Negócios
5 Prompts do ChatGPT para tomar suas decisões como um grande CEO

Você se prende a escolhas simples e trava diante de grandes decisões? Entra em pânico ao enfrentar decisões críticas de negócios? Isso é mais comum do que você imagina. Mas CEOs experientes aprenderam a operar de forma diferente. Eles não têm tempo para indecisão. Utilizam ferramentas que simplificam a complexidade e impulsionam a ação, mesmo com informações limitadas.
Com a ajuda do ChatGPT, sua abordagem na hora de tomar decisões pode mudar. Com os prompts certos, você pode obter a convicção de um líder de alto nível quando mais precisar. Copie, cole e edite os trechos entre colchetes e mantenha a mesma janela de conversa aberta para que o contexto seja mantido.
Crie seus princípios de decisão
CEOs de alta performance não reinventam sua abordagem a todo momento. Eles desenvolvem princípios centrais que guiam cada escolha. Sem esses guias, você será influenciado por emoções, opiniões e tendências passageiras. Defina o que realmente importa para você e use isso como sua bússola de decisões.
Prompt:
“Ajude-me a criar um conjunto de princípios de tomada de decisão para meu negócio. Faça perguntas, uma de cada vez, sobre meus valores, visão de longo prazo e o que significa sucesso para mim. Após cada resposta, aprofunde com uma pergunta complementar. Quando tivermos explorado vários aspectos, apresente cinco princípios claros que eu possa aplicar ao tomar decisões difíceis. Formate cada princípio como uma declaração simples, fácil de lembrar e usar em diferentes situações. Meu negócio é [descreva seu negócio].”
Defina prazos para decisões
O perfeccionismo pode matar o progresso. Enquanto alguns esperam por informações perfeitas que nunca chegam, CEOs de alto nível tomam decisões com base no que sabem no momento. Eles entendem que velocidade muitas vezes supera a perfeição. Defina prazos para seu processo de decisão para evitar a paralisia da análise e seguir avançando.
Prompt:
“Preciso tomar uma decisão sobre [descreva sua decisão]. Estou preso em um ciclo de overthinking e buscando informações perfeitas. Crie um cronograma estruturado para a tomada de decisão, com prazos específicos para: 1) reunir informações essenciais, 2) consultar as partes interessadas, 3) avaliar as opções e 4) tomar uma decisão final. Para cada etapa, sugira o que seria ‘bom o suficiente’ para que eu saiba quando seguir em frente.”
Saiba o que delegar
CEOs eficazes não tomam todas as decisões sozinhos. Eles concentram sua energia mental em escolhas de alto impacto e delegam o resto. Muitos empreendedores gastam tempo e esforço em decisões de baixo impacto que poderiam ser resolvidas por outras pessoas. Identifique quais decisões realmente precisam de sua atenção e quais podem ser delegadas à sua equipe.
Prompt:
“Ajude-me a identificar quais decisões devo tomar pessoalmente e quais posso delegar. Primeiro, pergunte sobre minha carga atual de tomada de decisões e a estrutura da minha equipe. Depois, crie uma matriz de decisões com quatro categorias: 1) Decisões críticas que devo tomar pessoalmente, 2) Decisões nas quais devo dar minha opinião, mas deixar que outros finalizem, 3) Decisões que outros devem tomar, mas me manter informado, e 4) Decisões que outros podem tomar de forma independente. Para cada categoria, inclua exemplos específicos baseados no meu contexto de negócios.”
Considere as consequências futuras
Tomadores de decisão medianos focam nos resultados imediatos. Os excepcionais pensam cinco passos à frente. CEOs de alto nível avaliam como as decisões de hoje moldam as oportunidades de amanhã. Eles analisam rapidamente os impactos secundários e terciários de suas escolhas, não apenas os resultados imediatos. Treine-se para enxergar as implicações de longo prazo antes de se comprometer.
Prompt:
“Guie-me na tomada de uma decisão com pensamento de longo prazo. Estou considerando [descreva sua decisão]. Primeiro, ajude-me a analisar os impactos imediatos de cada opção. Em seguida, me leve a considerar (a) os efeitos secundários daqui a 1-2 anos e (b) os efeitos terciários em 5+ anos. Faça perguntas sobre possíveis impactos na minha equipe, clientes e modelo de negócios. Após nossa discussão, crie um resumo destacando qual opção melhor atende meus objetivos futuros, minimizando riscos de longo prazo.”
Construa seu painel de decisões
CEOs não dependem apenas da intuição. Eles utilizam dados para embasar seus julgamentos. Crie seu próprio painel de decisões para acompanhar os indicadores mais importantes para seu negócio. Quando você tem os números certos à disposição, toma decisões confiantes baseadas na realidade, e não apenas na intuição. Os dados não mentem.
Prompt:
“Ajude-me a criar um painel de decisões para minha função como [sua posição]. Primeiro, pergunte sobre as principais áreas sob minha responsabilidade e quais são os resultados desejados em cada uma. Depois, sugira de 7 a 10 métricas específicas que devo monitorar regularmente para tomar decisões melhores. Para cada métrica, explique sua importância e quais valores devem acionar diferentes ações. Inclua tanto indicadores antecipatórios (que ajudam a prever resultados futuros) quanto indicadores retrospectivos (que mostram desempenho passado). Formate isso como um painel simples que eu possa revisar semanalmente.”
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Negócios
O Que É a Empresa do Século 21?
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O título do livro “A Corporação no Século 21“, de John Kay, é uma alusão – talvez uma provocação – a uma das obras mais influentes de gestão, “A Corporação e o Século 20“. Se ali o economista americano Richard Langlois traçava a transformação da organização comandada por empresários para a organização liderada por executivos profissionais, o também economista (porém britânico) John Kay agora narra uma mudança muito, mas muito mais radical.
Questiona, inclusive, se faz sentido dizer que vivemos em um sistema capitalista. Porque o capital perdeu a importância. “Mesmo investidores sofisticados examinam o Roce [Retorno sobre o Capital Empregado]”, escreve, embora o retorno tenha “tanta conexão com o capital quanto com a quantidade de água utilizada ou o número de reuniões realizadas”, afirma. Vivemos, considera, a era do capital as a service – empregado apenas na medida em que é necessário.
O poder do acionista é outra balela, segundo ele. O acionista de uma multinacional não tem nenhum controle sobre o que é feito da empresa. Até os dividendos que recebe, se os receber, são definidos pelos diretores.
Em especial, Kay ataca a noção de empresa como uma teia de contratos – visão clássica, estabelecida pelo também britânico Ronald Coase, que levou um Prêmio Nobel por sua teoria. A questão é que a ideia de um conjunto de contratos se opõe à própria qualificação de uma empresa como pessoa jurídica. Afinal, ela tem uma personalidade ou não?
Maximizar o lucro, um mantra dos anos 1970 que vem caindo em desuso, nunca foi uma teoria sólida, acredita o autor. Qual lucro, afinal? O de curtíssimo prazo? Em detrimento de ações que preservem a empresa no futuro?
Para ele, a missão de uma corporação é promover o “florescimento de seus múltiplos stakeholders”. Porque a empresa não é uma combinação de relações transacionais, e sim uma construção de relações sociais, entre seus integrantes e com o mundo à sua volta. As implicações dessa visão para o funcionamento da empresa… isso fica para um prometido próximo volume.
*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, em setembro de 2026.
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Negócios
Amazon MGM Studios Anuncia Head de Theatrical Marketing no Brasil

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O Amazon MGM Studios anunciou Roberta Fraissat como Head de Theatrical Marketing, responsável por liderar as estratégias de marketing dos lançamentos da companhia nos cinemas brasileiros.
Mais recentemente, Roberta atuou como diretora de marketing para a América Latina e Head de Marketing para o Brasil na Crunchyroll.
A executiva passou a maior parte da carreira na The Walt Disney Company, onde ingressou como coordenadora de desenvolvimento de produto em 1999. Saiu de lá em 2023 como diretora de marketing. Nesse período, esteve envolvida em campanhas de produções como “Vingadores”, “Star Wars”, “Toy Story”, “O Rei Leão”, “Carros” e “Alice no País das Maravilhas”.
É formada em negócios pela Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e tem MBA pela FIA Business School.
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Negócios
A Escala 5×2 Chegou. E Muda Mais do Que o Custo da Folha
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Está decidido. A Emenda Constitucional 141, promulgada na última sexta-feira (20), encerra a escala 6×1. Em 60 dias, todo trabalhador CLT passa a ter duas folgas semanais e jornada máxima de 42 horas. Catorze meses após a publicação, o teto cai para 40 horas, sem redução de salário.
A primeira leitura é de custo, e ela não está errada. Como não será permitida a redução de salários e haverá redução de 44 para 40 horas semanais, cada hora vale 10% a mais. E isso encarece também a hora extra e os adicionais, que são calculados sobre o valor da hora.
Em operações que funcionam sete dias por semana, como varejo e serviços, manter a cobertura exige reforço de quadro. Nas simulações que tenho acompanhado, esse reforço fica entre 10% e 20%, e pesa mais nas unidades menores, que têm menor margem para remanejar gente.
Mas tratar a 5×2 apenas como aumento de folha é desperdiçar a oportunidade de rever a estratégia de remuneração como um todo.
Eficiência de escala
Comecemos pelo fixo. Com a hora mais cara, a pressão será por conter reajustes. Esse é um erro tentador. Mas antes de pensar em trocar equipes com salários reduzidos, será importante avaliar reservas escondidas na própria escala.
Empresas que passaram a montar turnos a partir da curva de movimento por hora descobriram horas extras desnecessárias e gente parada nos horários errados. Eficiência de escala é a primeira fonte de financiamento da nova jornada.
Onde mora a oportunidade
O variável é onde mora a oportunidade mais clara. Se o objetivo é produzir o mesmo, ou mais, em menos horas, a remuneração variável precisa apontar para isso. Prêmios por produtividade, metas de venda por hora trabalhada, bônus por cobertura nos picos ou por redução de absenteísmo transformam a exigência legal em alinhamento: a empresa ganha eficiência e o colaborador participa do ganho.
A experiência internacional reforça a lógica. Quando Portugal reduziu a jornada de 44 para 40 horas, em 1996, estudos registraram ganho de produtividade próximo de 8%. O Chile está no meios de uma transição gradual até 2028, e o México aprovou a sua até 2030. A redução funciona melhor quando vem acompanhada de esforço deliberado de produtividade, e incentivo bem desenhado é parte desse esforço.
Recompensas intangíveis
Há ainda uma camada que raramente entra na planilha: as recompensas intangíveis. Duas folgas, previsibilidade de escala e fins de semana inteiros com a família são valor percebido. Gente descansada e motivada erra menos, falta menos e atende melhor. Empresas que comunicarem isso como parte da proposta de valor ao empregado vão reter melhor do que as que tratarem a mudança como obrigação.
Rotatividade pode diminuir
Há também uma economia que raramente aparece na conta da transição: a da rotatividade. No varejo, ela já é altíssima. Levantamento do Sindilojas-SP mostra que a rotatividade no varejo paulista chegou a 56,6% em 2025, o maior nível desde 2020. Em alguns segmentos, como lojas de conveniência, passou de 90%.
Isso significa recontratar, quase todo ano, boa parte da equipe. Cada saída tem um custo que vai além da rescisão: recrutamento, treinamento e os meses em que o novo funcionário ainda não rende o que rendia quem saiu. O cliente percebe essa curva de aprendizado no caixa e no atendimento. Se a 5×2 for bem implementada, com escalas previsíveis e folgas que de fato descansam, as pessoas tendem a ficar mais tempo. Parte do custo da nova jornada pode voltar como economia em turnover.
E há a carreira. Mais turnos e escalas mais complexas exigem novas funções de controle: líderes de turno, coordenadores de escala, analistas de operação. É uma chance real de promover quem já conhece a operação e o cliente. A pergunta incômoda é se essa base está preparada. Quem sempre executou nem sempre foi treinado para planejar, ler indicadores ou liderar colegas. Sem trilha de capacitação e uma estrutura de cargos que reconheça esses degraus, a promoção vira armadilha.
Além disso, pessoas que estavam na informalidade podem voltar a se interessar pelo modelo CLT nesta nova configuração de escala.
Muitos empreendedores lerão tudo isso pensando na própria rotina, que está mais para 7×0 do que para 5×2. É verdade. A diferença é que, nesse caso, cada hora a mais constrói patrimônio próprio. Para quem trabalha numa estrutura que não é sua, o que se constrói é outra coisa: vínculo, ou a falta dele. Numa geração que cobra cada vez mais qualidade das relações de trabalho, a 5×2 talvez seja menos uma imposição e mais a formalização de algo que o mercado já vinha pedindo.
*Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.
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