Negócios
Adam Scott, de “Ruptura”: “Era Tudo o Que Eu Sempre Quis Fazer Como Ator”

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
“Desde a primeira vez que li o roteiro de ‘Ruptura’, senti que era tudo o que eu sempre quis fazer como ator”, disse Adam Scott, protagonista da aclamada produção da Apple TV+, que agora lança sua segunda temporada.
Para o ator, conhecido por seus papéis em “Quase Irmãos”, “Parks and Recreation” e “Big Little Lies” – apenas para citar alguns –, interpretar Mark Scout, estrela da série de drama, continua sendo um sonho realizado.
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“Quando li o roteiro, pensei: se eu realmente conseguir interpretar esse papel – e, na época, pensei que não havia nenhuma chance de isso acontecer –, será porque eu passei 20, talvez 30 anos conquistando meu lugar para chegar até aqui”, disse o ator de 51 anos em entrevista à Forbes. “É exatamente o tipo de coisa que eu amava quando era criança e que me fez querer atuar.”
Adam Scott dá vida a um profissional que aceita voluntariamente implantar um chip em sua cabeça, separando suas memórias dentro do escritório da Lumon Industries (conhecido como seu “Innie”) de sua vida no mundo exterior. Sua crença nesse sistema único começa a ruir quando percebe que o bem-estar das pessoas mais próximas a ele pode estar em risco, já que nem tudo é o que parece.
Os diferentes papéis de Adam Scott em “Ruptura”
Durante a produção da segunda temporada, o ator participou de discussões com o criador de “Ruptura”, Dan Erickson, e com Ben Stiller, produtor executivo e diretor de alguns episódios, para assegurar que a série mantivesse uma direção criativa sólida, sem se submeter às expectativas dos fãs ou às pressões sociais sobre os rumos da trama.
O ator revela como o início da segunda temporada foi fruto de um processo colaborativo. Uma das primeiras discussões do trio girou em torno de uma informação crucial que o Mark “Innie” descobre no final da primeira temporada. “Ben me perguntou: ‘O que você faria se descobrisse essa informação? Qual seria sua primeira reação?’ E, de imediato, eu disse que começaria a correr”, relembra o ator. “A partir disso, Ben começou a desenvolver a sequência de corrida que abre a [segunda] temporada.”
Adam Scott também é produtor de “Ruptura” desde o início, um trabalho que complementa sua experiência como ator. “Tento estar disponível para todos e ser o mais útil possível. É assim que vejo a produção, e é de onde tiro maior satisfação – ajudando a remover obstáculos, sejam criativos ou de outro tipo, e vendo onde posso contribuir.”
“Já estou nessa carreira há muito tempo, e atuar é incrivelmente gratificante, especialmente nesse papel. Ele consome toda a minha energia criativa, mas também gosto de pensar no panorama geral. Amo poder ser uma voz útil nesse sentido.”
O que o ator aprendeu com “Ruptura” – e o que diria a Mark Scout
Mesmo com os 10 episódios da segunda temporada de “Ruptura” sendo lançados às sextas-feiras na Apple TV+, Scott continua se dedicando a outros projetos de TV e cinema. Mas desde que começou a fazer a série, sua experiência mudou a forma como encara outros trabalhos.
“Especialmente observando Ben trabalhar – e isso começou quando trabalhamos juntos em [A Vida Secreta de] Walter Mitty – ele está sempre buscando a excelência, tentando fazer o melhor possível a cada momento. Em Walter Mitty, ver ele fazer isso como diretor e depois atuar em uma cena, conseguindo se concentrar completamente em cada função, foi inspirador.”
Trabalhar em “Ruptura” tem uma dinâmica parecida para o ator e produtor. “É importante ficar ali até que o trabalho esteja excelente. Nem sempre temos tempo suficiente, mas, dentro do prazo disponível, tentamos fazer o melhor possível. Isso é algo que levo para tudo o que faço.”
O que Adam Scott diria se pudesse conversar com Mark Scout ao longo dessas duas temporadas da série e dar um conselho, um aviso ou uma mensagem de conforto? Esse conselho seria diferente para o Mark “Innie” e para o Mark fora da Lumon?
“Eu acho que ambos precisam de algum tipo de conselho – isso é certo”, disse Scott. “Especialmente na segunda temporada, eles estão pensando mais um no outro do que na primeira. No início, parece que seus interesses estão alinhados. O desafio será ver como eles navegam pelo restante da temporada e se acabam descobrindo que seus interesses podem ser diferentes, ou até mesmo se estão em rota de colisão.”
* Jeff Conway é colaborador sênior da Forbes USA. Ele é um jornalista norte-americano focado em entretenimento e negócios.
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Negócios
O Que É a Empresa do Século 21?
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O título do livro “A Corporação no Século 21“, de John Kay, é uma alusão – talvez uma provocação – a uma das obras mais influentes de gestão, “A Corporação e o Século 20“. Se ali o economista americano Richard Langlois traçava a transformação da organização comandada por empresários para a organização liderada por executivos profissionais, o também economista (porém britânico) John Kay agora narra uma mudança muito, mas muito mais radical.
Questiona, inclusive, se faz sentido dizer que vivemos em um sistema capitalista. Porque o capital perdeu a importância. “Mesmo investidores sofisticados examinam o Roce [Retorno sobre o Capital Empregado]”, escreve, embora o retorno tenha “tanta conexão com o capital quanto com a quantidade de água utilizada ou o número de reuniões realizadas”, afirma. Vivemos, considera, a era do capital as a service – empregado apenas na medida em que é necessário.
O poder do acionista é outra balela, segundo ele. O acionista de uma multinacional não tem nenhum controle sobre o que é feito da empresa. Até os dividendos que recebe, se os receber, são definidos pelos diretores.
Em especial, Kay ataca a noção de empresa como uma teia de contratos – visão clássica, estabelecida pelo também britânico Ronald Coase, que levou um Prêmio Nobel por sua teoria. A questão é que a ideia de um conjunto de contratos se opõe à própria qualificação de uma empresa como pessoa jurídica. Afinal, ela tem uma personalidade ou não?
Maximizar o lucro, um mantra dos anos 1970 que vem caindo em desuso, nunca foi uma teoria sólida, acredita o autor. Qual lucro, afinal? O de curtíssimo prazo? Em detrimento de ações que preservem a empresa no futuro?
Para ele, a missão de uma corporação é promover o “florescimento de seus múltiplos stakeholders”. Porque a empresa não é uma combinação de relações transacionais, e sim uma construção de relações sociais, entre seus integrantes e com o mundo à sua volta. As implicações dessa visão para o funcionamento da empresa… isso fica para um prometido próximo volume.
*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, em setembro de 2026.
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Negócios
Amazon MGM Studios Anuncia Head de Theatrical Marketing no Brasil

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O Amazon MGM Studios anunciou Roberta Fraissat como Head de Theatrical Marketing, responsável por liderar as estratégias de marketing dos lançamentos da companhia nos cinemas brasileiros.
Mais recentemente, Roberta atuou como diretora de marketing para a América Latina e Head de Marketing para o Brasil na Crunchyroll.
A executiva passou a maior parte da carreira na The Walt Disney Company, onde ingressou como coordenadora de desenvolvimento de produto em 1999. Saiu de lá em 2023 como diretora de marketing. Nesse período, esteve envolvida em campanhas de produções como “Vingadores”, “Star Wars”, “Toy Story”, “O Rei Leão”, “Carros” e “Alice no País das Maravilhas”.
É formada em negócios pela Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e tem MBA pela FIA Business School.
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Negócios
A Escala 5×2 Chegou. E Muda Mais do Que o Custo da Folha
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Está decidido. A Emenda Constitucional 141, promulgada na última sexta-feira (20), encerra a escala 6×1. Em 60 dias, todo trabalhador CLT passa a ter duas folgas semanais e jornada máxima de 42 horas. Catorze meses após a publicação, o teto cai para 40 horas, sem redução de salário.
A primeira leitura é de custo, e ela não está errada. Como não será permitida a redução de salários e haverá redução de 44 para 40 horas semanais, cada hora vale 10% a mais. E isso encarece também a hora extra e os adicionais, que são calculados sobre o valor da hora.
Em operações que funcionam sete dias por semana, como varejo e serviços, manter a cobertura exige reforço de quadro. Nas simulações que tenho acompanhado, esse reforço fica entre 10% e 20%, e pesa mais nas unidades menores, que têm menor margem para remanejar gente.
Mas tratar a 5×2 apenas como aumento de folha é desperdiçar a oportunidade de rever a estratégia de remuneração como um todo.
Eficiência de escala
Comecemos pelo fixo. Com a hora mais cara, a pressão será por conter reajustes. Esse é um erro tentador. Mas antes de pensar em trocar equipes com salários reduzidos, será importante avaliar reservas escondidas na própria escala.
Empresas que passaram a montar turnos a partir da curva de movimento por hora descobriram horas extras desnecessárias e gente parada nos horários errados. Eficiência de escala é a primeira fonte de financiamento da nova jornada.
Onde mora a oportunidade
O variável é onde mora a oportunidade mais clara. Se o objetivo é produzir o mesmo, ou mais, em menos horas, a remuneração variável precisa apontar para isso. Prêmios por produtividade, metas de venda por hora trabalhada, bônus por cobertura nos picos ou por redução de absenteísmo transformam a exigência legal em alinhamento: a empresa ganha eficiência e o colaborador participa do ganho.
A experiência internacional reforça a lógica. Quando Portugal reduziu a jornada de 44 para 40 horas, em 1996, estudos registraram ganho de produtividade próximo de 8%. O Chile está no meios de uma transição gradual até 2028, e o México aprovou a sua até 2030. A redução funciona melhor quando vem acompanhada de esforço deliberado de produtividade, e incentivo bem desenhado é parte desse esforço.
Recompensas intangíveis
Há ainda uma camada que raramente entra na planilha: as recompensas intangíveis. Duas folgas, previsibilidade de escala e fins de semana inteiros com a família são valor percebido. Gente descansada e motivada erra menos, falta menos e atende melhor. Empresas que comunicarem isso como parte da proposta de valor ao empregado vão reter melhor do que as que tratarem a mudança como obrigação.
Rotatividade pode diminuir
Há também uma economia que raramente aparece na conta da transição: a da rotatividade. No varejo, ela já é altíssima. Levantamento do Sindilojas-SP mostra que a rotatividade no varejo paulista chegou a 56,6% em 2025, o maior nível desde 2020. Em alguns segmentos, como lojas de conveniência, passou de 90%.
Isso significa recontratar, quase todo ano, boa parte da equipe. Cada saída tem um custo que vai além da rescisão: recrutamento, treinamento e os meses em que o novo funcionário ainda não rende o que rendia quem saiu. O cliente percebe essa curva de aprendizado no caixa e no atendimento. Se a 5×2 for bem implementada, com escalas previsíveis e folgas que de fato descansam, as pessoas tendem a ficar mais tempo. Parte do custo da nova jornada pode voltar como economia em turnover.
E há a carreira. Mais turnos e escalas mais complexas exigem novas funções de controle: líderes de turno, coordenadores de escala, analistas de operação. É uma chance real de promover quem já conhece a operação e o cliente. A pergunta incômoda é se essa base está preparada. Quem sempre executou nem sempre foi treinado para planejar, ler indicadores ou liderar colegas. Sem trilha de capacitação e uma estrutura de cargos que reconheça esses degraus, a promoção vira armadilha.
Além disso, pessoas que estavam na informalidade podem voltar a se interessar pelo modelo CLT nesta nova configuração de escala.
Muitos empreendedores lerão tudo isso pensando na própria rotina, que está mais para 7×0 do que para 5×2. É verdade. A diferença é que, nesse caso, cada hora a mais constrói patrimônio próprio. Para quem trabalha numa estrutura que não é sua, o que se constrói é outra coisa: vínculo, ou a falta dele. Numa geração que cobra cada vez mais qualidade das relações de trabalho, a 5×2 talvez seja menos uma imposição e mais a formalização de algo que o mercado já vinha pedindo.
*Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.
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