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A CEO que Levou a Petlove aos R$ 2,4 bilhões em Faturamento

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Aos sete anos, ao passar em frente a um colégio particular na Zona Norte de São Paulo e se impressionar com a dimensão da quadra esportiva, Talita Lacerda ouviu da mãe: “Você vai estudar aqui”. Filha de uma empregada doméstica e um marceneiro, ela não demorou a conseguir uma bolsa de estudos na instituição.

O episódio marcou o início de uma trajetória desenhada por quem aprendeu cedo a desafiar as estatísticas. “Muitas vezes ouvi que determinados espaços não eram para mim. A gente se sabota, então minha principal missão é provar que as pessoas não devem se colocar em caixinhas”, afirma a presidente da Petlove, maior ecossistema online de saúde e bem-estar animal do Brasil, à Forbes. “Não tem nada extraordinário sobre mim. Eu acreditei e fui atrás.”

No último mês, Talita completou cinco anos à frente da companhia, depois de atuar como investidora e conselheira. Sob a sua liderança, a empresa de 2.300 colaboradores fundada em 1999 deixou de ser apenas um e-commerce para operar como um ecossistema de saúde e bem-estar animal que reúne lojas físicas e online, assinaturas de produtos, atendimento veterinário, hospedagem, creche e pet sitter. O grupo tem pelo menos um ponto de atendimento em quase 400 cidades e está presente em 25 das 27 capitais brasileiras.

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Em 2025, a Petlove faturou R$ 2,4 bilhões e projeta crescer 40% em 2026. As assinaturas respondem por 79% do faturamento do varejo. O plano de saúde pet opera desde 2021 e avança em um mercado cuja penetração ainda é inferior a 2% no país. Já o clube de descontos do aplicativo, lançado em 2023, soma mais de 600 mil assinantes.

Agora, a empresa encara um novo desafio, após a fusão das rivais Petz e Cobasi, aprovada pelo Cade no final de 2025, que criou uma gigante no varejo pet brasileiro. “Acreditamos na importância de um mercado saudável para garantir a concorrência e a diversidade de ofertas”, diz a CEO da Petlove. “Vamos seguir nos diferenciando pelo pioneirismo e pela democratização do cuidado com os pets.”

Mão na massa e apetite ao risco

Entre sonhos de virar comissária de voo, jornalista e advogada, Talita acabou seguindo pela área de negócios, depois de conseguir uma bolsa para estudar administração na FGV (Fundação Getulio Vargas). “Minha mãe via que os chefes da empresa onde trabalhava eram formados na FGV e colocou isso na cabeça.”

A aposta deu certo: ela iniciou a carreira na área de finanças e depois foi para consultoria, no BCG (Boston Consulting Group). Usou as primeiras economias para fazer uma viagem ao redor do mundo e se encantou pela China. Decidiu aprender mandarim e, pelo conhecimento do idioma, recebeu uma proposta para ser expatriada e lançar a marca Sadia, da BRF, no país. “Foi ali que eu descobri o que amava fazer: estar com a mão na massa, executando.”

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Depois de concluir um mestrado nos Estados Unidos, retornou ao Brasil para ingressar na gestora SK Tarpon, tornando-se, em seguida, a segunda sócia da recém-criada Kamaroopin. Após liderar o primeiro aporte na Petlove, a gestora aproximou Talita das decisões estratégicas da companhia. Em 2021, ela foi incentivada pelo sócio a suceder o fundador, Marcio Waldman, e assumir a presidência da empresa.

Talita lidera uma equipe de mais de 2300 colaboradores na Petlove
Acervo pessoalTalita lidera uma equipe de mais de 2300 colaboradores na Petlove

No dia a dia da operação, a executiva une a bagagem corporativa à disciplina que aprendeu nas quadras — na juventude, cruzava a capital paulista da Zona Norte à Zona Leste para treinar handebol no Corinthians. “Comecei na escola e na quinta série passou a ficar sério. Às vezes, levava duas horas para chegar”, lembra. “O esporte é colaborativo, não é sobre ser o protagonista, é sobre criar oportunidades para alguém do seu time fazer o gol.”

Com o objetivo de consolidar a Petlove como a principal parceira dos médicos-veterinários, Talita projeta um legado que vai além de seu próprio nome. “O meu maior orgulho vai ser olhar alguns anos para a frente e ver uma organização perene, que continua crescendo”, diz. “A empresa não é a Talita, porque você tem a forma de operar e a cultura estabelecidas. Isso é o que transforma.”

Na entrevista a seguir, a CEO da Petlove reflete sobre as barreiras que precisou enfrentar ao longo da carreira, a cultura da empresa, os impactos da inteligência artificial e como a maternidade reconfigurou sua visão de liderança.

Confira os destaques da entrevista com Talita Lacerda, CEO da Petlove

Forbes: Você acaba de completar cinco anos como CEO da Petlove. Quais foram as maiores transformações da companhia sob a sua gestão?

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Talita Lacerda: Passamos por muita transformação. Éramos um e-commerce focado em compra recorrente e, hoje, nos tornamos um ecossistema diversificado. Temos produtos, serviços (banho, passeio), planos de saúde e, para o mundo veterinário, oferecemos desde software até laboratórios.

Houve também a virada para o modelo de assinatura: hoje, 79% do nosso faturamento no varejo vem de assinaturas pagas. Outra mudança foi consolidar uma cultura de execução muito forte. Eu gosto bastante de alguns princípios de gestão da Amazon, então temos uma estrutura de células, com líderes únicos e times dedicados para resolver problemas com autonomia e velocidade, sem perder o nosso DNA pioneiro de startup.

Como você garante a qualidade do serviço em uma operação que cresceu tanto e entrou em áreas complexas, como o plano de saúde?

Essa é uma meta coletiva, que afeta o bônus de todos os colaboradores, independentemente da área. A satisfação do cliente, medida pelo NPS (Net Promoter Score), está nos nossos OKRs. Temos uma cultura de focar em métricas de input: mapeamos tudo o que é importante para uma boa experiência, como ter uma clínica perto de casa ou a facilidade no agendamento, e temos times focados exclusivamente em melhorar isso.

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Como a inteligência artificial tem impactado a Petlove e a sua própria rotina como executiva?

A mudança é gigantesca. Na época do meu mestrado nos EUA, tive um foco grande em dados e machine learning, mas o trabalho era construir algoritmos preditivos e regressões. Hoje, a IA tem um nível de autonomia impressionante. O grande desafio é como dar o contexto certo para que ela funcione. Na Petlove, encorajamos todos a usarem: temos reuniões semanais de compartilhamento, plataformas de treinamento e áreas centrais focadas em aplicar a IA no atendimento, sempre com muito cuidado para garantir uma experiência fluida. No meu dia a dia, uso desde o básico para agendar reuniões e polir mensagens, até para montar dashboards de OKRs e analisar os dados das reclamações que chegam dos clientes.

Vocês conquistaram o selo Sistema B. Como foi esse processo e a preocupação com o impacto social?

Quando assumi como CEO, o meu sonho era garantir que a Petlove tivesse um impacto positivo e escalável na cadeia. Pensava muito na minha própria história: tenho um avô que era caminhoneiro e outro que trabalhava no Centro de Distribuição da Colgate. Nossa operação toca muitas vidas parecidas com as deles. A ideia era democratizar o acesso, permitindo que famílias das classes C e D também tivessem o direito de cuidar da saúde do seu pet, suprindo uma carência de serviços públicos.

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Para não ficar em uma ideia etérea, fomos pesquisar. Falei com uma executiva que veio da Natura e ela estruturou como poderíamos medir isso. Foi o que nos guiou para o selo Sistema B. Também criamos um ambiente onde os colaboradores podem ter ações da companhia e acessar benefícios igualitários, como a licença parental.

Olhando para trás, como foi a sua trajetória profissional, desde a infância na Zona Norte de São Paulo até a cadeira de CEO?

Minha mãe começou a vida como empregada doméstica e meu pai, como marceneiro. Eles me deram uma casa com muito amor e garra. O primeiro ponto de virada foi conseguir uma bolsa de estudos em um colégio particular, aos sete anos, graças a uma assistente social. Foi uma adaptação difícil, porque eu convivia com pessoas de realidades econômicas muito diferentes. Não tinha uniforme novo, usava um doado, com joelheira. Isso me ensinou, desde nova, a me adaptar.

Quando criança, quis ser aeromoça e depois jornalista, só porque meu sonho era viajar o mundo. Depois, por causa do meu senso de justiça, achei que queria ser advogada. Mas minha mãe conseguiu um emprego em uma empresa, viu que os chefes eram formados na FGV e colocou isso na cabeça. Toda vez que eu falava de uma profissão nova, ela me desanimava e dizia: “Faz GV primeiro, depois você faz Direito”. Ela me direcionou e eu consegui passar com bolsa. Na FGV, acabei indo para finanças, mas logo percebi que queria entender a fundo as empresas e fui para consultoria, no BCG.

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E como você foi parar na China?

Com o dinheiro que juntei no começo da carreira, fui fazer uma volta ao mundo. Passei pela China, me encantei e decidi que queria falar mandarim. Fui passar férias em Pequim para estudar e, em determinado momento, recebi uma proposta para lançar uma operação da BRF por lá. Fiquei quase três anos e descobri minha paixão por colocar a mão na massa. Depois, fui fazer um mestrado nos Estados Unidos junto com o meu marido.

Acervo pessoalTalita passou quase três anos morando e trabalhando na China

Ao voltar para o Brasil, me juntei à gestora Tarpon, que estava criando a Kamaroopin com o Pedro Faria. Fui a segunda sócia. Nosso primeiro investimento foi a Petlove. Eu ficava no prédio vizinho e comecei a vir ajudar o Márcio no dia a dia, com recrutamento e estratégia. Até que um dos sócios me disse que eu deveria ser a CEO quando abriu o processo de sucessão. Fui candidata achando que jamais passaria, mas passei.

Você teve lideranças femininas que te inspiraram ao longo da carreira?

Profissionalmente, tive líderes maravilhosas, como a Flávia Faugeres na BRF. Também tive homens que abriram portas, como o Daniel Azevedo, no BCG, e o próprio Pedro Faria, que sempre me mentorou. Hoje, faço questão de retribuir participando de programas de mentoria com mulheres, empreendedores e crianças carentes.

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Como a maternidade impactou a sua carreira e as suas ambições?

Tive a minha primeira filha no meio do mestrado nos EUA. Não foi planejado. Tive que levá-la para amamentar durante as aulas, mas fazia uma boa dupla com meu marido. A maternidade colocou minha motivação em outro lugar: querer deixar um mundo melhor para elas. Mas o principal foi a gestão do tempo. Aprendi a dizer “não”, o que foi uma das grandes viradas da minha carreira. Antes, eu dizia sim para tudo, virava noites. Ter filhos me ensinou a priorizar.

Quais outras lições você aprendeu ao longo do tempo?

Aprendi a parar de pedir permissão e, às vezes, pedir perdão. No começo, eu achava que a oportunidade viria até mim. Depois, entendi que você precisa se posicionar, ser assertiva na comunicação e criar a sua chance.

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Para manter o ritmo de crescimento, como você planeja o futuro da companhia?

Nós trabalhamos muito com objetivos Moonshot. Primeiro, nós sonhamos alto e desenhamos o que queremos para daqui a cinco anos. Depois, traduzimos esse sonho em metas para um ano. E, por fim, quebramos esse um ano em passos de execução de três meses. É um passo por vez. Se o meu sonho lá na frente é ter um NPS de 90, o que eu preciso fazer nos próximos três meses para chegar lá? Vamos testando e adaptando.

Como é a sua rotina hoje?

Acordo à 5h da manhã, faço exercícios e levo as crianças na escola antes de vir para o escritório. Tenho o compromisso de chegar mais cedo em casa pelo menos uma vez por semana para colocar minhas filhas para dormir, e tento sempre jantar com meu marido. Uma vez por semana faço home office. Os finais de semana são 100% da família. Desconectamos, cozinhamos juntos e jogamos muito jogo de tabuleiro. Na adolescência eu era bem nerd com isso, adorava, e agora compro vários para jogar com as crianças. Também pinto quadros com a minha filha.

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A sua mãe foi uma grande influência na sua vida e na carreira. Tem alguma memória ou lição dela que te acompanha até hoje?

Minha mãe é meu exemplo número um. Lembro de uma vez em que ela me levou para o interior, onde tentaria vender produtos. Ela não conseguiu fazer a venda no primeiro dia e chegou a chorar. Acabamos em uma pousada simples e ela convenceu o dono a nos deixar dormir lá, prometendo pagar no dia seguinte. Eu fiquei super preocupada, mas ela disse: “Vou fazer dar certo”. No outro dia, ela vendeu, pagou a pousada e ainda me levou para tomar sorvete. Ela sempre teve essa determinação.

Você tem algum pet em casa?

Temos a May, nossa cachorrinha que adotamos cinco anos atrás, pouco antes de eu entrar na Petlove. A minha mãe, que é a “pet lover raiz”, também tem. Ela dorme com os pets e me manda sugestões de melhorias para a empresa o tempo todo (risos).

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Talita com sua cachorra, May
DivulgaçãoTalita com sua cachorra, May

Quais são os seus próximos objetivos à frente da Petlove?

Queremos ser a marca mais amada do Brasil e de maior confiança para os veterinários. Também queremos estar entre as melhores empresas para trabalhar — hoje somos a terceira do varejo segundo o ranking da Great Place To Work, mas a ambição é estar entre as melhores globais. Meu objetivo é garantir que a empresa continue escalando sem perder sua essência.

E na vida pessoal?

Quero ver minhas filhas se tornarem mulheres independentes e felizes. Queremos manter a tradição de viajar todo ano para conhecer uma cultura nova — o próximo destino é a China e Taiwan, já que elas começaram a estudar chinês. Quem sabe, em um futuro bem distante, quando eu me aposentar, eu abra uma floricultura junto com uma livraria para viver ali, fazendo arranjos e tendo uma vida bem tranquila.

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Jeff Bezos diz que IA levará à escassez de mão de obra

Redação Informe ES

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A inteligência artificial levará à escassez de mão de obra, e não à substituição dos seres humanos, previu Jeff Bezos, fundador da Amazon, em uma participação bastante otimista na conferência de tecnologia VivaTech, realizada em Paris na quarta-feira (17).

Bezos apresentou uma visão otimista de como a tecnologia ajudará a humanidade, falando sobre projetos como sua empresa espacial Blue Origin e sua nova startup de IA, a Prometheus, que tem como objetivo acelerar a fabricação de produtos físicos.

“Sei que há muita preocupação por parte de muitas pessoas, inclusive de muitas pessoas inteligentes, de que a IA vá tornar os seres humanos desnecessários e assim por diante”, disse Bezos. “Discordo totalmente desse ponto de vista. E acho que, na verdade, a IA vai causar escassez de mão de obra.”

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Metade dos norte-americanos teme que o avanço da IA possa deixá-los ou a alguém de sua família sem emprego, segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada este mês.

Bezos, a quarta pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio líquido de cerca de US$ 250 bilhões, argumentou que as pessoas têm coisas “infinitas” para fazer e estão atualmente limitadas por barreiras que, segundo ele, a IA iria reduzir.

Um dos objetivos da exploração espacial é transferir as indústrias poluentes para fora da Terra, disse Bezos, cuja Blue Origin pretende competir com a SpaceX , do trilionário Elon Musk, no setor de foguetes.

“Se as viagens espaciais se tornarem confiáveis e baratas o suficiente, e pudermos obter materiais de asteroides, objetos próximos à Terra e da Lua, então este planeta-jardim poderá retornar ao seu estado anterior à Revolução Industrial”, disse Bezos.

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Ao lado de Bezos estava o presidente-executivo da Blue Origin, David Limp, que disse que a reconstrução da plataforma de lançamento da empresa para os foguetes New Glenn já começou na Flórida, após uma explosão em maio.

Musk também apresentou uma visão ambiciosa para o espaço antes da abertura de capital da SpaceX na semana passada, incluindo planos para criar cidades na Lua e em Marte. Em uma entrevista com o presidente-executivo do JP Morgan, Jamie Dimon, na semana passada, ele falou sobre lançar centros de dados de IA ao espaço e passar férias na Lua.

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Quem é Vozinha, goleiro do Cabo Verde que fechou o gol e fez história na Copa do Mundo

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A seleção de Cabo Verde estreou na Copa do Mundo com um feito histórico na segunda-feira (15): um empate em 0 a 0 contra a campeã europeia Espanha. O grande nome da partida em Atlanta foi o goleiro e capitão da seleção cabo-verdiana, Vozinha, eleito o melhor em campo.

Aos 40 anos, ele deixou o gramado em lágrimas, cercado pelos companheiros, em um momento definido pelo técnico Bubista como um “choro de resiliência”. O detalhe que mais chama a atenção do mercado esportivo, no entanto, é o seu status profissional: o herói do jogo está, atualmente, sem clube.

A trajetória de Vozinha

Diferente do padrão do futebol de elite, Vozinha não teve formação em categorias de base. Autodidata, ele só se profissionalizou aos 25 anos, no Progresso do Sambizanga, de Angola. Desde então, construiu uma carreira no mercado europeu: passou por equipes como Zimbru (Moldávia), Gil Vicente (Portugal), AEL Limassol (Chipre) e AS Trencin (Eslováquia).

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Nas duas últimas temporadas, defendeu o Chaves, da segunda divisão portuguesa, de onde se despediu no início deste mês. Sem um novo contrato firmado, sua atuação no Mundial atraiu a atenção de torcedores de vários países e rendeu 9,1 milhões de seguidores apenas no Instagram.

De Josimar a Vozinha

Nascido na ilha de São Vicente em 3 de junho de 1986, durante a Copa do México, o goleiro foi batizado pelo pai como Josimar José Évora Dias. A escolha foi uma homenagem ao lateral-direito do Brasil e do Botafogo que brilhava naquela edição, após as autoridades locais barrarem a primeira opção de nome: Valdano, atacante argentino.

Já o apelido que o tornou conhecido surgiu na infância, quando cresceu ao lado dos avós. O garoto costumava jogar contra adversários mais velhos e não aceitava perder em campo. Quando corria frustrado para buscar o amparo dos avós, os amigos o provocavam chamando-o de “Vozinha”. O que era motivo de irritação virou uma marca registrada e um tributo à sua família.

Próximos passos na Copa do Mundo

Cabo Verde é o terceiro país com menor população a disputar uma Copa do Mundo e transformou o empate na estreia em um marco nacional. O foco agora se volta para a fase de grupos: o próximo jogo será neste domingo (21), às 19h, contra o Uruguai, em Miami, seguido pelo confronto contra a Arábia Saudita, na sexta-feira (26), em Houston.

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Árbitro impedido de entrar nos EUA para a Copa receberá cachê integral da Fifa

Redação Informe ES

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O árbitro de futebol somali Omar Abdulkadir Artan, a quem foi negada a entrada nos Estados Unidos para apitar a Copa do Mundo, receberá o valor total de sua remuneração pelo torneio.

O governo Trump afirmou que os Estados Unidos negaram a entrada de Artan para a Copa do Mundo devido às suas ligações com “suspeitos de pertencerem a organizações terroristas”.

Uma fonte com conhecimento do assunto disse que, apesar de Artan não participar da Copa do Mundo, a Fifa se comprometeu a pagar seu cachê.

Artan, eleito o melhor árbitro africano do ano em 2025, estava prestes a se tornar o primeiro somali a apitar o maior evento do futebol mundial, mas foi barrado pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

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No entanto, ele foi recebido como herói quando voltou para casa, e a entidade europeia de futebol Uefa o selecionou para apitar a Supercopa da Europa entre Paris Saint-Germain e Aston Villa em agosto.

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