Negócios
Por Que e Como Colocar Soft Skills no Currículo

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Soft skills são um ativo indispensável para o crescimento da sua carreira. Elas são habilidades comportamentais que valem para vários setores, ajudam a fazer uma transição de carreira e são fundamentais para garantir estabilidade e progresso no ambiente corporativo. Em um mercado em que as competências técnicas já não são suficientes, essas habilidades ajudam a fortalecer a empregabilidade e s abrir portas para novas oportunidades.
As soft skills são essencialmente competências de vida, pois você pode precisar delas em qualquer situação, desde interações e relacionamentos diários até a gestão de responsabilidades pessoais, mesmo fora do ambiente de trabalho.
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Inteligência emocional e resolução de conflitos são duas das soft skills mais procuradas pelo mercado de trabalho
De acordo com uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial de 2023, que analisou as competências mais requisitadas para os próximos anos, sete soft skills se destacam por sua crescente presença nas descrições de trabalho ou por serem mais demandadas pelos empregadores.
- Resolução de conflitos;
- Gestão de stakeholders;
- Adaptabilidade;
- Pensamento criativo;
- Liderança;
- Resolução de problemas;
- Inteligência emocional.
Por que as soft skills são tão necessárias?
Para eles, as competências que mais fazem falta nos profissionais da Gen Z incluem responsabilidade, comunicação e organização. Por isso, é importante que recém-formados não apenas incluam essas soft skills em seus currículos para futuros empregos, mas também trabalhem para garantir que elas sejam desenvolvidas e demonstradas na prática.
Quais soft skills incluir no currículo?
Há uma maneira fácil de identificar quais soft skills são essenciais para incluir no seu currículo. Tudo o que você precisa fazer é revisar a descrição da vaga desejada e, especialmente, a seção de especificação do candidato ideal, para ver quais competências o empregador exige além das habilidades técnicas.
Por exemplo, em um modelo de anúncio de emprego do Indeed para a função de analista de inteligência de negócios júnior, as seguintes habilidades foram listadas como imprescindíveis:
- Pensamento crítico com habilidades de modelagem analítica e técnica;
- Habilidades de comunicação e redação;
- Atenção aos detalhes e acompanhamento;
- Habilidades de organização e gerenciamento de projetos;
- Capacidade de se comunicar efetivamente com clientes e equipe interna;
- Gerenciamento básico de dados;
- Familiaridade e sólido conhecimento prático com Google Docs, Microsoft Excel, sistemas CRM e Microsoft;
- PowerPoint, entre outros softwares necessários.
Você pode colocar essas informações em um gerador de nuvem de palavras para extrair os principais temas ou perguntar ao ChatGPT quais são as principais soft skills para essa posição.
Com uma rápida análise dos tópicos, também é possível identificar facilmente que algumas das principais soft skills necessárias para essa função são comunicação, pensamento crítico, colaboração e automotivação para trabalhar por iniciativa própria.
Como colocar habilidades no currículo
Para colocar as soft skills no seu currículo, você pode listá-las na sua síntese profissional e também na seção de destaques de habilidades, que deve ficar no topo, antes do histórico profissional.
Também é possível levar isso um passo adiante e elaborar como você demonstrou essas habilidades em cada função (o que é importante de destacar na entrevista, por exemplo). Por exemplo, na seção de experiência de trabalho, ao mencionar seu último cargo como estagiário, você poderia incluir como colaborou com equipes internas e mencionar os resultados positivos ou o impacto do seu trabalho como resultado dessa colaboração, quantificados sempre que possível (porque números falam mais alto quando se trata de apresentar suas habilidades e conquistas anteriores).
Se você fez algum curso para desenvolver suas soft skills, não deixe de incluir isso em seu currículo, já que demonstrar seu compromisso com o aprendizado contínuo pode impressionar os recrutadores.
A seção de interesses ou hobbies do seu currículo também pode destacar suas habilidades socioemocionais. Por exemplo, você é presidente de alguma organização? Coordena ou faz trabalho voluntário? Isso demonstra que você é habilidoso em comunicação, construir relacionamentos e trabalhar em equipe.
Independentemente das suas soft skills, encontre maneiras criativas de mostrá-las no seu currículo e garanta que elas sejam realmente relevantes para a função à qual você está se candidatando.
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*Rachel Wells é fundadora e CEO da Rachel Wells Coaching, uma empresa dedicada a desbloquear o potencial de carreira e liderança para a GenZ e os millenials.
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O Que É a Empresa do Século 21?
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O título do livro “A Corporação no Século 21“, de John Kay, é uma alusão – talvez uma provocação – a uma das obras mais influentes de gestão, “A Corporação e o Século 20“. Se ali o economista americano Richard Langlois traçava a transformação da organização comandada por empresários para a organização liderada por executivos profissionais, o também economista (porém britânico) John Kay agora narra uma mudança muito, mas muito mais radical.
Questiona, inclusive, se faz sentido dizer que vivemos em um sistema capitalista. Porque o capital perdeu a importância. “Mesmo investidores sofisticados examinam o Roce [Retorno sobre o Capital Empregado]”, escreve, embora o retorno tenha “tanta conexão com o capital quanto com a quantidade de água utilizada ou o número de reuniões realizadas”, afirma. Vivemos, considera, a era do capital as a service – empregado apenas na medida em que é necessário.
O poder do acionista é outra balela, segundo ele. O acionista de uma multinacional não tem nenhum controle sobre o que é feito da empresa. Até os dividendos que recebe, se os receber, são definidos pelos diretores.
Em especial, Kay ataca a noção de empresa como uma teia de contratos – visão clássica, estabelecida pelo também britânico Ronald Coase, que levou um Prêmio Nobel por sua teoria. A questão é que a ideia de um conjunto de contratos se opõe à própria qualificação de uma empresa como pessoa jurídica. Afinal, ela tem uma personalidade ou não?
Maximizar o lucro, um mantra dos anos 1970 que vem caindo em desuso, nunca foi uma teoria sólida, acredita o autor. Qual lucro, afinal? O de curtíssimo prazo? Em detrimento de ações que preservem a empresa no futuro?
Para ele, a missão de uma corporação é promover o “florescimento de seus múltiplos stakeholders”. Porque a empresa não é uma combinação de relações transacionais, e sim uma construção de relações sociais, entre seus integrantes e com o mundo à sua volta. As implicações dessa visão para o funcionamento da empresa… isso fica para um prometido próximo volume.
*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, em setembro de 2026.
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Negócios
Amazon MGM Studios Anuncia Head de Theatrical Marketing no Brasil

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O Amazon MGM Studios anunciou Roberta Fraissat como Head de Theatrical Marketing, responsável por liderar as estratégias de marketing dos lançamentos da companhia nos cinemas brasileiros.
Mais recentemente, Roberta atuou como diretora de marketing para a América Latina e Head de Marketing para o Brasil na Crunchyroll.
A executiva passou a maior parte da carreira na The Walt Disney Company, onde ingressou como coordenadora de desenvolvimento de produto em 1999. Saiu de lá em 2023 como diretora de marketing. Nesse período, esteve envolvida em campanhas de produções como “Vingadores”, “Star Wars”, “Toy Story”, “O Rei Leão”, “Carros” e “Alice no País das Maravilhas”.
É formada em negócios pela Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e tem MBA pela FIA Business School.
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Negócios
A Escala 5×2 Chegou. E Muda Mais do Que o Custo da Folha
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Está decidido. A Emenda Constitucional 141, promulgada na última sexta-feira (20), encerra a escala 6×1. Em 60 dias, todo trabalhador CLT passa a ter duas folgas semanais e jornada máxima de 42 horas. Catorze meses após a publicação, o teto cai para 40 horas, sem redução de salário.
A primeira leitura é de custo, e ela não está errada. Como não será permitida a redução de salários e haverá redução de 44 para 40 horas semanais, cada hora vale 10% a mais. E isso encarece também a hora extra e os adicionais, que são calculados sobre o valor da hora.
Em operações que funcionam sete dias por semana, como varejo e serviços, manter a cobertura exige reforço de quadro. Nas simulações que tenho acompanhado, esse reforço fica entre 10% e 20%, e pesa mais nas unidades menores, que têm menor margem para remanejar gente.
Mas tratar a 5×2 apenas como aumento de folha é desperdiçar a oportunidade de rever a estratégia de remuneração como um todo.
Eficiência de escala
Comecemos pelo fixo. Com a hora mais cara, a pressão será por conter reajustes. Esse é um erro tentador. Mas antes de pensar em trocar equipes com salários reduzidos, será importante avaliar reservas escondidas na própria escala.
Empresas que passaram a montar turnos a partir da curva de movimento por hora descobriram horas extras desnecessárias e gente parada nos horários errados. Eficiência de escala é a primeira fonte de financiamento da nova jornada.
Onde mora a oportunidade
O variável é onde mora a oportunidade mais clara. Se o objetivo é produzir o mesmo, ou mais, em menos horas, a remuneração variável precisa apontar para isso. Prêmios por produtividade, metas de venda por hora trabalhada, bônus por cobertura nos picos ou por redução de absenteísmo transformam a exigência legal em alinhamento: a empresa ganha eficiência e o colaborador participa do ganho.
A experiência internacional reforça a lógica. Quando Portugal reduziu a jornada de 44 para 40 horas, em 1996, estudos registraram ganho de produtividade próximo de 8%. O Chile está no meios de uma transição gradual até 2028, e o México aprovou a sua até 2030. A redução funciona melhor quando vem acompanhada de esforço deliberado de produtividade, e incentivo bem desenhado é parte desse esforço.
Recompensas intangíveis
Há ainda uma camada que raramente entra na planilha: as recompensas intangíveis. Duas folgas, previsibilidade de escala e fins de semana inteiros com a família são valor percebido. Gente descansada e motivada erra menos, falta menos e atende melhor. Empresas que comunicarem isso como parte da proposta de valor ao empregado vão reter melhor do que as que tratarem a mudança como obrigação.
Rotatividade pode diminuir
Há também uma economia que raramente aparece na conta da transição: a da rotatividade. No varejo, ela já é altíssima. Levantamento do Sindilojas-SP mostra que a rotatividade no varejo paulista chegou a 56,6% em 2025, o maior nível desde 2020. Em alguns segmentos, como lojas de conveniência, passou de 90%.
Isso significa recontratar, quase todo ano, boa parte da equipe. Cada saída tem um custo que vai além da rescisão: recrutamento, treinamento e os meses em que o novo funcionário ainda não rende o que rendia quem saiu. O cliente percebe essa curva de aprendizado no caixa e no atendimento. Se a 5×2 for bem implementada, com escalas previsíveis e folgas que de fato descansam, as pessoas tendem a ficar mais tempo. Parte do custo da nova jornada pode voltar como economia em turnover.
E há a carreira. Mais turnos e escalas mais complexas exigem novas funções de controle: líderes de turno, coordenadores de escala, analistas de operação. É uma chance real de promover quem já conhece a operação e o cliente. A pergunta incômoda é se essa base está preparada. Quem sempre executou nem sempre foi treinado para planejar, ler indicadores ou liderar colegas. Sem trilha de capacitação e uma estrutura de cargos que reconheça esses degraus, a promoção vira armadilha.
Além disso, pessoas que estavam na informalidade podem voltar a se interessar pelo modelo CLT nesta nova configuração de escala.
Muitos empreendedores lerão tudo isso pensando na própria rotina, que está mais para 7×0 do que para 5×2. É verdade. A diferença é que, nesse caso, cada hora a mais constrói patrimônio próprio. Para quem trabalha numa estrutura que não é sua, o que se constrói é outra coisa: vínculo, ou a falta dele. Numa geração que cobra cada vez mais qualidade das relações de trabalho, a 5×2 talvez seja menos uma imposição e mais a formalização de algo que o mercado já vinha pedindo.
*Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.
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