Saúde
Governo lança aplicativo ‘192 Fácil’ e moderniza acionamento do SAMU 192

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), lançou oficialmente o aplicativo “192 Fácil”, uma ferramenta digital que moderniza o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) no Espírito Santo. A iniciativa foi anunciada pelo governador Renato Casagrande, o vice-governador, Ricado Ferraço, e o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, na tarde desta quinta-feira (05).
O aplicativo, desenvolvido pela empresa Velp (vSkySamu), foi concebido para superar limitações do modelo tradicional, baseado prioritariamente em chamadas telefônicas convencionais. A nova ferramenta permite a integração direta entre o usuário e a Central de Regulação das Urgências, com envio automático de dados essenciais à triagem e ao despacho das equipes.
O objetivo é ampliar a eficiência operacional, reduzir o tempo-resposta e garantir maior precisão nas informações transmitidas à Central. “O aplicativo representa um avanço estratégico na rede de urgência e emergência, ao integrar tecnologia, precisão e ampliação do acesso ao serviço. É uma tecnologia para salvar vidas com mais rapidez. O ‘192 Fácil’ reduz o tempo de resposta, melhora a qualidade da informação que chega à Central e amplia o acesso ao SAMU, inclusive em áreas onde o sinal de telefonia é limitado”, explicou Tyago Hoffmann.
Rapidez e precisão
Um dos principais avanços do 192 Fácil é a captura automática das coordenadas de geolocalização (GPS) do dispositivo móvel do usuário. No modelo convencional, a localização da ocorrência depende da descrição verbal do solicitante – o que pode gerar atrasos, especialmente em rodovias, áreas rurais, localidades pouco conhecidas ou em situações de desorientação.
Com o aplicativo, as coordenadas são enviadas diretamente para a tela do atendente, permitindo despacho mais rápido e preciso das equipes.
Outro desafio enfrentado pela solução tecnológica é o chamado “atrito comunicacional”. Situações de emergência costumam envolver certo nível de estresse, o que pode dificultar a comunicação clara e a coleta de dados clínicos e circunstanciais pelo Técnico Auxiliar de Regulação Médica (TARM). A aplicação reduz o tempo de triagem ao disponibilizar previamente informações estruturadas, qualificando a tomada de decisão médica e diminuindo falhas de comunicação.
O aplicativo também atua sobre um problema histórico: os vazios de cobertura, conhecidos como “zonas de sombra”, presentes em áreas rurais e regiões de relevo acidentado, onde há ausência de sinal de operadoras de telefonia móvel.
O grande diferencial do 192 Fácil está na sua arquitetura híbrida de conexão – sistema GSM/VoIP. Nas chamadas zonas de sombra, caso o cidadão tenha acesso à internet por meio de rede Wi-Fi, o aplicativo possibilita a realização de chamada de voz via tecnologia VoIP.
Dessa forma, a inexistência de sinal de operadora deixa de ser um impedimento absoluto para o contato com o SAMU 192, ampliando significativamente a cobertura real do serviço e fortalecendo a equidade no acesso à urgência e emergência.
Acessível e gratuito
Desenvolvido com foco em acessibilidade e inclusão digital, o aplicativo é compatível com os principais sistemas operacionais do mercado, Android e iOS. Está disponível para download gratuito nas respectivas lojas de aplicativos.
A ferramenta tem arquitetura leve, com baixo consumo de processamento e de dados móveis, o que viabiliza seu uso em dispositivos de menor capacidade técnica ou em conexões de baixa velocidade.
O subsecretário de Regulação do Acesso em Saúde, Gleikson Barbosa dos Santos, destaca que a iniciativa dialoga diretamente com os desafios operacionais da rede.
“A ferramenta mitiga imprecisões geográficas, reduz falhas de comunicação em situações críticas e amplia a cobertura real do serviço. Trata-se de uma solução pensada para qualificar a regulação e oferecer resposta mais eficiente à população”, disse.
- Vídeo do anúncio aqui
Quando acionar o Samu192
Segundo o Ministério da Saúde, os profissionais do SAMU 192 estão aptos a atender as seguintes ocorrências:
– Problemas cardiorrespiratórios (parada cardíaca; parada respiratória, mal súbito);
– Intoxicação exógena e envenenamento (overdose por medicamentos, por drogas ilícitas; ingestão de líquidos tóxicos);
– Queimaduras graves;
– Falta de ar (pessoa não consegue falar uma frase completa; ou lábios e dedos roxos);
– Na ocorrência de maus-tratos (agressão com múltiplas fraturas; espancamentos; estupros com lesões);
– Trabalhos de parto em que haja risco de morte da mãe ou do feto;
– Tentativas de suicídio em que houve dano à vida;
– Crises hipertensivas com sintomas cardíacos e ou de consciência e dores no peito de aparecimento súbito;
– Quando houver acidentes/traumas com vítimas;
– Afogamentos;
– Choque elétrico com vítimas;
– Acidentes com produtos perigosos (uso de produtos inflamáveis que ocasione queimaduras ou intoxicações);
– Suspeita de Infarto ou AVC (alteração súbita na fala, perda de força em um lado do corpo e desvio da comissura labial são os sintomas mais comuns);
– Agressão por arma de fogo ou arma branca;
– Soterramento com vítimas, desabamento com vítimas;
– Crises Convulsivas repetidas;
– Engasgos (obstrui de forma que a pessoa não consiga falar; fica cianótica – cor azulada);
– Outras situações consideradas de urgência ou emergência, com risco de morte, sequela ou sofrimento intenso.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Sesa
Syria Luppi / Luciana Almeida / Clarissa Figueiredo / Danielly Campos / Thaísa Côrtes / Ana Cláudia dos Santos
imprensa@saude.es.gov.br
Saúde
SUS vai ofertar canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade

Medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, serão distribuídos via Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com obesidade. A oferta, de acordo com o Ministério da Saúde, será feita com base em estudos e na definição de um protocolo clínico.
Em nota, a pasta avaliou como positivos os primeiros resultados observados em pacientes com obesidade do Grupo Hospitalar Conceição, da rede pública de Porto Alegre, selecionados desde junho para fazer uso da semaglutida, um dos princípios ativos das canetas emagrecedoras.
“O objetivo é garantir maior segurança aos participantes [do estudo] e estabelecer diretrizes para o acompanhamento contínuo por médicos especialistas da unidade. Ao todo, serão acompanhados 250 pacientes do SUS atendidos pelo hospital com obesidade grave ou associada a outras morbidades”, informou o ministério.
Dentre as situações avaliadas pelo estudo estão pacientes na fila para cirurgia bariátrica. A proposta é entender se o uso da medicação é capaz de controlar o quadro de obesidade de forma que a cirurgia não se faça mais necessária. Outras questões analisadas são a redução de problemas cardíacos e de reincidência de câncer de mama.
Fonte: Agencia Brasil
Saúde
SUS já vacinou mais de 36 mil crianças contra doenças pneumocócicas no Espírito Santo

Em todo o Brasil, mais de 1 milhão de crianças receberam o imunizante desde junho; a pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo e amplia a prevenção de pneumonia, meningite e outras doenças.
Mais de 36,9 mil crianças menores de 5 anos já foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo. Em todo o Brasil, mais de 1 milhão de crianças dessa faixa etária receberam o imunizante desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite.
“A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país“, afirmou o ministro da Saúde.
A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva.
A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis.
Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período.
Como fica o esquema vacinal
Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas.
A vacinação será realizada da seguinte forma:
- Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.
- Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20.
- Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.
Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20.
Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
Por: Ministério da Saúde
Saúde
Pacientes do SUS no Espírito Santo serão atendidos por hospitais particulares para a realização de 4,5 mil procedimentos

O Ministério da Saúde já tem contratos com hospitais privados e filantrópicos de 21 estados para realizar mais de 600 mil procedimentos gratuitos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), entre exames, consultas e cirurgias. No Espírito Santo, estão previstos 4,5 mil procedimentos, com investimento de R$ 13.771.848,84. Ao todo, R$ 1 bilhão já foi formalizado por meio de créditos financeiros do programa Agora Tem Especialistas com 259 instituições de todas as regiões do país.
No estado, os contratos contemplam unidades nos municípios de Colatina e Serra. Do total de procedimentos previsto, 1.032 cirurgias serão realizadas no São Bernardo Apart Hospital, em Colatina; e 3,5 mil cirurgias no Vitória Apart Hospital, em Serra.
A estratégia amplia a capacidade de atendimento do SUS ao permitir que hospitais privados e filantrópicos abram suas portas para pacientes da rede pública, realizando procedimentos e atendimentos em troca de créditos que podem ser utilizados para abatimento de tributos federais, fortalecendo a oferta de serviços especializados e reduzindo o tempo de espera da população.
“A gente pode ter no SUS um atendimento rápido, reduzindo o tempo que as pessoas estão esperando nas filas. Para isso que a gente fez o Agora Tem Especialistas, que está ajudando cidades, como Colatina e Serra, a fazer mais cirurgias, mais exames, mais consultas especializadas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Dos 600 mil procedimentos previstos em todo o país, 458 mil serão realizados por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), estratégia que unifica consultas, exames e diagnósticos de uma mesma especialidade em um único pacote de atendimento, o que acaba com a peregrinação dos pacientes por diferentes unidades. Outros 142 mil correspondem a procedimentos cirúrgicos de diferentes complexidades em especialidades como oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e otorrinolaringologia.
A maior previsão é em oftalmologia, com 170 mil procedimentos por ano, seguida por cardiologia (133 mil), ortopedia (113 mil) e oncologia (72 mil).
Terapia renal substitutiva garante assistência
Uma das novidades do componente de crédito financeiro é a inclusão da Terapia Renal Substitutiva (TRS). A modalidade já conta com 136 instituições vinculadas, ampliando a capacidade de atendimento de pacientes que precisam de hemodiálise.
A inclusão da TRS expande o alcance da estratégia do Agora Tem Especialistas para além dos procedimentos eletivos e permite mobilizar a rede privada e filantrópica também para uma assistência contínua e essencial para quem precisa de hemodiálise. Ao todo, R$ 350 milhões dos contratos estão destinados à modalidade, valor que garante atendimento continuado para cerca de 40 mil pacientes todos os meses.
As instituições que aderem ao programa recebem um incremento financeiro pelos atendimentos, que é pago por meio dos créditos financeiros, que podem ser utilizados para abater tributos federais.
Atendimento chega à população
A ampliação da oferta já está se transformando em atendimento à população — 23 estabelecimentos já tiveram produção validada, com 6,2 mil procedimentos realizados para 7,2 mil pacientes. Esses atendimentos representam R$ 26 milhões em produção já validada, ou seja, consultas, exames e cirurgias já realizados em pacientes do SUS. No Espírito Santo, o Vitória Apart Hospital, em Serra, já realizou mais de 60 procedimentos, com mais de R$ 220 mil em produção validada.
Ministério da Saúde
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