de futebol organizada pela empresa. Foi a segunda morte jovem no banco em poucas semanas. No entanto, também não se confirmou relação direta com o trabalho. “A morte do nosso colega é uma tragédia. Estamos abalados com a perda repentina de um jovem tão querido”, declarou um porta-voz do Bank of America. “Estamos comprometidos em apoiar totalmente a família de Adnan, seus amigos e todos os colegas que estão de luto.”
Um analista da Goldman Sachs foi encontrado morto horas depois de desabafar com o pai sobre jornadas de 100 horas semanais. Segundo o jornal Independent, Sarvshreshth Gupta, de 22 anos, morreu no estacionamento ao lado de seu apartamento, em São Francisco. As autoridades acreditam que ele tirou a própria vida após trabalhar a noite inteira e se sentir sobrecarregado pelas exigências.
Formado pela Universidade da Pensilvânia e nascido em Nova Délhi, na Índia, ele disse ao pai: “Esse trabalho não é para mim. É trabalho demais e tempo de menos.”
Problemas de saúde crescentes
A competição acirrada, os prazos constantes, o clima agressivo e o estresse elevado têm sido associados a transtornos mentais e burnout entre profissionais do setor financeiro, com muitos considerando deixar o emprego por causa do impacto à saúde.
O Business Insider relatou casos de jovens funcionários de bancos hospitalizados por problemas cardíacos. O cardiologista londrino Arjun Ghosh disse ter observado um aumento de 10% em paradas cardíacas entre profissionais do setor com menos de 30 anos na última década.
Para lidar com o estresse e a privação de sono, alguns recorrem ao uso de substâncias, o que agrava ainda mais os problemas de saúde. Essa cultura de trabalho também dificulta a retenção de talentos, já que muitos procuram ambientes mais saudáveis e com melhor equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.
Após as mortes no BofA, Jennifer Piepszak, copresidente do banco comercial e de investimentos do JPMorgan, disse aos investidores: “Nada, absolutamente nada, é mais importante do que a saúde e o bem-estar dos nossos funcionários. Estamos cientes desses casos e eles são trágicos e profundamente tristes.”
Medidas em andamento
Em resposta às crescentes preocupações com a cultura de trabalho abusiva no setor financeiro, gigantes como JPMorgan e Bank of America implementaram medidas para conter as jornadas excessivas.
O JPMorgan limitou a carga semanal a 80 horas para a maioria dos analistas juniores. Já o BofA passou a usar uma nova ferramenta de controle de ponto para monitorar o volume de horas trabalhadas, segundo o Wall Street Journal.
“Reconhecemos que nossos profissionais estão muito ocupados, pois o volume de negócios está em níveis históricos”, comentou um porta-voz do Goldman Sachs.
De acordo com a Reuters, a liderança do JPMorgan se reuniu com o RH para tratar do tema, e o CEO Jamie Dimon reforçou o foco do banco em iniciativas de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
*Jack Kelly é colaborador sênior da Forbes USA. Ele é CEO, fundador e recrutador executivo da WeCruitr, uma startup de recrutamento e consultoria de carreira.
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Bancos Globais Adotam Home Office no Oriente Médio em Meio À Escalada de Tensões
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Profissionais do JPMorgan e do Citigroup no Oriente Médio foram orientados a trabalhar em casa à medida que as tensões aumentam em meio à guerra aérea entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, disseram duas fontes com conhecimento do assunto à Reuters nesta segunda-feira (2).
Ambos os bancos norte-americanos não esperam interrupções em suas operações na região, afirmaram as fontes, que pediram para não ser identificadas por se tratar de informações confidenciais. “Continuamos a adotar medidas para ajudar a manter nossos funcionários e suas famílias seguros”, disse o Citigroup em comunicado, acrescentando que possui planos de contingência para continuar atendendo os clientes.
As tensões no Oriente Médio aumentaram depois que ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã provocaram o lançamento de mísseis de retaliação por Teerã, direcionados a países do Golfo e outros aliados de Washington na região.
A Arábia Saudita fechou sua maior refinaria após ataques com drones causarem um incêndio, enquanto fortes explosões foram ouvidas em Dubai e Samha, nos Emirados Árabes Unidos, e também em Doha, capital do Catar.
Problemas localizados de energia afetaram a Amazon Web Services nos Emirados Árabes Unidos e no vizinho Bahrein após “objetos” não identificados atingirem um data center da Amazon, provocando um incêndio.
Atividade nos mercados de capitais em risco
As hostilidades levaram a uma ampla interrupção das viagens aéreas, já que grandes áreas do espaço aéreo em importantes centros do Oriente Médio permanecem fechadas, fazendo com que ações de empresas de viagens em todo o mundo caíssem.
O conflito ameaça interromper captações planejadas nos mercados de capitais e negócios transfronteiriços na região, à medida que negociadores e banqueiros reduzem viagens por preocupações com segurança e interrupções nos negócios, disseram fontes do setor.
O Standard Chartered, o Sumitomo Mitsui Financial Group, do Japão, e o Mitsubishi UFJ Financial Group pediram a seus funcionários que adiem viagens ao Oriente Médio.
O banco japonês Mizuho, que possui escritórios em Dubai e Riad, disse à Reuters que uma evacuação voluntária para seus funcionários é possível.
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Negócios
Governador Renato Casagrande abre agenda 2026 do Café de Negócios da ASES

A Associação dos Empresários da Serra (ASES) realiza, no próximo dia 10 de março, o 231º Café de Negócios (Caneg). A edição integra a agenda de eventos de 2026 da entidade e contará com a palestra do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, que apresentará o tema “Cenário Econômico do Espírito Santo 2026”.
O encontro acontece a partir das 7h40, no Steffen Centro de Eventos, em Jardim Limoeiro, na Serra, reunindo empresários, lideranças e representantes de diversos setores produtivos para uma manhã de conteúdo estratégico, networking e conexão. Tradicional na agenda empresarial capixaba, o Caneg se consolida como um espaço qualificado de diálogo entre iniciativa privada e poder público.
A escolha do tema reforça o momento de planejamento e tomada de decisões das empresas, que buscam compreender tendências, perspectivas de crescimento e desafios econômicos que impactam diretamente o ambiente de negócios.
Para a presidente da ASES, Leonelle Lamas, a presença do governador fortalece o compromisso da entidade com informação de qualidade e diálogo institucional.
“Ouvir o governador sobre as perspectivas econômicas do Espírito Santo é fundamental para que os empresários possam planejar investimentos, gerar empregos e tomar decisões mais seguras. O Caneg é um espaço de conexão, escuta e construção coletiva de soluções para o desenvolvimento da Serra e de todo o Estado”, destaca.
231º Café de Negócios da ASES – CANEG
Tema: Cenário Econômico do Espírito Santo 2026
Palestrante: Renato Casagrande
Dia: 10 de março (terça-feira)
Horário: A partir das 7h40
Local: Steffen Centro de Eventos – Serra/ES
Inscrições: www.caneg.com.br
Negócios
100 Horas Diante das Telas? 3 Ações para Proteger Sua Saúde no Trabalho
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Profissionais que trabalham em escritório acumulam 99,2 horas de tempo de tela por semana, acima das 97 horas registradas no ano passado. Mas mesmo os que não trabalham em frente ao computador relatam quase o mesmo volume (87,6 horas por semana).
A maioria dos profissionais afirma sentir desconforto visual relacionado às telas. Entre os sintomas, olhos cansados ou doloridos, visão embaçada ou dupla e dificuldade para manter o foco após uso prolongado.
Esses dados aparecem no terceiro relatório anual Workplace Vision Health Report, uma pesquisa da empresa americana de seguro oftalmológico VSP Vision Care em parceria com a Workplace Intelligence, realizada com 800 líderes de recursos humanos e 1.200 funcionários nos Estados Unidos.
Embora o estudo foque especificamente na saúde dos olhos, o ambiente de trabalho hiperconectado de hoje também favorece lesões por esforço repetitivo, excesso de tempo sentado e a prática de não tirar férias. Cabe a você garantir que seu trabalho não esteja prejudicando sua saúde, física e mental.
Como evitar que o trabalho afete sua saúde
1. Mantenha atenção contínua e regular à sua saúde
Você sabe quanto tempo passa em frente às telas? Essa pesquisa sobre visão é um alerta específico para a saúde ocular, mas também é importante prestar atenção constante à sua saúde como um todo. Como?
Mantenha um diário de saúde
Reserve alguns minutos ao fim do dia (ou várias vezes ao dia, se possível) para registrar como está se sentindo. Avalie seu nível de energia. Identifique se há partes do corpo com dor. Observe se sua saúde mental está em baixa. Por exemplo, se tem sentido ansiedade, frustração ou sensação de sobrecarga.
Ao manter esse registro, você faz check-ins regulares consigo mesmo e pode perceber padrões de comportamento que ajudam (como se alimentar bem) ou hábitos que precisam ser mudados (como dormir pouco).
Agende check-ups de saúde para o ano
Seu diário funciona como uma lista contínua de pontos para discutir com seu médico de rotina e pode indicar se algum problema específico deve se tornar prioridade. Enquanto isso, agende consultas preventivas — como exame físico anual e limpezas dentárias. Assim, você já deixa tudo marcado e só precisa se lembrar na data programada. Você pode até criar agora um lembrete para o próximo ano, quando fará a nova rodada de agendamentos.
Programe suas férias para o ano
Além das consultas médicas, agende também seus dias de folga remunerada. Isso ajuda tanto você quanto a empresa a se planejarem com antecedência. Saber que você terá um tempo de descanso pela frente também traz motivação — especialmente se der um passo além e planejar viagens ou atividades específicas para esse período.
2. Peça ajuda à sua empresa
Algumas melhorias de saúde, como ampliar benefícios ou mudar rotinas de trabalho, exigem apoio da empresa.
Defina o que pedir
Você precisa de mais controle sobre sua agenda para poder fazer pausas quando necessário? Há benefícios específicos que a empresa não oferece? Algum tipo de treinamento (como yoga na cadeira ou exercícios para os olhos) seria útil? Não faça apenas uma lista genérica de sugestões. Pense no que é mais importante para você, avalie o que a empresa já oferece e planeje seu pedido como se fosse uma negociação.
Comece por você e sua equipe
Sugira reuniões ao ar livre (quando o clima permitir) ou reuniões caminhando, para incluir alguma atividade física. Implemente dias sem reuniões ou proponha encontros presenciais ou mesmo por telefone, sem vídeo, para reduzir o tempo de tela. Use alarmes para incluir pausas regulares: descansar os olhos, beber água ou até conversar rapidamente com colegas.
Construa o argumento financeiro para a liderança
De acordo com o Workplace Vision Health Report, um em cada quatro funcionários relata ter se afastado do trabalho devido a desconfortos associados ao uso prolongado de telas, o que representa, em média, 4,5 dias de ausência por ano.
Perder quase uma semana por colaborador é um dado concreto que você pode apresentar ao seu gestor, ao RH e à liderança sênior. Se sua jornada de bem-estar identificar outros problemas de saúde que a empresa possa enfrentar, essa perda de produtividade pode ser ainda maior.
3. Otimize seu tempo pessoal
Além de melhorar sua rotina profissional, organize seu tempo pessoal de forma estratégica para proteger sua saúde.
Escolha hobbies analógicos
Leia livros físicos ou ouça audiolivros, em vez de usar um leitor digital. Prefira um jantar colaborativo ou uma noite de jogos a uma maratona de séries. Escolha atividades que não exijam telas — como montar quebra-cabeças, dançar ou pintar. Como bônus, ter hobbies interessantes rende ótimos assuntos para entrevistas de emprego e encontros de networking.
Inclua atividade física no lazer
Assim como reuniões podem acontecer ao ar livre, encontre amigos em um parque ou museu. Dê voltas extras no mercado ou no estacionamento quando estiver resolvendo tarefas do dia a dia. Escolha um “guilty pleasure” (como rolar o feed infinitamente nas redes sociais) e permita-se fazê-lo apenas em pé — pelo menos você reduz o tempo sentado.
Agende uma meta divertida e desafiadora
Assim como programar suas férias com antecedência, planejar parte do seu tempo pessoal pode beneficiar sua saúde e ainda criar expectativa positiva. Uma corrida de 5 km no bairro (caminhando, correndo ou até em grupo) pode envolver atividade física, oportunidade de networking e contato com o ar livre.
Trabalhar como voluntário em algum projeto é outra atividade com benefícios sociais e emocionais. Escolha algo que já desperte seu interesse e marque a data, para não cair na rotina de apenas ficar em casa — ou pior, continuar trabalhando de casa.
*Caroline Ceniza-Levine é colaboradora da Forbes USA. Ela é consultora executiva, palestrante e escreve sobre tendências no mercado de trabalho.
*Matéria originalmente publicada em Forbes.com
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