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Confira quais são os 10 países com as maiores forças militares do mundo

Com a ascensão do conflito entre Irã e Israel, é normal que as pessoas fiquem ainda mais curiosas para saber qual a força militar dos países em todo o mundo. Pensando nisso, o Olhar Digital, seguindo o ranking elaborado anualmente pelo “Global Fire Power“, trouxe a lista com as 10 nações de maior força militar no mundo.
Confira o ranking com os países de maior força militar no mundo
Antes de conferir a lista da “Global Fire Power”, é importante que você saiba que Israel e Irã não aparecem no top 10, ocupam, respectivamente, a 15ª e a 16ª posição. A título de curiosidade, o Brasil também não aparece entre os 10, já que ocupa a 11ª colocação. Além disso, a classificação utiliza uma metodologia que tem como base dados relacionados à capacidade potencial de cada nação para se envolver em guerras pelo ar, terra e mar.
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Os resultados levam em consideração a mão de obra de cada país, os recursos naturais, equipamentos, geografia e finanças de 145 países. Então, é dado um determinado índice para cada nação, sendo que quanto mais próximo de zero (0,0000), melhor.
A lista abaixo segue a ordem de países conforme as melhores notas, mas, para cada um deles, o Olhar Digital inseriu informações sobre armamentos e outros detalhes relacionados ao poderio militar de cada um conforme dados da Global Fire Power. Confira!
1. Estados Unidos (0,0744)

Os americanos são os que possuem o conjunto militar mais próximo do ideal. Para isso, investem US$ 895 bilhões anualmente no setor. A sua força aérea conta com 701.319 integrantes. Já no Exército, são 1.403.200 soldados. Na Marinha, o país tem 667.108 pessoas.
Em terra, o país possui, preparados para uso, 3.480 tanques, 503 unidades de artilharia autopropulsada (armas de artilharia que ficam já instaladas em veículos com mobilidade própria) e 909 de artilharia rebocada (são aquelas rebocadas por veículos para transporte de um local até outro, como o Obus M777), 293.972 mil veículos e 481 sistemas MLRS (artilharia de foguetes).

O poder aéreo é um grande destaque militar do país, pois tem 13.043 aeronaves em estoque, com 9.782 em prontidão. Dessas, 1.343 são aviões caça e 667 se enquadram como aeronaves de ataque. Também há 1.985 aeronaves de treinamento, 485 para missões especiais, 454 para abastecimento, 4.382 helicópteros e 752 helicópteros de ataque. Todos de prontidão.
2. Rússia (0,0788)

Os russos desembolsam US$ 126 bilhões para o orçamento de defesa do país. A mão de obra deles conta com 165 mil pessoas na Força Aérea, 550 mil no Exército e 160 mil na Marinha.
Os primeiros são os responsáveis pela operação de 2.790 aeronaves de prontidão. Entre elas, estão 541 caças, 442 aviões de ataque, 296 aeronaves de transporte, 397 aviões de treinamento, 92 aeronaves para missões especiais, 12 aviões de abastecimento, 1.073 helicópteros e 362 helicópteros de ataque.
Na força terrestre, também de prontidão, há 4.025 tanques, 92.069 veículos, 3.618 unidades de artilharia autopropulsada, 5.954 artilharia rebocada e 2.104 sistemas MLRS (artilharia de foguetes).
Já para o pessoal da Marinha, tem disponível 1 porta-aviões, 10 navios de guerra, 12 fragatas, 83 corvetas, 63 submarinos, 123 navios de patrulha e 47 minas navais.
3. China (0,1184)

Em 2025, a China anunciou um aumento de 7,2% em seu orçamento militar. Conforme o Global Fire Power, o país tem um orçamento de US$ 266.850 bilhões na área de defesa. Isso resulta em uma artilharia pesada de guerra.
Começando pela área terrestre, de prontidão há 5.440 tanques, 115.214 veículos, 2.792 unidades de artilharia autopropulsada, 800 de artilharia rebocada e 2.200 sistemas MLRS (artilharia de foguetes).
Sua força naval é especialmente robusta: o país possui 3 porta-aviões, 4 porta-helicópteros, 47 fragatas, 50 contratorpedeiros, 72 corvetas, 36 minas navais, 150 navios de patrulha e 61 submarinos.
No setor aéreo, são ao todo 3.309 aeronaves no estoque, com 2.482 em prontidão, sendo 909 caças, 278 aviões de ataque, 217 para transporte, 302 voltados a treinamentos, 84 para a realização de missões especiais, 8 disponíveis na frota de aviões de abastecimento, 685 helicópteros e 211 helicópteros de ataque.
Mas quem são as pessoas que controlam toda essa artilharia? No Exército, a China tem 2.545.000 de soldados. Já na Força Aérea são 400 mil e, na Marinha, há 380 mil pessoas.
4. Índia (0,1184)

Os indianos impressionam pelo seu poder humano, já que contam com 2.197.117 soldados em seu Exército, 310.575 pessoas na Força Aérea e 142.252 na Marinha. O país possui um orçamento de defesa no valor de US$ 75 bilhões.
Esse orçamento permite à Força Aérea manter 2.229 aeronaves em estoque, sendo 1.672 em prontidão, divididas em 385 aviões caças, 98 aviões de ataque, 203 aeronaves de transporte, 263 para treinamento, 56 para missões especiais, 5 de abastecimento, 674 helicópteros e 60 helicópteros de ataque.
Em terra, a artilharia que está de prontidão também é grande, pois são 3.151 tanques, 111.446 veículos, 75 unidades de artilharia autopropulsada e 2.981 de artilharia rebocada, além de 198 sistemas MLRS (artilharia de foguetes). As Forças Navais possuem 2 porta-aviões, 13 navios de guerra, 14 fragatas, 18 corvetas, 18 submarinos e 135 navios de patrulha.
5. Coreia do Sul (0,1656)

A Coreia do Sul possui 365.000 soldados no Exército, além de 65.000 na Força Aérea e 70.000 na Marinha. Além disso, são 1.592 aeronaves, com 1194 em prontidão, sendo 74 de ataque, 236 aviões de caça, 31 de transporte, 239 de treinamento, 27 para missões especiais, 3 de abastecimento, 605 helicópteros e 83 helicópteros de ataque.
Por terra, em prontidão, há 1.677 tanques, 2.453 unidades de artilharia autopropulsada, 44.160 veículos, 3.300 itens de artilharia rebocada e 320 sistemas MLRS (artilharia de foguetes).
Sua força naval consiste em 2 porta-helicópteros, 13 navios de guerra, 17 fragatas, 5 corvetas, 35 navios de patrulha e 22 submarinos. Para sustentar tudo isso, os sul-coreanos contam com um orçamento de defesa de US$ 46.300 bilhões.
6. Reino Unido (0,1785)

No Reino Unido, US$ 71.500.540.000 de seu dinheiro é investido em defesa. Sua força humana soma 34.790 pessoas na Força Aérea, 106.626 no Exército e 35.730 na Marinha.
Eles contam com um poderia militar de 631 aeronaves em estoque. Porém, são 442 em prontidão. Delas, há 79 aviões de caça, 22 de ataque, 20 para transporte, 142 para treinamentos, 6 de abastecimento, 20 utilizadas em missões especiais, 186 helicópteros e 26 helicópteros de ataque.
Em terra, há, de prontidão, 159 tanques, 26.740 veículos, 50 unidades de artilharia autopropulsada, 88 de artilharia rebocada e 20 sistemas MLRS (artilharia de foguetes). Na área naval tem 2 porta-aviões, 6 navios de guerra, 8 fragatas, 9 submarinos, 26 navios de patrulha e 7 minas navais.
7. França (0,1878)

Com um orçamento de defesa de US$ 55 bilhões, a França conta com uma mão de obra de 40.500 pessoas na Força Aérea, 141.600 no Exército e 44.000 na Marinha. Além disso, são 150 mil paramilitares.
O seu poderio aéreo é composto por 976 aeronaves, com 781 em prontidão, sendo desses, 358 helicópteros, 68 helicópteros de ataque, 113 aeronaves de treinamento, 13 aviões de abastecimento, 95 de transporte e 181 caças.
Suas forças terrestres também são grandes, contando com as seguintes artilharias em prontidão: 172 tanques de guerra, 88.746 veículos, 77 unidades de artilharia autopropulsada e 7 sistemas MLRS (artilharia de foguetes).
No setor naval, há 1 porta-aviões, 3 porta-helicópteros, 11 navios de guerra, 11 fragatas, 9 submarinos, 20 navios de patrulha e 17 minas navais.
8. Japão (0,1839)

Apesar de ocupar a 8ª posição no ranking, o orçamento de defesa do Japão ainda é maior do que o da França, pois os japoneses desembolsam US$ 57 bilhões.
Isso é refletido em um poder aéreo com 1443 aeronaves – 1.082 de prontidão, sendo divididas entre 163 aviões de caça, 29 de ataque, 41 de transportes, 301 de treinamento, 106 aviões para missões especiais, 8 de abastecimento, 447 helicópteros e 89 helicópteros de ataque.
De prontidão, as suas forças terrestres somam 391 tanques, 23.973 veículos, 112 artilharias autopropulsadas, 360 artilharias rebocadas e 41 sistemas MLRS (artilharia de foguetes). Já no mar, são 4 porta-helicópteros, 42 navios de guerra, 6 fragatas, 24 submarinos, 22 minas navais e 6 navios de patrulha.
9. Turquia (0,1902)

Os turcos investem US$ 47 bilhões no setor militar do país. Dessa forma, possuem um alto poder de defesa. São 115 mil pessoas na Força Aérea, 518.900 soldados no Exército e 100 mil na Marinha, além de 150 mil paramilitares.
Na parte aérea, são 1.083 aeronaves em estoque, com 812 em prontidão. Dentre as disponíveis, há 151 aviões de caça, 83 de transporte, 215 para treinamentos, 21 voltados para missões especiais, 5 de abastecimento, 381 helicópteros e 83 helicópteros de ataque.
Por terra, em prontidão, são 1.679 tanques, 45.880 veículos, 779 automóveis de artilharia autopropulsada, 1.280 de artilharia rebocada e 222 sistemas MLRS (artilharia de foguetes). Já a Força Naval tem 1 porta-helicópteros, 12 fragatas, 9 corvetas, 13 submarinos, 41 navios de patrulha e 11 minas navais.
10. Itália (0,2164)

Os italianos têm US$ 30.890 bilhões, com uma mão de obra de 43 mil pessoas na Força Aérea, 100 mil no Exército e 31 mil na Marinha. No setor aéreo são 729 aeronaves no estoque, contando 547 à disposição. Delas, há 67 aviões de caça, 50 de ataque, 23 de transporte, 122 para treinamentos, 17 destinados a missões especiais, 6 de abastecimento, 294 helicópteros e 28 helicópteros de ataque.
Em prontidão para combates terrestres, a Itália possui 150 tanques, 55.110 veículos, 48 unidades de artilharia autopropulsada, 81 de artilharia rebocada e 16 sistemas MLRS (artilharia de foguetes). Nas águas, são 2 porta-aviões, 3 navios de guerra, 10 fragatas, 8 submarinos, 19 navios de patrulha e 10 minas navais.
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Pastor processa OpenAI após conselho do ChatGPT quase custar sua vida

Um pastor entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, alegando que o ChatGPT forneceu recomendações médicas “extremamente perigosas”, o que teria atrasado o tratamento de uma embolia pulmonar grave e colocado sua vida em risco. O caso foi revelado pelo The New York Times.
Segundo o processo, Scott Winters procurou o chatbot para relatar sintomas relacionados ao seu estado de saúde. A ação afirma que o ChatGPT respondeu que os sinais descritos por ele “não eram algo perigoso”, o que teria contribuído para o adiamento da busca por atendimento médico.
Ainda de acordo com a acusação, o chatbot também recorreu às crenças religiosas do pastor durante a conversa, afirmando que “Deus não projetou seu corpo para falhar indefinidamente”.
Processo acusa OpenAI de negligência
- A ação judicial acusa a OpenAI e seu diretor-presidente, Sam Altman, de negligência e de exercer ilegalmente a medicina;
- Segundo o processo, o chatbot apresentou diagnósticos e planos de tratamento próprios em diversas ocasiões;
- A acusação afirma ainda que o ChatGPT orientou Winters a ignorar os pedidos de familiares e amigos para procurar atendimento médico;
- De acordo com a ação, o pastor informou ao chatbot que “as pessoas da minha igreja acham que estou louco por não ir ao hospital”;
- Em resposta, o ChatGPT teria afirmado que “a maioria das pessoas (incluindo membros bem-intencionados da igreja) simplesmente não entende”.
Meetali Jain, advogada da ação e diretora-executiva da organização Tech Justice Law, afirmou ao Times que o chatbot acaba interferindo na relação entre usuários e as pessoas ao seu redor. “Ele se coloca como uma barreira entre o usuário e sua rede de apoio na vida real”, disse.

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Pedido inclui suspensão do ChatGPT Health
Além de solicitar indenização financeira, Winters pede que a Justiça determine a suspensão do funcionamento do ChatGPT Health até que avaliadores independentes concluam que a plataforma é segura.
Segundo o texto, o ChatGPT Health incentiva usuários a enviarem documentos médicos para que o chatbot participe de discussões relacionadas à saúde.
A ação também solicita que a OpenAI implemente mecanismos de proteção mais rígidos para impedir que o ChatGPT forneça respostas envolvendo diagnósticos médicos específicos e tratamentos.
Embora o chatbot já conte com salvaguardas destinadas a limitar esse tipo de orientação, o processo afirma que elas não funcionaram de forma confiável neste caso.
OpenAI afirma que serviço não substitui atendimento médico
A OpenAI sustenta que os termos de uso do ChatGPT deixam claro que a ferramenta não foi desenvolvida para realizar diagnósticos ou oferecer tratamentos médicos.
Ao mesmo tempo, a empresa incentiva usuários a enviarem seus registros de saúde ao ChatGPT Health para promover discussões com o chatbot.
Segundo o texto, a companhia também destaca com frequência o uso da plataforma para questões relacionadas à saúde. Recentemente, informou que cerca de 230 milhões de pessoas utilizam semanalmente o ChatGPT para consultas sobre esse tema.
Scott Winters sobreviveu ao episódio, porém, segundo o processo, deverá enfrentar “anos de intensa recuperação física e psicológica”.
Outros processos similares
A OpenAI também enfrenta outros processos relacionados ao uso do ChatGPT em questões de saúde.
Um deles é uma ação por morte injusta envolvendo um jovem de 19 anos que morreu por overdose após supostamente seguir um plano de tratamento elaborado pelo chatbot. Segundo a acusação, esse plano incluía orientações sobre o uso de drogas ilícitas. Assim como no caso de Winters, os autores também pedem a suspensão do ChatGPT Health.
A empresa ainda responde a outro processo por morte injusta, no qual o ChatGPT é acusado de ter contribuído para o suicídio de um adolescente.
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Terra pode ganhar um anel como o de Saturno — mas ele não será natural

Os planos para colocar em órbita mais de um milhão de satélites destinados a data centers espaciais, além de dezenas de milhares de espelhos orbitais, podem transformar permanentemente a aparência do céu noturno.
Segundo pesquisadores ouvidos pelo Space.com, caso esses projetos avancem, a Terra poderá ganhar um brilhante “anel de Saturno” artificial, visível de qualquer ponto do planeta durante horas após o pôr do sol e antes do amanhecer.
A estrutura seria formada por satélites alinhados em uma mesma órbita e apareceria como uma faixa luminosa que atravessaria o céu. De acordo com os especialistas, o brilho desse anel seria superior ao de qualquer estrela ou planeta e poderia até superar o da Lua cheia.
Hugh Lewis, professor de astronáutica da Universidade de Birmingham (Reino Unido), afirmou que a única forma de acomodar o enorme número de constelações de data centers atualmente propostas é empilhá-las em uma órbita específica, localizada ao longo da fronteira entre o dia e a noite.
“Se você olhasse para o céu à noite, eles estariam todos em um único plano, muito próximos uns dos outros, indo na mesma direção”, disse Lewis. “O impacto sobre o céu noturno seria absolutamente catastrófico.”
Corrida por data centers espaciais amplia preocupações
- Segundo a reportagem, a ideia de um “anel de Saturno” artificial pareceria ficção científica até pouco tempo atrás;
- No entanto, desde que a corrida pelo desenvolvimento de data centers orbitais ganhou força no ano passado, esse cenário passou a ser considerado uma possibilidade concreta;
- Diversas empresas já solicitaram à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) autorização para lançar grandes constelações de satélites. Entre elas estão SpaceX, Starcloud, Cowboy Space, Orbital e Blue Origin;
- Somados, os projetos ultrapassam a marca de um milhão de satélites destinados à operação de data centers no espaço.
A China também entrou nessa disputa e pretende desenvolver sua própria rede de data centers orbitais nos próximos cinco anos. Além disso, a empresa californiana Reflect Orbital planeja lançar 50 mil espelhos espaciais para refletir luz solar em usinas de energia solar na Terra durante a noite.
Em 10 de julho, a companhia recebeu autorização da FCC para operar seu primeiro espelho orbital, um satélite demonstrador de 18 metros por 18 metros denominado Eärendil-1, cujo lançamento está previsto para ocorrer até o fim deste ano.
Satélites precisariam permanecer na mesma órbita
Lewis explicou que tanto os data centers orbitais quanto os espelhos espaciais dependem de iluminação solar contínua para funcionar. Para isso, os equipamentos precisam permanecer em uma órbita que acompanha a linha do terminador — a fronteira entre as regiões iluminadas e escuras da Terra — passando sobre os polos Norte e Sul.
“Os data centers orbitais e a Reflect Orbital dependem daquilo que esses operadores chamam de 24 horas de luz solar no espaço”, afirmou Lewis. “Para ter isso, você precisa estar em uma órbita específica, que segue a linha do amanhecer-anoitecer. Não é como a megaconstelação Starlink, que é distribuída ao redor da Terra.”
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Simulações indicam céu dominado por satélites
A astrônoma Samantha Lawler, da Universidade de Regina (Canadá), concorda com a avaliação de Lewis. Ela e outros pesquisadores utilizaram modelagem computacional para simular o impacto visual de diversas constelações propostas, incluindo a Starmind, da SpaceX, o Project Sunrise, da Blue Origin, e a constelação Stampede, da Cowboy Space.
Segundo Lawler, as simulações mostram que os satélites visíveis da superfície terrestre não apenas esconderiam parte das estrelas, como também passariam a superá-las em quantidade.
À medida que a Terra gira sob essa órbita, o anel cruzaria o céu duas vezes por dia: entre o fim e o início da noite e novamente pouco antes do amanhecer. “[O anel] passaria por cima no mesmo horário todas as noites”, disse a pesquisadora. “Isso significa que seu efeito seria pior durante o inverno do que no verão.”
Efeitos podem comprometer observações astronômicas
Lawler ressalta que as simulações foram produzidas com base em informações públicas sobre os projetos e que o estudo ainda não passou pelo processo de revisão por pares.
Mesmo assim, ela afirma que a luz espalhada pelo anel permaneceria iluminando o céu por até duas horas após os satélites desaparecerem abaixo do horizonte, de maneira semelhante ao brilho residual do Sol após o pôr do sol.
“Isso tornaria o tempo de nossos telescópios, financiados pelos contribuintes, muito menos eficaz”, afirmou. “Poderíamos fazer muito menos ciência pelo mesmo custo, e muitos casos científicos, incluindo a busca por asteroides perigosos próximos à Terra, ficariam seriamente comprometidos.” Segundo a pesquisadora, não haveria regiões do planeta livres desse fenômeno.
As simulações indicam ainda que algumas constelações, especialmente o Project Sunrise, da Blue Origin, utilizariam uma inclinação orbital diferente, formando um desenho semelhante à letra X sobre o anel principal.
“Se você estivesse perto do equador, veria virtualmente esse formato de X de satélites rastejando, surgindo no céu no início da manhã e após o pôr do sol”, explicou Lawler. “Mais ao norte, você veria isso como duas faixas separadas. Uma faixa surgiria de manhã e a outra apareceria conforme o sol se pusesse.”
Brilho pode superar o de Vênus e afetar telescópios
Os pesquisadores afirmam que a intensidade luminosa do anel dependerá da quantidade efetiva de satélites colocados em órbita. Entretanto, destacam que cada espelho espacial da Reflect Orbital deverá apresentar brilho comparável ao de Vênus, considerado o objeto mais brilhante do céu noturno depois da Lua.
Um estudo anterior do Observatório Europeu do Sul concluiu que uma constelação com 50 mil espelhos espaciais da empresa poderia aumentar em até 300% o brilho do céu noturno, tornando praticamente inutilizáveis alguns dos telescópios mais sofisticados do mundo.
Para o astrônomo e defensor do céu escuro John Barentine, a humanidade já modificou significativamente o ambiente espacial ao redor da Terra.
“A humanidade já alterou fundamentalmente o cosmos a ponto de a Terra ser agora um ‘planeta anelado’ artificial, sufocado por satélites e detritos espaciais”, afirmou ao Space.com. “Mas projetos, como o da Reflect Orbital, transformarão esses anéis, hoje quase invisíveis, em faixas reflexivas brilhantes. Não estamos mais falando apenas de um campo disperso de pontos brilhantes em movimento.”
Segundo Barentine, o resultado seria um fenômeno permanente capaz de alterar profundamente as condições de observação astronômica. “Em vez disso, trata-se de um efeito permanente e artificial de ‘anel de Saturno’ cortando bem no meio das janelas de observação crepuscular mais críticas para a astronomia global.”
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BlackRock usa aquisições de R$ 127,6 bilhões para financiar data center da Meta

A BlackRock está estruturando uma emissão de dívida superior a US$ 12 bilhões (R$ 61,2 bilhões) para financiar um novo campus de data centers da Meta, em uma operação que marca a integração prática de duas das maiores aquisições realizadas recentemente pela gestora e amplia sua atuação no financiamento da expansão da inteligência artificial (IA).
Segundo a Bloomberg, a operação representa o resultado de anos de estratégia do CEO Larry Fink para transformar a BlackRock, tradicionalmente conhecida pelos investimentos em mercados públicos, em uma das principais participantes também do mercado de ativos privados.
Operação reúne empresas adquiridas por mais de R$ 122,5 bilhões
A emissão de dívida reúne duas empresas adquiridas pela BlackRock nos últimos anos: a Global Infrastructure Partners (GIP), comprada por US$ 12,5 bilhões (R$ 63,8 bilhões), e a HPS Investment Partners, adquirida por US$ 12 bilhões.
De acordo com pessoas familiarizadas com a operação, a transação também demonstra como a BlackRock pretende combinar as capacidades das duas unidades em futuros negócios.
Historicamente, a GIP concentra suas atividades em investimentos em projetos de infraestrutura, enquanto a HPS desenvolveu experiência em operações de crédito estruturado e financiamentos complexos.
Segundo Larry Fink, as duas divisões já começaram a atuar de forma integrada na originação de novos negócios.
Após a divulgação dos resultados trimestrais da BlackRock na semana passada, o executivo afirmou a analistas que o pipeline conjunto das duas empresas está crescendo.
Segundo Fink, os novos projetos estão sendo desenvolvidos “de maneiras que reforçam nossa convicção na plataforma combinada, particularmente em infraestrutura digital”.
BlackRock terá participação majoritária no empreendimento
- O acordo firmado com a Meta prevê que fundos administrados pela GIP e pela HPS detenham 80% da participação na Project Sopaipilla Holdings, nome oficial da joint venture criada para desenvolver o projeto;
- Essa empresa é a responsável pela captação dos recursos por meio da emissão de títulos de dívida;
- Os 20% restantes da joint venture pertencem à Meta, que será responsável pela construção do campus de data centers e continuará administrando as operações do empreendimento;
- Segundo pessoas envolvidas nas negociações, além da emissão de dívida, GIP e HPS também possuem participação acionária no projeto;
- O novo complexo de data centers terá capacidade da ordem de um gigawatt e deverá entrar em operação em 2028;
- Quando estiver concluído, o empreendimento deverá gerar mais de 300 empregos permanentes no local.
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Venda dos títulos já começou
A comercialização dos mais de US$ 12 bilhões em títulos começou nesta segunda-feira (20), conduzida pelos bancos JPMorgan Chase e Morgan Stanley.
Durante as apresentações aos investidores, a BlackRock será representada pelos diretores Wes Altman, da GIP, e Garrett Cockren, da HPS, segundo pessoas com conhecimento do processo.
Meta repete modelo utilizado em outro projeto
Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a Meta considera a entrada da BlackRock como parceira um importante avanço para o projeto.
A estrutura da operação é semelhante à utilizada anteriormente pela empresa em parceria com a Blue Owl Capital no projeto Hyperion, localizado em uma área rural do Estado estadunidense da Louisiana.
Naquele empreendimento, a Blue Owl também ficou com 80% da joint venture, enquanto a Meta manteve os 20% restantes.
Esse modelo permite que a empresa de tecnologia mantenha a dívida fora de seu balanço patrimonial, ao mesmo tempo em que preserva o controle sobre a administração cotidiana do data center.
Neste mês, a Meta anunciou a expansão do projeto Hyperion além da área inicialmente contemplada pela joint venture.
BlackRock amplia investimentos em inteligência artificial
A operação reforça a estratégia da BlackRock de ampliar seus investimentos em infraestrutura voltada à inteligência artificial e ao setor de data centers. Em outubro, a gestora anunciou um acordo de US$ 40 bilhões (R$ 204,2 bilhões) para adquirir a Aligned Data Centers.
Essa operação, cuja conclusão é esperada para breve, reúne a GIP, a BlackRock, além de parceiros, como Microsoft, Nvidia e a MGX, plataforma de investimentos em tecnologia criada pelo fundo soberano Mubadala Investment Company, de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), em conjunto com a empresa de IA G42.
Segundo a Bloomberg, a BlackRock também passa a disputar um mercado cada vez mais competitivo de financiamento da infraestrutura necessária para sustentar o crescimento da IA, segmento no qual concorrentes como Blue Owl Capital e Blackstone vêm liderando algumas das maiores operações de financiamento de data centers.
Nem a BlackRock nem a Meta comentaram oficialmente a operação.
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