Negócios
“Ressaca Pós-Férias”: Como Voltar à Rotina de Trabalho

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Com o fim da temporada de festas, muitos profissionais compartilham um sentimento comum: a dificuldade de voltar ao trabalho. Esse fenômeno, conhecido como “ressaca pós-férias“, pode causar ansiedade e resistência ao sair do clima de festividade e descanso para enfrentar as exigências da vida profissional.
Depois de dias ou semanas dedicados à convivência com família e amigos, encarar a pilha de tarefas acumuladas e readaptar-se à rotina pode parecer desafiador. Essa mudança abrupta pode gerar uma sensação de perda e aumentar o estresse, já que o contraste entre o descanso das férias e as responsabilidades do trabalho dificulta ainda mais a motivação nesse período.
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No entanto, adotando algumas estratégias e mudanças de mentalidade, é possível enfrentar esse momento de maneira mais tranquila e até transformar o retorno ao trabalho em algo positivo e produtivo.
Como retomar a rotina de trabalho
Permita-se um retorno gradual
O segredo para uma transição bem-sucedida após as férias está no autocuidado e na proatividade. Enfrentar esse período requer equilibrar o reconhecimento dos desafios emocionais com o desenvolvimento de uma atitude positiva e proativa, capaz de transformar a ansiedade no trabalho em uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional.
Em vez de se criticar por se sentir desconectado ou por não conseguir voltar ao ritmo máximo de imediato, permita-se retomar o trabalho gradualmente. Reconheça que esse sentimento de desorientação é universal e compartilhado por colegas e profissionais em geral. Ao abandonar a pressão pela perfeição e tratar-se com mais gentileza, você cria espaço mental para se adaptar de forma mais natural à rotina de trabalho.
Crie expectativas positivas
Em vez de focar nos desafios, procure criar uma expectativa positiva para o ano que está começando. Isso pode incluir metas profissionais, a visualização de possíveis avanços na carreira ou o planejamento de futuras viagens em feriados e nas férias.
Ao mapear oportunidades de desenvolvimento profissional e momentos de lazer, você transforma os meses potencialmente monótonos do início do ano em uma fase cheia de possibilidades, proporcionando motivação e algo significativo para programar e esperar.
Adotar uma mentalidade de crescimento e enxergar os desafios como chances de aprender e melhorar pode mudar sua perspectiva, fazendo com que o trabalho seja visto não como uma fonte de estresse, mas como um espaço para contribuir e crescer. Essa abordagem não apenas facilita a transição de volta ao trabalho, como também estabelece as bases para um ano mais gratificante e produtivo.
Dicas práticas para voltar ao trabalho depois das festas
- Prepare-se mentalmente: Antes de voltar ao trabalho, reintroduza gradualmente suas rotinas, ajustando horários de sono, planejando refeições ou organizando seu espaço de trabalho para entrar no clima.
- Estabeleça metas claras e alcançáveis: Para as primeiras semanas, defina objetivos simples, como concluir um projeto específico, desenvolver uma habilidade ou melhorar a colaboração em equipe. Ter um foco claro ajuda a manter o propósito.
- Pratique a atenção plena: Use técnicas como meditação, respiração profunda ou simplesmente reserve momentos para estar no momento presente. Isso ajuda a reduzir o estresse e a manter a mente calma e focada.
- Seja grato: Reconheça os aspectos positivos de sua vida profissional, como os colegas, o impacto do seu trabalho ou as oportunidades que ele oferece. A gratidão pode mudar seu foco do que você deixou para trás nas férias para o que você tem no presente.
- Reforce sua resiliência: Lembre-se de que pequenos contratempos ou dificuldades são temporários. Você já superou a “ressaca pós-férias” antes e conseguirá fazer isso novamente. Enfrentar os desafios com resiliência ajuda a manter a perspectiva a longo prazo.
- Reforce conexões sociais: Reaproxime-se dos colegas e fortaleça suas relações profissionais. A interação social no trabalho pode aumentar a motivação e o senso de pertencimento, o que te ajuda a se reconectar com o ambiente e começar o ano com energia renovada.
Ao incorporar essas práticas e atitudes, você estará mais preparado para lidar com a transição do descanso das festas para a rotina profissional, transformando desafios em oportunidades e começando o ano com o pé direito.
*Jack Kelly é colaborador sênior da Forbes USA. Ele é CEO, fundador e recrutador executivo da WeCruitr, uma startup de recrutamento e consultoria de carreira.
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O Que É a Empresa do Século 21?
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O título do livro “A Corporação no Século 21“, de John Kay, é uma alusão – talvez uma provocação – a uma das obras mais influentes de gestão, “A Corporação e o Século 20“. Se ali o economista americano Richard Langlois traçava a transformação da organização comandada por empresários para a organização liderada por executivos profissionais, o também economista (porém britânico) John Kay agora narra uma mudança muito, mas muito mais radical.
Questiona, inclusive, se faz sentido dizer que vivemos em um sistema capitalista. Porque o capital perdeu a importância. “Mesmo investidores sofisticados examinam o Roce [Retorno sobre o Capital Empregado]”, escreve, embora o retorno tenha “tanta conexão com o capital quanto com a quantidade de água utilizada ou o número de reuniões realizadas”, afirma. Vivemos, considera, a era do capital as a service – empregado apenas na medida em que é necessário.
O poder do acionista é outra balela, segundo ele. O acionista de uma multinacional não tem nenhum controle sobre o que é feito da empresa. Até os dividendos que recebe, se os receber, são definidos pelos diretores.
Em especial, Kay ataca a noção de empresa como uma teia de contratos – visão clássica, estabelecida pelo também britânico Ronald Coase, que levou um Prêmio Nobel por sua teoria. A questão é que a ideia de um conjunto de contratos se opõe à própria qualificação de uma empresa como pessoa jurídica. Afinal, ela tem uma personalidade ou não?
Maximizar o lucro, um mantra dos anos 1970 que vem caindo em desuso, nunca foi uma teoria sólida, acredita o autor. Qual lucro, afinal? O de curtíssimo prazo? Em detrimento de ações que preservem a empresa no futuro?
Para ele, a missão de uma corporação é promover o “florescimento de seus múltiplos stakeholders”. Porque a empresa não é uma combinação de relações transacionais, e sim uma construção de relações sociais, entre seus integrantes e com o mundo à sua volta. As implicações dessa visão para o funcionamento da empresa… isso fica para um prometido próximo volume.
*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, em setembro de 2026.
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Amazon MGM Studios Anuncia Head de Theatrical Marketing no Brasil

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O Amazon MGM Studios anunciou Roberta Fraissat como Head de Theatrical Marketing, responsável por liderar as estratégias de marketing dos lançamentos da companhia nos cinemas brasileiros.
Mais recentemente, Roberta atuou como diretora de marketing para a América Latina e Head de Marketing para o Brasil na Crunchyroll.
A executiva passou a maior parte da carreira na The Walt Disney Company, onde ingressou como coordenadora de desenvolvimento de produto em 1999. Saiu de lá em 2023 como diretora de marketing. Nesse período, esteve envolvida em campanhas de produções como “Vingadores”, “Star Wars”, “Toy Story”, “O Rei Leão”, “Carros” e “Alice no País das Maravilhas”.
É formada em negócios pela Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e tem MBA pela FIA Business School.
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Negócios
A Escala 5×2 Chegou. E Muda Mais do Que o Custo da Folha
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Está decidido. A Emenda Constitucional 141, promulgada na última sexta-feira (20), encerra a escala 6×1. Em 60 dias, todo trabalhador CLT passa a ter duas folgas semanais e jornada máxima de 42 horas. Catorze meses após a publicação, o teto cai para 40 horas, sem redução de salário.
A primeira leitura é de custo, e ela não está errada. Como não será permitida a redução de salários e haverá redução de 44 para 40 horas semanais, cada hora vale 10% a mais. E isso encarece também a hora extra e os adicionais, que são calculados sobre o valor da hora.
Em operações que funcionam sete dias por semana, como varejo e serviços, manter a cobertura exige reforço de quadro. Nas simulações que tenho acompanhado, esse reforço fica entre 10% e 20%, e pesa mais nas unidades menores, que têm menor margem para remanejar gente.
Mas tratar a 5×2 apenas como aumento de folha é desperdiçar a oportunidade de rever a estratégia de remuneração como um todo.
Eficiência de escala
Comecemos pelo fixo. Com a hora mais cara, a pressão será por conter reajustes. Esse é um erro tentador. Mas antes de pensar em trocar equipes com salários reduzidos, será importante avaliar reservas escondidas na própria escala.
Empresas que passaram a montar turnos a partir da curva de movimento por hora descobriram horas extras desnecessárias e gente parada nos horários errados. Eficiência de escala é a primeira fonte de financiamento da nova jornada.
Onde mora a oportunidade
O variável é onde mora a oportunidade mais clara. Se o objetivo é produzir o mesmo, ou mais, em menos horas, a remuneração variável precisa apontar para isso. Prêmios por produtividade, metas de venda por hora trabalhada, bônus por cobertura nos picos ou por redução de absenteísmo transformam a exigência legal em alinhamento: a empresa ganha eficiência e o colaborador participa do ganho.
A experiência internacional reforça a lógica. Quando Portugal reduziu a jornada de 44 para 40 horas, em 1996, estudos registraram ganho de produtividade próximo de 8%. O Chile está no meios de uma transição gradual até 2028, e o México aprovou a sua até 2030. A redução funciona melhor quando vem acompanhada de esforço deliberado de produtividade, e incentivo bem desenhado é parte desse esforço.
Recompensas intangíveis
Há ainda uma camada que raramente entra na planilha: as recompensas intangíveis. Duas folgas, previsibilidade de escala e fins de semana inteiros com a família são valor percebido. Gente descansada e motivada erra menos, falta menos e atende melhor. Empresas que comunicarem isso como parte da proposta de valor ao empregado vão reter melhor do que as que tratarem a mudança como obrigação.
Rotatividade pode diminuir
Há também uma economia que raramente aparece na conta da transição: a da rotatividade. No varejo, ela já é altíssima. Levantamento do Sindilojas-SP mostra que a rotatividade no varejo paulista chegou a 56,6% em 2025, o maior nível desde 2020. Em alguns segmentos, como lojas de conveniência, passou de 90%.
Isso significa recontratar, quase todo ano, boa parte da equipe. Cada saída tem um custo que vai além da rescisão: recrutamento, treinamento e os meses em que o novo funcionário ainda não rende o que rendia quem saiu. O cliente percebe essa curva de aprendizado no caixa e no atendimento. Se a 5×2 for bem implementada, com escalas previsíveis e folgas que de fato descansam, as pessoas tendem a ficar mais tempo. Parte do custo da nova jornada pode voltar como economia em turnover.
E há a carreira. Mais turnos e escalas mais complexas exigem novas funções de controle: líderes de turno, coordenadores de escala, analistas de operação. É uma chance real de promover quem já conhece a operação e o cliente. A pergunta incômoda é se essa base está preparada. Quem sempre executou nem sempre foi treinado para planejar, ler indicadores ou liderar colegas. Sem trilha de capacitação e uma estrutura de cargos que reconheça esses degraus, a promoção vira armadilha.
Além disso, pessoas que estavam na informalidade podem voltar a se interessar pelo modelo CLT nesta nova configuração de escala.
Muitos empreendedores lerão tudo isso pensando na própria rotina, que está mais para 7×0 do que para 5×2. É verdade. A diferença é que, nesse caso, cada hora a mais constrói patrimônio próprio. Para quem trabalha numa estrutura que não é sua, o que se constrói é outra coisa: vínculo, ou a falta dele. Numa geração que cobra cada vez mais qualidade das relações de trabalho, a 5×2 talvez seja menos uma imposição e mais a formalização de algo que o mercado já vinha pedindo.
*Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.
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