Negócios
Dia do Trabalho: 10 Filmes e Séries para Maratonar no Feriado

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Na série “Ruptura”, a produção de maior sucesso do Apple TV+, funcionários de uma empresa passam por um procedimento que separa vida profissional e pessoal. Em tom mais leve, “The Office” satiriza o cotidiano corporativo com humor ácido, enquanto “Industry” acompanha um grupo de jovens recém-formados em um cenário competitivo de um grande banco de investimentos.
O trabalho atravessa a vida das pessoas, molda rotinas, relacionamentos e até mesmo identidades. Não à toa, é tema recorrente e um dos principais cenários em filmes e séries de sucesso.
Neste 1º de maio, Dia do Trabalho, reunimos 10 produções que retratam o universo profissional sob diferentes perspectivas – para rir, refletir, se inspirar ou apenas relaxar neste feriado.
Confira 10 filmes e séries para assistir no Dia do Trabalho:
Os Estagiários
Billy (Vince Vaughn) e Nick (Owen Wilson) ficam desempregados, aos 40 anos, depois que a empresa em que trabalhavam encerra as atividades. Desesperados por uma oportunidade, se candidatam a vagas de estagiários no Google, mesmo não entendendo nada de tecnologia.
Fora da zona de conforto, os amigos ficam deslocados no escritório novo, mas se mostram dispostos a ajudar mesmo aqueles que não fazem questão de ser simpáticos com eles. O longa mostra a importância do reconhecimento do potencial e das habilidades de cada um para o trabalho em equipe, que gera laços importantes.
- Onde assistir: Netflix e Disney+
The Morning Show
Alex Levy (Jennifer Aniston) é diretora e co-âncora do The Morning Show, um programa de TV matinal de prestígio. Depois que seu colega de trabalho há 15 anos, Mitch Kessler (Steve Carell), é demitido em meio a um escândalo de assédio sexual, Alex luta para manter seu emprego como principal âncora de notícias. Enquanto isso, ela trava uma batalha com Bradley Jackson (Reese Witherspoon), uma repórter de campo cujas decisões impulsivas a levam a um novo e desafiador universo do jornalismo televisivo. Contada sob a perspectiva das duas protagonistas que, além de terem que lidar com os dilemas de suas profissões, enfrentam crises na vida pessoal e profissional, “The Morning Show” retrata a dinâmica de poder entre mulheres e homens no ambiente de trabalho.
- Onde assistir: Apple TV+
Ruptura
Na série criada por Dan Erickson e dirigida por Ben Stiller, cinco funcionários de uma empresa aceitam participar de um procedimento cirúrgico experimental que separa as memórias pessoais e profissionais permanentemente. Assim, nunca lembram quem são ao entrar na empresa ou no que trabalham ao sair dela.
A obra de ficção científica conquistou fãs ao redor do mundo ao abordar dilemas do mundo do trabalho com um toque sombrio.
- Onde assistir: Apple TV+
Jerry Maguire: A Grande Virada
Jerry Maguire (Tom Cruise) é um agente esportivo que acaba demitido após uma declaração polêmica sobre o mercado no qual atua. Depois do episódio, o protagonista é obrigado a se dedicar ao único cliente que sobrou, um jogador de futebol americano temperamental, Rod Tidwell (Cuba Gooding Jr.). Ao mesmo tempo, o personagem se envolve com Dorothy Boyd (Renée Zellweger), uma das contadoras da empresa onde ele atuava. A história fala sobre algumas das situações mais comuns no meio corporativo, como a disputa e a desumanização dos líderes.
- Onde assistir: Disponível para aluguel e compra no Apple TV+, Claro Vídeo e Prime Video
O Diabo Veste Prada
Andrea Sachs (Anne Hathaway) é uma jovem jornalista que começa a trabalhar em uma das mais importantes revistas de moda de Nova York, a Runaway Magazine. Como recém-contratada, cabe à personagem ser assistente de Miranda Priestly (Meryl Streep), a exigente editora-chefe da revista. Andrea precisa se desdobrar para dar conta do trabalho enquanto passa por uma mudança interna que irá refletir na sua vida amorosa.
- Onde assistir: Disney +
Industry
Um grupo de jovens recém-formados compete por um número limitado de vagas de emprego em um dos principais bancos de investimento de Londres. À medida que eles ingressam em uma cultura corporativa definida pelo ego, sexo e drogas, as fronteiras entre colega, amigo, amante e inimigo logo desaparecem.
- Onde assistir: Max
À Procura da Felicidade
Chris Gardner (Will Smith) é um pai solteiro que precisa cuidar sozinho do filho de cinco anos após problemas financeiros afastarem sua ex-esposa, Linda (Thandiwe Newton). Sem conseguir um emprego, o pai e a criança acabam despejados e passam a viver em abrigos, banheiros e estações de trem enquanto dias melhores não chegam.
Além da forte história de determinação, já que o Chris Gardner da vida real se tornou um empresário e investidor de sucesso, o filme debate sobre a honestidade profissional e a importância de se ter uma motivação estabelecida.
- Onde assistir: Netflix e Max
Um Senhor Estagiário
Ben (Robert De Niro) é um executivo aposentado de 70 anos que decide se candidatar a uma vaga de estágio sênior. Ele é contratado por Jules (Anne Hathaway) para trabalhar em sua startup de moda e causa estranhamento de início ao destoar do resto da equipe.
Mas seu jeito proativo e dedicado acaba conquistando os colegas de trabalho. Em pouco tempo, Ben se torna o braço direito da chefe, ajudando-a não apenas com as questões profissionais, mas também a atravessar os desafios familiares e pessoais com toda sua experiência de vida.
- Onde assistir: Max
A Rede Social
Dirigido por David Fincher, “A Rede Social” conta a história da criação do Facebook. Enquanto era estudante de Harvard, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg) decidiu criar uma plataforma para que os usuários pudessem avaliar as estudantes da faculdade. O que começou com uma brincadeira se transformou na versão embrionária do Facebook, rede social então pensada para uso exclusivo de universitários. O longa mostra as polêmicas em torno da plataforma e as brigas e batalhas judiciais entre os criadores.
- Onde assistir: Max
A Grande Aposta
Michael Burry (Christian Bale) é o dono de uma empresa de médio porte, que decide investir muito dinheiro do fundo que coordena ao apostar que o sistema imobiliário nos Estados Unidos irá quebrar em breve (crise de 2008). Tal decisão gera complicações junto aos investidores, que nunca haviam apostado contra o sistema. Ao saber destes investimentos, o corretor Jared Vennett (Ryan Gosling) percebe a oportunidade e passa a oferecê-la a seus clientes. Um deles é Mark Baum (Steve Carell), o dono de uma corretora que enfrenta problemas desde que seu irmão se suicidou. Paralelamente, dois iniciantes na Bolsa de Valores percebem que podem ganhar muito dinheiro ao apostar na crise imobiliária e, para tanto, pedem ajuda a um guru de Wall Street, Ben Rickert (Brad Pitt), que vive recluso.
- Onde assistir: Netflix e Paramount+
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Negócios
Depois de 20 anos de carreira, Maisa olha para o futuro: “meu combustível são os novos desafios”

Maisa conhece a fama desde os três anos de idade. Cresceu diante das câmeras e aos olhos de milhões de espectadores. Aos 24 anos, a “prima” dos brasileiros já acumula duas décadas de carreira e uma trajetória multifacetada: atua como atriz, apresentadora, dubladora, influenciadora e empresária.
À frente da Mudah, agência de marketing de influência que cofundou em 2020, gere talentos e atende clientes como Netflix e O Boticário. Nas telas, retorna aos cinemas nesta semana dando voz à antagonista Lilypad, em “Toy Story 5”.
A todo vapor, ela ainda quer muito mais. “Meu combustível são os novos desafios. Estou sempre aberta para eles”, diz em entrevista ao ForbesTalk, programa de videocast da Forbes Brasil. “Abraço como se fosse a coisa mais importante da minha vida, porque no final das contas, é.”
O início de Maisa na TV
Reconhecida por 96% da população brasileira, segundo uma pesquisa da consultoria Ilumeo Data Science, Maisa relembra sua estreia inusitada na TV. Com apenas três anos, pediu aos pais para conhecer o apresentador Raul Gil.
Durante um teste para o programa, enquanto as outras crianças faziam coreografias ou apresentações ensaiadas, improvisou uma dança e acabou aprovada como assistente de palco. Pouco depois, seu jeito espontâneo e comunicativo chamou a atenção de Silvio Santos, que a levou para o SBT.
Foi na emissora, e como pupila de Silvio, que Maisa passou a infância e o início da adolescência. Nesse período, a base familiar funcionou como uma blindagem. Ao final de cada ano, os pais a chamavam para conversar e sugeriam que ela deixasse a TV para focar exclusivamente nos estudos. A resposta era sempre a mesma. “Era o que eu amava, e é o que me faz feliz até hoje. Eles pararam de perguntar quando eu fiz uns 15 anos, porque viram que eu realmente gostava de fazer isso.”
Trabalhar desde cedo com Silvio Santos foi uma escola de comunicação e liderança. “O Silvio me deu uma aula de como ser um bom patrão. Se um dia eu tiver uma empresa do tamanho da que ele teve, quero ser pelo menos um pouco do que ele foi.”
Da TV ao streaming e à novela
A transição de criança prodígio para artista com autonomia sobre as próprias decisões ocorreu na mesma época em que integrou a lista Forbes Under 30. Com apenas 16 anos, ganhou um programa próprio no SBT e encarou uma rotina de gravações que ocupava até quatro dias de sua semana.
Dois anos depois, decidiu não renovar o contrato com o SBT para protagonizar a série “De Volta aos 15”, na Netflix. A decisão envolvia o risco do cancelamento da obra logo na primeira temporada, mas abriu caminho para novos formatos. “Sabe quando é algo que você mergulha de cabeça? Pensei: se não der certo, pelo menos eu sei que tentei.”
Em 2025, a atriz também marcou presença na TV Globo, de volta às novelas como sua primeira vilã, a Bia, em “Garota do Momento”. “Fiquei sete anos sem fazer novela. Quando anunciaram a personagem, fiquei pensando: ‘Será que eu ainda sei fazer isso?’”, conta. “A síndrome da impostora costuma me pegar no início do trabalho, mas depois que dou o pontapé inicial, fico mais aliviada.”
Além da atuação
Mesmo diante das câmeras, Maisa sempre teve uma veia empreendedora. O plano original era fundar uma agência publicitária aos 30 anos, quando a rotina de filmagens estivesse mais estável. No entanto, os planos foram acelerados quando seu empresário e atual sócio, Guilherme Oliveira, propôs o modelo de negócio. Com apenas 16 anos, acrescentou o título de empresária ao fundar a Mudah.
“Quero que a voz dos criadores seja escutada, que eles sejam valorizados e que façam o trabalho com naturalidade. Nós estamos ali para estruturar e dar as melhores ferramentas.”
Maisa também incorpora a sustentabilidade ao negócio: em parceria com a Associação Copaíba, a Mudah viabiliza o plantio de uma árvore na Mata Atlântica para cada campanha comercial comercializada.
O compromisso com a agenda ESG se estende à atuação como embaixadora do Unicef, contribuindo para a promoção e a defesa dos direitos de crianças e adolescentes.
Com quase 47 milhões de seguidores só no Instagram, Maisa vive e acompanha de perto as transformações da creator economy. Para ela, a capacidade de manter uma conexão duradoura com o público ao longo de duas décadas está baseada na consistência. “Eu me mantive em movimento, não tive um hiato grande na minha carreira”, diz. “Não existe fórmula para viralizar. Acredito em pilares, construção e criação de comunidade.”
Próximos passos de Maisa Silva
Hoje, Maisa dita o próprio ritmo: organiza a agenda para conseguir tirar férias com a família, faz terapia, pratica esportes e procura respeitar os próprios limites. Para o futuro, quer expandir a Mudah e os papéis no audiovisual, sem que o trabalho custe seu bem-estar: “Saúde, em primeiro lugar, é a minha maior meta, e depois felicidade. Se eu tiver esses dois, o céu é o limite.”
Confira a entrevista completa com Maisa no videocast da Forbes Brasil:
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A CEO que Levou a Petlove aos R$ 2,4 bilhões em Faturamento

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Aos sete anos, ao passar em frente a um colégio particular na Zona Norte de São Paulo e se impressionar com a dimensão da quadra esportiva, Talita Lacerda ouviu da mãe: “Você vai estudar aqui”. Filha de uma empregada doméstica e um marceneiro, ela não demorou a conseguir uma bolsa de estudos na instituição.
O episódio marcou o início de uma trajetória desenhada por quem aprendeu cedo a desafiar as estatísticas. “Muitas vezes ouvi que determinados espaços não eram para mim. A gente se sabota, então minha principal missão é provar que as pessoas não devem se colocar em caixinhas”, afirma a presidente da Petlove, maior ecossistema online de saúde e bem-estar animal do Brasil, à Forbes. “Não tem nada extraordinário sobre mim. Eu acreditei e fui atrás.”
No último mês, Talita completou cinco anos à frente da companhia, depois de atuar como investidora e conselheira. Sob a sua liderança, a empresa de 2.300 colaboradores fundada em 1999 deixou de ser apenas um e-commerce para operar como um ecossistema de saúde e bem-estar animal que reúne lojas físicas e online, assinaturas de produtos, atendimento veterinário, hospedagem, creche e pet sitter. O grupo tem pelo menos um ponto de atendimento em quase 400 cidades e está presente em 25 das 27 capitais brasileiras.
Em 2025, a Petlove faturou R$ 2,4 bilhões e projeta crescer 40% em 2026. As assinaturas respondem por 79% do faturamento do varejo. O plano de saúde pet opera desde 2021 e avança em um mercado cuja penetração ainda é inferior a 2% no país. Já o clube de descontos do aplicativo, lançado em 2023, soma mais de 600 mil assinantes.
Agora, a empresa encara um novo desafio, após a fusão das rivais Petz e Cobasi, aprovada pelo Cade no final de 2025, que criou uma gigante no varejo pet brasileiro. “Acreditamos na importância de um mercado saudável para garantir a concorrência e a diversidade de ofertas”, diz a CEO da Petlove. “Vamos seguir nos diferenciando pelo pioneirismo e pela democratização do cuidado com os pets.”
Mão na massa e apetite ao risco
Entre sonhos de virar comissária de voo, jornalista e advogada, Talita acabou seguindo pela área de negócios, depois de conseguir uma bolsa para estudar administração na FGV (Fundação Getulio Vargas). “Minha mãe via que os chefes da empresa onde trabalhava eram formados na FGV e colocou isso na cabeça.”
A aposta deu certo: ela iniciou a carreira na área de finanças e depois foi para consultoria, no BCG (Boston Consulting Group). Usou as primeiras economias para fazer uma viagem ao redor do mundo e se encantou pela China. Decidiu aprender mandarim e, pelo conhecimento do idioma, recebeu uma proposta para ser expatriada e lançar a marca Sadia, da BRF, no país. “Foi ali que eu descobri o que amava fazer: estar com a mão na massa, executando.”
Depois de concluir um mestrado nos Estados Unidos, retornou ao Brasil para ingressar na gestora SK Tarpon, tornando-se, em seguida, a segunda sócia da recém-criada Kamaroopin. Após liderar o primeiro aporte na Petlove, a gestora aproximou Talita das decisões estratégicas da companhia. Em 2021, ela foi incentivada pelo sócio a suceder o fundador, Marcio Waldman, e assumir a presidência da empresa.
No dia a dia da operação, a executiva une a bagagem corporativa à disciplina que aprendeu nas quadras — na juventude, cruzava a capital paulista da Zona Norte à Zona Leste para treinar handebol no Corinthians. “Comecei na escola e na quinta série passou a ficar sério. Às vezes, levava duas horas para chegar”, lembra. “O esporte é colaborativo, não é sobre ser o protagonista, é sobre criar oportunidades para alguém do seu time fazer o gol.”
Com o objetivo de consolidar a Petlove como a principal parceira dos médicos-veterinários, Talita projeta um legado que vai além de seu próprio nome. “O meu maior orgulho vai ser olhar alguns anos para a frente e ver uma organização perene, que continua crescendo”, diz. “A empresa não é a Talita, porque você tem a forma de operar e a cultura estabelecidas. Isso é o que transforma.”
Na entrevista a seguir, a CEO da Petlove reflete sobre as barreiras que precisou enfrentar ao longo da carreira, a cultura da empresa, os impactos da inteligência artificial e como a maternidade reconfigurou sua visão de liderança.
Confira os destaques da entrevista com Talita Lacerda, CEO da Petlove
Forbes: Você acaba de completar cinco anos como CEO da Petlove. Quais foram as maiores transformações da companhia sob a sua gestão?
Talita Lacerda: Passamos por muita transformação. Éramos um e-commerce focado em compra recorrente e, hoje, nos tornamos um ecossistema diversificado. Temos produtos, serviços (banho, passeio), planos de saúde e, para o mundo veterinário, oferecemos desde software até laboratórios.
Houve também a virada para o modelo de assinatura: hoje, 79% do nosso faturamento no varejo vem de assinaturas pagas. Outra mudança foi consolidar uma cultura de execução muito forte. Eu gosto bastante de alguns princípios de gestão da Amazon, então temos uma estrutura de células, com líderes únicos e times dedicados para resolver problemas com autonomia e velocidade, sem perder o nosso DNA pioneiro de startup.
Como você garante a qualidade do serviço em uma operação que cresceu tanto e entrou em áreas complexas, como o plano de saúde?
Essa é uma meta coletiva, que afeta o bônus de todos os colaboradores, independentemente da área. A satisfação do cliente, medida pelo NPS (Net Promoter Score), está nos nossos OKRs. Temos uma cultura de focar em métricas de input: mapeamos tudo o que é importante para uma boa experiência, como ter uma clínica perto de casa ou a facilidade no agendamento, e temos times focados exclusivamente em melhorar isso.
Como a inteligência artificial tem impactado a Petlove e a sua própria rotina como executiva?
A mudança é gigantesca. Na época do meu mestrado nos EUA, tive um foco grande em dados e machine learning, mas o trabalho era construir algoritmos preditivos e regressões. Hoje, a IA tem um nível de autonomia impressionante. O grande desafio é como dar o contexto certo para que ela funcione. Na Petlove, encorajamos todos a usarem: temos reuniões semanais de compartilhamento, plataformas de treinamento e áreas centrais focadas em aplicar a IA no atendimento, sempre com muito cuidado para garantir uma experiência fluida. No meu dia a dia, uso desde o básico para agendar reuniões e polir mensagens, até para montar dashboards de OKRs e analisar os dados das reclamações que chegam dos clientes.
Vocês conquistaram o selo Sistema B. Como foi esse processo e a preocupação com o impacto social?
Quando assumi como CEO, o meu sonho era garantir que a Petlove tivesse um impacto positivo e escalável na cadeia. Pensava muito na minha própria história: tenho um avô que era caminhoneiro e outro que trabalhava no Centro de Distribuição da Colgate. Nossa operação toca muitas vidas parecidas com as deles. A ideia era democratizar o acesso, permitindo que famílias das classes C e D também tivessem o direito de cuidar da saúde do seu pet, suprindo uma carência de serviços públicos.
Para não ficar em uma ideia etérea, fomos pesquisar. Falei com uma executiva que veio da Natura e ela estruturou como poderíamos medir isso. Foi o que nos guiou para o selo Sistema B. Também criamos um ambiente onde os colaboradores podem ter ações da companhia e acessar benefícios igualitários, como a licença parental.
Olhando para trás, como foi a sua trajetória profissional, desde a infância na Zona Norte de São Paulo até a cadeira de CEO?
Minha mãe começou a vida como empregada doméstica e meu pai, como marceneiro. Eles me deram uma casa com muito amor e garra. O primeiro ponto de virada foi conseguir uma bolsa de estudos em um colégio particular, aos sete anos, graças a uma assistente social. Foi uma adaptação difícil, porque eu convivia com pessoas de realidades econômicas muito diferentes. Não tinha uniforme novo, usava um doado, com joelheira. Isso me ensinou, desde nova, a me adaptar.
Quando criança, quis ser aeromoça e depois jornalista, só porque meu sonho era viajar o mundo. Depois, por causa do meu senso de justiça, achei que queria ser advogada. Mas minha mãe conseguiu um emprego em uma empresa, viu que os chefes eram formados na FGV e colocou isso na cabeça. Toda vez que eu falava de uma profissão nova, ela me desanimava e dizia: “Faz GV primeiro, depois você faz Direito”. Ela me direcionou e eu consegui passar com bolsa. Na FGV, acabei indo para finanças, mas logo percebi que queria entender a fundo as empresas e fui para consultoria, no BCG.
E como você foi parar na China?
Com o dinheiro que juntei no começo da carreira, fui fazer uma volta ao mundo. Passei pela China, me encantei e decidi que queria falar mandarim. Fui passar férias em Pequim para estudar e, em determinado momento, recebi uma proposta para lançar uma operação da BRF por lá. Fiquei quase três anos e descobri minha paixão por colocar a mão na massa. Depois, fui fazer um mestrado nos Estados Unidos junto com o meu marido.
Ao voltar para o Brasil, me juntei à gestora Tarpon, que estava criando a Kamaroopin com o Pedro Faria. Fui a segunda sócia. Nosso primeiro investimento foi a Petlove. Eu ficava no prédio vizinho e comecei a vir ajudar o Márcio no dia a dia, com recrutamento e estratégia. Até que um dos sócios me disse que eu deveria ser a CEO quando abriu o processo de sucessão. Fui candidata achando que jamais passaria, mas passei.
Você teve lideranças femininas que te inspiraram ao longo da carreira?
Profissionalmente, tive líderes maravilhosas, como a Flávia Faugeres na BRF. Também tive homens que abriram portas, como o Daniel Azevedo, no BCG, e o próprio Pedro Faria, que sempre me mentorou. Hoje, faço questão de retribuir participando de programas de mentoria com mulheres, empreendedores e crianças carentes.
Como a maternidade impactou a sua carreira e as suas ambições?
Tive a minha primeira filha no meio do mestrado nos EUA. Não foi planejado. Tive que levá-la para amamentar durante as aulas, mas fazia uma boa dupla com meu marido. A maternidade colocou minha motivação em outro lugar: querer deixar um mundo melhor para elas. Mas o principal foi a gestão do tempo. Aprendi a dizer “não”, o que foi uma das grandes viradas da minha carreira. Antes, eu dizia sim para tudo, virava noites. Ter filhos me ensinou a priorizar.
Quais outras lições você aprendeu ao longo do tempo?
Aprendi a parar de pedir permissão e, às vezes, pedir perdão. No começo, eu achava que a oportunidade viria até mim. Depois, entendi que você precisa se posicionar, ser assertiva na comunicação e criar a sua chance.
Para manter o ritmo de crescimento, como você planeja o futuro da companhia?
Nós trabalhamos muito com objetivos Moonshot. Primeiro, nós sonhamos alto e desenhamos o que queremos para daqui a cinco anos. Depois, traduzimos esse sonho em metas para um ano. E, por fim, quebramos esse um ano em passos de execução de três meses. É um passo por vez. Se o meu sonho lá na frente é ter um NPS de 90, o que eu preciso fazer nos próximos três meses para chegar lá? Vamos testando e adaptando.
Como é a sua rotina hoje?
Acordo à 5h da manhã, faço exercícios e levo as crianças na escola antes de vir para o escritório. Tenho o compromisso de chegar mais cedo em casa pelo menos uma vez por semana para colocar minhas filhas para dormir, e tento sempre jantar com meu marido. Uma vez por semana faço home office. Os finais de semana são 100% da família. Desconectamos, cozinhamos juntos e jogamos muito jogo de tabuleiro. Na adolescência eu era bem nerd com isso, adorava, e agora compro vários para jogar com as crianças. Também pinto quadros com a minha filha.
A sua mãe foi uma grande influência na sua vida e na carreira. Tem alguma memória ou lição dela que te acompanha até hoje?
Minha mãe é meu exemplo número um. Lembro de uma vez em que ela me levou para o interior, onde tentaria vender produtos. Ela não conseguiu fazer a venda no primeiro dia e chegou a chorar. Acabamos em uma pousada simples e ela convenceu o dono a nos deixar dormir lá, prometendo pagar no dia seguinte. Eu fiquei super preocupada, mas ela disse: “Vou fazer dar certo”. No outro dia, ela vendeu, pagou a pousada e ainda me levou para tomar sorvete. Ela sempre teve essa determinação.
Você tem algum pet em casa?
Temos a May, nossa cachorrinha que adotamos cinco anos atrás, pouco antes de eu entrar na Petlove. A minha mãe, que é a “pet lover raiz”, também tem. Ela dorme com os pets e me manda sugestões de melhorias para a empresa o tempo todo (risos).

Quais são os seus próximos objetivos à frente da Petlove?
Queremos ser a marca mais amada do Brasil e de maior confiança para os veterinários. Também queremos estar entre as melhores empresas para trabalhar — hoje somos a terceira do varejo segundo o ranking da Great Place To Work, mas a ambição é estar entre as melhores globais. Meu objetivo é garantir que a empresa continue escalando sem perder sua essência.
E na vida pessoal?
Quero ver minhas filhas se tornarem mulheres independentes e felizes. Queremos manter a tradição de viajar todo ano para conhecer uma cultura nova — o próximo destino é a China e Taiwan, já que elas começaram a estudar chinês. Quem sabe, em um futuro bem distante, quando eu me aposentar, eu abra uma floricultura junto com uma livraria para viver ali, fazendo arranjos e tendo uma vida bem tranquila.
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Negócios
Jeff Bezos diz que IA levará à escassez de mão de obra

A inteligência artificial levará à escassez de mão de obra, e não à substituição dos seres humanos, previu Jeff Bezos, fundador da Amazon, em uma participação bastante otimista na conferência de tecnologia VivaTech, realizada em Paris na quarta-feira (17).
Bezos apresentou uma visão otimista de como a tecnologia ajudará a humanidade, falando sobre projetos como sua empresa espacial Blue Origin e sua nova startup de IA, a Prometheus, que tem como objetivo acelerar a fabricação de produtos físicos.
“Sei que há muita preocupação por parte de muitas pessoas, inclusive de muitas pessoas inteligentes, de que a IA vá tornar os seres humanos desnecessários e assim por diante”, disse Bezos. “Discordo totalmente desse ponto de vista. E acho que, na verdade, a IA vai causar escassez de mão de obra.”
Metade dos norte-americanos teme que o avanço da IA possa deixá-los ou a alguém de sua família sem emprego, segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada este mês.
Bezos, a quarta pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio líquido de cerca de US$ 250 bilhões, argumentou que as pessoas têm coisas “infinitas” para fazer e estão atualmente limitadas por barreiras que, segundo ele, a IA iria reduzir.
Um dos objetivos da exploração espacial é transferir as indústrias poluentes para fora da Terra, disse Bezos, cuja Blue Origin pretende competir com a SpaceX , do trilionário Elon Musk, no setor de foguetes.
“Se as viagens espaciais se tornarem confiáveis e baratas o suficiente, e pudermos obter materiais de asteroides, objetos próximos à Terra e da Lua, então este planeta-jardim poderá retornar ao seu estado anterior à Revolução Industrial”, disse Bezos.
Ao lado de Bezos estava o presidente-executivo da Blue Origin, David Limp, que disse que a reconstrução da plataforma de lançamento da empresa para os foguetes New Glenn já começou na Flórida, após uma explosão em maio.
Musk também apresentou uma visão ambiciosa para o espaço antes da abertura de capital da SpaceX na semana passada, incluindo planos para criar cidades na Lua e em Marte. Em uma entrevista com o presidente-executivo do JP Morgan, Jamie Dimon, na semana passada, ele falou sobre lançar centros de dados de IA ao espaço e passar férias na Lua.
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