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Negócios

Os Desafios – e a Beleza – do Empreendedorismo Feminino

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Foto: Divulgação
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Camila Borges Chaves, Tiza Borges, Tarcinha Barbosa, Vera Lúcia Antunes Marcelino e Kárita Luize da Penha Pinto Santos

Mesmo sendo 51,5% da população brasileira, de acordo com dados do IBGE, as mulheres ainda são minoria no universo do empreendedorismo nacional. Estudo recente do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em parceria com o Sebrae, expõe uma realidade de invisibilidade e discriminação: mulheres empreendedoras no Brasil ganham, em média, 20% menos do que homens com negócios de características semelhantes, e cerca de 24% das empreendedoras relatam já ter sofrido preconceito devido ao gênero. 

Diante desses desafios, iniciativas focadas em apoiar o empreendedorismo feminino buscam abrir novas possibilidades, especialmente em setores onde as mulheres são maioria, como o da beleza. É o caso do Grupo Boticário, que atua com ações voltadas a reduzir essas desigualdades e promover a autonomia financeira de mulheres no Brasil.

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DNA com protagonismo feminino

A história do Grupo Boticário, uma das principais redes de beleza do país, tem suas raízes no protagonismo feminino. A primeira franquia de O Boticário foi fundada por uma mulher, Laura Oliveira, em 1980. Desde então, o número de franqueadas cresceu consideravelmente, e hoje elas representam 63% das franquias e 86% das revendedoras da marca. 

Em 2023, o grupo alcançou a marca de R$ 30,8 bilhões em vendas totais. “Temos muito orgulho de crescermos juntos, sendo uma alavanca para que a mulher brasileira possa empreender, conquistar seu espaço e a sua independência financeira”, afirma Renata Gomide, Vice-Presidente de Consumer do Grupo Boticário. “Nosso propósito é criar oportunidades para transformar vidas e a sociedade por meio da beleza, o que envolve o incentivo ao empreendedorismo feminino no ecossistema de beleza brasileiro como um todo.”

Entre as iniciativas do grupo está o programa “Empreendedoras da Beleza”, lançado em 2021 para oferecer capacitação a mulheres em situação de vulnerabilidade social. Desde sua criação, o programa já teve mais de 400 mil inscritas e formou mais de 70 mil mulheres em cursos que vão de maquiagem e penteados a temas de negócios e marketing. 

Kárita Luize, uma das ex-alunas do programa, comenta a transformação que esse suporte representou. “Abrir o próprio negócio não é nada fácil. Tem um lado B de gestão e de fluxo de caixa que ninguém conta. Mas os cursos que fiz com o Grupo Boticário me deram todo o suporte, e meu faturamento dobrou”, conta a paulistana, que atualmente administra seu próprio salão de beleza.

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Para continuar ampliando o apoio ao empreendedorismo feminino, o Grupo Boticário também investe no “Programa de Aceleração de Startups”, com foco em negócios liderados por mulheres. Desde o início, já foram aceleradas 19 startups lideradas por empreendedoras. 

Em dezembro deste ano, o Instituto Grupo Boticário lançará o “Hub de Aceleração”, voltado exclusivamente para negócios femininos. A iniciativa faz parte das celebrações de 20 anos do Instituto e busca otimizar processos e ampliar as oportunidades para mulheres que já atuam no setor da beleza.

Histórias que inspiram

A trajetória de mulheres empreendedoras no Brasil é marcada por resiliência, como exemplifica a história de Tarcinha Barbosa, ex-professora de história que perdeu o emprego durante a pandemia e encontrou uma nova carreira como revendedora de produtos de beleza no interior do Ceará. “Passei três anos sufocada, com dívidas para pagar e uma criança pequena para cuidar, mas com o Boticário isso mudou”, relembra. Graças ao acompanhamento do Grupo, que oferece monitoria e ferramentas gratuitas para venda, Tarcinha conseguiu aumentar sua renda em mais de dez vezes.

Outro exemplo vem da família de Regina Borges Cordeiro, de Minas Gerais, em que três gerações de mulheres empreendem com O Boticário. A jornada começou nos anos 1980, quando Dona Regina vendia produtos de porta em porta em Uberaba. Depois de passar a administração para sua filha Tiza, hoje as netas também lideram as 16 lojas da família. “O Grupo Boticário nos apoia e nos capacita demais”, conta Tiza, que vê as filhas Camila e Florença trilhando a mesma carreira. “Sempre tivemos muito espaço para as mulheres crescerem com a marca. Eles contribuem para a gestão e para os resultados de uma forma muito natural. Isso nos dá muita segurança para trabalharmos e conquistarmos o nosso espaço”, valoriza Camila, a primogênita, que já concluiu o Programa de Sucessão de Franqueados do grupo.

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Desde o final de 2022, quando o Grupo Boticário anunciou a aquisição de Truss e marcou sua estreia em salões profissionais, as iniciativas também impactam positivamente a vida de mulheres como Vera Marcelino, que viu o faturamento do seu salão de beleza crescer após começar a trabalhar com a marca profissional de produtos capilares. “Com o apoio e os treinamentos do Grupo, vou ainda mais longe”, afirma a empresária, já planejando abrir uma filial.

No setor de beleza, no qual as mulheres têm uma participação expressiva, o incentivo ao empreendedorismo feminino não só contribui para a independência financeira de muitas brasileiras, mas também fomenta o desenvolvimento de lideranças e fortalece o ecossistema de negócios liderados por mulheres.

O Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, celebrado em 19 de novembro, convida a uma reflexão sobre o impacto dessas iniciativas e a importância de novas políticas que reduzam as desigualdades de gênero no mercado brasileiro.

*BrandVoice é de responsabilidade exclusiva dos autores e não reflete, necessariamente, a opinião da FORBES Brasil e de seus editores.

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O Que É a Empresa do Século 21?

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O título do livro “A Corporação no Século 21“, de John Kay, é uma alusão – talvez uma provocação – a uma das obras mais influentes de gestão, “A Corporação e o Século 20“. Se ali o economista americano Richard Langlois traçava a transformação da organização comandada por empresários para a organização liderada por executivos profissionais, o também economista (porém britânico) John Kay agora narra uma mudança muito, mas muito mais radical.

Questiona, inclusive, se faz sentido dizer que vivemos em um sistema capitalista. Porque o capital perdeu a importância. “Mesmo investidores sofisticados examinam o Roce [Retorno sobre o Capital Empregado]”, escreve, embora o retorno tenha “tanta conexão com o capital quanto com a quantidade de água utilizada ou o número de reuniões realizadas”, afirma. Vivemos, considera, a era do capital as a service – empregado apenas na medida em que é necessário.

O poder do acionista é outra balela, segundo ele. O acionista de uma multinacional não tem nenhum controle sobre o que é feito da empresa. Até os dividendos que recebe, se os receber, são definidos pelos diretores.

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Em especial, Kay ataca a noção de empresa como uma teia de contratos – visão clássica, estabelecida pelo também britânico Ronald Coase, que levou um Prêmio Nobel por sua teoria. A questão é que a ideia de um conjunto de contratos se opõe à própria qualificação de uma empresa como pessoa jurídica. Afinal, ela tem uma personalidade ou não?

Maximizar o lucro, um mantra dos anos 1970 que vem caindo em desuso, nunca foi uma teoria sólida, acredita o autor. Qual lucro, afinal? O de curtíssimo prazo? Em detrimento de ações que preservem a empresa no futuro?

Para ele, a missão de uma corporação é promover o “florescimento de seus múltiplos stakeholders”. Porque a empresa não é uma combinação de relações transacionais, e sim uma construção de relações sociais, entre seus integrantes e com o mundo à sua volta. As implicações dessa visão para o funcionamento da empresa… isso fica para um prometido próximo volume.

*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, em setembro de 2026.

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Amazon MGM Studios Anuncia Head de Theatrical Marketing no Brasil

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O Amazon MGM Studios anunciou Roberta Fraissat como Head de Theatrical Marketing, responsável por liderar as estratégias de marketing dos lançamentos da companhia nos cinemas brasileiros.

Mais recentemente, Roberta atuou como diretora de marketing para a América Latina e Head de Marketing para o Brasil na Crunchyroll.

A executiva passou a maior parte da carreira na The Walt Disney Company, onde ingressou como coordenadora de desenvolvimento de produto em 1999. Saiu de lá em 2023 como diretora de marketing. Nesse período, esteve envolvida em campanhas de produções como “Vingadores”, “Star Wars”, “Toy Story”, “O Rei Leão”, “Carros” e “Alice no País das Maravilhas”.

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É formada em negócios pela Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e tem MBA pela FIA Business School.

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A Escala 5×2 Chegou. E Muda Mais do Que o Custo da Folha

Redação Informe ES

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Está decidido. A Emenda Constitucional 141, promulgada na última sexta-feira (20), encerra a escala 6×1. Em 60 dias, todo trabalhador CLT passa a ter duas folgas semanais e jornada máxima de 42 horas. Catorze meses após a publicação, o teto cai para 40 horas, sem redução de salário.

A primeira leitura é de custo, e ela não está errada. Como não será permitida a redução de salários e haverá redução de 44 para 40 horas semanais, cada hora vale 10% a mais. E isso encarece também a hora extra e os adicionais, que são calculados sobre o valor da hora.

Em operações que funcionam sete dias por semana, como varejo e serviços, manter a cobertura exige reforço de quadro. Nas simulações que tenho acompanhado, esse reforço fica entre 10% e 20%, e pesa mais nas unidades menores, que têm menor margem para remanejar gente.

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Mas tratar a 5×2 apenas como aumento de folha é desperdiçar a oportunidade de rever a estratégia de remuneração como um todo.

Eficiência de escala

Comecemos pelo fixo. Com a hora mais cara, a pressão será por conter reajustes. Esse é um erro tentador. Mas antes de pensar em trocar equipes com salários reduzidos, será importante avaliar reservas escondidas na própria escala.

Empresas que passaram a montar turnos a partir da curva de movimento por hora descobriram horas extras desnecessárias e gente parada nos horários errados. Eficiência de escala é a primeira fonte de financiamento da nova jornada.

Onde mora a oportunidade

O variável é onde mora a oportunidade mais clara. Se o objetivo é produzir o mesmo, ou mais, em menos horas, a remuneração variável precisa apontar para isso. Prêmios por produtividade, metas de venda por hora trabalhada, bônus por cobertura nos picos ou por redução de absenteísmo transformam a exigência legal em alinhamento: a empresa ganha eficiência e o colaborador participa do ganho.

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A experiência internacional reforça a lógica. Quando Portugal reduziu a jornada de 44 para 40 horas, em 1996, estudos registraram ganho de produtividade próximo de 8%. O Chile está no meios de uma transição gradual até 2028, e o México aprovou a sua até 2030. A redução funciona melhor quando vem acompanhada de esforço deliberado de produtividade, e incentivo bem desenhado é parte desse esforço.

Recompensas intangíveis

Há ainda uma camada que raramente entra na planilha: as recompensas intangíveis. Duas folgas, previsibilidade de escala e fins de semana inteiros com a família são valor percebido. Gente descansada e motivada erra menos, falta menos e atende melhor. Empresas que comunicarem isso como parte da proposta de valor ao empregado vão reter melhor do que as que tratarem a mudança como obrigação.

Rotatividade pode diminuir

Há também uma economia que raramente aparece na conta da transição: a da rotatividade. No varejo, ela já é altíssima. Levantamento do Sindilojas-SP mostra que a rotatividade no varejo paulista chegou a 56,6% em 2025, o maior nível desde 2020. Em alguns segmentos, como lojas de conveniência, passou de 90%.

Isso significa recontratar, quase todo ano, boa parte da equipe. Cada saída tem um custo que vai além da rescisão: recrutamento, treinamento e os meses em que o novo funcionário ainda não rende o que rendia quem saiu. O cliente percebe essa curva de aprendizado no caixa e no atendimento. Se a 5×2 for bem implementada, com escalas previsíveis e folgas que de fato descansam, as pessoas tendem a ficar mais tempo. Parte do custo da nova jornada pode voltar como economia em turnover.

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E há a carreira. Mais turnos e escalas mais complexas exigem novas funções de controle: líderes de turno, coordenadores de escala, analistas de operação. É uma chance real de promover quem já conhece a operação e o cliente. A pergunta incômoda é se essa base está preparada. Quem sempre executou nem sempre foi treinado para planejar, ler indicadores ou liderar colegas. Sem trilha de capacitação e uma estrutura de cargos que reconheça esses degraus, a promoção vira armadilha.

Além disso, pessoas que estavam na informalidade podem voltar a se interessar pelo modelo CLT nesta nova configuração de escala.

Muitos empreendedores lerão tudo isso pensando na própria rotina, que está mais para 7×0 do que para 5×2. É verdade. A diferença é que, nesse caso, cada hora a mais constrói patrimônio próprio. Para quem trabalha numa estrutura que não é sua, o que se constrói é outra coisa: vínculo, ou a falta dele. Numa geração que cobra cada vez mais qualidade das relações de trabalho, a 5×2 talvez seja menos uma imposição e mais a formalização de algo que o mercado já vinha pedindo.

*Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.

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Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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