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Dia do Trabalho: 20 Filmes e Séries Que Dissecam os Dilemas do Mercado Profissional

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Em “O Diabo Veste Prada 2“, que acaba de chegar aos cinemas, o embate entre o colapso do impresso e a urgência da era digital mostra como as novas regras do mercado não poupam ninguém — nem mesmo Miranda Priestly. Em outra ponta, a aclamada “Hacks“, que encerrou sua última temporada recentemente, coloca o choque de gerações sob os holofotes, enquanto a frenética “The Bear” imerge os espectadores na busca implacável por excelência de uma cozinha profissional.
Não é de hoje que o mundo corporativo e seus dilemas rendem histórias fascinantes para as telas. Seja na pressão de um restaurante ou nos corredores de grandes escritórios, o trabalho dita nossa rotina, testa nossos limites éticos e, muitas vezes, define nossa própria identidade.
Neste Dia do Trabalho (1º), reunimos 20 produções — entre lançamentos recentes e clássicos essenciais — que dissecam o universo profissional sob diferentes perspectivas.
A seguir, veja 20 filmes e séries para assistir no Dia do Trabalho
1. O Diabo Veste Prada 2

A continuação do clássico “O Diabo Veste Prada” acompanha Miranda Priestly (Meryl Streep) enfrentando o declínio da revista Runway devido à era digital e ao colapso do jornalismo impresso. Ela reencontra Emily (Emily Blunt), agora uma executiva de luxo influente, e Andy (Anne Hathaway), que retorna para o mundo da moda na tentativa de salvar sua carreira.
- Onde assistir: Cinemas
2. Hacks

Na série, Deborah Vance (Jean Smart) é uma lenda da comédia de Las Vegas, mas que vê sua residência no cassino ameaçada por não atrair mais o público jovem. A contragosto, ela aceita trabalhar com Ava (Hannah Einbinder), uma roteirista arrogante e recém-cancelada da Geração Z. O que começa como um choque de gerações se aprofunda em uma análise sobre o etarismo e as exigências mentais de viver para a carreira.
- Onde assistir: HBO Max
3. Jogo Justo

O filme apresenta Emily (Phoebe Dynevor) e Luke (Alden Ehrenreich), um casal de analistas financeiros que trabalham na mesma companhia de Wall Street e mantém o noivado em segredo para não violar as políticas da empresa. A vida perfeita deles desmorona quando Emily recebe a sonhada promoção a qual Luke acreditava ter direito, tornando-se chefe do parceiro. O filme é um thriller psicológico sobre como o ego, o ressentimento, a competição tóxica corporativa e o machismo estrutural podem envenenar as relações dentro e fora do escritório.
- Onde assistir: Netflix
4. Deu Match: A Rainha de Apps de Namoro

Inspirado na trajetória real de Whitney Wolfe Herd (Lily James) — cofundadora do Tinder e criadora do Bumble —, a produção detalha a jornada tortuosa de criar um império no mercado da tecnologia. Ao mostrar o desenrolar dessa revolução na indústria dos aplicativos, a história escancara o ambiente frequentemente machista, os escândalos corporativos e a luta de mulheres executivas para conquistar espaço e investimento no Vale do Silício.
- Onde assistir: Disney+
5. WeCrashed

Baseada em eventos reais, a minissérie narra a ascensão meteórica e a queda vertiginosa da empresa de coworking WeWork. Ao acompanhar o fundador Adam Neumann (Jared Leto) e sua esposa Rebekah (Anne Hathaway), a trama explora como suas ambições megalomaníacas elevaram a empresa a um valor de US$ 47 bilhões, antes de quase ir à falência.
- Onde assistir: Apple TV+
6. Ruptura

Na série criada por Dan Erickson e dirigida por Ben Stiller, cinco funcionários de uma empresa aceitam participar de um procedimento cirúrgico experimental que separa as memórias pessoais e profissionais permanentemente. Assim, nunca lembram quem são ao entrar na empresa ou no que trabalham ao sair dela.
A obra de ficção científica conquistou fãs ao redor do mundo ao abordar dilemas do mundo do trabalho com um toque sombrio.
- Onde assistir: Apple TV+
7. Succession

Logan Roy (Brian Cox) é o patriarca de uma família poderosa e dono de um império midiático conhecido como Waystar Royco. Ele sempre se dedicou mais aos negócios do que aos quatro filhos – Connor (Alan Ruck), Kendall (Jeremy Strong), Roman (Kieran Culkin) e Siobhan (Sarah Snook). Quando Logan tem um declínio em seu estado de saúde, os herdeiros iniciam uma disputa pelo controle das empresas, colocando à prova a lealdade dos candidatos a sucessores.
- Onde assistir: HBO Max
8. Um Senhor Estagiário

Ben (Robert De Niro) é um executivo aposentado de 70 anos que decide se candidatar a uma vaga de estágio sênior. Ele é contratado por Jules (Anne Hathaway) para trabalhar em sua startup de moda e causa estranhamento de início ao destoar do resto da equipe.
Mas seu jeito proativo e dedicado acaba conquistando os colegas de trabalho. Em pouco tempo, Ben se torna o braço direito da chefe, ajudando-a não apenas com as questões profissionais, mas também a atravessar os desafios familiares e pessoais com toda sua experiência de vida.
- Onde assistir: HBO Max
9. The Bear

Na série de comédia dramática, Carmen Berzatto (Jeremy Allen White) é um jovem chef que herda um restaurante e tenta transformar o lugar em um grande negócio. Enquanto batalha para fazer do The Beef um dos maiores e melhores restaurantes de Chicago, Carmy cresce em meio a dificuldades ao lado da equipe de cozinha carrancuda que aos poucos se transforma em uma nova família.
A trama explora como cada personagem lida com suas vidas pessoais enquanto tentam alavancar suas carreiras na gastronomia. Discute temas familiares, ambições profissionais e a rotina estressante do restaurante.
- Onde assistir: Disney+
10. A Rede Social

Dirigido por David Fincher, “A Rede Social” conta a história da criação do Facebook. Enquanto era estudante de Harvard, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg) decidiu criar uma plataforma para que os usuários pudessem avaliar as estudantes da faculdade. O que começou com uma brincadeira se transformou na versão embrionária do Facebook, rede social então pensada para uso exclusivo de universitários. O longa mostra as polêmicas em torno da plataforma e as brigas e batalhas judiciais entre os criadores.
- Onde assistir: HBO Max
11. The Morning Show

Alex Levy (Jennifer Aniston) é diretora e co-âncora do The Morning Show, um programa de TV matinal de prestígio. Depois que seu colega de trabalho há 15 anos, Mitch Kessler (Steve Carell), é demitido em meio a um escândalo de assédio sexual, Alex luta para manter seu emprego como principal âncora de notícias. Enquanto isso, ela trava uma batalha com Bradley Jackson (Reese Witherspoon), uma repórter de campo cujas decisões impulsivas a levam a um novo e desafiador universo do jornalismo televisivo.
Contada sob a perspectiva das duas protagonistas que, além de terem que lidar com os dilemas de suas profissões, enfrentam crises na vida pessoal e profissional, “The Morning Show” retrata a dinâmica de poder entre mulheres e homens no ambiente de trabalho.
- Onde assistir: Apple TV+
12. The Office

Em formato de pseudodocumentário, a série faz uma sátira das dinâmicas do escritório ao mostrar a rotina dos funcionários de uma empresa de papel, a Dunder Miffin. Na equipe, estão Michael Scott (Steve Carell), um gerente fanfarrão que se considera o melhor amigo dos funcionários; Pam Beesly (Jenna Fischer), a simpática recepcionista; Jim Halpert (John Krasinski), o representante de vendas; Dwight Schrute (Rainn Wilson), o arrogante assistente de Michael; e Ryan Howard (B. J. Novak), auxiliar do patrão. O programa oferece uma visão abrangente de cada um, destacando suas singularidades e nuances.
- Onde assistir: Netflix, HBO Max e Prime Video
13. Os Estagiários

Billy (Vince Vaughn) e Nick (Owen Wilson) ficam desempregados, aos 40 anos, depois que a empresa em que trabalhavam encerra as atividades. Desesperados por uma oportunidade, se candidatam a vagas de estagiários no Google, mesmo não entendendo nada de tecnologia.
Fora da zona de conforto, os amigos ficam deslocados no escritório novo, mas se mostram dispostos a ajudar mesmo aqueles que não fazem questão de ser simpáticos com eles. O longa mostra a importância do reconhecimento do potencial e das habilidades de cada um para o trabalho em equipe, que gera laços importantes.
- Onde assistir: Disney+
14. Industry

Um grupo de jovens recém-formados compete por um número limitado de vagas de emprego em um dos principais bancos de investimento de Londres. À medida que eles ingressam em uma cultura corporativa definida pelo ego, sexo e drogas, as fronteiras entre colega, amigo, amante e inimigo logo desaparecem.
- Onde assistir: HBO Max
15. Jerry Maguire: A Grande Virada

Jerry Maguire (Tom Cruise) é um agente esportivo que acaba demitido após uma declaração polêmica sobre o mercado no qual atua. Depois do episódio, o protagonista é obrigado a se dedicar ao único cliente que sobrou, um jogador de futebol americano temperamental, Rod Tidwell (Cuba Gooding Jr.). Ao mesmo tempo, o personagem se envolve com Dorothy Boyd (Renée Zellweger), uma das contadoras da empresa onde ele atuava. A história fala sobre algumas das situações mais comuns no meio corporativo, como a disputa e a desumanização dos líderes.
- Onde assistir: HBO Max
16. Ted Lasso

Ted Lasso (Jason Sudeikis) é um técnico de futebol americano que é contratado para treinar um time de futebol na Inglaterra, mesmo não tendo experiência suficiente com o esporte. A proprietária do time, Rebecca Walton (Hannah Waddingham), contrata o treinador propositalmente na expectativa de que ele será um fracasso. Mesmo inexperiente, Ted conquista a equipe e, aos poucos, passa a entender as particularidades do futebol americano.
- Onde assistir: Apple TV+
17. À Procura da Felicidade

Chris Gardner (Will Smith) é um pai solteiro que precisa cuidar sozinho do filho de cinco anos após problemas financeiros afastarem sua ex-esposa, Linda (Thandiwe Newton). Sem conseguir um emprego, o pai e a criança acabam despejados e passam a viver em abrigos, banheiros e estações de trem enquanto dias melhores não chegam.
Além da forte história de determinação, já que o Chris Gardner da vida real se tornou um empresário e investidor de sucesso, o filme debate sobre a honestidade profissional e a importância de se ter uma motivação estabelecida.
- Onde assistir: HBO Max
18. Mad Men

Em 1960, Don Draper (Jon Hamm) é o diretor de criação da Sterling Cooper, uma agência de publicidade badalada da Madison Avenue, em Nova York. O publicitário se envolve em conflitos profissionais e familiares enquanto tenta guardar um segredo sobre seu passado. Ao mesmo tempo, faz de tudo para ascender economicamente em meio às transformações sociais dos Estados Unidos da época.
- Onde assistir: Disney+
19. Superstore

Um excêntrico grupo de funcionários da megaloja de departamento Cloud 9 enfrenta a rotina diária de caçadores de promoções frenéticos, liquidações que causam tumultos e treinamentos entediantes. A funcionária Amy (America Ferrera) tenta manter tudo sob controle, apesar dos esforços atrapalhados do gerente Glen (Mark McKinney) e de sua assistente Dina (Lauren Ash). Desde novatos cheios de entusiasmo até veteranos que já viram de tudo, a comédia retrata as relações profissionais e discute temas como amor, amizade e a beleza dos momentos do dia a dia.
- Onde assistir: Prime Video
20. A Grande Aposta

Michael Burry (Christian Bale) é o dono de uma empresa de médio porte, que decide investir muito dinheiro do fundo que coordena ao apostar que o sistema imobiliário nos Estados Unidos irá quebrar em breve (crise de 2008). Tal decisão gera complicações junto aos investidores, que nunca haviam apostado contra o sistema.
Ao saber destes investimentos, o corretor Jared Vennett (Ryan Gosling) percebe a oportunidade e passa a oferecê-la a seus clientes. Um deles é Mark Baum (Steve Carell), o dono de uma corretora que enfrenta problemas desde que seu irmão se suicidou. Paralelamente, dois iniciantes na Bolsa de Valores percebem que podem ganhar muito dinheiro ao apostar na crise imobiliária e, para tanto, pedem ajuda a um guru de Wall Street, Ben Rickert (Brad Pitt), que vive recluso.
- Onde assistir: Disponível para aluguel e compra em plataformas de streaming
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Negócios
Empresas em Portugal Implementam Semana de Quatro Dias de Trabalho
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Com o livro “Sexta-Feira é o Novo Sábado“, o professor de economia da Universidade de Londres, o português Pedro Gomes, tem divulgado os casos de 41 empresas em Portugal que decidiram, por conta própria, reduzir a escala para quatro dias de trabalho por três de descanso (4×3).
O especialista da Escola de Negócios da universidade londrina sustenta que a redução da jornada não só é viável, como pode “salvar a economia”, sendo benéfica para o conjunto da economia e da sociedade.
Em relação ao Brasil, o especialista avalia que o país tem condições de reduzir a jornada para 40 horas semanais e acabar com a escala 6×1. A pesquisa de Gomes aponta que a mudança reduz as faltas ao trabalho, diminui a rotatividade nos empregos e incentiva a indústria do lazer e do entretenimento.
“Há muito alarmismo econômico contra a redução da jornada de trabalho. Qualquer redução, em qualquer país que eu vou, dizem exatamente o mesmo: que é impossível reduzir, que vai aumentar os custos para a empresa”, comentou.
À Agência Brasil, o economista português disse que o aumento da produtividade – quando a empresa consegue produzir mais com menos tempo de trabalho –, pode compensar os custos da redução da jornada.
“O que, historicamente acontece, em todas as reduções do tempo de trabalho, é que há um aumento da produtividade por hora. Existem melhoras, na forma como estamos a produzir, que compensam em grande medida, do ponto de vista das empresas, essa redução do tempo de trabalho”, explicou.
Sexta é o novo sábado
O autor analisou a redução da jornada voluntária para 4×3 em 41 empresas portuguesas que somam mais de mil empregados, de diferentes setores e tamanhos.
Dessas companhias, 52% afirmam que vão manter a jornada reduzida para quatro dias de trabalho; 23% dizem que vão manter a jornada reduzida, mas em uma escala menor; e apenas 19% disseram que vão retomar a jornada de 5×2.
Para mais de 90% das empresas, a mudança não teve custos financeiros, com 86% informando que aumentaram as receitas em relação ao ano anterior, sendo que 14% tiveram receitas menores. Cerca de 70% delas ainda concordam que melhoraram os processos da companhia após a mudança.
“A semana de trabalho de quatro dias é uma prática de gestão legítima e viável, que proporciona benefícios operacionais às empresas, como melhor ambiente de trabalho, redução do absentismo [faltas] e aumento da atratividade no mercado de trabalho. No entanto, para ser bem-sucedida, a sua implementação requer uma reorganização profunda”, escreveu Gomes.
Entre as mudanças organizacionais realizadas pelas empresas portuguesas, a mais frequente foi a diminuição da duração das reuniões.
Indústria do lazer
O tempo que o empregado ganha com a redução da jornada tem também um valor econômico que incentiva as indústrias do lazer, do entretenimento, e que tem um efeito positivo para o conjunto da economia.
“Os trabalhadores também são consumidores. Eles também são inovadores, também são cidadãos, têm estudantes e, portanto, o que eles fazem no tempo livre tem um impacto econômico”, explicou.
Pedro Gomes cita o exemplo do industrial Henry Ford, dono da montadora Ford, nos Estados Unidos, que reduziu, em 1926, há 100 anos, a jornada de trabalho na sua empresa para 40 horas semanais, consolidando o final de semana de dois dias.
“Quando os EUA reduziram para 40 horas, 70% das pessoas passaram a ir ao cinema. Isso fez consolidar Hollywood como uma das principais indústrias americanas. Foi muito positivo para empresas ligadas aos esportes, à música, aos livros, à cultura, aos hotéis”, disse Pedro.
Ainda segundo o economista, “é um passo que já foi feito há 100 anos nos EUA e, portanto, está mais do que na hora do Brasil, e os outros países da América Latina, façam essa passagem para as 40 horas”.
O economista cita ainda o caso da China, que, em 1995, adotou o final de semana de dois dias para parte dos trabalhadores do país.
“Não foi para toda a gente, foi mais para uma classe média. Mas pouco depois, o mercado de turismo interno da China se tornou o maior do mundo porque eles tiveram tempo para viajar. E o Brasil tem um potencial enorme de turismo”, completou.
Em Portugal, a jornada de trabalho foi reduzida de 44 horas para 40 horas em 1996.
Faltas e rotatividade
Outro efeito positivo da jornada menor é a redução das faltas ao serviço e a menor rotatividade no emprego, o que aumenta a capacidade de conciliar trabalho com família, sendo especialmente benéfico para as mulheres.
“A rotatividade de trabalhadores e altos níveis de absentismo (faltas) tem um custo enorme para as empresas. Com menos horas trabalhadas, eles vão faltar menos e vão querer sair menos do trabalho, reduzindo a rotatividade”, disse.
Comércio aos sábados
O pesquisador Pedro Gomes acrescentou que algumas das empresas que ele pesquisou não precisaram fechar o comércio no sábado, ou em outro dia, por causa da redução da jornada. Muitas companhias passaram a adotar escalas com menos trabalhadores nos dias de fluxo mais baixo.
“Se vê que tem menos fluxo de clientes nas terças e quartas, então dá mais dias livres aos trabalhadores naqueles dias de menor movimento. Ficam menos trabalhadores na loja, mas a loja fica aberta.”
Para Gomes, as empresas têm a tendência de rejeitar mudanças na extensão da jornada de trabalho, ainda que ela traga benefícios. “Há muitas escolhas do lado das empresas, só que, muitas vezes, elas não querem pensar nisto. Vão pensar depois da legislação. Não conseguem perceber antes os benefícios que vão ter.”
PIB
O economista rejeita a previsão de estudos que apontam para uma possível queda no PIB (Produto Interno Bruto) caso a redução da jornada e o fim da escala 6×1 seja aprovada no Brasil.
O autor Pedro Gomes verificou 250 casos de redução de jornada pela via legislativa que ocorreram no mundo a partir de 1910. Nos cinco anos antes da reforma, a média de crescimento do PIB foi de 3,2%, subindo para 3,9%, em média, após a redução da jornada de trabalho.
“Esses efeitos sobre a produtividade por hora foram muito significativos e compensaram amplamente a redução da jornada de trabalho. Além disso, todos esses outros efeitos macroeconômicos também tiveram impacto [no PIB]”, explicou.
Para o professor de economia, a grande quantidade de horas que o trabalhador brasileiro passa no deslocamento para o serviço também justifica a redução da jornada de trabalho no Brasil. “É uma razão adicional. Os trabalhadores vão melhorar muito a qualidade de vida, vão valorizar muito, e os custos para as empresas são muito mais baixos do que eles costumam argumentar.”
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Negócios
Bem-Estar e Alta Performance: 5 Benefícios da Natureza Validados pela Ciência
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A solidão atingiu níveis epidêmicos: mais de 50% das pessoas no mundo afirmam se sentir solitárias e desconectadas, segundo um levantamento da Gallup. No Brasil, os afastamentos por transtornos mentais atingiram níveis recordes, segundo dados do Ministério da Previdência Social.
Um dos passos para resolver o dilema da solidão em uma era de hiperconexão é desenvolver a capacidade de formar e manter relacionamentos, além de buscar e viver o pertencimento. Passar um tempo na natureza pode ser uma ótimo caminho.
Momentos ao ar livre reduzem a solidão, fortalecem os laços e estimulam comportamentos que promovem a união. Uma análise de 301 estudos em 62 países, publicada na revista acadêmica Science Advances, mostrou que a natureza contribui para a cognição, o raciocínio, a criatividade e a melhoria da comunicação.
A seguir, veja 5 benefícios da natureza para o bem-estar pessoal e profissional
1. Reduz a solidão
Para combater a solidão, uma abordagem eficaz é a “prescrição social” ou “prescrição verde”, que incentiva as pessoas a se reunirem na natureza para atividades como caminhadas ou jardinagem comunitária.
Esses momentos sociais em meio à natureza reduzem a solidão, diminuem o sentimento de alienação e aumentam a sensação de pertencimento e conexão, de acordo com uma pesquisa da revista acadêmica Landscape and Urban Planning.
2. Aumenta a conexão
A natureza também atua para nos conectar. Em um experimento da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, participantes foram convidados a concluir tarefas em dupla, seja em um escritório ou em um parque da cidade. Quando as atividades ocorreram no ambiente natural, eles relataram um sentimento de conexão significativamente maior não apenas com a natureza (o que não surpreende), mas também entre si.
“A natureza e a comunidade não são elementos separados para o bem-estar; elas se potencializam”, diz Ginny Yurich, CEO e fundadora da 1000 Hours Outside, organização dedicada a encorajar famílias a passarem mais tempo ao ar livre. “Quando as pessoas passam tempo juntas na natureza, elas não apenas se sentem melhor individualmente, mas reconstroem o tipo de conexão que torna a resiliência e a saúde mental possíveis em primeiro lugar.”
3. Motiva a socialização saudável
Passar tempo na natureza também pode aprimorar seus relacionamentos, porque aumenta o comportamento pró-social — ou seja, atitudes que beneficiam outras pessoas. Expressar empatia, ouvir, ajudar, apoiar e compartilhar são alguns exemplos.
Segundo pesquisas da Universidade de Regina, no Canadá, o contato com a natureza eleva esses comportamentos positivos, reduz as atitudes antissociais e aumenta o sentimento de conexão e a satisfação geral.
4. Proporciona perspectiva
Outro benefício da natureza é que ela ajuda a vivenciar a “autotranscendência“, um estado no qual você se sente conectado a algo maior do que si mesmo. Isso também impulsiona o comportamento pró-social e até aumenta as doações para caridade, segundo estudos da Universidade de Alberta, também no Canadá.
Frequentemente, a natureza inspira um sentimento de admiração, fazendo com que você se sinta pequeno diante da vastidão de algo grandioso (como um oceano ou uma floresta).
Essa admiração traz perspectiva e diminui a preocupação excessiva consigo mesmo. Quando a sentimos, proteínas chamadas citocinas são liberadas no cérebro e no corpo, impulsionando a felicidade, o bem-estar e a criatividade, de acordo com estudos da Universidade da Califórnia.
A natureza também inspira uma atenção difusa, envolvendo-nos gentilmente sem exigir nosso foco total.
No trabalho, podemos ficar exaustos com as demandas de atenção direcionada (escrever e-mails, participar de reuniões ou tomar decisões). A natureza, no entanto, prende nossa atenção e nos estimula, ao mesmo tempo em que abre espaço para a mente vagar, refletir e se recuperar.
5. Melhora o bem-estar
A natureza também gera resultados positivos em nível individual. E, quando somos mais saudáveis individualmente, entregamos o nosso melhor aos relacionamentos pessoais e profissionais.
Estudos publicados nas revistas acadêmicas International Journal of Research and Public Health e Scientific Reports mostram que o contato com áreas verdes está associado à melhora da pressão arterial, da prática de atividade física, do sono, da atividade cerebral, da função cognitiva e da saúde mental.
Como obter os benefícios da natureza
Você pode desfrutar dos benefícios dos espaços verdes sempre que estiver perto de vegetação natural, como árvores, grama e arbustos. Não importa se os elementos naturais são selvagens, como uma floresta, ou construídos pelo homem, como um parque ou jardim.
Uma pesquisa publicada na revista acadêmica Frontiers in Psychology aponta que a exposição à natureza é poderosa por três razões:
- Ameniza os danos causados por outros tipos de ambientes, como poluição do ar, ruído e calor intenso (pense nos parques urbanos);
- Restaura e reduz o estresse;
- Ajuda a nos fortalecer por meio da atividade física e da melhoria das interações sociais.
Aproveite os benefícios da natureza passando mais tempo ao ar livre, seja sozinho ou, especialmente, acompanhado.
Faça uma caminhada antes ou no final do expediente, participe de uma aula de ioga ao ar livre, organize um piquenique, vá a uma feira de produtores rurais ou ande de bicicleta. Mais do que isso, invista nos seus relacionamentos, pessoais e profissionais, para elevar seu bem-estar, dentro e fora do trabalho.
*Tracy Brower é colaboradora da Forbes USA. Ela é socióloga, conselheira, especialista em assuntos relacionados ao universo profissional e autora de “The Secrets to Happiness at Work” (Os Segredos da Felicidade no Trabalho, em tradução livre).
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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Microsoft Vai Promover 1º Plano de Demissão Voluntária em 51 Anos de História
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A Microsoft está planejando realizar seu primeiro plano de demissão voluntária em 51 anos de história, publicou a CNBC na quinta-feira (23), citando um memorando.
Como outros gigantes da tecnologia dos EUA, a Microsoft vem investindo agressivamente em inteligência artificial. Mas a adoção de um de seus principais serviços de IA, o 365 Copilot, atingiu cerca de 3% do total de 450 milhões de clientes do conjunto de softwares 365 da empresa.
O PDV será aberto a trabalhadores dos EUA no nível de diretor sênior e abaixo, com uma idade e anos de trabalho combinados de 70 ou mais, informou a CNBC.
“Nossa esperança é que esse programa ofereça aos elegíveis a opção de dar o próximo passo em seus próprios termos, com o apoio generoso da empresa”, escreveu Amy Coleman, vice-presidente executiva e diretora de pessoal da Microsoft, no memorando visto pela CNBC.
A empresa está mudando a forma como distribui ações aos funcionários para recompensas anuais e os gerentes não serão mais obrigados a vincular ações diretamente a bônus em dinheiro, disse a CNBC. A Microsoft também está simplificando o processo de revisão de administradores. A Microsoft se recusou a comentar quando contatada pela Reuters.
A desaceleração do crescimento da unidade de computação em nuvem e a preocupação dos investidores com a forte dependência da empresa da OpenAI tornaram a Microsoft uma das ações do setor de tecnologia com pior desempenho este ano. As ações da empresa acumularam queda de quase 24% de janeiro a março – a maior queda trimestral desde 2008.
Em março, a Microsoft unificou as versões comercial e de consumo do Copilot em uma reestruturação que agora tem Mustafa Suleyman, um veterano do setor e chefe de IA da Microsoft, concentrando-se exclusivamente na criação de novos modelos de IA – uma área em que os analistas dizem que a gigante do software ficou atrás de seus rivais.
A estratégia faz parte de uma série de mudanças mais amplas na empresa, incluindo o presidente-executivo Satya Nadella que, em outubro, passou a supervisão de algumas operações e marketing para Judson Althoff, presidente-executivo do negócio comercial da Microsoft, para aumentar seu foco nos esforços de IA.
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