Negócios
Dezembrite: Como Lidar com o Estresse de Fim de Ano

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
À medida que a temporada de festas se intensifica, muitas pessoas se veem presas em um cabo de guerra entre as obrigações de trabalho e as celebrações festivas.
Embora não seja reconhecida oficialmente pela psicologia ou psiquiatria, a “dezembrite”, ou “síndrome do fim de ano”, é um conceito que descreve o conjunto de sensações e sentimentos típicos do mês de dezembro. Esse período é marcado pelo cansaço acumulado ao longo do ano, pela pressão para finalizar tarefas pendentes e pela ansiedade, estresse e emoções intensificadas pelos eventos sociais.
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No entanto, com um planejamento cuidadoso – e acompanhamento profissional, se necessário –, é possível atravessar esse período desafiador sem sacrificar o espírito natalino ou a produtividade no trabalho.
Adotar estratégias específicas pode te ajudar a manter um equilíbrio mais saudável entre vida pessoal e profissional nessa época do ano. Isso inclui definir limites claros para o horário de trabalho, priorizar tarefas para otimizar a eficiência e comunicar-se abertamente com seu chefe e colegas sobre os planos de férias.
Além disso, incorporar hábitos de autocuidado, como práticas de mindfulness ou organização por blocos de tempo, pode ajudar a gerenciar as demandas crescentes dessa temporada.
Com essas práticas, é possível cumprir compromissos profissionais e reservar momentos para aproveitar as tradições de fim de ano e relaxar, evitando o estresse e o desgaste.
Faça um planejamento
Equilíbrio exige planejamento. Comece criando um calendário detalhado que integre prazos profissionais e compromissos pessoais. Essa visão ampla vai te ajudar a mapear estrategicamente o seu tempo, garantindo que as tarefas essenciais sejam concluídas antes da correria e do estresse das festas, guardando um espaço para atividades festivas e descanso pessoal.
Seja flexível
A organização é importante, mas é preciso reconhecer que o fim do ano é naturalmente um período imprevisível. Inclua flexibilidade no seu planejamento, o que vai permitir ajustar o horário de trabalho ou reagendar compromissos diante de imprevistos. Também é essencial estabelecer limites claros entre o tempo profissional e o pessoal. Comunique esses limites de forma proativa a colegas e familiares, definindo expectativas sobre sua disponibilidade para questões de trabalho e eventos familiares.
Delegue tarefas
Não hesite em compartilhar responsabilidades com colegas ou familiares. Delegar tarefas não só alivia sua carga de trabalho e o estresse, como também promove um espírito de colaboração no ambiente profissional e permite que os familiares participem ativamente dos preparativos das festas.
Conheça seus limites
É importante conhecer seus limites e recusar compromissos adicionais que possam levar ao estresse e esgotamento. Em vez disso, foque no que realmente importa durante as festas e não perca momentos especiais com seus entes queridos.
Celebre
Considere também trazer um pouco do espírito natalino para o ambiente de trabalho, organizando pequenas celebrações ou atividades de integração. Esse clima descontraído pode tornar o ambiente mais agradável durante esse período agitado, tornando a reta final do ano mais leve para todos.
Mantenha hábitos saudáveis
Nesse turbilhão de atividades, priorizar o autocuidado é uma necessidade para manter o bem-estar mental, físico e emocional. Exercícios regulares, alimentação equilibrada e sono adequado são essenciais para se manter disposto. Não apenas fortalecem o sistema imunológico como também fornecem a energia necessária para lidar com as demandas de trabalho e compromissos sociais.
Reflita
Incorporar práticas de mindfulness, como meditação ou momentos de reflexão silenciosa, também pode ajudar a encontrar equilíbrio no meio do caos e das festas e começar bem o novo ano.
*Jack Kelly é colaborador sênior da Forbes USA. Ele é CEO, fundador e recrutador executivo da WeCruitr, uma startup de recrutamento e consultoria de carreira.
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O Que É a Empresa do Século 21?
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O título do livro “A Corporação no Século 21“, de John Kay, é uma alusão – talvez uma provocação – a uma das obras mais influentes de gestão, “A Corporação e o Século 20“. Se ali o economista americano Richard Langlois traçava a transformação da organização comandada por empresários para a organização liderada por executivos profissionais, o também economista (porém britânico) John Kay agora narra uma mudança muito, mas muito mais radical.
Questiona, inclusive, se faz sentido dizer que vivemos em um sistema capitalista. Porque o capital perdeu a importância. “Mesmo investidores sofisticados examinam o Roce [Retorno sobre o Capital Empregado]”, escreve, embora o retorno tenha “tanta conexão com o capital quanto com a quantidade de água utilizada ou o número de reuniões realizadas”, afirma. Vivemos, considera, a era do capital as a service – empregado apenas na medida em que é necessário.
O poder do acionista é outra balela, segundo ele. O acionista de uma multinacional não tem nenhum controle sobre o que é feito da empresa. Até os dividendos que recebe, se os receber, são definidos pelos diretores.
Em especial, Kay ataca a noção de empresa como uma teia de contratos – visão clássica, estabelecida pelo também britânico Ronald Coase, que levou um Prêmio Nobel por sua teoria. A questão é que a ideia de um conjunto de contratos se opõe à própria qualificação de uma empresa como pessoa jurídica. Afinal, ela tem uma personalidade ou não?
Maximizar o lucro, um mantra dos anos 1970 que vem caindo em desuso, nunca foi uma teoria sólida, acredita o autor. Qual lucro, afinal? O de curtíssimo prazo? Em detrimento de ações que preservem a empresa no futuro?
Para ele, a missão de uma corporação é promover o “florescimento de seus múltiplos stakeholders”. Porque a empresa não é uma combinação de relações transacionais, e sim uma construção de relações sociais, entre seus integrantes e com o mundo à sua volta. As implicações dessa visão para o funcionamento da empresa… isso fica para um prometido próximo volume.
*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, em setembro de 2026.
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Amazon MGM Studios Anuncia Head de Theatrical Marketing no Brasil

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O Amazon MGM Studios anunciou Roberta Fraissat como Head de Theatrical Marketing, responsável por liderar as estratégias de marketing dos lançamentos da companhia nos cinemas brasileiros.
Mais recentemente, Roberta atuou como diretora de marketing para a América Latina e Head de Marketing para o Brasil na Crunchyroll.
A executiva passou a maior parte da carreira na The Walt Disney Company, onde ingressou como coordenadora de desenvolvimento de produto em 1999. Saiu de lá em 2023 como diretora de marketing. Nesse período, esteve envolvida em campanhas de produções como “Vingadores”, “Star Wars”, “Toy Story”, “O Rei Leão”, “Carros” e “Alice no País das Maravilhas”.
É formada em negócios pela Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e tem MBA pela FIA Business School.
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A Escala 5×2 Chegou. E Muda Mais do Que o Custo da Folha
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Está decidido. A Emenda Constitucional 141, promulgada na última sexta-feira (20), encerra a escala 6×1. Em 60 dias, todo trabalhador CLT passa a ter duas folgas semanais e jornada máxima de 42 horas. Catorze meses após a publicação, o teto cai para 40 horas, sem redução de salário.
A primeira leitura é de custo, e ela não está errada. Como não será permitida a redução de salários e haverá redução de 44 para 40 horas semanais, cada hora vale 10% a mais. E isso encarece também a hora extra e os adicionais, que são calculados sobre o valor da hora.
Em operações que funcionam sete dias por semana, como varejo e serviços, manter a cobertura exige reforço de quadro. Nas simulações que tenho acompanhado, esse reforço fica entre 10% e 20%, e pesa mais nas unidades menores, que têm menor margem para remanejar gente.
Mas tratar a 5×2 apenas como aumento de folha é desperdiçar a oportunidade de rever a estratégia de remuneração como um todo.
Eficiência de escala
Comecemos pelo fixo. Com a hora mais cara, a pressão será por conter reajustes. Esse é um erro tentador. Mas antes de pensar em trocar equipes com salários reduzidos, será importante avaliar reservas escondidas na própria escala.
Empresas que passaram a montar turnos a partir da curva de movimento por hora descobriram horas extras desnecessárias e gente parada nos horários errados. Eficiência de escala é a primeira fonte de financiamento da nova jornada.
Onde mora a oportunidade
O variável é onde mora a oportunidade mais clara. Se o objetivo é produzir o mesmo, ou mais, em menos horas, a remuneração variável precisa apontar para isso. Prêmios por produtividade, metas de venda por hora trabalhada, bônus por cobertura nos picos ou por redução de absenteísmo transformam a exigência legal em alinhamento: a empresa ganha eficiência e o colaborador participa do ganho.
A experiência internacional reforça a lógica. Quando Portugal reduziu a jornada de 44 para 40 horas, em 1996, estudos registraram ganho de produtividade próximo de 8%. O Chile está no meios de uma transição gradual até 2028, e o México aprovou a sua até 2030. A redução funciona melhor quando vem acompanhada de esforço deliberado de produtividade, e incentivo bem desenhado é parte desse esforço.
Recompensas intangíveis
Há ainda uma camada que raramente entra na planilha: as recompensas intangíveis. Duas folgas, previsibilidade de escala e fins de semana inteiros com a família são valor percebido. Gente descansada e motivada erra menos, falta menos e atende melhor. Empresas que comunicarem isso como parte da proposta de valor ao empregado vão reter melhor do que as que tratarem a mudança como obrigação.
Rotatividade pode diminuir
Há também uma economia que raramente aparece na conta da transição: a da rotatividade. No varejo, ela já é altíssima. Levantamento do Sindilojas-SP mostra que a rotatividade no varejo paulista chegou a 56,6% em 2025, o maior nível desde 2020. Em alguns segmentos, como lojas de conveniência, passou de 90%.
Isso significa recontratar, quase todo ano, boa parte da equipe. Cada saída tem um custo que vai além da rescisão: recrutamento, treinamento e os meses em que o novo funcionário ainda não rende o que rendia quem saiu. O cliente percebe essa curva de aprendizado no caixa e no atendimento. Se a 5×2 for bem implementada, com escalas previsíveis e folgas que de fato descansam, as pessoas tendem a ficar mais tempo. Parte do custo da nova jornada pode voltar como economia em turnover.
E há a carreira. Mais turnos e escalas mais complexas exigem novas funções de controle: líderes de turno, coordenadores de escala, analistas de operação. É uma chance real de promover quem já conhece a operação e o cliente. A pergunta incômoda é se essa base está preparada. Quem sempre executou nem sempre foi treinado para planejar, ler indicadores ou liderar colegas. Sem trilha de capacitação e uma estrutura de cargos que reconheça esses degraus, a promoção vira armadilha.
Além disso, pessoas que estavam na informalidade podem voltar a se interessar pelo modelo CLT nesta nova configuração de escala.
Muitos empreendedores lerão tudo isso pensando na própria rotina, que está mais para 7×0 do que para 5×2. É verdade. A diferença é que, nesse caso, cada hora a mais constrói patrimônio próprio. Para quem trabalha numa estrutura que não é sua, o que se constrói é outra coisa: vínculo, ou a falta dele. Numa geração que cobra cada vez mais qualidade das relações de trabalho, a 5×2 talvez seja menos uma imposição e mais a formalização de algo que o mercado já vinha pedindo.
*Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.
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