Negócios
Transparência salarial: empresas têm até hoje para preencher relatório

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Termina nesta sexta-feira (30) o prazo para que empresas com 100 ou mais funcionários preencham o Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios de 2024, conforme prevê a Lei 14.611/2023 – Lei de Igualdade Salarial, que estabelece critérios de remuneração entre mulheres e homens que executam o mesmo tipo de trabalho.
O relatório é uma ferramenta utilizada pelo governo federal para verificar se há casos de disparidades salariais por gênero nas empresas. Com esses dados, é possível conhecer a realidade remuneratória dos profissionais nas empresas, bem como as políticas de incentivo à contratação e promoção na perspectiva de gênero.
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Para preencher o documento, as empresas têm de acessar o Portal Emprega Brasil, do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), e inserir as informações no relatório. Na página, há indicações de como as empresas e suas filiais devem se cadastrar, além de identificar as pessoas físicas que irão representar as instituições.
Esses representantes devem ter login no portal único de serviços digitais do governo federal, o Gov.br, e devem responder a cinco perguntas do questionário complementar.

Lei da Igualdade Salarial estabelece critérios de remuneração entre mulheres e homens que executam o mesmo tipo de trabalho
Etapas
A partir das informações disponibilizadas, o Ministério do Trabalho produzirá outro relatório, com dados gerais de cada empreendimento, que será disponibilizado às empresas até 16 de setembro. Não há possibilidade de dados individuais serem divulgados para evitar a identificação de situações únicas.
Após a entrega do documento sobre a situação de transparência salarial no país, as empresas deverão publicar os dados gerais do relatório gerado em locais acessíveis, como sites, redes sociais ou outros meios similares, até 30 de setembro. A divulgação deve ser ampla, visando alcançar seus empregados, trabalhadores e ao público em geral.
Se uma empresa não garantir a visibilidade dessas informações, por meio da publicação dos relatórios, o MTE aplicará multa administrativa correspondente a até 3% da folha de salários, com o teto de 100 salários mínimos (R$ 141,2 mil). Outras sanções por discriminação salarial e critérios remuneratórios entre homens e mulheres podem ser aplicadas, quando for o caso.
Em 30 de setembro, o MTE e o Ministério das Mulheres deverão fazer a divulgação de dados gerais dos relatórios entregues, como foi feito no primeiro Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios de 2024, em março deste ano.
Discriminação salarial
Em casos de discriminação salarial e de desigualdades apontadas no relatório, a legislação estabelece que um plano de ação deverá ser elaborado pela empresa infratora em até 90 dias, após o recebimento da primeira notificação. Representantes das entidades sindicais têm participação garantida em lei na elaboração e na implementação do plano de ação.
Se verificada a reincidência das desigualdades salariais de um mesmo CNPJ, a legislação prevê que seja lavrado um auto de infração pela auditoria fiscal do trabalho. A empresa tem prazo de dez dias para apresentação de defesa administrativa.
As pessoas jurídicas com 100 ou mais empregados devem adotar medidas para garantir essa igualdade, incluindo transparência salarial, fiscalização contra discriminação, canais de denúncia, programas de diversidade e inclusão, e apoio à capacitação de mulheres.
Primeiro relatório
Ao todo, 49.587 empresas com 100 ou mais funcionários em 31 de dezembro de 2023 prestaram as informações exigidas pela nova legislação.
Os dados do primeiro relatório de transparência salarial, divulgado em março deste ano, mostraram que as mulheres ganham 19,4% a menos do que os homens na mesma função.
O documento revelou, por exemplo, que a remuneração média no Brasil é de R$ 4.472. Os homens não negros recebem R$ 5.718; as mulheres não negras aparecem na sequência, com R$ 4.452. Já os homens negros ganham R$ 3.844 e as mulheres negras têm salários médios de R$ 3.041.
As mulheres ocupam apenas 38% dos cargos de liderança no mercado de trabalho brasileiro.
O Brasil não é um caso isolado de diferenças salariais de gênero. O relatório Mulheres, Empresas e o Direito do Banco Mundial, publicado em 2024, indica a disparidade global de gênero.
Denúncias
Denúncias de desigualdade salarial podem ser feitas pelo site da Carteira de Trabalho Digital ou no aplicativo para smartphones desenvolvido pelo Ministério do Trabalho e Emprego nos sistemas Android e iOS. Antes, é preciso acessar o portal Gov.br.
Para esclarecer eventuais dúvidas sobre a lei, o Ministério das Mulheres, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, tem a Cartilha Tira-Dúvidas: Lei da Igualdade Salarial e de Critérios Remuneratórios entre Mulheres e Homens, com informações destinadas aos trabalhadores e empregadores.
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Como Jerome Cadier Tirou a Latam da Crise e Preparou a Companhia para Crescer

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Na cerimônia militar de apresentação de Jerome Cadier no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, o CPOR, sua mãe chorava sem parar – não de orgulho, e sim por receio. Não é que temesse uma guerra. Mas achava que seu filho, o caçula de cinco irmãos, era magro demais, frágil demais e “meio fresco para comer”; acostumado a uma “vida boa de classe média”, não aguentaria a rotina no Exército.
Jerome aguentou, é claro. Não só aguentou como fez ótimos amigos, para a vida, e afirma ter aprendido muito. Durante um ano, acordou cedo, cumpriu a rígida rotina do quartel, aprendeu a atirar, dormiu em acampamentos, estudou estratégia de guerra… e, sim, encarou a ração militar sem grandes problemas. Depois de formado, ainda passou dois meses como tenente no Regimento de Cavalaria em Pirassununga, no interior de São Paulo. Muito de sua disciplina e seu estilo de liderança ele atribui à experiência no ambiente militar. “Foi um choque de realidade, de botar o pé no chão, ter de se dedicar e não ter escapatória”, afirma.
O traço que mais se nota dessa herança é provavelmente seu estilo direto, franco, transparente, tanto para falar dos negócios quanto de sua vida pessoal. Aos 56 anos, prestes a completar uma década no comando da companhia aérea Latam no Brasil, Cadier ganhou visibilidade no setor e no mundo dos negócios em geral (principalmente por suas declarações sobre a reforma tributária, a falta de apoio ao turismo e outros temas políticos). Ele atribui esse tom mais enfático ao tempo no cargo. “Hoje eu consigo fazer algumas afirmações com mais tranquilidade”, diz.

Para essa tranquilidade contribui, sem dúvida, o bom momento vivido pela empresa. Depois do baque da pandemia de covid-19, o que levou a companhia à concordata, Cadier liderou uma reestruturação que vem dando frutos: o número de reclamações dos passageiros despencou, o número de destinos vem subindo consistentemente, os lucros voltaram… e a Latam está investindo em uma nova frota, com aviões um pouco menores, para ampliar ainda mais seu alcance.
A eficiência empresarial, porém, encontra limites. Tanto no imponderável, como um cenário de guerra que faz o preço do combustível disparar, quanto em um contexto que, este sim, pode ser mudado. E daí vem a atuação de Cadier, com o registro de que o Brasil explora muito pouco seu potencial na aviação. O patamar de meia viagem aérea por habitante ao ano, lembra ele, está muito aquém do de outros países e permanece assim há muito tempo.
“O Brasil precisa de uma agenda que aumente a eficiência e reduza os custos do setor, em vez de manter regras que encarecem a operação e de conviver com um dos combustíveis de aviação mais caros do mundo.”
Jerome Cadier, CEO Latam Brasil
Carta branca para mudar
Cadier tem um nome e um sobrenome não muito comuns. É porque são de origem francesa. Seu pai, filho de um casal de franceses radicado no Brasil, nasceu no Rio de Janeiro, estudou na França e voltou ao país no fim da década de 1950 casado com uma francesa. Jerome (pronuncia-se “Jerrôme”) cresceu falando francês e estudou em uma escola francesa.
Não tinha ideia de que profissão queria seguir, mas como era bom em matemática escolheu engenharia de produção – que cursou na Escola Politécnica da USP, tendo entrado aos 20 anos, depois de um ano de cursinho e da temporada no Exército. Nunca trabalhou como engenheiro, mas acredita que o curso tenha lhe burilado a capacidade de resolver problemas.
Ao sair da faculdade, trabalhou na consultoria McKinsey durante oito anos, durante os quais fez um MBA na Kellogg School of Management, nos Estados Unidos. Em 2002, foi para a Whirlpool, dona de Brastemp e Consul, onde atuou nas áreas comercial e de marketing e chegou a comandar os negócios na Oceania.
Ficou dez anos no grupo, até receber, em 2013, o convite para ingressar na companhia formada pela fusão da brasileira TAM com a chilena LAN, o Latam Airlines Group. “Fui o primeiro executivo que veio de fora e entrou para a Latam”, diz. Mudou-se para Santiago, onde assumiu como diretor de marketing do grupo, com responsabilidades também ligadas à experiência do cliente.
Se hoje o passageiro diz “Latam” com naturalidade, Cadier tem participação direta nessa mudança de vocabulário. Foi ele quem liderou a criação da marca que substituiu TAM e LAN em todos os mercados do grupo. Lançada em maio de 2016 e apresentada durante a chegada da tocha olímpica ao Brasil, a nova identidade completa uma década.

Em maio de 2017, ele voltou para presidir a operação brasileira, que havia perdido espaço e rentabilidade. A fusão reunira empresas em situações diferentes. A TAM enfrentava uma concorrência maior e resultados fracos. A LAN chegava com uma operação rentável e queria ampliar sua presença no Brasil. “A LAN queria a fusão, mas a TAM precisava da fusão”, compara.
Essa diferença teve impacto na condução dos negócios. Respaldados por seus resultados melhores, os executivos oriundos da LAN impuseram à operação brasileira a fórmula que havia dado certo para eles: tornar-se, até onde fosse possível, uma empresa low cost. Fazia sentido lá fora, onde as companhias aéreas sofriam concorrência de rivais de baixo custo. No Brasil, deu errado.
A Latam aumentou o número de assentos nos aviões (diminuindo o espaço entre eles), cortou serviços e passou a cobrar pela comida. Resultado: a empresa perdeu fidelidade entre os clientes corporativos, de tíquete mais elevado, e a GOL e a Azul avançaram.
“Em pouco tempo, a direção do grupo entendeu que eles também não sabiam como reverter os resultados”, brinca Jerome, e o então presidente global, Enrique Cueto, lhe deu liberdade para rever a estratégia. “Carta branca para você, me diz o que a gente precisa fazer”, disse-lhe. Jerome apostou que era preciso voltar a oferecer o que o brasileiro valorizava.
A estratégia retomava, aliás, a origem da TAM. Seu fundador, Rolim Amaro, ficou famoso pelo atendimento pessoal e cuidadoso, estendendo tapetes vermelhos e destacando pessoalmente os cartões de embarque de passageiros. A companhia voltou a oferecer comida a bordo, melhorou os canais digitais e se aproximou das agências de viagens, especialmente das que atendiam o público corporativo.
A atenção de Jerome aos colaboradores também lembrava a prática antiga: nos primeiros meses à frente da operação brasileira, ao percorrer as bases da companhia, diz ter ouvido de um funcionário em Teresina, no Piauí, que o último executivo a visitá-los havia sido Rolim, duas décadas antes.
Cadier também tratou de melhorar as métricas. Até então cada área tinha as suas, que eram corretas mas nem sempre levavam ao resultado desejado. Ele trocou os objetivos individuais por um compromisso comum: “Você vai trabalhar com uma meta só, que é o que o passageiro quer”. O que isso muda? O pessoal do aeroporto pode fazer tudo certo, o da manutenção idem, a tripulação também… e o avião não decolar no horário. “Com um objetivo comum, você incentiva o pessoal a pensar em como pode facilitar a atuação de outra área”, diz o executivo.
Há também uma questão estratégica. Pontualidade, por exemplo, é um fator fundamental do serviço. Não só porque agrada ao cliente, mas também porque o atraso sai caro (em horas extras, em diárias de hotel para passageiros de voos cancelados etc.). E combatê-la com eficiência exige fazer escolhas que aumentam o custo: é preciso ter redundâncias – aviões extras prontos a tomar o lugar de algum que apresente defeito, equipes maiores… Os gastos acabam compensando, mas no médio prazo.
E a Latam Brasil chegou a ver melhora nos resultados já entre o final de 2018 e o início de 2019. Com mais pontualidade e satisfação dos clientes, a rentabilidade voltou. O fim da Avianca Brasil, uma rival de baixo custo, ajudou. Tudo parecia tão nos eixos que Jerome lembra de ter concluído: “Fechei um ciclo”. Era hora de pensar no próximo, fosse dentro ou fora da Latam.
A reconstrução da Latam pós-pandemia
O ciclo que o esperava, porém, era de natureza totalmente diferente. Em plenas férias de fim de ano no final de 2019, Cadier esquiava com Thomas, seu filho do meio, então com 10 anos, e uma noite os dois chegaram a jogar um jogo no celular cujo objetivo era… espalhar um vírus pelo mundo.
Àquela altura já haviam surgido as primeiras notícias sobre uma doença estranha na China. Mas ele só percebeu que a situação iria se agravar semanas depois, quando a ocupação de um voo para Milão caiu para cerca de 40%. A partir daí, com o avanço da pandemia, a procura despencou rapidamente. Houve dias sem nenhum voo no país inteiro. A receita despencou, mas os custos permaneciam (inclusive com passageiros que pediam reembolso das passagens compradas com antecedência).
A Latam entrou em recuperação judicial nos Estados Unidos. A operação brasileira ainda acreditou que pudesse contar com auxílio do governo, mas seguiu o mesmo caminho um pouco depois. E então Jerome decidiu que, se a concordata era inevitável, seria melhor aproveitá-la para uma reconstrução maior. “Nosso objetivo não era sair logo da recuperação judicial, era sair bem”, afirma.
A Latam renegociou contratos, reduziu custos, e ganhou flexibilidade. Só não cortou os investimentos em tecnologia: tratou de automatizar processos. A companhia também manteve projetos voltados para o passageiro, como a Premium Economy nos voos domésticos e o reforço do programa de fidelidade.
Para evitar demissões, Jerome tentou negociar uma redução salarial com os aeronautas, sem sucesso. Os cerca de 2.700 cortes em agosto de 2020 acabaram sendo inevitáveis, diz. “Quando nos recuperamos, recontratamos a maior parte deles.” Hoje, o grupo tem 41 mil funcionários e a Latam Brasil emprega 24.180 pessoas. Antes da pandemia, eram 21 mil. “Isso não diminui o peso das decisões que precisaram ser tomadas naquele momento.”
Que a situação era estressante, não há dúvida. Para começar, como administrador estatutário, não era só o emprego de Cadier que estava em jogo; ele corria o risco de perder o patrimônio também caso a empresa sucumbisse. Não menos impactante, nessa época seu casamento (o segundo) ruiu.
Nessa situação, Cadier refinou seu estilo de liderança calcado em comunicação rápida, incisiva e transparente. Chegava a gravar vídeos curtos pelo celular para funcionários que temiam perder o emprego ou ficar sem salário. “A regra era não dourar a pílula”, conta. “Até porque, naquele contexto, como você ia fingir que estava tudo sob controle?”
Em novembro de 2022, a Latam saiu da recuperação judicial nos Estados Unidos, dois anos e meio depois de entrar no processo. Mais enxuta e capitalizada, teve condições de ajustar a frota e a malha. O Brasil, antes visto como uma operação grande mas falha e pouco rentável, ganhou peso na estratégia global. E a perspectiva para a frente é ainda melhor, frisa Cadier. Antes da pandemia, a Latam voava para 44 destinos domésticos. Chegou a 64 e pretende alcançar 67 até o fim de 2026.
“Uma das maiores lições da pandemia foi entender os limites da nossa capacidade de prever o futuro.”
Jerome Cadier, CEO da Latam
Para ampliar a malha, encomendou 24 unidades do Embraer E195-E2, com opções de outras 50. Com 136 assentos, o modelo terá classes Economy e Premium Economy e permitirá atender mais cidades médias – pela facilidade de operar em aeroportos menores e pelo custo mais ajustado onde a demanda é pequena para os Airbus maiores da frota.
Na primeira fase, prevista até março de 2027, os aviões deverão operar 42 rotas domésticas. Desse total, oito são novas ligações; as demais envolvem a malha existente. A demanda, afirma Cadier, já está surpreendendo, com um volume de reservas maior do que o esperado, principalmente em rotas do agronegócio, como Rondonópolis (MT).
A recuperação não eliminou a exposição às oscilações do setor. No segundo trimestre de 2026, o Grupo Latam teve receita de US$ 4,2 bilhões, 28% acima do registrado no mesmo período do ano passado, embora seu lucro líquido tenha caído quase à metade, para US$ 125 milhões (em grande parte pelo aumento do combustível, de 93,1%). No ano passado, a receita foi de US$ 14,5 bilhões, alta de 11,2% sobre 2024, e a previsão de analistas para este ano é de passar dos US$ 17,3 bilhões. “A gente não tem ideia de quando vai acabar a guerra do Irã e o que vai acontecer com o combustível”, diz. “Uma das maiores lições da pandemia foi entender os limites da nossa capacidade de prever o futuro.”
Bons resultados, no entanto, inegavelmente ajudam a aliviar a tensão. E isso se reflete na vida pessoal. Cadier diz que já trabalhou jornadas mais longas. Hoje procura preservar o tempo com a família. Está no terceiro casamento e tem três filhos: Martina, de 21 anos, da primeira união; e Thomas, hoje com 16, e Chloe, de 14, do segundo casamento. O tempo livre é também uma conquista profissional. Cadier passou a valorizar as equipes capazes de encontrar respostas para os problemas da companhia. “Quanto mais forte é uma organização, menos ela depende do CEO para encontrar as melhores soluções.”

Mesmo assim, desistiu do triatlo. “Toma tempo demais”, define. Cadier esquia desde criança e já praticou também corrida. Hoje prefere pedalar, fazer mountain bike nos fins de semana e andar de moto, uma de suas paixões. Também não abre mão de dormir cerca de sete horas por noite – algo essencial em seu cargo, afirma. “Em aviação, uma crise pode irromper a qualquer momento, e você precisa estar 100% alerta, descansado e disposto.”

*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, de setembro de 2026, que traz a lista dos Melhores CEOs do Brasil.
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Prêmio para Mulheres Cientistas Tem Inscrição Prorrogada até Novembro
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Mulheres estudantes do Ensino Médio e universitárias terão até o dia 15 de novembro para se inscrever no 8º Prêmio Carolina Bori Ciência e Mulher.
A premiação, promovida pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), tem o objetivo de reconhecer cientistas e jovens pesquisadoras com trabalhos relevantes em suas áreas de conhecimento e incentivar a participação feminina na produção científica. Por isso, o foco se alterna anualmente entre profissionais e estudantes.
Este ano, a proposta é identificar jovens que, mesmo no início de sua formação, já demonstram curiosidade científica, criatividade, capacidade de investigação e interesse em construir uma trajetória ligada à ciência.
Podem concorrer estudantes que estejam matriculadas no Ensino Médio ou em cursos de graduação em instituições de ensino brasileiras.
Para participar, essas meninas devem ter desenvolvido projetos ou atividades de iniciação científica com orientação de professores ou pesquisadores ou se destacado em feiras e olimpíadas científicas, projetos de pesquisa ou ações de divulgação científica.
A SBPC vai premiar seis mulheres: três do ensino médio e três da graduação. Em cada etapa, será escolhido um projeto de cada uma das seguintes áreas: Humanidades; Ciências Biológicas e da Saúde e Engenharias, Ciências Exatas e Ciências da Terra.
As vencedoras irão receber uma mentoria exclusiva com pesquisadores reconhecidos e vão apresentar seus trabalhos na 79ª reunião Anual da SBPC prevista para ocorrer em julho de 2027 em João Pessoa (PB).
Além disso, as estudantes do ensino médio ganhadoras vão receber um prêmio em dinheiro de R$ 10 mil e as alunas da graduação um valor de R$13 mil.
Quem foi Carolina Bori
Carolina Martuscelli Bori (1924-2004) foi uma psicóloga e pesquisadora brasileira pioneira da ciência e da pesquisa científica no país.
Também foi a responsável pela introdução da Análise Experimental do Comportamento no Brasil e a primeira mulher a presidir a SBPC, entre os anos de 1986 e 1989.
As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de novembro pelo formulário online. O edital com todas as informações pode ser acessado no site da SBPC.
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Ranking dos Atletas Mais Bem Pagos da História Tem Brasileiro Perto do US$ 1 Bilhão

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Depois que Tiger Woods se tornou o primeiro atleta em atividade da história a ultrapassar US$ 1 bilhão em ganhos de carreira, em 2009, foram necessários mais oito anos para que alguém igualasse esse feito, com o boxeador Floyd Mayweather finalmente superando essa marca em 2017.
O clube já não é tão exclusivo assim. Com mais dinheiro entrando no esporte do que nunca, nove atletas já alcançaram pelo menos US$ 1 bilhão em renda acumulada em dinheiro — incluindo ganhos dentro de campo, como salários e premiações, e fora dele, como contratos de patrocínio, sem descontar impostos ou comissões de agentes —, e outros dois estão a caminho de entrar nesse grupo no próximo ano.
As estrelas do basquete Stephen Curry e Kevin Durant são as adições mais recentes, com ambos ultrapassando US$ 1 bilhão durante a temporada 2025-26. Com Curry e Durant projetados para ganhar US$ 203,6 milhões e US$ 104,9 milhões, respectivamente, como os dois jogadores mais bem pagos da NBA em 2026-27, eles estão a caminho de ultrapassar Mayweather, Roger Federer e Phil Mickelson e chegar à quinta e sexta posições do ranking financeiro de todos os tempos até a primavera.
Os quatro primeiros serão mais difíceis de alcançar. Neste ano, Cristiano Ronaldo se tornou o primeiro atleta em atividade da história a atingir US$ 2 bilhões em ganhos de carreira, com seu salário como jogador alcançando um novo patamar depois de sua transferência para o Al Nassr, da Saudi Pro League, em 2023, e seu portfólio de patrocínios figurando entre os mais lucrativos de todo o esporte.
A lenda do futebol, de 41 anos, deve ampliar sua liderança na primeira posição com mais US$ 300 milhões nesta temporada, o que elevaria seu total ao longo da carreira para US$ 2,39 bilhões.
O rival de longa data de Ronaldo, Lionel Messi, deverá se juntar a ele no clube dos multibilionários até o próximo ano, assim como Woods, que ainda ganha estimados US$ 45 milhões por ano fora dos campos de golfe, mesmo com lesões limitando bastante sua participação em torneios nos últimos anos.
LeBron James aparece em quarto lugar, com US$ 1,68 bilhão em ganhos de carreira até agora. Embora tenha aceitado um salário modesto para seus padrões, de US$ 3,9 milhões nesta temporada, para disputar um título com o Philadelphia 76ers nos últimos anos de sua carreira, ele ganha estimados US$ 90 milhões com uma ampla lista de parceiros e outros negócios.
Os quatro primeiros também compartilham outra distinção: são os únicos atletas em atividade que se tornaram bilionários. (Embora Mickelson, Federer, Mayweather, Durant e Curry tenham todos ultrapassado US$ 1 bilhão em ganhos de carreira, a Forbes estima que seus patrimônios líquidos fiquem abaixo de US$ 1 bilhão depois de considerar impostos, comissões de agentes e outras despesas.)
Enquanto isso, Michael Jordan, o ex-atleta mais rico do mundo, com patrimônio líquido estimado em US$ 4,7 bilhões, não aparece na lista de maiores ganhos de todos os tempos porque a Forbes inclui apenas a remuneração recebida enquanto os atletas estavam em atividade em seus esportes.
A maior parte do dinheiro que His Airness ganhou com sua Jordan Brand e outros patrocinadores — sem mencionar a venda do Charlotte Hornets por US$ 3 bilhões em 2023 — veio depois que ele se aposentou.
Na verdade, Jordan recebeu apenas US$ 94 milhões em salários como jogador ao longo de toda a carreira na NBA, sem ajuste pela inflação — um total que as atuais estrelas da NBA superam em menos de dois anos de trabalho.
De muitas maneiras, porém, as estrelas do esporte do século 21 podem agradecer a Jordan por ter criado um modelo de como transformar fama e sucesso dentro de quadra em marcas pessoais lucrativas.
Em 1984, quando a Nike ainda era uma empresa emergente no setor de vestuário esportivo, a companhia apostou inéditos US$ 2,5 milhões ao longo de cinco anos em Jordan, além de royalties sobre cada par de tênis vendido.
Neste ano, Curry assinou um acordo com a marca chinesa Li-Ning que, segundo relatos, vale US$ 400 milhões por dez anos.
Também não é coincidência que, até o fim desta temporada, cinco dos seis maiores ganhadores de todos os tempos serão jogadores de basquete e futebol.
Os dez jogadores mais bem pagos da NBA atualmente devem arrecadar US$ 958 milhões nesta temporada, superando ligeiramente os US$ 942 milhões dos jogadores de futebol mais bem pagos do mundo e esmagando o top 10 de todos os outros esportes.
Mas, embora a NBA esteja se beneficiando de um pacote de direitos de mídia de 11 anos e US$ 76 bilhões, que está elevando o teto salarial da liga, ainda serão necessários mais alguns anos para que a próxima geração de estrelas — como Giannis Antetokounmpo, Anthony Edwards e Jayson Tatum — se junte a James, Curry e Durant no clube do bilhão, mantendo o ritmo atual.
Infelizmente, levará ainda mais tempo até que uma mulher apareça entre os atletas mais bem pagos de todos os tempos.
Serena Williams acumulou cerca de US$ 450 milhões em renda estimada antes de deixar o tênis em 2022, ficando mais de US$ 100 milhões à frente de qualquer outra atleta mulher da história, enquanto a atleta mais bem paga do mundo no ano passado foi Coco Gauff, com US$ 33 milhões — um nono do que seu equivalente masculino, Ronaldo, embolsou.
Ainda assim, há dois atletas que devem alcançar dez dígitos nos próximos meses: o ícone do futebol Neymar, cujo salário como jogador caiu com sua transferência para o Santos, no Brasil, em 2025, mas cujos ganhos estimados com patrocínios continuam acima de US$ 20 milhões por ano; e o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton, cuja renda estimada de US$ 100 milhões no ano passado o colocou na pole position para ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão, com cerca de US$ 940 milhões acumulados até agora na carreira.
Os Atletas Mais Bem Pagos de Todos os Tempos
1. Cristiano Ronaldo
- Ganhos de carreira: US$ 2,09 bilhões
- Esporte: futebol
- Idade: 41
- Ganhos projetados até 2027: US$ 2,39 bilhões

Consolidado no topo da lista da Forbes dos atletas mais bem pagos do mundo nos últimos quatro anos graças a um contrato com o Al Nassr, da Arábia Saudita, que lhe paga mais de US$ 200 milhões por ano, Ronaldo disputa sua décima temporada consecutiva com pelo menos US$ 100 milhões em ganhos estimados — uma sequência que também inclui suas passagens por Manchester United, Juventus e Real Madrid.
O atacante português de 41 anos tem 679 milhões de seguidores no Instagram, o maior número entre qualquer pessoa no mundo, e, em uma carreira marcada por feitos individuais sem precedentes, tem mais um no horizonte enquanto se aproxima dos 1.000 gols somando clubes e seleção.
Em junho, Ronaldo estreou na lista de bilionários da Forbes com patrimônio líquido estimado em US$ 1,2 bilhão, ligeiramente à frente de seu rival de longa data Lionel Messi, com US$ 1,1 bilhão.
2. Tiger Woods
- Ganhos de carreira: US$ 1,97 bilhão
- Esporte: golfe
- Idade: 50
- Ganhos projetados até 2027: US$ 2,01 bilhões
No auge de Woods, ele foi o atleta mais bem pago do mundo por dez anos consecutivos, ganhando mais de US$ 100 milhões por ano até o fim dos anos 2000.
Ganhar seu segundo bilhão, porém, se mostrou uma jornada muito mais turbulenta, depois que um escândalo de infidelidade em 2009 e uma prisão em 2026 sob suspeita de dirigir alcoolizado prejudicaram sua imagem pública, enquanto uma série de lesões e cirurgias nas costas interrompeu seu domínio nos campos de golfe.
Woods também perdeu um grande patrocinador em 2024, quando ele e a Nike encerraram uma parceria de 27 anos, mas manteve relações com TaylorMade, Bridgestone e Monster Energy, entre outros parceiros, ao mesmo tempo em que lançou sua própria marca de roupas, Sun Day Red.
Woods entrou para a lista de bilionários da Forbes em 2022, uma semana depois de LeBron James, e hoje tem patrimônio líquido estimado em US$ 1,5 bilhão.
3. Lionel Messi
- Ganhos de carreira: US$ 1,87 bilhão
- Esporte: futebol
- Idade: 39
- Ganhos projetados até 2027: US$ 2,02 bilhões

Messi teria recebido uma proposta da Saudi Pro League que lhe pagaria US$ 400 milhões por ano depois que seu contrato com o Paris Saint-Germain terminou, em 2023, mas escolheu um caminho diferente do rival Cristiano Ronaldo e se juntou ao Inter Miami, da Major League Soccer.
A mudança impulsionou os negócios do clube, elevando sua avaliação para US$ 1,35 bilhão, a maior da MLS, e Messi continua em ótima situação, com renda estimada em US$ 145 milhões neste ano, incluindo valores provenientes do que se acredita serem acordos de participação em receitas com patrocinadores da liga, Adidas e Apple TV.
O atacante argentino de 39 anos também tem a opção de comprar uma participação acionária no Inter Miami quando se aposentar.
Messi passou a maior parte da carreira por clubes jogando pelo Barcelona, que revelou, em 2021, ter lhe pago consideravelmente mais do que se acreditava anteriormente, depois que o jornal espanhol El Mundo publicou uma cópia vazada de seu contrato.
4. LeBron James
- Ganhos de carreira: US$ 1,68 bilhão
- Esporte: basquete
- Idade: 41
- Ganhos projetados até 2027: US$ 1,77 bilhão
Chamado de “The Chosen One” em uma famosa capa da Sports Illustrated em 2002, quando ainda estava no ensino médio, James superou as expectativas como o rosto da NBA pós-Michael Jordan.
Ele possui um contrato vitalício de patrocínio com a Nike e recentemente adicionou a Polymarket à sua lista de patrocinadores, recebendo, segundo relatos, US$ 15 milhões por ano da plataforma de mercados de previsão.
O ala de 41 anos, agora jogando pelo Philadelphia 76ers, foi cofundador da SpringHill Company, uma produtora de mídia avaliada em US$ 725 milhões em 2021 e que se fundiu com a Fulwell 73 no ano passado, contribuindo para seu patrimônio líquido de US$ 1,4 bilhão.
James também possui uma pequena participação no Fenway Sports Group e já manifestou publicamente interesse na ideia de ser proprietário de um time da NBA depois da aposentadoria, embora tenha recuado dessa possibilidade no início deste ano, antes de as propostas por uma potencial franquia de expansão em Las Vegas chegarem, segundo relatos, à faixa dos US$ 9 bilhões.
5. Phil Mickelson
- Ganhos de carreira: US$ 1,13 bilhão
- Esporte: golfe
- Idade: 56
- Ganhos projetados até 2027: US$ 1,14 bilhão
Mickelson foi um dos primeiros a deixar o PGA Tour rumo à LIV Golf em 2022, depois de 30 anos no circuito, conseguindo uma garantia da liga apoiada pela Arábia Saudita que se acredita valer pelo menos US$ 200 milhões.
Ele perdeu patrocinadores como Callaway, KPMG e Workday, porém, depois de fazer comentários controversos antes da mudança que foram interpretados como desdenhosos em relação a violações de direitos humanos na Arábia Saudita.
O seis vezes campeão de majors, de 56 anos, se afastou do golfe competitivo neste ano, citando uma questão familiar privada, e teria passado um período em um centro de tratamento para dependência.
Com a LIV passando por uma reestruturação depois que o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita retirou seu financiamento, o futuro de Mickelson nos campos é incerto.
6. Roger Federer
- Ganhos de carreira: US$ 1,11 bilhão
- Esporte: tênis (aposentado)
- Idade: 45

Federer foi praticamente imbatível nos anos 2000, vencendo 15 títulos de simples de Grand Slam entre 2003 e 2009, quebrando o recorde masculino histórico de Pete Sampras e encerrando a carreira com 20.
Embora essa marca não tenha durado tanto quanto se esperava, sendo superada por Rafael Nadal e Novak Djokovic, nenhum dos dois rivais mais jovens de Federer conseguiu alcançá-lo financeiramente.
Sempre um favorito dos fãs por sua elegância e estilo de jogo aparentemente sem esforço, Federer teve enorme demanda de marcas como Wilson, Rolex e Mercedes-Benz durante sua carreira profissional e permaneceu ativo como garoto-propaganda depois de se aposentar do tênis em 2022.
Ele também possui uma participação estimada de 3% na On, marca de calçados de sua Suíça natal que atualmente é uma empresa de capital aberto com valor de mercado de cerca de US$ 11 bilhões, o que ajudou a colocá-lo na lista de bilionários da Forbes em 2025.
7. Floyd Mayweather
- Ganhos de carreira: US$ 1,08 bilhão
- Esporte: boxe (aposentado)
- Idade: 49
Floyd “Money” Mayweather ganhou seu apelido por um motivo, recebendo quantias gigantescas por sua luta de 2015 contra Manny Pacquiao — US$ 240 milhões — e por sua luta de 2017 contra Conor McGregor — US$ 275 milhões.
No primeiro desses anos, ele se tornou o primeiro atleta em atividade da história a registrar US$ 300 milhões em ganhos totais em um período de 12 meses — cerca de US$ 420 milhões corrigidos pela inflação.
Mayweather se aposentou do boxe profissional depois da luta contra McGregor com um cartel perfeito de 50 vitórias e nenhuma derrota, mas continuou fazendo algumas lutas de exibição, anunciando em setembro de 2025 que enfrentaria Mike Tyson antes de os planos serem suspensos.
Ele também afirmou em fevereiro deste ano, um dia antes de completar 49 anos, que retomaria sua carreira profissional com uma luta contra Manny Pacquiao, mas esse combate também foi adiado por tempo indeterminado.
Desde então, sua nova promotora, CSI Sports Events, entrou com uma ação contra ele por quebra de contrato.
8. Kevin Durant
- Ganhos de carreira: US$ 1,06 bilhão
- Esporte: basquete
- Idade: 38
- Ganhos projetados até 2027: US$ 1,17 bilhão
Durant provavelmente assumirá o primeiro lugar no ranking de ganhos dentro de quadra da história da NBA em 2027-28, ultrapassando LeBron James.
(Se o ala de 38 anos do Houston Rockets cumprir integralmente seu contrato de dois anos e US$ 90 milhões, seu total de carreira chegará a US$ 591 milhões, e ele pode potencialmente aumentar esse valor ao sair do acordo para voltar ao mercado de agentes livres no próximo verão no hemisfério norte.)
O 16 vezes All-Star e duas vezes MVP das Finais da NBA praticamente não perdeu ritmo desde que uma ruptura do tendão de Aquiles o tirou da temporada 2019-20, ultrapassando Michael Jordan na quinta posição da lista de maiores pontuadores da história da NBA na temporada passada.
Fora de quadra, Durant é cofundador da empresa de mídia e entretenimento Boardroom, e seu family office 35V possui investimentos em mais de 100 empresas, incluindo organizações esportivas como League One Volleyball e Gotham FC, da NWSL.
9. Stephen Curry
- Ganhos de carreira: US$ 1,02 bilhão
- Esporte: basquete
- Idade: 38
- Ganhos projetados até 2027: US$ 1,22 bilhão
Ao contrário de LeBron James e Kevin Durant, dois recrutas altamente cotados no ensino médio, Curry percorreu um caminho mais sinuoso até o estrelato.
Embora seu pai, Dell, tenha tido uma longa carreira na NBA como armador especialista em arremessos, Curry foi amplamente ignorado antes de se destacar na pequena Davidson College e ser escolhido na sétima posição geral do Draft da NBA de 2009.
Ao longo das últimas 17 temporadas com o Golden State Warriors, o duas vezes MVP e quatro vezes campeão revolucionou o esporte como aquele que é amplamente reconhecido como o maior arremessador da história da NBA.
Curry agora está a caminho de se tornar o primeiro jogador de basquete da história a ganhar mais de US$ 200 milhões em uma única temporada, impulsionado em parte por seu novo acordo de calçados com a Li-Ning, depois de encerrar de forma surpreendente uma parceria de longo prazo com a Under Armour no ano passado.
10. Neymar
- Ganhos de carreira: US$ 960 milhões
- Esporte: futebol
- Idade: 34
- Ganhos projetados até 2027: US$ 1 bilhão

Maior estrela do futebol brasileiro dos anos 2010, Neymar ganhou pelo menos US$ 85 milhões durante sete anos consecutivos depois de deixar o Barcelona para assinar com o Paris Saint-Germain em 2017.
Seu destino seguinte foi o Al Hilal, da Saudi Pro League, a partir de 2023, mas ele acabou jogando muito pouco pelo time por causa de uma ruptura do ligamento cruzado anterior e de uma lesão no músculo posterior da coxa, retornando posteriormente ao Santos, seu clube de infância, em 2025.
O atacante de 34 anos foi convocado para a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo deste ano, mas foi prejudicado por uma lesão na panturrilha e atuou poucos minutos como reserva em uma equipe que chegou às oitavas de final.
Embora tenha saído da lista da Forbes dos dez jogadores de futebol mais bem pagos do mundo nos últimos dois anos, Neymar continua popular no Brasil e mantém uma longa lista de patrocinadores, incluindo Puma, Red Bull e Mercado Livre, o que o deixa muito perto da marca de US$ 1 bilhão em ganhos de carreira.
11. Lewis Hamilton
- Ganhos de carreira: US$ 940 milhões
- Esporte: Fórmula 1
- Idade: 41
- Ganhos projetados até 2027: US$ 1,04 bilhão

O piloto de Fórmula 1 mais popular por ampla margem — se seus 44 milhões de seguidores no Instagram servirem de indicação —, Hamilton ganhou estimados US$ 100 milhões no ano passado, incluindo US$ 70 milhões de seu contrato como piloto da Ferrari e US$ 30 milhões de patrocinadores pessoais, entre eles EA Sports, Dior e Lululemon.
A primeira temporada do inglês de 41 anos com a escuderia do Cavallino Rampante, em 2025 — depois de 12 anos na Mercedes, período que incluiu seis títulos mundiais de pilotos da F1 — terminou com uma decepcionante sexta posição no campeonato, mas Hamilton se recuperou em 2026 e ocupa a terceira colocação com seis corridas restantes.
Independentemente de onde terminar, seu salário e sua remuneração fora das pistas levarão seus ganhos de carreira para além de US$ 1 bilhão nos próximos meses.
Metodologia
A lista de 2026 da Forbes dos atletas mais bem pagos de todos os tempos mede a renda acumulada em dinheiro dentro e fora de campo ao longo das carreiras profissionais dos atletas até 1º de maio de 2026, correspondendo ao ranking de 2026 da Forbes dos atletas mais bem pagos do mundo.
Também são apresentados valores projetados até 1º de maio de 2027. Rendimentos obtidos pelos atletas depois de se aposentarem das competições são excluídos.
Os valores de ganhos de carreira são arredondados para os US$ 10 milhões mais próximos e não são ajustados pela inflação. Os números foram convertidos para dólares americanos quando necessário.
Os ganhos dentro de campo incluem premiações, salários, bônus e, em algumas situações envolvendo jogadores de futebol, acordos de direitos de imagem vinculados aos clubes ou salários como jogadores subsidiados por patrocinadores do time ou da liga.
Os ganhos fora de campo incluem contratos de patrocínio, cachês por aparições e receitas com memorabilia e licenciamento, além de retornos em dinheiro provenientes de negócios nos quais o atleta possui participação significativa.
A Forbes não inclui rendimentos de investimentos, como pagamentos de juros ou dividendos, mas considera pagamentos provenientes de participações acionárias que os atletas tenham vendido. A Forbes não desconta impostos nem comissões de agentes.
*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com
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