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Detox de Dopamina: 3 Passos Para Aumentar o Foco e Vencer a Procrastinação

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

 

 

Já notou a sensação de prazer ao verificar o celular? A atenção constante ao barulho das notificações e o scroll infinito nas redes sociais podem parecer ações inofensivas, mas sobrecarregam o sistema de dopamina do cérebro, o que torna mais difícil manter o foco e a motivação. No trabalho, isso se reverte em mais procrastinação e menos atenção a metas e projetos a longo prazo. Se você está com dificuldades para se concentrar, pode estar precisando de uma desintoxicação de dopamina.

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O detox ou jejum de dopamina consiste em uma pausa estratégica nas atividades superestimulantes para reiniciar o cérebro e restaurar a capacidade de se concentrar em metas significativas e de longo prazo. Ao minimizar os “picos” de dopamina a curto prazo, que podem vir de redes sociais, jogos ou de acumular muitas tarefas ao mesmo tempo, você pode reconstruir sua capacidade de fazer um trabalho profundo e retomar o controle da sua atenção.

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Getty Images
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Se você está tendo dificuldades com procrastinação e falta de foco no trabalho, um detox de dopamina pode ajudar

O que é a dopamina?

A dopamina é um neurotransmissor central no sistema de recompensa do cérebro. Ela é liberada quando você antecipa uma recompensa, motivando-o a repetir a atividade associada a essa sensação de prazer. Se a atividade libera pouca dopamina, sua motivação diminui. Se libera muita, você se sente motivado a repeti-la mais vezes. Os maiores níveis de dopamina são liberados quando a recompensa é recebida de forma aleatória.

Toda vez que você recebe uma curtida nas redes sociais, verifica uma mensagem ou passa de fase em um jogo, seu cérebro libera dopamina, o que proporciona uma sensação momentânea de satisfação. Com o tempo, você se acostuma com isso e precisa de mais dopamina para se sentir satisfeito.

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O resultado é que o cérebro prefere tarefas “recompensadoras” ao invés das que exigem foco. Fica mais difícil se concentrar no trabalho, ler um livro ou concluir projetos de longo prazo porque seu cérebro se condiciona a buscar recompensas rápidas. Basicamente, seu cérebro o engana, dizendo que você pode deixar o trabalho difícil para depois; é só mais alguns minutos, e assim você pode passar horas perdido nas redes sociais procrastinando.

Como melhorar seu foco

A chave é entender que a dopamina em si não é ruim — ela é essencial para a motivação e o foco —, mas sobrecarregar o cérebro com atividades de alta estimulação reduz sua capacidade de se engajar em tarefas com recompensas mais lentas e a longo prazo.

Uma desintoxicação de dopamina não é sobre evitar completamente as atividades associadas a recompensas de curto prazo. Em vez disso, trata-se de decidir intencionalmente quando se afastar ou reduzir essas práticas para focar em seus objetivos e em tudo aquilo que não fornece recompensas imediatas, mas é importante.

3 passos para uma rotina de desintoxicação

1. Identifique seus gatilhos de alta dopamina

O primeiro passo é reconhecer o que está sobrecarregando seu sistema de dopamina. Esses gatilhos geralmente são atividades que oferecem recompensa instantânea, como:

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  • Rolar o feed nas redes sociais;
  • Assistir a programas de TV ou vídeos no YouTube;
  • Verificar constantemente e-mails ou mensagens;
  • Jogos ou aplicativos criados para mantê-lo preso;
  • Ser multitarefas ou trocar frequentemente de tarefas.

2. Substitua a recompensa instantânea por hábitos produtivos

Comece seu detox de dopamina estabelecendo pequenas metas, como ficar algumas horas fora das redes sociais diariamente ou desligar notificações.

Substitua atividades de alta dopamina por alternativas mais saudáveis, como ler, fazer exercícios, especialmente ao ar livre, meditar, escrever ou desenhar.

3. Crie um ambiente de trabalho com baixa dopamina

O ambiente de trabalho tem muito impacto na gestão dos níveis de dopamina. Para tornar sua desintoxicação mais eficaz, crie um espaço que minimize distrações.

  • Remova distrações visuais: Mantenha o celular fora de vista e feche abas desnecessárias no computador;
  • Gerencie seu tempo: Programe suas tarefas no calendário para dedicar tempo exclusivo a elas, sem interrupções;
  • Agrupe tarefas semelhantes: Concentre-se em tarefas similares em vez de ser multitarefas. Agrupar e-mails em horários específicos, por exemplo, pode ajudar a manter o foco;
  • Organize seu dia com base nos níveis de dopamina: Realize tarefas que exigem mais foco pela manhã, se esse for o seu horário mais produtivo. Deixe atividades mais estimulantes, como as redes sociais, para o final do dia (mas não antes de dormir).

*Luciana Paulise é colaboradora da Forbes US. Ela é escritora e consultora especializada em empoderar mulheres de grupos minoritários.

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O Que É a Empresa do Século 21?

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O título do livro “A Corporação no Século 21“, de John Kay, é uma alusão – talvez uma provocação – a uma das obras mais influentes de gestão, “A Corporação e o Século 20“. Se ali o economista americano Richard Langlois traçava a transformação da organização comandada por empresários para a organização liderada por executivos profissionais, o também economista (porém britânico) John Kay agora narra uma mudança muito, mas muito mais radical.

Questiona, inclusive, se faz sentido dizer que vivemos em um sistema capitalista. Porque o capital perdeu a importância. “Mesmo investidores sofisticados examinam o Roce [Retorno sobre o Capital Empregado]”, escreve, embora o retorno tenha “tanta conexão com o capital quanto com a quantidade de água utilizada ou o número de reuniões realizadas”, afirma. Vivemos, considera, a era do capital as a service – empregado apenas na medida em que é necessário.

O poder do acionista é outra balela, segundo ele. O acionista de uma multinacional não tem nenhum controle sobre o que é feito da empresa. Até os dividendos que recebe, se os receber, são definidos pelos diretores.

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Em especial, Kay ataca a noção de empresa como uma teia de contratos – visão clássica, estabelecida pelo também britânico Ronald Coase, que levou um Prêmio Nobel por sua teoria. A questão é que a ideia de um conjunto de contratos se opõe à própria qualificação de uma empresa como pessoa jurídica. Afinal, ela tem uma personalidade ou não?

Maximizar o lucro, um mantra dos anos 1970 que vem caindo em desuso, nunca foi uma teoria sólida, acredita o autor. Qual lucro, afinal? O de curtíssimo prazo? Em detrimento de ações que preservem a empresa no futuro?

Para ele, a missão de uma corporação é promover o “florescimento de seus múltiplos stakeholders”. Porque a empresa não é uma combinação de relações transacionais, e sim uma construção de relações sociais, entre seus integrantes e com o mundo à sua volta. As implicações dessa visão para o funcionamento da empresa… isso fica para um prometido próximo volume.

*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, em setembro de 2026.

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Amazon MGM Studios Anuncia Head de Theatrical Marketing no Brasil

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O Amazon MGM Studios anunciou Roberta Fraissat como Head de Theatrical Marketing, responsável por liderar as estratégias de marketing dos lançamentos da companhia nos cinemas brasileiros.

Mais recentemente, Roberta atuou como diretora de marketing para a América Latina e Head de Marketing para o Brasil na Crunchyroll.

A executiva passou a maior parte da carreira na The Walt Disney Company, onde ingressou como coordenadora de desenvolvimento de produto em 1999. Saiu de lá em 2023 como diretora de marketing. Nesse período, esteve envolvida em campanhas de produções como “Vingadores”, “Star Wars”, “Toy Story”, “O Rei Leão”, “Carros” e “Alice no País das Maravilhas”.

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É formada em negócios pela Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e tem MBA pela FIA Business School.

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A Escala 5×2 Chegou. E Muda Mais do Que o Custo da Folha

Redação Informe ES

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Está decidido. A Emenda Constitucional 141, promulgada na última sexta-feira (20), encerra a escala 6×1. Em 60 dias, todo trabalhador CLT passa a ter duas folgas semanais e jornada máxima de 42 horas. Catorze meses após a publicação, o teto cai para 40 horas, sem redução de salário.

A primeira leitura é de custo, e ela não está errada. Como não será permitida a redução de salários e haverá redução de 44 para 40 horas semanais, cada hora vale 10% a mais. E isso encarece também a hora extra e os adicionais, que são calculados sobre o valor da hora.

Em operações que funcionam sete dias por semana, como varejo e serviços, manter a cobertura exige reforço de quadro. Nas simulações que tenho acompanhado, esse reforço fica entre 10% e 20%, e pesa mais nas unidades menores, que têm menor margem para remanejar gente.

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Mas tratar a 5×2 apenas como aumento de folha é desperdiçar a oportunidade de rever a estratégia de remuneração como um todo.

Eficiência de escala

Comecemos pelo fixo. Com a hora mais cara, a pressão será por conter reajustes. Esse é um erro tentador. Mas antes de pensar em trocar equipes com salários reduzidos, será importante avaliar reservas escondidas na própria escala.

Empresas que passaram a montar turnos a partir da curva de movimento por hora descobriram horas extras desnecessárias e gente parada nos horários errados. Eficiência de escala é a primeira fonte de financiamento da nova jornada.

Onde mora a oportunidade

O variável é onde mora a oportunidade mais clara. Se o objetivo é produzir o mesmo, ou mais, em menos horas, a remuneração variável precisa apontar para isso. Prêmios por produtividade, metas de venda por hora trabalhada, bônus por cobertura nos picos ou por redução de absenteísmo transformam a exigência legal em alinhamento: a empresa ganha eficiência e o colaborador participa do ganho.

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A experiência internacional reforça a lógica. Quando Portugal reduziu a jornada de 44 para 40 horas, em 1996, estudos registraram ganho de produtividade próximo de 8%. O Chile está no meios de uma transição gradual até 2028, e o México aprovou a sua até 2030. A redução funciona melhor quando vem acompanhada de esforço deliberado de produtividade, e incentivo bem desenhado é parte desse esforço.

Recompensas intangíveis

Há ainda uma camada que raramente entra na planilha: as recompensas intangíveis. Duas folgas, previsibilidade de escala e fins de semana inteiros com a família são valor percebido. Gente descansada e motivada erra menos, falta menos e atende melhor. Empresas que comunicarem isso como parte da proposta de valor ao empregado vão reter melhor do que as que tratarem a mudança como obrigação.

Rotatividade pode diminuir

Há também uma economia que raramente aparece na conta da transição: a da rotatividade. No varejo, ela já é altíssima. Levantamento do Sindilojas-SP mostra que a rotatividade no varejo paulista chegou a 56,6% em 2025, o maior nível desde 2020. Em alguns segmentos, como lojas de conveniência, passou de 90%.

Isso significa recontratar, quase todo ano, boa parte da equipe. Cada saída tem um custo que vai além da rescisão: recrutamento, treinamento e os meses em que o novo funcionário ainda não rende o que rendia quem saiu. O cliente percebe essa curva de aprendizado no caixa e no atendimento. Se a 5×2 for bem implementada, com escalas previsíveis e folgas que de fato descansam, as pessoas tendem a ficar mais tempo. Parte do custo da nova jornada pode voltar como economia em turnover.

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E há a carreira. Mais turnos e escalas mais complexas exigem novas funções de controle: líderes de turno, coordenadores de escala, analistas de operação. É uma chance real de promover quem já conhece a operação e o cliente. A pergunta incômoda é se essa base está preparada. Quem sempre executou nem sempre foi treinado para planejar, ler indicadores ou liderar colegas. Sem trilha de capacitação e uma estrutura de cargos que reconheça esses degraus, a promoção vira armadilha.

Além disso, pessoas que estavam na informalidade podem voltar a se interessar pelo modelo CLT nesta nova configuração de escala.

Muitos empreendedores lerão tudo isso pensando na própria rotina, que está mais para 7×0 do que para 5×2. É verdade. A diferença é que, nesse caso, cada hora a mais constrói patrimônio próprio. Para quem trabalha numa estrutura que não é sua, o que se constrói é outra coisa: vínculo, ou a falta dele. Numa geração que cobra cada vez mais qualidade das relações de trabalho, a 5×2 talvez seja menos uma imposição e mais a formalização de algo que o mercado já vinha pedindo.

*Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.

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Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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