Economia
Com incentivo do Estado, fábrica de ônibus expande atividades em São Mateus

A multinacional brasileira Marcopolo está expandindo a fábrica instalada no município de São Mateus. O vice-governador e secretário de Desenvolvimento do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, acompanhado do presidente da Federação das Indústrias, Paulo Baraona, e do CFO da empresa, Pablo Motta, realizou visita técnica à unidade para acompanhar de perto o avanço na capacidade produtiva.
Inscrita no Programa de Incentivo ao Investimento no Estado do Espírito Santo (Invest-ES), a empresa vai investir R$ 260 milhões na nova linha de produção de ônibus 100% elétrico, desenvolvido com carroceria e chassi próprios. A expansão da fábrica vai abrir 500 novas vagas de emprego até 2025.
O vice-governador destacou a importância estratégica do projeto para o Espírito Santo. “Estamos aqui no dia em que a fábrica está finalizando a produção do primeiro ônibus convencional que será exportado, levando o nome e o trabalho do Espírito Santo para outros países. Aqui já são 2000 colaboradores na fábrica da Marcopolo, e com esses novos investimentos, serão criadas pelo menos mais 500 novas vagas de emprego, e ainda mais oportunidades de trabalho para os capixabas”, disse.
Ricardo Ferraço disse ainda que a novidade é animadora, pois comprova na prática os resultados das políticas econômicas do Governo do Estado. “Temos essa rotina de visitar os empreendimentos, constatar o que está sendo feito, conversar com colaboradores, ver o desenvolvimento acontecer. No Sul, no Norte e na Grande Vitória temos instrumentos e incentivos eficientes para impulsionar a implantação e o crescimento de indústrias e empresas dos mais diversos ramos, o que gera novas oportunidades às pessoas”, complementou.
Durante a visita, os colaboradores da empresa expressaram o impacto positivo que a fábrica tem tido em suas vidas e na comunidade local. “Eu moro em São Mateus, e a empresa é bem próxima da cidade. Temos ônibus que nos buscam na porta de casa, e nos levam até a empresa. Até o momento, nesse emprego, já consegui comprar o meu carro. Tenho muito orgulho de trabalhar aqui, e estou muito feliz”, afirmou Neiva Maria, preparadora de superfície na fábrica da Marcopolo, em São Mateus.
A primeira unidade do Marcopolo elétrico Attivi tem previsão de estar pronta em outubro. A fábrica, que atualmente produz até 20 veículos por dia, o que representa 70% de sua capacidade produtiva, passará a produzir 26 ônibus no mesmo período. Além de gerar empregos e fortalecer a cadeia produtiva da região, o projeto deve acelerar o compromisso firmado pelo Governo do Estado em adquirir 50 ônibus elétricos para a frota do Sistema Transcol até o início de 2025.
Invest-ES
Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento (Sedes), o Programa de Incentivo ao Investimento no Estado do Espírito Santo (Invest-ES) é instrumento de política pública que tem por objetivo contribuir para a expansão, modernização e diversificação dos setores produtivos do Espírito Santo, estimulando a realização de investimentos, a implantação e a utilização de armazéns e infraestruturas logísticas existentes, renovação tecnológica das estruturas produtivas, otimização da atividade de importação de mercadorias e bens e o aumento da competitividade estadual, com ênfase na geração de emprego e renda e na redução das desigualdades sociais e regionais.
Para solicitar informações e adesão ao incentivo fiscal, basta acessar o endereço www.sedes.es.gov.br.
Marcopolo
A Marcopolo é a maior fabricante de carrocerias de ônibus do Brasil, e uma das maiores do mundo. Fundada em 1949, na cidade de Caxias do Sul – RS, a empresa tem planta industrial consolidada no município de São Mateus -ES e alcança mais de 120 países distribuídos pelos cinco continentes, tornando-se uma referência mundial na fabricação de carrocerias de ônibus, e em soluções de eletromobilidade.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Imprensa da Vice-Governadoria
Léo Júnior
(27) 99999-9422
Assessoria de Comunicação da Sedes
Lucas Mello
(27) 3636-9708
comunicacao@sedes.es.gov.br
Economia
Fundo Soberano do Espírito Santo chega a R$ 2,93 bilhões, o dobro desde 2023

O Fundo Soberano do Espírito Santo chegou a R$ 2,934 bilhões em patrimônio em 1º de outubro, quase R$ 58 milhões a mais do que o valor registrado um mês antes. A alta foi de aproximadamente 2% sobre os R$ 2,876 bilhões informados em 1º de setembro.
A dimensão do fundo fica mais clara na comparação histórica. No encerramento de 2023, o patrimônio líquido do Funses era de R$ 1,461 bilhão. Em menos de três anos, portanto, o volume mais que dobrou.
Criado em 2019, o Funses recebe principalmente recursos provenientes de royalties e participações especiais da exploração de petróleo e gás natural. O conselho gestor define anualmente os percentuais destinados ao fundo, respeitando os mínimos previstos para essas receitas.
O modelo foi estruturado com duas funções. Uma delas é formar poupança de longo prazo para reduzir a exposição das contas estaduais às oscilações das receitas do petróleo e gás. A outra permite aplicar recursos em ativos e empresas com potencial de contribuir para o desenvolvimento econômico do Espírito Santo.
Um dos instrumentos dessa segunda frente é o FIP Funses 1, criado com aporte inicial de R$ 250 milhões. Operado pelo Bandes, o fundo de participações investe em empresas de diferentes segmentos, incluindo tecnologia, saúde, energia renovável, agronegócio, logística e indústria.
A atualização de outubro não detalha quanto dos quase R$ 58 milhões adicionados ao patrimônio desde setembro veio de novos repasses de royalties e participações especiais e quanto corresponde à valorização ou ao rendimento dos ativos. Por isso, o avanço não pode ser tratado integralmente como ganho financeiro.
Economicamente, o dado mostra a escala que o Fundo Soberano passou a ocupar no Espírito Santo. Com patrimônio próximo de R$ 3 bilhões, o Estado amplia uma estrutura criada para converter parte das receitas de uma atividade finita em poupança de longo prazo e capital para investimentos. O impacto sobre a economia, porém, depende de quanto desse patrimônio será efetivamente direcionado a novos negócios e projetos.
Economia
Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 a partir desta quinta

O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central (BC) retirou o teto específico de R$ 500 por transação para essa modalidade de pagamento. Com a mudança, o cliente poderá pedir ao banco o aumento ou a redução dos limites aplicados às operações, que continuarão sujeitos às regras de segurança de cada conta.
A alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho. A medida também alcança transações realizadas por Código QR, chaves de acesso e operações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance (mecanismo de compartilhamento de dados entre instituições financeiras).
Na prática, o fim do teto de R$ 500 não significa que o usuário poderá fazer pagamentos de qualquer valor automaticamente. O limite continuará sendo determinado pelas configurações de segurança e pelos valores estabelecidos para cada cliente.
O que muda
Até agora, o Pix por aproximação tinha uma restrição específica: cada transação realizada pela modalidade não poderia ultrapassar R$ 500.
A partir de 1º de outubro:
- o teto fixo de R$ 500 deixa de existir;
- o cliente poderá pedir aumento ou redução dos limites;
- os pagamentos poderão superar R$ 500, desde que estejam dentro dos limites da conta;
- o banco deverá disponibilizar uma ferramenta de gerenciamento no aplicativo;
- as regras gerais de segurança do Pix continuam valendo.
Não haverá, portanto, um novo teto único para substituir os R$ 500. Um cliente poderá fazer uma transação de R$ 600 ou de R$ 1 mil por aproximação se o limite de sua conta permitir.
Como ajustar
A mudança do limite será feita pelo aplicativo da instituição financeira. A ferramenta deverá permitir que o cliente gerencie os valores autorizados para esse tipo de operação.
O procedimento pode variar conforme o banco, mas a lógica será:
- acessar o aplicativo da instituição;
- localizar as configurações do Pix;
- acessar a área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação;
- pedir o aumento ou a redução do valor permitido;
- seguir as etapas de autenticação exigidas pelo banco.
A retirada do teto específico de R$ 500, portanto, não elimina os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas.
Como funciona
O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados.
Disponível desde fevereiro de 2025, a modalidade pode ser usada diretamente pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis.
Para usar o recurso por meio de uma carteira digital, é necessário primeiro vincular a conta bancária ao serviço.
Para ativar
- abra a carteira digital do celular;
- escolha a opção de vincular uma conta;
- aplicativo do banco será acionado;
- autorize a vinculação do Pix por aproximação.
Depois de configurado, o pagamento segue uma dinâmica semelhante à de um cartão cadastrado no celular.
Para pagar
- informe ao estabelecimento que fará o pagamento via Pix;
- confira os dados e o valor da cobrança;
- aproxime o celular da máquina;
- faça a autenticação exigida;
- confirme o pagamento.
Dependendo da configuração do banco e da carteira digital, pode ser necessário autenticar a operação antes da conclusão.
Atenção aos golpes
A possibilidade de realizar pagamentos maiores por aproximação exige atenção redobrada do usuário. Como o celular pode concluir a operação sem que seja necessário abrir o aplicativo bancário em determinadas situações, é importante conferir o valor e os dados da cobrança antes de autorizar o pagamento.
Entre os principais cuidados estão:
- conferir o valor exibido na maquininha e no celular;
- verificar o estabelecimento antes de aproximar o aparelho;
- manter bloqueio de tela e mecanismos de autenticação ativos;
- não entregar o celular desbloqueado a terceiros;
- acompanhar as notificações das transações;
- revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo do banco.
Modalidade em expansão
Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento utilizados no país. Em agosto, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações.
O Pix por aproximação, no entanto, ainda engatinha para conquistar o interesse do usuário. Em agosto, a modalidade registrou apenas 2 milhões de transações, apenas 0,06% do total de operações no mês.
Apesar da baixa adesão, o volume de transações do Pix por aproximação cresce de forma expressiva. Em janeiro, o total de operações na modalidade somou 1,06 milhão.
Economia
Número de transações com Pix caem 10% após proibição de bets

O número de transações realizadas por Pix caiu 10% nos três dias seguintes à publicação da medida provisória (MP) que proibiu as apostas esportivas online, conhecidas como bets. De sábado (26) a segunda-feira (28), foram registradas 608,6 milhões de operações, volume inferior à média observada nos mesmos dias das quatro semanas anteriores.
Os dados são do Banco Central e consideram as operações liquidadas pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI). A queda foi observada nos três dias analisados, mas os números, isoladamente, não permitem estabelecer uma relação direta entre a redução das transações e a proibição das apostas.
Números do Pix
A comparação feita pelo Banco Central considera a média de transações registrada nos quatro sábados, domingos e segundas-feiras anteriores.
• Sábado (26): 229,6 milhões de transações, queda de 11%;
• Domingo (27): 165,9 milhões, recuo de 12%;
• Segunda-feira (28): 213 milhões, baixa de 7,4%;
• Total: 608,6 milhões de operações;
• Queda acumulada: 10%.
Os dados correspondem ao número de operações, e não ao valor financeiro movimentado pelo sistema.
Valores
Os números também mostram queda de 15,5% em relação aos valores movimentados nos três mesmos dias da semana anterior.
• Sábado (26): R$ 33,23 bilhões, queda de 10%;
• Domingo (27): R$ 18,87 bilhões, recuo de 20,6%;
• Segunda-feira (28): R$ 131,48 bilhões, baixa de 16%;
• Total: R$ 183,58 bilhões em operações;
• Queda acumulada: 15,5%.
A redução ocorreu imediatamente após a publicação da MP, na sexta-feira (25), que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas esportivas on-line.
A coincidência entre os períodos, porém, não permite concluir que a medida contra as bets tenha sido a causa da queda nas transações. Outros fatores podem influenciar a quantidade de operações realizadas por Pix ao longo de um determinado período.
O Banco Central não respondeu se a queda decorre da publicação da MP.
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