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Política

Transgênero: deputados do ES criticam portaria do IFES

Colunista Noel Junior

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Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (29), parlamentares usaram a tribuna do Plenário Dirceu Cardoso para criticar a Portaria 665/2023 do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). Segundo o documento, banheiros, dormitórios e vestiários poderão ser utilizados conforme a identidade de gênero individual.

A portaria proíbe a discriminação nos espaços do instituto e afirma que podem ser criados locais apropriados, mediante intervenção na estrutura do prédio e que permitam o uso independentemente do gênero do frequentador.

Segundo deputados, a utilização de banheiros femininos por mulher trans (pessoa do sexo masculino que possui uma identidade de gênero feminina) é desrespeitoso e perigoso para as mulheres que frequentam a instituição.

“Onde está o direito daquelas mulheres que querem entrar em um banheiro e encontrar outras mulheres e manter sua segurança e privacidade? É um debate que precisa ser feito”, disse Vandinho Leite (PSDB).

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Outro que se manifestou contrário à nova medida foi Capitão Assumção (PL). O parlamentar afirmou que vai acionar a Justiça para garantir que os banheiros femininos do Ifes sejam frequentados apenas por mulheres.

“Entrarei com essa denúncia no Ministério Público para que os espaços dos sexos biológicos sejam garantidos. Estou falando da vulnerabilidade do sexo e não da ideologia”, declarou.

Assumção foi acompanhado por Callegari (PL). “Vamos entrar na Justiça contra isso. Não há outra coisa a se fazer”, afirmou.

Homenagem

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O deputado Tyago Hoffmann (PSB) apresentou projetos para dar nomes aos terminais aquaviários de Vitória – Projeto de Lei (PL) 260/2023 -, Cariacica (PL 261/2023) e Vila Velha (263/2023). Eles serão batizados, respectivamente, de: Setembrino Pelissari, em homenagem ao ex-prefeito; Aloízio Santos, ex-deputado e ex-prefeito do município; e Governador Albuíno Azeredo. O início das atividades das estações está previsto para este ano.

Mulheres na política

A deputada Janete de Sá (PSB) abordou a violência política praticada contra as mulheres que decidem ocupar os espaços públicos e são desestimuladas. A parlamentar afirmou que nada é concedido às candidatas e criticou o fato de o fundo eleitoral não contemplar as candidaturas femininas.

“Vemos que as mulheres precisam se unir. A gente está procurando ter uma organização para enfrentar, em todos os âmbitos, seja nas câmaras de vereadores, na Assembleia Legislativa, na Câmara Federal e no Senado. Basta se verificar a pouca representação, poucas mulheres na política, inclusive, prejudicando a política”, argumentou.

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Fonte: ALES Por: Silvia Magna, com edição de Marcos Bonn 

Política

Tatiana Perim fala sobre o rompimento político com prefeito de Guarapari

Redação Informe ES

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A vice-prefeita de Guarapari, Tatiana Perim, se pronunciou publicamente, na tarde desta sexta-feira(18), por meio das redes sociais, para esclarecer o distanciamento político entre ela e o prefeito Rodrigo Borges.

Segundo Tatiana, o rompimento não teria ocorrido por questões pessoais, mas por divergências relacionadas às decisões e aos caminhos políticos adotados pela atual gestão municipal. De acordo com a vice-prefeita, ela e o prefeito chegaram a conversar sobre a condução da administração, mas não houve convergência em relação ao projeto para o município.

Tatiana ressaltou ainda que foi eleita vice-prefeita ao lado de Rodrigo Borges nas eleições de 2024 e afirmou entender que a votação recebida pela chapa representava uma relação conjunta de confiança estabelecida com os eleitores de Guarapari.

No pronunciamento, a vice-prefeita também afirmou que pretende continuar atuando junto à população e que seu trabalho tem sido realizado principalmente por meio do contato direto com os moradores.

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Ao abordar o atual cenário político, Tatiana confirmou que segue com o projeto de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, colocando-se como representante de Guarapari em Brasília.

Ao final, a vice-prefeita pediu que o rompimento político não seja transformado em um conflito pessoal. Segundo ela, apesar das divergências, o objetivo comum deve continuar sendo o desenvolvimento de Guarapari.

O posicionamento apresentado acima corresponde às declarações feitas por Tatiana Perim em seu pronunciamento no Instagram. O InformeES permanece aberto ao posicionamento do prefeito Rodrigo Borges e da Prefeitura de Guarapari sobre o assunto.

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Política

Durante Sabatina, Ricardo falou dos investimentos em mobilidade urbana da Grande Vitória

Redação Informe ES

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A Região Metropolitana da Grande Vitória passa por uma série de intervenções voltadas à ampliação da capacidade viária, melhoria do transporte coletivo e criação de novas alternativas de deslocamento entre os municípios.

Em entrevista a uma emissora de televisão, o governador Ricardo Ferraço destacou algumas dessas iniciativas e afirmou que os investimentos têm como objetivo melhorar a fluidez do trânsito e reduzir o tempo gasto pela população nos deslocamentos.

Entre as principais obras está o Expresso GV, na Avenida Carlos Lindenberg, em Vila Velha. O projeto prevê aproximadamente sete quilômetros de corredor exclusivo para ônibus, ciclovia, requalificação viária e urbanística e novos viadutos de ligação com a Segunda Ponte, conectando o eixo ao Terminal Jardim América, em Cariacica. O contrato para execução das obras supera R$ 298 milhões, e os trabalhos estão em andamento.

Outra intervenção anunciada é a implantação da quinta faixa de rolamento na Segunda Ponte. A ordem de serviço foi assinada em junho de 2026. A obra tem investimento estimado em R$ 15 milhões e prevê uma nova faixa no sentido Cariacica/Vila Velha–Vitória, além de adequações de iluminação, sinalização e pavimento. O trecho inicial da intervenção possui cerca de 1,2 quilômetro.

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Na Serra, a municipalização de um trecho urbano da antiga BR-101, que passou a ser denominado Avenida Mestre Álvaro, também abriu espaço para intervenções de infraestrutura e mobilidade. O município assumiu a gestão do trecho e vem realizando obras e adequações na via. Entre as propostas para o corredor estão melhorias viárias, transporte coletivo, ciclovias e intervenções destinadas à organização do tráfego.

No transporte hidroviário, o Sistema Aquaviário já opera com estações em Cariacica, Vila Velha e Vitória. A estação da Rodoviária de Vitória foi incorporada ao sistema em 2026, ampliando a integração entre os modais. O Governo do Estado também autorizou a construção de novas estações, incluindo uma na Ilha das Caieiras, além de pontos no Centro e no Forte São João, em Vitória.

O conjunto das intervenções representa uma estratégia que combina diferentes formas de deslocamento na Grande Vitória: expansão de corredores exclusivos para ônibus, aumento da capacidade de importantes ligações viárias, requalificação de avenidas e ampliação do transporte aquaviário.

Na avaliação apresentada pelo governador Ricardo Ferraço, a melhoria da mobilidade deve contribuir para reduzir os congestionamentos e diminuir o tempo de deslocamento da população. A efetividade dessas medidas, entretanto, dependerá da conclusão das obras, da integração entre os diferentes modais e dos resultados observados no trânsito e no transporte coletivo após a implantação dos projetos.

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Com obras em Vila Velha e Cariacica, intervenções na Avenida Mestre Álvaro, ampliação da Segunda Ponte e expansão do Aquaviário, a mobilidade urbana se mantém entre os principais eixos de investimentos em infraestrutura da Grande Vitória.

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Política

Lula e Flávio ”se unem” em pedido por quebra de sigilo de investigações

Redação Informe ES

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As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), principais candidatos ao Palácio do Planalto, passaram a defender a retirada integral do sigilo de investigações com potencial de interferir na disputa eleitoral. A convergência no discurso, porém, atende a estratégias diferentes.

Flávio tenta se proteger do desgaste provocado pela confirmação de que é investigado no caso do financiamento do filme Dark Horse. O objetivo é transmitir a mensagem de que não tem nada a temer e reforçar a versão de que não houve ilegalidade no pedido de patrocínio feito a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Lula, por sua vez, busca reagir ao que sua campanha classifica como vazamentos seletivos do inquérito sobre o Master. O presidente cobra a divulgação completa dos autos para evitar que informações sejam publicadas de forma fragmentada e para tentar encontrar nos documentos elementos contra o principal adversário.

A movimentação ocorre em um momento de acirramento da disputa presidencial. Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados em pesquisas eleitorais recentes, depois de o senador reduzir a distância em relação ao presidente. Nesse cenário, qualquer nova revelação com potencial de atingir um dos candidatos passou a ser tratada pelas campanhas como um fator capaz de alterar a corrida eleitoral.

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Embora defendam a mesma bandeira, os dois grupos não fazem cobranças idênticas. A campanha de Lula concentra o pedido na abertura integral do caso Master.

O time de Flávio defende também o fim do sigilo das investigações sobre o Dark Horse, as fraudes no INSS e o inquérito das Fake News, além da divulgação completa dos autos relacionados ao banco.

Com isso, as duas campanhas procuram reduzir o espaço para vazamentos seletivos até a eleição. Ao mesmo tempo, passaram a vasculhar o material liberado em busca de dados que possam servir de munição contra o adversário.

Lula foi o primeiro a defender publicamente a abertura dos documentos. “É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer”, escreveu na quarta-feira (9).

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Nesta sexta-feira (11), voltou ao assunto: “O povo brasileiro precisa saber a verdade. Abertura total do sigilo. Quem não deve não teme”.

A campanha petista vê na divulgação integral dos autos uma oportunidade de recuperar fôlego após uma sequência de notícias negativas. O grupo também desconfia da condução do caso por André Mendonça, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e teme que a manutenção de parte dos documentos sob sigilo permita novos vazamentos seletivos até a eleição.

Para integrantes da campanha, a retirada apenas parcial do sigilo favorece a publicação de trechos isolados, escolhidos de acordo com interesses políticos, e mantém o governo sob pressão. Ao cobrar a abertura completa dos autos, Lula tenta neutralizar esse risco e localizar informações que possam ser usadas contra Flávio.

Entre os episódios que incomodaram o QG petista estão as revelações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

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O governo também foi atingido pela crise aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) após a divulgação de conversas e encontros entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Embora o caso esteja no Supremo, a campanha encontra dificuldades para separar a imagem de Lula da de Moraes. O ministro foi relator do inquérito das Fake News, que teve integrantes do bolsonarismo entre seus alvos, e dos processos relacionados à trama golpista. Essa associação passou a ser explorada pela campanha de Flávio para transformar o desgaste do magistrado em um problema eleitoral para o presidente.

A confirmação de que Flávio é investigado abriu espaço para o PT tentar inverter a pressão. A campanha pretende destacar que Lula não é alvo desse inquérito, enquanto seu principal adversário é investigado por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Do outro lado, Flávio adotou o discurso de “transparência total” para sustentar que não teme o conteúdo dos autos. Nesta sexta-feira, o candidato do PL também saiu em defesa de André Mendonça, relator de parte dos casos e indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

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“Eu peço ao ministro André Mendonça: abra o sigilo. Tira o sigilo de tudo. Mostra tudo para o povo, porque merece saber e diferenciar quem está certo, que é o meu caso, de quem está errado, que é o caso do governo”, disse Flávio durante agenda de campanha em Manaus (AM).

Ao evitar um confronto com Mendonça e pedir a abertura dos documentos, o senador tenta apresentar a investigação como uma oportunidade para comprovar sua versão. A estratégia consiste em reconhecer a existência do inquérito, tratá-lo como um fato antigo e afirmar que a divulgação integral demonstrará que não houve irregularidade.

A retirada do sigilo, no entanto, mostrou que Flávio é investigado desde julho por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes relacionados ao financiamento do Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

PF (Polícia Federal) apura se o senador solicitou e intermediou repasses milionários de Vorcaro para custear a produção. Aliados tentam minimizar a revelação sob o argumento de que a existência da investigação já era conhecida. A abertura dos autos, porém, tornou públicos a data de instauração do inquérito, os crimes investigados e os motivos que levaram à apuração.

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O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que há uma distância “entre o que se alega e o que se prova”. Segundo ele, Flávio “não operou, não recebeu e não administrou” os recursos destinados ao filme, mas apenas solicitou o patrocínio.

A campanha afirma ainda que a produtora Go Up entregou mais de 25 mil documentos, entre recibos e notas fiscais, relativos à movimentação financeira da produção. Ainda não há, porém, um detalhamento público completo sobre a origem e a destinação do dinheiro usado no filme.

Flávio é cobrado pela prestação de contas desde maio, quando vieram a público áudios de uma conversa com Vorcaro. Na ocasião, o senador afirmou que apresentaria os dados. Depois, passou a dizer que a responsabilidade pela prestação de contas caberia à produtora e a citar uma perícia contratada pela própria empresa.

A pressão sobre o candidato ganhou peso porque a revelação dos áudios, em maio, foi seguida por uma queda em suas intenções de voto. Nas últimas semanas, porém, Flávio recuperou terreno e voltou a aparecer tecnicamente empatado com Lula. A estratégia agora é impedir que a confirmação do alcance da investigação provoque uma nova queda nas intenções de voto.

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Por: Jussara Soares/CNN Btasil

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