Esporte
Bruno Malias fez quase 10% dos 400 gols do Brasil no Mundial e crê no hexa

Capixaba fez história na Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA
Com uma vitória emocionante por 8 a 4 sobre o Japão, o Brasil chegou, oficialmente, à marca de 400 gols marcados em sua história na Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA™. O capixaba e ex-jogador Bruno Malias – para sempre importante neste esporte – fez quase 10% desses gols: no total, ele balançou as redes 39 vezes e se tornou o maior artilheiro de todos os tempos da Seleção no Mundial.
Porém, ao ser procurado pela FIFA , o tetracampeão mundial deu a entender que nunca tinha pensado nesta porcentagem. E fiquei totalmente orgulhoso, é claro.
“Uau. Isso é incrível. Dá um orgulho danificado e acaba passando um filme na cabeça porque relembra os grandes momentos, as grandes equipes em que joguei, as Copas disputadas e vencidas… Isso traz nostalgia e uma memória afetiva muito positiva para mim, muito legal mesmo. Contribuir com a nossa nação e a nossa pátria dessa maneira, com o que eu me comprometo a fazer, me deixa muito feliz”, respondeu ele.
Apesar de a Seleção ter grandes talentos individuais com potencial goleiro, Bruno tem confiança na força coletiva da atual equipe brasileira. Ele tem amigos no elenco que, em 2024, está em busca do sexto título do Brasil na Copa de Beach Soccer da FIFA.
A lista de possíveis goleiros mencionados por ele tem Edson Hulk, Rodrigo, Alisson, Catarino, Filipe, Mauricinho e o xará Bruno Xavier. “Nós temos excelentes resultados. A gente não pode esquecer também que o jogo do beach football tem uma dinâmica muito diferente, os defensores podem surpreender e fazer gols também”, avaliou.
“E nós temos o Bobô [foto abaixo] e o Teleco, goleiros que jogam bem com a bola. Então, a gente acaba trazendo para o nosso jogo o que há de mais contemporâneo. Eu acho que o forte da Seleção é realmente o conjunto e a força do grupo. Mas, é claro, a responsabilidade sobra para os aventureiros, e eles estão dando conta do recado”, opinou.
Confiança e fé no hexa
Apesar da alegria com a Seleção, nem mesmo um tetracampeão mundial como Bruno é capaz de prever o futuro. Mas ele acredita que o tão sonhado “hexa” do Brasil está cada vez mais perto. Já que o sexto título desejado não foi conquistado nos gramados nas últimas edições da Copa do Mundo da FIFA™, então que seja na areia!
“Muito legal, eu acredito! Acredito muito, sim, nessa geração da Seleção. Eu acho que é o momento de ganhar o hexa e torcer por uma evolução ainda maior da modalidade no Brasil, pela continuidade desse processo, para que se tenha cada vez mais jogos disputados no país e mais jogadores. Para que a gente possa diversificar esse plantel e ter jogadores de todo o Brasil na Seleção. É um sonho”, afirmou o artilheiro histórico.
A mensagem dele para os jogadores atuais do Brasil foi transmitida de orgulho: “Acreditem! Reiterem comportamento esse vencedor que a gente vem tendo nessa Copa do Mundo, uma intenção muito grande ao defender e ao atacar. Acreditem e lutem até o final. A glória está na luta, no fim das contas. A gente não sabe se vai ganhar ou vai perder, mas o controle da luta, da sua entrega, da sua atitude, você tem.”
Porém, se quiser ter uma chance concreta de erguer o troféu, o Brasil terá de passar pelo Irã na semifinal. Um adversário difícil e competente, que acabou de eliminar os anfitriões dos Emirados Árabes Unidos em plena areia de Dubai: “Vai ser um jogo muito difícil, muito treinado. O Irã tem uma equipe muito forte, com dois goleiros muito bons, e por isso tem a predominância também do jogo de superioridade numérica.”
Brasil aprendeu com derrotas
Por ter avançado para a semifinal, o Brasil já superou as suas últimas duas campanhas no Mundial: em 2019 e 2021, o time brasileiro caiu nas quartas de final.
No entanto, grandes vencedores como Bruno Malias sabem que, às vezes, uma derrota é a melhor professora que se pode ter na vida e no desporto.
“Essa geração aprendeu muito com a derrota. São vencedores, vitoriosos, mas a trajetória da Seleção nos últimos anos teve derrotas e se tornou todos mais capazes de enfrentar momentos de adversidade. A gente precisa considerar isso olhando para o passado recente, com a evolução do esporte fora do Brasil”, explicou.
“No esporte e na vida, a gente vai ganhar e vai perder, né? Inclusive, no futebol de praia, só existe vitória ou derrota. (risos) O importante é saber o que fazer com a derrota e aprender com ela. É mais fácil aprender com a vitória, é claro, mas a derrota ensina muito. E a gente vem conseguindo aprender. Hoje, o Brasil está entre os tempos que mais se aproximam da vitória”, elogiou o goleiro.
Desde que ele conquistou sua primeira Copa do Mundo de Beach Soccer, em 2006, o esporte evoluiu muito. Inevitavelmente, este ponto criou dificuldades novas para o Brasil, mas, na visão dele, tornou o jogo ainda mais bonito: “Hoje os jogos são mais parelhos. O jogo é mais intenso, mais bonito de se ver e mais acrobático.”
Aplausos aos Emirados Árabes Unidos
A eliminação diante do Irã certamente entristeceu a torcida dos Emirados Árabes Unidos, mas Bruno Malias – que trabalhou como auxiliar técnico da seleção emiradense em 2019 – fez muitos elogios à equipe em sua primeira disputa de mata-mata e à maneira como o país-sede tem lidado com o Mundial em 2024. Quinze anos depois desde a primeira vez em que foi anfitriã da Copa de Beach Soccer, a nação volta a ser palco do torneio.
“Eles continuam apostando no futebol de praia. Eu vivi o que aqueles meninos viveram e acreditei que Dubai e os Emirados Árabes Unidos podem dar mais pelo jogo; montar uma liga é o próximo passo. Mas preciso parabenizar mesmo. Estou muito feliz. Parabéns ao técnico Victor [Vasques, que em 2019 era treinador de goleiros]. Parabéns ao capitão Walid [foto abaixo], embaixador do futebol de praia”, exaltou.
“Tenho lembranças muito legais do tempo que passei em Dubai. Eu formei uma grande família lá e foi muito importante para o meu crescimento pessoal, para enxergar o mundo de outra maneira. Eu lutava para que os bastidores fossem um pouco mais tranquilos para que os meninos exercessem a profissão e jogassem bola mais tranquilos. Espero que esse resultado sirva para alavancar o esporte em todos os países árabes.”
Como auxiliar técnico, Bruno foi uma peça na enorme evolução do futebol de praia nos Emirados Árabes. “Fico feliz que eles tenham se protegido disso: acreditar até o final, lutar, se entregar e entender que são capazes. Acho que deixei lá com essas questões psicológicas externas para a prática. Algo a gente deixou”, disse ele, orgulhoso.
Fonte: FiFa
Esporte
Espanha domina Argentina, vence na prorrogação e leva o bi da Copa

Foram 16 anos de espera até que uma nova e talentosa geração recolocasse a Espanha no topo do futebol. Muitos dos ídolos da conquista de 2010, na África do Sul, estiveram em Nova Jersey neste domingo (19). Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Andrés Iniesta – autor do gol daquele título – e até mesmo Joan Capdevilla, liberado de última hora para viajar aos Estados Unidos e que chegou lá a tempo de se emocionar com a sonhada segunda estrela. Sim, a Fúria (apelido da seleção espanhola) é, mais uma vez, campeã da Copa do Mundo.
Os espanhóis tiveram pela frente os atuais donos da taça. A vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação, após um verdadeiro “amasso” durante 120 minutos de jogo, colocou a seleção europeia no grupo seleto de bicampeões mundiais, que também tem Uruguai e França – além, claro, daqueles com três ou mais títulos, como os próprios argentinos e, o maior de todos os ganhadores e único penta, o Brasil.
Diferentemente de 2010, o herói do título saiu do banco de reservas. Mas, Ferran Torres e Iniesta têm algo em comum. No momento em que decidiram a Copa para a Espanha, ambos representavam o Barcelona. Ao contrário do ex-meio-campista, revelado no clube catalão, o atacante de 26 anos é cria do Valência e passou pelo Manchester City (Inglaterra) antes de chegar ao Barça.
Com a sexta menor média de idade da Copa (26,2), a Fúria deixou um recado claro para 2030, quando será uma das sedes: é favorita para buscar o tri. Afinal, possui nomes como os meias Gavi e Pedri e o atacante Nico Williams – que sequer terão completado 30 anos – a caminho do terceiro Mundial. Mesmo os veteranos do elenco, como o volante Rodri (terá 34 anos) ou o lateral Marc Cucurella (32), podem muito bem chegar lá.
E o que dizer de Lamine Yamal? O atacante de 19 anos é o mais jovem campeão mundial desde Ronaldo, que tinha 17 anos no tetra, em 1994. Detalhe: o brasileiro nem a campo foi naquela campanha, enquanto Yamal é simplesmente a estrela da companhia espanhola – apesar de atuação discreta neste domingo. O craque se tornou, também, o quarto mais novo da história a vencer uma Copa. O líder da estatística? Pelé, na Suécia, em 1958, com 17 anos e 249 dias.

Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Final – Spain v Argentina – New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. – July 19, 2026 Spain’s Rodri lifts the trophy with teammates after winning the World Cup REUTERS/Kai Pfaffenbach – REUTERS/Kai Pfaffenbach/Proibida reprodução
A Espanha ainda atingiu dois marcos históricos com a conquista deste domingo. É a primeira vez que um país assegura, de forma simultânea, os títulos mundiais em ambos os gêneros. A Fúria foi a campeã do mundo feminina em 2023, na edição realizada na Austrália e na Nova Zelândia. No ano que vem, o Brasil sediará a Copa das mulheres. Será a vez das espanholas tentarem manter a unificação das taças.
Além disso, a Espanha tornou-se a seleção com mais jogos de invencibilidade na história – e justamente em uma final de Copa. Com o triunfo sobre a Argentina, são agora 38 partidas sem derrotas, superando a sequência da Itália entre 2018 e 2021. Curiosamente, a série positiva teve início contra o Brasil de Dorival Júnior, em um empate por 3 a 3, em 26 de março de 2024, na capital Madri.
Do lado argentino, frustração pelo adiamento do sonho do tetra e do desejo de “vingar” a Copa de 1994, também nos Estados Unidos, quando Diego Maradona foi suspenso durante o torneio por doping. Sem esquecer do adeus de Lionel Messi às Copas. Aos 39 anos, no sexto Mundial da carreira, o camisa 10 se despede com o título de 2022, dois vices (2014 e 2026) e o posto de segundo maior artilheiro da história do evento, com 21 gols.
Durante boa parte da Copa, Messi liderou a estatística, assumida na estreia, na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia. Ele, porém, foi ultrapassado no último sábado (18) pelo também atacante Kylian Mbappé. O francês chegou a 22 gols na derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, em Miami (Estados Unidos), na disputa do terceiro lugar.

Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Final – Spain v Argentina – New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. – July 19, 2026 Spain’s Rodri kisses the World Cup trophy during the trophy presentation REUTERS/Dylan Martinez – REUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução
Futebol? Teve pouco
Depois de um sábado repleto de gols e ainda com a memória da movimentada final de 2022, com quatro gols no tempo normal e dois na prorrogação, a expectativa era de um primeiro tempo tão animado quanto neste domingo. Bem longe disso. Com atuações abaixo do que podem apresentar, Espanha e Argentina demonstraram nervosismo e não saíram do zero.
A Fúria teve a iniciativa e as únicas oportunidades de gol, ainda que nenhuma dela realmente clara. Aos quatro minutos, Yamal tabelou com o meia Dani Olmo, invadiu a área pela direita e finalizou, mas o chute desviou no zagueiro Lisandro Martínez e facilitou a defesa de Dibu Martínez.
Corta, então, para os 38 minutos, quando o meia Fabian Ruiz acionou Olmo na entrada da área e o meia, com um leve toquinho de calcanhar, ajeitou para Mikel Oyarzabal, de frente para o gol. O atacante poderia ter devolvido para Ruiz, que passava sozinho pelas costas da marcação na esquerda, mas tentou o chute de primeira, parando em Dibu.
Já aos 42, foi a vez do lateral Marc Cucurella, acionado pela esquerda, bater cruzado, de fora da área, e mandar a bola rente à trave. Foi o último lance de perigo da primeira etapa. A Argentina não conseguiu efetuar nenhuma finalização antes do intervalo.

SOCCER-WORLDCUP-ESP-ARG/, por Reuters/Jeenah Moon/Proibida reprodução
Ataque contra defesa
A pressão espanhola se intensificou na volta para o segundo tempo. Com menos de um minuto, o volante Ezequiel Paredes – que tinha acabado de entrar, no lugar do meia Nico González – errou o passe na intermediária e a bola ficou com Alex Baena. O atacante carregou até a entrada da área e arrematou no canto esquerdo, mas Dibu se esticou para agarrar.
Sem deixar os argentinos passarem do meio-campo, a Espanha encurralava os sul-americanos com marcação, pressão e troca rápida de passes, procurando espaço para finalização. Como aos 18, quando Olmo recebeu do meia Pedri (que substituiu Fabián Ruiz) na entrada da área e chutou. Dibu salvou e evitou o primeiro gol.
Três minutos depois, foi a vez de Yamal ser lançado na área pela direita e fazer o cruzamento praticamente em cima da linha de fundo. O atacante Ferran Torres – que entrara em campo um pouco antes, no lugar de Oyarzabal – conseguiu a cabeçada, mas mandou em cima do goleiro da Argentina.
A Espanha não diminuía o ritmo. Aos 31, o zagueiro Pau Cubarsi apareceu no ataque e arriscou da intermediária. Dibu deu rebote e o meia Mikel Merino – outra novidade do técnico Luis de la Fuente para o segundo tempo, no lugar de Olmo – teve a chance de concluir na pequena área. O chute, porém, acabou saindo alto e muito para o lado esquerdo, quase saindo pela linha lateral.
Se a missão da Argentina estava complicada no 11 contra 11, ela ficou mais difícil aos 47 do segundo tempo. Em disputa no meio-campo, o volante Enzo Fernández acertou uma entrada forte em cima de Cubarsi e recebeu o segundo amarelo. A primeira expulsão em uma final de Copa desde o francês Zinedine Zidane na decisão de 2006, na Alemanha, contra a Itália.
Aos 52, a Espanha teve uma última oportunidade, em cobrança de falta de Yamal, próxima à meia-lua. O atacante buscou o ângulo esquerdo, mas a bola saiu um pouco mais baixa que o esperado. Dibu se esticou e espalmou, mais uma vez salvando os hermanos e levando o duelo para a prorrogação. A primeira dos espanhóis e a terceira dos argentinos na Copa.
Tentativa de pênaltis
A estratégia da Argentina era clara: diminuir o quanto fosse possível o ritmo para desequilibrar a Espanha e tentar forçar uma decisão para os pênaltis. Dibu precisou trabalhar logo aos dois minutos, defendendo uma cabeçada de Nico Williams (que entrou no lugar de Baena) na pequena área, após levantamento de Pedri.
Três minutos depois, o lateral Pedro Porro recebeu na direita e cruzou rasteiro para a área. Merino ganhou a dividida contra o zagueiro Nicolás Otamendi (que substituiu Lisandro Martínez, contundido, no fim do primeiro tempo) e a bola sobrou com Nico Williams, que mandou para as redes. O gol foi anulado por falta de Merino, para desespero da Espanha.
Aos 12, mais uma vez, Nico Williams chamou o jogo. Agora na ponta esquerda. O atacante cruzou na medida para Merino, que desviou de cabeça e mandou a bola rente à trave. Foi a 19ª finalização espanhola na partida, contra nenhuma – sim, nenhuma – dos argentinos até aquele momento.

Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Final – Spain v Argentina – New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. – July 19, 2026 Spain’s Ferran Torres celebrates scoring their first goal REUTERS/Kai Pfaffenbach – REUTERS/Kai Pfaffenbach/Proibida reprodução
Para a história
A insistência da Fúria foi, enfim, coroada no primeiro ataque do segundo tempo da prorrogação: cruzamento de Pedro Porro da direita, ajeitada de Nico Williams para atrás na pequena área e Ferran Torres, de primeira, chutando forte para colocar a Espanha à frente.
O próprio Ferran chegou a balançar as redes pouco depois, aos sete minutos, ao finalizar na saída de Dibu. O lance, contudo, foi anulado por impedimento do atacante no momento da assistência de Yamal.
Somente aos nove minutos a Argentina conseguiu registrar uma finalização, em cruzamento perigoso de Messi pela direita, que quase surpreendeu o goleiro Unai Simon. Dois minutos depois, o camisa 10 assustou novamente, ao acertar um chute forte que só não foi em direção ao gol porque explodiu no rosto de Merino.
Nos instantes finais, a pressão mudou de lado e passou a ser da Argentina, em sequenciais cobranças de escanteio. Mas a Espanha, com somente um gol sofrido na Copa, segurou-se bem o suficiente para garantir a taça.
Agencia Brasil
Esporte
Inglaterra leva 3ª lugar e Mbappé vira maior artilheiro das Copas

O penúltimo jogo da Copa do Mundo foi daqueles inacreditáveis. Dez gols – um deles histórico e inúmeras oportunidades. Uma goleada que virou pandemônio.
O duelo em Miami (Estados Unidos) proporcionou entretenimento, principalmente na etapa final. A Inglaterra levou a melhor, venceu a França por 6 a 4 e garantiu lugar no pódio, naquela que foi a disputa de terceiro lugar com mais gols na história dos Mundiais, superando o triunfo francês sobre a Alemanha na Copa de 1958, na Suécia.
Talvez o maior ganhador do dia, ao menos no individual, esteja do lado francês. O atacante Kylian Mbappé se isolou na artilharia desta Copa, com dez gols, e ultrapassou Lionel Messi como maior goleador da história do evento.
Com as duas bolas na rede deste sábado (18), ele chegou a 22 – uma a mais que o argentino – em três participações no mundial. Messi terá a final de domingo (19), contra a Espanha, em Nova Jersey (Estados Unidos), a partir das 16h (horário de Brasília), para tentar reassumir o posto.
Os ingleses tomaram um susto enorme. Abriram 4 a 0 no primeiro tempo, criando a expectativa de pelo menos repetirem a maior goleada dos confrontos de terceiro lugar, que foi o triunfo da Suécia sobre a Bulgária em 1994, também nos Estados Unidos. A etapa final, porém, teve incríveis seis gols e um quase empate francês, que deixou o torcedor em Miami de pé.
No fim, o 6 a 4 superou os nove gols do 6 a 3 aplicado justamente pela França em cima da Alemanha na Copa de 1958.
Mudou tudo
A disputa do terceiro lugar costuma ser uma partida com mais cara de amistoso do que propriamente uma decisão. Não à toa, as duas seleções foram a campo bem modificadas em relação às semifinais, ambas com sete mudanças na equipe.
Na França, a única alteração por questões físicas foi na zaga, com Maxence Lacroix no lugar do contundido Willian Saliba. Dos titulares na derrota para a Espanha, o técnico Didier Deschamps mandou a campo apenas o goleiro Mike Maignan, o volante Adrien Rabiot, o meia Michael Olise e Mbappé, na briga pela artilharia.
Do lado inglês, o zagueiro Marc Guehi, o lateral-direito Djed Spence, o volante Declan Rice e o meia Morgan Rogers foram os únicos titulares mantidos por Thomas Tuchel na comparação com a formação que perdeu da Argentina. O zagueiro Jarell Quansah, que cumpriu a suspensão de dois jogos pela expulsão contra o México, nas oitavas de final, retornou ao time, no lugar de John Stones.
Passeio inglês
Se a ideia era dar oportunidade a quem não teve tantos minutos na Copa, a Inglaterra claramente aproveitou melhor a proposta e não teve dificuldade para construir a goleada ainda no primeiro tempo. Demonstrando muito mais interesse pelo jogo que a França, os ingleses fizeram o primeiro aos dois minutos. O atacante Desiré Doué errou passe fácil pelo meio, Rice conduziu a bola sem ser ameaçado e chutou da entra da área, no canto esquerdo de Maignan.
Os Bleus (apelido da seleção francesa) sinalizaram uma reação aos dez minutos, em finalização do meia Rayan Cherki, na sobra de um desarme de Guehi em Mbappé, mas Dean Henderson, substituto de Jordan Pickford, defendeu. A resposta veio no lance seguinte, em gol do atacante Bukayo Saka, anulado por impedimento.
A superioridade inglesa se confirmou aos 17 minutos. Depois de cobrança de escanteio de Rice pela esquerda, Ezri Konsa, de cabeça, acertou outra vez o canto esquerdo do goleiro francês. A bola ainda triscou na trave antes de balançar as redes.
Mbappé até tentava alguma coisa do lado da França, mas foi a Inglaterra que marcou de novo. Dois minutos depois, Marcus Rashford foi lançado em contra-ataque pela esquerda. O atacante invadiu a área com liberdade e chutou em cima de Maignan. O rebote ficou com Saka, mas a batida explodiu em Lacroix. Na sobra, Rashford conseguiu tirar do goleiro dos Bleus e rolar para Saka, enfim, mandar para o gol.
E o camisa 7 inglês balançaria as redes mais uma vez. Aos 45, Saka recebeu do meia Eberechi Eze às costas da zaga e chutou no canto esquerdo de Maignan, transformando o placar em goleada.
Para a história
O atropelo fez com que Deschamps voltasse do intervalo com quatro alterações. Uma delas foi a entrada de Dayot Upamecano no lugar de Ibrahima Konate. E foi a partir de um desarme do zagueiro, na intermediária ofensiva, logo aos dois minutos, que Olise aproveitou e lançou Mbappé nas costas de Konsa. O camisa 10 chutou cruzado para recolocar a França no jogo.
Coube a outra novidade francesa para o segundo tempo diminuir mais um pouco a diferença no placar. Seis minutos depois, Mbappé lançou o atacante Bradley Barcola, que surpreendeu a marcação de Quansah e finalizou para vencer Henderson.
Em choque, a Inglaterra se viu acuada em meio à pressão dos Bleus. Olise, Upamecano e o atacante Ousmané Dembélé, outro titular que entrou na volta do intervalo, tiveram chances. E foi Dembélé que iniciou a jogada do terceiro. Aos 20 minutos, ele avançou pela esquerda e tocou para Olise, que deixou a bola passar e chegar em Mbappé. O camisa 10 tabelou com o companheiro e mandou para as redes. Gol dez nesta Copa e 22 na história dos Mundiais.
Aos 29, Olise pecou na finalização dentro da área, após jogada do lateral Malo Gusto pela esquerda. Aos 36, ele voltou a desperdiçar grande chance, desta vez por exagerar no lance individual depois de boa trama com Dembélé e Mbappé. Isso porque, um minuto antes, foi o meia Jude Bellingham, que tinha acabado de entrar, que exagerou no preciosismo ao demorar a chutar e finalizar em cima de Maignan.
Como se fosse uma punição a Olise pelas oportunidades perdidas, aos 39 minutos, Spence foi derrubado por Gusto na área. Saka cobrou a penalidade e marcou o terceiro dele na partida.
Alívio inglês? Que nada. Aos 50, Dembélé recebeu de Upamecano pela esquerda, invadiu a área, levou para a perna esquerda e fez o quarto da França. O pandemônio estava reinstalado para os dois minutos finais dos acréscimos. Até que, no último lance, Bellingham resolveu a vida da Inglaterra com um golaço. O meia driblou Lacroix, enganou Upamecano e chutou entre as pernas do zagueiro para definir o jogo em Miami.
Agencia Brasil
Esporte
Argentina vence Inglaterra de virada e está na final da Copa do Mundo!

Em uma semifinal emocionante, a Argentina buscou uma virada histórica sobre a Inglaterra e venceu por 2 a 1 na prorrogação. Anthony Gordon abriu o placar para os ingleses aos 55 minutos, mas Enzo Fernández empatou aos 85′, e Lautaro Martínez marcou o gol da classificação aos 90+2 da prorrogação, garantindo a Albiceleste na grande decisão.
Agora, a Argentina enfrenta a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026, em um duelo que promete parar o planeta. 🌎⚽🔥
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