Saúde
Espírito Santo recebe lançamento de campanha nacional contra a dengue

O governador do Estado, Renato Casagrande, e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, participaram, neste sábado (02), da abertura do Dia D de Mobilização Nacional Contra a Dengue. O evento aconteceu na Unidade Regional de Saúde (URS) de Feu Rosa, no município da Serra, com a oferta de vários serviços de saúde para a população. A campanha reforça a importância da conscientização e do apoio da população no combate à doença.
O Ministério da Saúde (MS) fez uma convocação nacional para que todos os estados e municípios se unam em ações para reduzir o impacto da dengue na saúde pública e promover o engajamento da população na eliminação dos focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti.
“O evento de hoje é uma demonstração da prioridade que a ciência tem nas decisões do Ministério da Saúde. O trabalho de prevenção ao mosquito é fundamental. No ano passado, o Espírito Santo teve uma forte incidência da dengue com 98 mortes e neste ano já perdemos seis pessoas e outros 11 casos estão sob investigação. O Governo do Estado está atuando com a entrega de equipamentos de controle de pragas aos 78 municípios e a instituição do Centro de Comando e Controle para gestão, monitoramento e coordenação das ações de combate à dengue”, destacou o governador Casagrande.
A ministra da Saúde reforçou que o Dia D é fundamental para dar visibilidade ao risco que as doenças provocadas pelo mosquito e representa a unidade construída com os estados e municípios. “Hoje temos o Brasil unido contra a Dengue. Se não houver união, não tem saúde. É muito importante o esforço de mobilização com o Governo Federal, estados e municípios caminhando juntos na promoção da saúde. Agradecemos o apoio do Governo do Espírito Santo nesse propósito”, pontuou Nísia Trindade.

O secretário de Estado da Saúde, Miguel Duarte, falou sobre a incidência da doença no Estado. “Estamos com mais de 57 mil casos notificados de dengue no Espírito Santo. A dengue é um desafio de saúde que depende do apoio da população para eliminação do mosquito. Os agentes estão nas ruas de casa em casa, os municípios estão executando as estratégias necessárias, mas cada cidadão precisa eliminar a água parada em sua residência. Precisamos unir forças”, reforçou.
Após a solenidade de abertura do Dia D, as autoridades realizaram uma visita domiciliar para demonstração de controle do vetor. Estiveram presentes o prefeito da Serra, Sérgio Vidigal; a deputada federal Jackeline Rocha; o deputado estadual João Coser; o secretário-chefe da Casa Militar, Coronel Aguiar; a representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Socorro Gross; e a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel.
Dados e ações
Até este sábado, foram notificados 57.749 casos de dengue no Espírito Santo e seis óbitos confirmados, além de outros 11 em investigação. Em nível nacional, o estado é o terceiro com mais notificações para a doença.
A Secretaria da Saúde (Sesa) monitora a incidência diariamente e por semana epidemiológica, dando orientação aos municípios nas ações e ofertando treinamentos para técnicos de saúde. Desde o início da imunização contra a dengue no Estado, 6.880 crianças de 10 e 11 anos foram vacinadas.
No último dia 21, o Governo do Estado decretou situação de Emergência em Saúde Pública em razão do cenário epidemiológico das arboviroses. Além disso, constituiu o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) de Arboviroses, com ações a serem desenvolvidas em parceria com a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES) e o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), com a possibilidade de articulação de demais órgãos.
A Sesa estabeleceu a Sala de Situação voltada exclusivamente para os assuntos estratégicos das arboviroses, que possui um importante papel no enfrentamento da epidemia e no fortalecimento dos dados epidemiológicos.
“A Sala de Situação atua desde o monitoramento dos casos bem como a qualificação das informações, de modo que consigamos avaliar a situação epidemiológica das arboviroses por municípios e do Estado como um todo. Desta forma, conseguimos planejar ações e reforçar outras já em vigor para combater as doenças provocadas pelo mosquito”, explicou o subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso.
O CICC de Arboviroses trabalha com o Mapa de Risco, que aponta os municípios com maiores incidências de casos e também os municípios com situações mais críticas. Os dados são atualizados diariamente pela equipe técnica da Sesa, de acordo com informações de notificações dos municípios realizados no sistema de notificação compulsória, o e-sus Vigilância em Saúde.
A Secretaria da Saúde investindo em campanha publicitária educativa em mídia de rádio, televisão e internet para alcançar a população com mensagens sobre combate aos focos. Além disso, a preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) de forma conjunta em todo Estado, como o fortalecimento da testagem de RT-PCR para o diagnóstico das arboviroses, assim como a importância dessa ferramenta para a vigilância genômica dos vírus. O apoio aos municípios com insumos e orientações, tais como a ampliação de salas de hidratação.
Para evitar a proliferação do mosquito, é necessário que cada cidadão se empenhe nesse processo, abrindo as portas para os agentes municipais de endemias, mantendo as calhas sempre limpas; as caixas d’água bem vedadas; verificando se não existe água acumulada nas lajes; escovando as bordas das vasilhas de água e comida de animais; descartando lixos, entulhos e pneus nos locais adequados, por exemplo.
Dia D
Até essa sexta-feira (1º), mais de 50 municípios confirmaram realizar ações de mobilização no combate à dengue neste sábado. “Temos municípios que já vêm realizando trabalhos rotineiros e outros que programaram atividades para o próximo sábado. Mas todos os 78 municípios capixabas estão engajados”, destacou o subsecretário Orlei Cardoso.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Governo
Giovani Pagotto
(27) 98895-0843
Assessoria de Comunicação da Sesa
Syria Luppi / Thaísa Côrtes / Ana Cláudia dos Santos / Luciana Almeida
asscom@saude.es.gov.br
Saúde
Dia Mundial da Visão: olho seco afeta 1 em cada 4 pessoas

Nesta quinta-feira, 8 de outubro, é o Dia Mundial da Visão, data que busca aumentar a conscientização da população sobre a importância de reconhecer os sinais de alerta e cuidar da saúde ocular. Ardência, sensação de areia nos olhos, vermelhidão, lacrimejamento e visão que oscila ao longo do dia podem parecer sintomas passageiros, muitas vezes atribuídos ao cansaço, ao excesso de telas ou ao ar-condicionado. Mas, quando persistentes, esses sinais podem indicar uma doença que afeta diretamente a superfície ocular: o olho seco.
Estudo publicado nos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia avaliou 582 adultos residentes na zona leste de São Paulo e identificou 24,4% de prevalência de sintomas graves e/ou diagnóstico clínico de doença do olho seco — aproximadamente um em cada quatro participantes. Entre as mulheres, a prevalência foi de 26,86%, enquanto entre os homens foi de 18,18%. O estudo também identificou associação da doença com a faixa etária de 55 a 75 anos entre as mulheres.
Mais do que uma alteração na quantidade de lágrimas, o olho seco é uma doença multifatorial que compromete o equilíbrio da superfície ocular. Alterações na qualidade e na estabilidade do filme lacrimal podem provocar inflamação, desconforto e instabilidade visual e, em quadros mais avançados, levar a lesões da superfície da córnea e comprometimento da visão.
“O olho seco ainda é frequentemente tratado como um simples sintoma. Na realidade, estamos diante de uma doença complexa, com diferentes causas e mecanismos. É preciso entender o que está acontecendo com aquela superfície ocular para definir a melhor estratégia de tratamento”, explica Dra. Myrna Serapião, oftalmologista especialista em doenças da superfície ocular e diretora médica nacional da Vision One.
Uma doença, diferentes mecanismos
O olho seco pode estar relacionado a diferentes fatores, como envelhecimento, alterações das glândulas de Meibomius, inflamação da superfície ocular, alterações palpebrais, uso de lentes de contato, cirurgias oculares prévias, condições sistêmicas e determinados medicamentos. O ambiente e os hábitos contemporâneos também podem contribuir para o agravamento do quadro. Durante o uso prolongado de telas, por exemplo, a frequência e a qualidade do piscar tendem a diminuir, favorecendo a instabilidade e a evaporação do filme lacrimal.
“Nem todo paciente com olho seco tem o mesmo problema. Em alguns casos, predomina a evaporação da lágrima; em outros, existe uma alteração importante das glândulas de Meibomius ou um processo inflamatório. Muitas vezes, esses mecanismos estão associados. Por isso, o tratamento precisa ser individualizado”, afirma Dra. Myrna.
Atenção aos sinais persistentes
Sintomas como ardência, sensação de corpo estranho, vermelhidão, fotofobia, visão flutuante e lacrimejamento recorrente devem ser avaliados quando persistentes ou recorrentes. “O olho seco pode se tornar crônico e, muitas vezes, o paciente se acostuma com os sintomas. Procurar avaliação oftalmológica permite identificar precocemente as alterações e evitar que um quadro inicialmente controlável evolua para um comprometimento maior da superfície ocular”, conclui Dra. Myrna.
Referência: Prevalence and risk factors for dry eye disease: the Sao Paulo dry eye study. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia. 2022;85(6). DOI: 10.5935/0004-2749.202200100.
Saúde
SUS vai ofertar canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade

Medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, serão distribuídos via Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com obesidade. A oferta, de acordo com o Ministério da Saúde, será feita com base em estudos e na definição de um protocolo clínico.
Em nota, a pasta avaliou como positivos os primeiros resultados observados em pacientes com obesidade do Grupo Hospitalar Conceição, da rede pública de Porto Alegre, selecionados desde junho para fazer uso da semaglutida, um dos princípios ativos das canetas emagrecedoras.
“O objetivo é garantir maior segurança aos participantes [do estudo] e estabelecer diretrizes para o acompanhamento contínuo por médicos especialistas da unidade. Ao todo, serão acompanhados 250 pacientes do SUS atendidos pelo hospital com obesidade grave ou associada a outras morbidades”, informou o ministério.
Dentre as situações avaliadas pelo estudo estão pacientes na fila para cirurgia bariátrica. A proposta é entender se o uso da medicação é capaz de controlar o quadro de obesidade de forma que a cirurgia não se faça mais necessária. Outras questões analisadas são a redução de problemas cardíacos e de reincidência de câncer de mama.
Fonte: Agencia Brasil
Saúde
SUS já vacinou mais de 36 mil crianças contra doenças pneumocócicas no Espírito Santo

Em todo o Brasil, mais de 1 milhão de crianças receberam o imunizante desde junho; a pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo e amplia a prevenção de pneumonia, meningite e outras doenças.
Mais de 36,9 mil crianças menores de 5 anos já foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo. Em todo o Brasil, mais de 1 milhão de crianças dessa faixa etária receberam o imunizante desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite.
“A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país“, afirmou o ministro da Saúde.
A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva.
A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis.
Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período.
Como fica o esquema vacinal
Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas.
A vacinação será realizada da seguinte forma:
- Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.
- Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20.
- Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.
Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20.
Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
Por: Ministério da Saúde
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