Justiça
AGU obtém acordo para proteção de animais no IFES de Cachoeiro de Itapemirim

A atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) garantiu a homologação judicial de um acordo entre o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) e o município de Cachoeiro de Itapemirim (ES) para o recolhimento e cuidado de animais abandonados no campus da instituição. A sentença foi proferida no âmbito de ação civil pública ajuizada pelo IFES, e homologada pela 1ª Vara Federal de Cachoeiro de Itapemirim durante a Semana da Pauta Verde do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).
A ação teve início após o instituto solicitar providências diante do abandono recorrente de cães na unidade de ensino. Com base na tutela provisória anteriormente concedida, a Procuradoria Regional Federal da 2ª Região (PRF2), em defesa da autarquia, conduziu a negociação que resultou no acordo homologado, extinguindo o processo com resolução de mérito.
Entre as principais obrigações previstas, o município se compromete a realizar visitas quinzenais ao campus para capturar os animais ainda não recolhidos e providenciar vacinação, vermifugação e castração, sempre que possível. Além disso, a Prefeitura deverá manter canal de comunicação direto com o IFES para atendimento rápido de novos casos, e apresentar relatórios detalhados sobre as ações adotadas.
O acordo também prevê que os cães em condições de adoção sejam incluídos em programas municipais específicos e que o IFES adote medidas para melhorar o cercamento do campus, evitando novos casos de abandono.
As partes acordaram ainda um cronograma de monitoramento conjunto, com reavaliação semestral do cumprimento das cláusulas, reforçando o compromisso institucional com a causa.
A procuradora federal Maria Clara de Moraes Cosendey, que atuou no caso, ressaltou a importância do desfecho construído por meio do diálogo: “A homologação de acordo na presente ação representa um importante avanço no acerto institucional entre entidades públicas, e também para a promoção do bem-estar animal e da saúde pública. O diálogo institucional com o município permitiu construir uma solução prática e duradoura, que alia responsabilidade social e cooperação entre os entes públicos. Trata-se de um exemplo de como a atuação da AGU pode gerar resultados concretos em benefício da coletividade”, afirmou.
Processo de referência: nº 5006118-98.2024.4.02.5002
Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU
Atendimento à imprensa: imprensa@agu.gov.br
Justiça
TSE pretende trabalhar para diminuir a abstenção no segundo turno

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que pretende trabalhar para diminuir a abstenção de eleitores no segundo turno. 
De acordo com os dados do sistema de totalização de votos do TSE, o primeiro turno registrou abstenção de 21,08%, percentual equivalente a 33,4 milhões de eleitores.
“Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno”, afirmou.
O primeiro turno também registrou 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de nulos.
O comparecimento de eleitores foi de 125 milhões. O eleitorado apto a votar foi de 158,7 milhões.
Marca histórica
A abstenção registrada no primeiro turno é considerada a maior desde 1998, quando a Justiça Eleitoral registrou o percentual de 21,5%.
Nas eleições presidenciais de 2022, o número de eleitores faltosos foi de 20,95% na primeira etapa do pleito.
Fonte: Agencia Brasil
Justiça
Justiça Eleitoral suspende divulgação de seis pesquisas no Espírito Santo

A Justiça Eleitoral já suspendeu a divulgação de seis pesquisas eleitorais no Espírito Santo em 2026. Cinco são do Instituto Veritá e uma, do Instituto Perfil. A decisão mais recente foi proferida nesta quinta-feira (1º) pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) e atinge a pesquisa ES-04561/2026, do Veritá, que tinha divulgação prevista a partir de sexta-feira (2).
A liminar determina que o instituto suspenda a divulgação do levantamento por qualquer meio e apresente, em dois dias, documentos sobre o custeio declarado como próprio. Entre eles estão comprovantes de pagamentos ligados à pesquisa, registros contábeis, extratos bancários e contratos ou orçamentos relacionados ao trabalho. A decisão é provisória e poderá ser reavaliada após a entrega dos documentos.
A representação questionou a origem dos recursos e apontou uma diferença entre o volume de pesquisas registradas como autofinanciadas pelo instituto e os dados financeiros apresentados pela empresa. O Veritá contestou os argumentos e afirmou que o valor informado para a pesquisa corresponde ao preço de mercado de um levantamento estadual. O mérito da ação ainda será julgado.
As outras quatro pesquisas suspensas em setembro foram os levantamentos do Veritá ES-01361/2026, ES-00353/2026 e ES-05433/2026, e o estudo do Instituto Perfil ES-04513/2026. As decisões que atingiram as pesquisas do Veritá apontaram inconsistências nos municípios e bairros informados como locais das entrevistas. No caso do Perfil, o TRE-ES considerou insuficiente o detalhamento territorial apresentado para permitir a fiscalização da distribuição da amostra.
A sexta pesquisa incluída no levantamento é a ES-09049/2026, também do Veritá. Em abril, o TRE-ES suspendeu sua divulgação após questionamentos sobre o questionário aplicado e os cenários apresentados aos entrevistados. Em junho, o tribunal declarou a pesquisa irregular e manteve a proibição.
As decisões não têm todas o mesmo fundamento nem significam que a Justiça tenha reconhecido manipulação em seis levantamentos. Nos casos mais recentes, as suspensões são liminares e se baseiam em dúvidas sobre a regularidade do registro, a identificação territorial da coleta ou o financiamento declarado. A Justiça ainda deverá analisar o mérito das ações pendentes.
Por: Léo Jr.
Justiça
Homem é preso ao tentar invadir a sede do STF em Brasília

Um homem foi preso no início da noite desta quinta-feira (1) ao tentar invadir o edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com informações das equipes de segurança da Corte, o homem tentou pular a grade de segurança e jogou uma mochila no telhado de uma parada de ônibus.
“Como ele arremessou uma mochila sobre o ponto de ônibus, tornou-se necessário acionar a Operação Petardo, com a adoção dos procedimentos previstos para averiguação de possível artefato explosivo”, informou o STF.
Neste momento, a Polícia Militar do Distrito Federal realiza uma operação com equipes do esquadrão antibomba. Mais tarde, a PM descartou bomba na mochila e encerrou a operação.
“O perímetro foi isolado e permanece sob controle das equipes, aguardando a chegada do Esquadrão Antibombas para avaliação e procedimentos de segurança”, informou a PMDF.
A Esplanada dos Ministérios foi fechada e a área do STF foi isolada para o trabalho de varredura.
No momento da tentativa de invasão, o presidente do STF, Edson Fachin, já tinha deixado o prédio. No sede, fica a presidência, o plenário, a diretoria-geral e área de imprensa do STF.
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