Tecnologia
Tesla anuncia venda de seu projeto inovador de energia virtual

A Tesla lançou uma solicitação de propostas para sua inovadora usina de energia virtual (VPP, na sigla em inglês) no sul da Austrália, que consiste em cerca de 7 mil baterias residenciais. As informações são do Electrek.
Esse sistema, similar à grande bateria de Hornsdale, é projetado para estabilizar a rede de energias renováveis, atendendo picos de demanda e oferecendo serviços essenciais.
O VPP possui uma capacidade de 35 megawatts, com 70% dessa energia combinada com painéis solares residenciais.
Os sistemas estão sendo instalados em habitações públicas em parceria com o governo estadual, e a Tesla busca expandir o projeto, mantendo o fornecimento das baterias Powerwall e do software Autobidder.
O que é energia virtual?
Energia virtual é um conceito utilizado para descrever um sistema em que múltiplas unidades de armazenamento de energia, como baterias em residências, são conectadas e geridas como se fossem uma única central de energia. Este sistema é conhecido como “virtual power plant” (VPP) ou usina virtual.
Aqui estão alguns pontos-chave sobre energia virtual:
- Integração de recursos distribuídos: em vez de construir uma grande usina de energia tradicional, um VPP integra e controla múltiplas fontes de energia distribuídas, como painéis solares residenciais e baterias de armazenamento.
- Gerenciamento e otimização: através de software e algoritmos avançados, o VPP gerencia e otimiza a produção e o consumo de energia dessas fontes distribuídas. Isso pode incluir a previsão de demanda, a programação do carregamento e descarregamento das baterias, e a venda de energia excedente para a rede elétrica.
- Benefícios para a rede: os VPPs ajudam a estabilizar a rede elétrica ao fornecer energia quando há demanda alta e absorver energia quando há excesso. Eles podem melhorar a confiabilidade da rede e reduzir custos operacionais.
- Impacto econômico e ambiental: ao utilizar recursos distribuídos de forma eficiente, os VPPs podem reduzir os custos com infraestrutura de energia e promover o uso de fontes renováveis, contribuindo para a sustentabilidade ambiental.
- Exemplo prático: no caso da Tesla no sul da Austrália, o Virtual Power Plant combina baterias Powerwalls instaladas em residências com sistemas solares para criar uma grande rede virtual que pode fornecer serviços à rede elétrica local e reduzir custos para os usuários.
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Sul da Austrália quer usar apenas energia renovável
- O folheto de vendas destaca o potencial de crescimento dos VPPs, especialmente com a região do sul da Austrália já atendendo cerca de 75% de sua demanda com energia solar e eólica em 2023.
- O estado de South Australia visa alcançar 100% de energia renovável líquida até 2027, o que exigirá mais armazenamento.
- A produção solar em telhados frequentemente atende toda a demanda estadual, e a Tesla acredita que VPPs e baterias domésticas serão fundamentais para gerenciar essa transição.
A venda do VPP não afetará os planos da Tesla de lançar seu próprio negócio de energia de varejo na Austrália, para o qual já obteve licença. O processo de vendas do VPP está sendo gerenciado pela Planum Partners, que espera concluir as propostas até o final do ano.
Os grandes varejistas de energia também estão investindo em VPPs, buscando novas formas de se conectar com os consumidores e adaptar seus modelos de negócios em uma rede cada vez mais distribuída.

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Meta diz ao TSE que canal “Exército do Lula” não viola regras do WhatsApp

A Meta afirmou nesta sexta-feira (23) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não encontrou violações das regras do WhatsApp no canal “Exército do Lula”, criado para divulgar publicações de apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação foi apresentada após o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, solicitar uma análise técnica do funcionamento do canal.
Segundo a empresa, a avaliação concluiu que o canal não desrespeita as políticas da plataforma. A Meta também afirmou que o relatório técnico encaminhado ao tribunal detalha as regras consideradas e a metodologia utilizada para identificar conteúdos que violam suas diretrizes.
O pedido de análise foi feito após uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que alegou haver indícios de que as plataformas da Meta não estariam cumprindo o plano de conformidade apresentado à Justiça Eleitoral para garantir a integridade do processo eleitoral.
Canal já havia sido suspenso pelo TSE
- A disputa em torno do “Exército do Lula” envolve decisões distintas dentro do próprio tribunal;
- Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão do canal após considerar que publicações reproduziam conteúdos anteriormente classificados como inverídicos pela Justiça Eleitoral;
- Posteriormente, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva derrubou a suspensão. Nunes Marques voltou a determinar a interrupção do canal, argumentando que ele teria vínculo com a campanha oficial e deveria, portanto, ser registrado no TSE;
- O funcionamento foi liberado depois que o canal passou a ter registro oficial na Justiça Eleitoral;
- Nesta sexta-feira, o ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que o canal não poderá ser suspenso ou restringido novamente por decisões individuais de integrantes da Corte. Segundo ele, uma eventual nova decisão sobre o tema deverá ser tomada pelo plenário do TSE;
- A medida foi adotada após a campanha de Lula apresentar um mandado de segurança preventivo para impedir nova suspensão.

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Meta afirma não ter encontrado irregularidades
A análise apresentada pela Meta responde ao pedido de investigação sobre o funcionamento do canal, incluindo possíveis ações coordenadas entre contas, padrões de engajamento e atividades publicitárias.
A empresa declarou que não identificou violações de suas políticas na avaliação realizada. A conclusão diz respeito às regras da plataforma e não substitui a análise da Justiça Eleitoral sobre eventuais infrações à legislação brasileira.
O caso ocorre em meio à disputa entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro sobre a atuação das plataformas digitais durante a eleição presidencial.
A campanha de Flávio questiona o funcionamento do canal de apoio ao presidente, enquanto a campanha petista já havia apresentado questionamentos sobre decisões e procedimentos relacionados à circulação de conteúdo político nas redes sociais.
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“Grampo” na OpenAI: juiz vê risco de fuga e nega liberdade a ex-engenheiro da empresa

Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI, permaneça preso sem direito a fiança enquanto aguarda o andamento do processo criminal em que é acusado de instalar um dispositivo de gravação clandestino em um escritório da empresa em São Francisco, na Califórnia (EUA).
A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19), após o magistrado Alex Tse considerar que há risco significativo de o acusado não comparecer à Justiça. Durante a audiência, o juiz também questionou a proposta do consulado saudita de assumir integralmente o pagamento de uma eventual fiança, classificando a oferta como problemática.
Alfozan, de 35 anos, foi preso em 9 de outubro. Ele é acusado de interceptar comunicações orais por meio de dispositivo eletrônico e pode enfrentar até cinco anos de prisão se for condenado.
Promotores apontam contatos com a família real saudita
- Em documentos judiciais, os promotores afirmaram que Alfozan mantinha contato frequente com um integrante não identificado da família real da Arábia Saudita. Segundo a acusação, essa pessoa teria tentado recrutá-lo em diversas ocasiões para participar de uma iniciativa de inteligência artificial (IA) no país;
- Uma das mensagens trocadas pelo WhatsApp, reproduzida no processo, trazia a frase: “A Arábia Saudita precisa mais de você do que os Estados Unidos”. De acordo com os promotores, Alfozan respondeu com “100”, expressão usada para indicar concordância;
- Os procuradores também apontaram que o engenheiro havia comprado uma passagem aérea só de ida para Riade, capital saudita, com embarque previsto para 12 de outubro. Para a acusação, a compra reforça o risco de fuga;
- O advogado de defesa, William Pernik, contestou essa interpretação. Ele afirmou que Alfozan tinha uma entrevista para obter a cidadania estadunidense marcada para 6 de novembro;
- A esposa do engenheiro e o bebê do casal deixaram os Estados Unidos em 10 de outubro, um dia após a prisão. Segundo os promotores, as passagens foram pagas por um oficial militar saudita.

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Dispositivo foi encontrado em sala de reuniões
Alfozan trabalhava na OpenAI desde 2025. A empresa descobriu um dispositivo de gravação escondido atrás de uma televisão em uma sala de reuniões executiva, em setembro. O equipamento estava envolto em papel higiênico e conectado a uma porta USB.
De acordo com a acusação, as reuniões realizadas no local frequentemente envolviam informações confidenciais sobre pesquisas, produtos, estratégias comerciais e decisões da companhia.
Embora o caso tenha levantado preocupações sobre segurança nacional entre autoridades estadunidenses, Alfozan não foi formalmente acusado de espionagem. Os promotores afirmam que a investigação continua e que ela pode resultar em acusações adicionais.
A próxima audiência está prevista para 6 de novembro.
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