Economia
Hub ES+ inicia Curso de Barista com cerimônia e apresentação sobre a importância do café capixaba

Na manhã da última segunda-feira (18), o Hub ES+, localizado no Centro de Vitória, promoveu o lançamento de novas oportunidades ligadas à economia criativa e à cadeia produtiva do café: o Curso de Barista, que iniciou suas primeiras turmas, e a Feira ES+Café, evento multicultural dedicado à promoção da cafeicultura capixaba.
Com o objetivo de dar as boas-vindas aos participantes das primeiras turmas do Curso de Barista, atividade formativa realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e que acontecerá de março até maio deste ano. Além disso, o evento marcou o anúncio da programação detalhada da primeira edição da Feira ES+ Café – evento multicultural que será sediado no Hub ES+ e promoverá uma imersão no universo dos cafés capixabas nos dias 19 e 20 de abril.
“Convido todos para que venham e ocupem nosso hub. Gostaria de dar as boas-vindas a quem está vindo pela primeira vez. Esse é um espaço público, um espaço aberto, de troca, de interação. Quando pensamos o Hub ES+ e o que ele poderia ter, logo veio a ideia do café, por ser um espaço de troca e de conexão, e pela valorização da cultura e economia criativa capixaba”, afirmou o secretário de Estado da Cultura do Espírito Santo, Fabricio Noronha.

Além dele, estiveram presentes no evento a diretora de Educação Profissional do Senac-ES, Dianimer Dutra; o coordenador artístico-cultural geral do Hub ES+, Paulo Gois; o presidente do Sindicato dos Corretores do Café do Espírito Santo, Marcus Magalhães, representando também a Fecomércio-ES; a consultora e barista Lucia Helena Barros, que conduz o curso do Hub ES+; o barista, consultor e competidor Marcelo Moreno, que assina a coordenação e curadoria da Feira ES+ Café.
“O que está sendo proposto aqui não é sonho, é realidade. A gente tem uma missão muito grande de subir a régua, preparar um bom café, levar boa informação e oferecer aos nossos consumidores um café de qualidade”, ressaltou Marcus Magalhães.
O curso
O coordenador artístico-cultural geral do Hub ES+, Paulo Gois, destacou a importância do início do Curso de Barista, chamando a atenção para o funcionamento do Lab Café, no espaço, pensado para sediar formações que contribuam para a valorização e a popularização dos cafés especiais capixabas. “O Lab Café tem a meta de formar 80 baristas ainda neste ano e, dessa forma, contribuir para a formação profissional, para a geração de emprego e renda e para o fortalecimento da cadeia produtiva do café”.
“O mercado de cafeterias tem sofrido muito com a necessidade de profissionais. Essa parceria magnífica traz a importância de gerar qualificação”, acrescentou Lucia Helena Barros, chamando a atenção para a demanda dessa formação.

Feira ES+Café
O curador da Feira ES+Café, Marcelo Moreno, destacou a necessidade de valorização do café capixaba nesses eventos. “Essa feira está vindo para abrilhantar ainda mais a programação do curso. O café é uma atividade agrícola que gera renda para muitas famílias, principalmente pequenas famílias. Quando a gente está consumindo, temos que pensar em quem está na raiz desse trabalho. O Espírito Santo tem a grata oportunidade de colecionar títulos nas principais premiações do Brasil. Somos os atuais melhores cafés do Brasil, com o Sítio Cordilheiras, de Iúna, que venceu o Coffee Of the Year 2023, e também vencemos o Cup of Excellence.”
A Feira ES+Café vai conectar e reunir diversas marcas e empresas que promovem a valorização da cafeicultura capixaba, além de apresentar oportunidades e aprendizados para novos estudantes e amantes do café. Para 2024, ainda deverão ser realizadas outras duas edições da Feira ES+Café. A programação e todas as informações serão divulgadas, em breve, no perfil do Hub ES+ no Instagram e no site esmaiscriativo.es.gov.br/hubesmais/.
O Hub ES+, que faz parte do programa ES+ Criativo, é realizado pelo Governo do Estado do Espírito Santo sob coordenação da Secretaria da Cultura (Secult) em conjunto com a Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e em parceria com o Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA).
Informações à Imprensa:
Coordenação de Comunicação HUB ES+
Lais Rocio
(27) 99993-9189
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Assessoria de Comunicação da Secult
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Telefone: (27) 3636-7111
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Economia
Pix ultrapassa 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil

O número de chaves Pix cadastradas no Brasil ultrapassou a marca de 1 bilhão em setembro, segundo dados do Banco Central (BC). Ao todo, o sistema contabilizava 1,008 bilhão de registros no dia 30, ante 998 milhões em agosto. O total representa um crescimento de aproximadamente 80 milhões de chaves desde o fim de 2025, quando havia 920 milhões.
O número de chaves, porém, não corresponde à quantidade de usuários do sistema. Como uma mesma pessoa pode cadastrar mais de uma chave, o Pix reúne cerca de 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas. Isso significa uma média próxima de seis chaves por cliente, considerando os números aproximados.
Do total de registros, 956,7 milhões estavam vinculados a pessoas físicas e 51,2 milhões a empresas, conforme os dados do BC.
Mais da metade dos cadastros corresponde a chaves aleatórias, que permitem receber transferências sem precisar compartilhar informações pessoais, como Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), telefone ou e-mail.
Confira a distribuição por tipo de chave:
- Aleatórias: 526,8 milhões (52,3%);
- Celulares: 166,3 milhões (16,5%);
- CPF: 153,9 milhões (15,4%);
- E-mails: 144,6 milhões (14,3%).
Como funcionam
As chaves Pix são identificadores associados a uma conta bancária ou de pagamento e facilitam o envio e o recebimento de dinheiro. O usuário pode cadastrar CPF, Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), número de celular, endereço de e-mail ou uma chave aleatória gerada pela instituição financeira.
Pessoas físicas podem cadastrar até cinco chaves por conta, empresas podem registrar até 20. Cada chave só pode estar vinculada a uma conta por vez.
O cadastro e o gerenciamento são feitos pelo aplicativo ou internet banking da instituição financeira. A chave Pix, entretanto, não é obrigatória, também é possível realizar transferências utilizando os dados bancários do destinatário, além de recursos como Código QR.
Volume de transações
O avanço no número de chaves acompanha a utilização do Pix para transferências e pagamentos cotidianos. Em setembro, foram processadas 7,1 bilhões de transações pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), do Banco Central, movimentando aproximadamente R$ 3,2 trilhões.
O SPI processa e liquida transferências entre diferentes instituições financeiras em tempo real. Operações realizadas entre clientes de uma mesma instituição podem ser liquidadas internamente, sem passar pelo sistema do BC.
Segurança dos cadastros
A chave aleatória permite receber valores sem divulgar diretamente dados pessoais. Ainda assim, os usuários devem conferir a identidade do destinatário antes de confirmar uma transferência.
Em novembro de 2025, o Banco Central informou que estudava mecanismos para permitir o bloqueio da criação de novas chaves não autorizadas, como medida adicional de prevenção a fraudes.
Agencia Brasil
Economia
R$ 1,6 bilhão: royalties disparam e Espírito Santo se aproxima de recorde histórico

Os 78 municípios do Espírito Santo receberam R$ 858,5 milhões em royalties de petróleo e gás entre janeiro e setembro de 2026, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo). É 44,4% mais do que no mesmo período de 2025 (R$ 594,7 milhões) e o maior valor nominal para os nove primeiros meses do ano desde, pelo menos, 2009.
O governo do estado recebeu outros R$ 783,8 milhões, alta de 55,4% sobre os R$ 504,4 milhões de um ano antes. Estado e prefeituras somaram R$ 1,64 bilhão, contra R$ 1,1 bilhão no mesmo intervalo de 2025.
Em nove meses, as prefeituras já superaram o que receberam em todo o ano passado (R$ 823,6 milhões). Os números se referem apenas aos royalties. A participação especial, compensação adicional cobrada de campos de grande volume, é contabilizada à parte.
A série de janeiro a setembro
Quanto os municípios capixabas receberam nesse período em cada ano, segundo a ANP:
2026: R$ 858,5 milhões
2025: R$ 594,7 milhões
2024: R$ 666,8 milhões
2023: R$ 566,9 milhões
2022: R$ 684,7 milhões
2021: R$ 617,8 milhões
2020: R$ 397,1 milhões
2019: R$ 547,2 milhões
2018: R$ 624,1 milhões
A lista mostra o quanto essa receita depende do preço do barril. Em 2020, com a cotação derrubada pela pandemia, o mesmo período rendeu R$ 397,1 milhões, menos da metade do valor atual.
De janeiro a abril, os repasses aos municípios somaram R$ 252,8 milhões, 3,4% abaixo do mesmo período de 2025. De maio a setembro, foram R$ 605,7 milhões, alta de 82%.
O motivo é o preço do barril. Os royalties distribuídos em um mês correspondem à produção de dois meses antes. O repasse de maio, portanto, refletiu março. Naquele mês, a guerra no Oriente Médio iniciada em 28 de fevereiro interrompeu a navegação no Estreito de Ormuz e o barril de petróleo saiu de US$ 61 no início de janeiro para US$ 118 no fim de março.
O pico veio em junho, com R$ 152 milhões para as prefeituras capixabas em um único mês. Foi o maior repasse mensal da série desde 2009 e 2,4 vezes o valor de junho de 2025 (R$ 62,9 milhões). Em agosto e setembro, os repasses recuaram para algo entre R$ 95 milhões e R$ 100 milhões, ainda acima dos R$ 64,4 milhões e R$ 77,6 milhões dos mesmos meses do ano passado.
Quem mais recebeu
O dinheiro continua concentrado: os quatro primeiros da lista ficam com 56% do total. Marataízes ultrapassou Presidente Kennedy, que liderava no mesmo período de 2025. Veja o ranking, com a variação sobre janeiro a setembro do ano passado:
Marataízes: R$ 142 milhões (+56%)
Presidente Kennedy: R$ 123,1 milhões (+23%)
Itapemirim: R$ 119,3 milhões (+48%)
Linhares: R$ 95,8 milhões (+35%)
Serra: R$ 26,8 milhões (+44%)
Piúma: R$ 26,2 milhões (+40%)
Vitória: R$ 25 milhões (+55%)
Aracruz: R$ 24,1 milhões (+19%)
Anchieta: R$ 21,4 milhões (+47%)
São Mateus: R$ 19,6 milhões (+118%)
São Mateus mais que dobrou a receita e entrou no top 10 no lugar de Vila Velha. Aracruz, que era quinta em 2025, caiu para oitavo. Marataízes, Itapemirim e Linhares já receberam em nove meses mais do que em todo o ano de 2025.
Faltam R$ 29,3 milhões para 2026 passar 2022 (R$ 887,8 milhões) e virar o ano de maior arrecadação nominal de royalties das prefeituras capixabas. No ritmo dos últimos meses, o repasse de outubro basta.
Enquanto isso, o STF mantém suspenso desde maio o julgamento da lei de 2012 que reparte os royalties com estados e municípios não produtores. A relatora, Cármen Lúcia, votou pela inconstitucionalidade da lei, e o ministro Flávio Dino pediu vista.
Fonte: economiacapixaba.com
Economia
Turismo capixaba cresce 2,3% em 2026; Aeroporto de Vitória supera 1 milhão de desembarques

O turismo do Espírito Santo cresceu 2,3% entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o indicador nacional recuou 1%. No mesmo intervalo, o Aeroporto de Vitória recebeu 1.039.662 passageiros, alta de 10,1%.
O avanço representa 95.623 desembarques adicionais em sete meses. O aumento do fluxo amplia a circulação de consumidores em uma cadeia formada por hospedagem, alimentação, transporte, comércio e outros serviços ligados às viagens.
Em julho, o volume das atividades turísticas capixabas cresceu 2,4% sobre junho e atingiu o maior nível para o mês desde 2014. Na comparação anual, o Estado avançou 0,4%, enquanto o Brasil recuou 1,6%.
Uma pesquisa com visitantes realizada no período registrou permanência média de 5,8 dias e gasto individual diário de R$ 190. Minas Gerais foi o principal mercado emissor entre os turistas de outros estados, seguido por Rio de Janeiro e São Paulo.
O peso econômico do setor também aparece no mercado de trabalho. No primeiro trimestre de 2026, cerca de 166 mil pessoas estavam ocupadas em atividades ligadas ao turismo no Espírito Santo, o equivalente a 8,3% da população ocupada.
Fonte: Economiacapixaba.com
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