Política
Pablo Muribeca sofre sua primeira derrota nas urnas

A trajetória política de Pablo Muribeca (Republicanos) sofreu uma reviravolta histórica neste domingo, 27 de outubro, quando o candidato foi derrotado nas urnas no segundo turno das eleições municipais de Serra-ES. Com pouco mais de 90 mil votos conquistados, Muribeca perdeu sua primeira eleição para Weverson Meireles (PDT) que obteve 138.071 mil votos. Em sua primeira experiência de derrota desde a entrada na vida pública, o resultado representa uma pausa em uma trajetória marcada por vitórias rápidas.
Eleito vereador em 2020 e deputado estadual em 2022, Muribeca vinha construindo uma imagem de liderança emergente no cenário político capixaba. No entanto, a campanha de 2024 foi marcada por polêmicas, com o candidato enfrentando processos relacionados à disseminação de notícias falsas e a um incidente em que alegou ter sofrido uma tentativa de assassinato. O suposto atentado, no entanto, foi rapidamente descartado pela Polícia Civil do Espírito Santo, que não encontrou indícios de que o candidato estivesse realmente em risco. Esses episódios trouxeram questionamentos e impactaram a percepção de sua candidatura.
Durante o período eleitoral, Muribeca optou por uma estratégia de campanha que enfatizou pautas conservadoras e polarizadas, em contraste com a abordagem de Weverson, que promovia uma “mudança segura” e pautava suas propostas em um planejamento de longo prazo para a cidade. A campanha de Muribeca também foi marcada por confrontos ideológicos intensos, mas o apoio do governador Renato Casagrande e do prefeito Sérgio Vidigal a Weverson, somado a um apelo mais moderado e pragmático, parece ter conquistado a preferência dos eleitores serranos.
Em discurso após o resultado, Muribeca reconheceu a derrota e agradeceu aos eleitores pelo apoio ao longo de sua campanha. “.. continuarei trabalhando pelo nosso povo da Serra,” disse o candidato.
A vitória de Weverson Meireles é vista como uma extensão do legado de Sérgio Vidigal e um compromisso de continuidade com os projetos já em andamento na cidade. Após o anúncio do resultado, Meireles celebrou a conquista como uma vitória para todos os serranos e afirmou que se dedicará a unir uma população marcada pela polarização da campanha. “Vamos trabalhar para uma Serra mais unida e próspera, com respeito e diálogo com todos os setores da sociedade,” declarou o prefeito eleito.
Para Muribeca, a primeira derrota eleitoral representa um momento de reflexão sobre sua carreira, que havia sido impulsionada por uma série de vitórias expressivas desde 2020. Analistas acreditam que ele poderá redirecionar suas estratégias, evitando polêmicas que possam fragilizar sua imagem perante o eleitorado, até mesmo por ter alcançado número considerado expressivo de votos na reta final do pleito eleitoral.
A eleição de Weverson e a derrota de Muribeca refletem um desejo de estabilidade e renovação entre os eleitores da Serra. Agora, a cidade começa uma nova etapa em sua política municipal, com expectativas voltadas para um governo que promete avanços nos próximos quatro anos e um cenário político que se mostra mais dinâmico e plural do que nunca.
Política
Casagrande cita Tyago Hoffmann como nome com perfil para governador

Uma declaração do ex-governador Renato Casagrande (PSB) durante evento político chamou atenção para os próximos movimentos do partido no Espírito Santo.
Ao destacar a trajetória de Tyago Hoffmann, candidato do PSB a deputado federal nas eleições de 2026, Casagrande enumerou passagens do político por diferentes áreas da administração pública e afirmou que Hoffmann reúne perfil técnico e político para ocupar diferentes funções.
Na fala, o ex-governador foi além e mencionou diretamente a possibilidade de Tyago Hoffmann chegar ao comando do Espírito Santo.
“Então Tiago é um coringa, que pode caber em qualquer lugar, inclusive para governador do estado”, declarou Casagrande.
Antes, o ex-governador havia destacado a passagem de Hoffmann por funções como subsecretário e secretário de Estado, além de áreas ligadas à Saúde, Governo, Desenvolvimento e Ciência, Tecnologia e Inovação.
A declaração ocorre em um momento em que o PSB participa da disputa de 2026 apoiando a candidatura de Ricardo Ferraço (MDB) ao governo do Estado, enquanto Renato Casagrande concorre ao Senado. O apoio a Ferraço foi oficializado pelo PSB capixaba durante a convenção partidária realizada em julho.
A fala de Casagrande, portanto, acrescenta um elemento ao debate sobre a sucessão estadual para 2030. Embora não represente, até o momento, uma oficialização de candidatura ou uma definição do PSB para a próxima disputa ao Palácio Anchieta, a menção pública feita pelo principal líder do partido no Estado coloca o nome de Tyago Hoffmann no debate sobre possíveis projetos futuros da legenda.
O movimento também chama atenção porque Hoffmann já ocupa espaço dentro da estrutura política do PSB capixaba. Em 2022, foi eleito deputado estadual e, durante sua trajetória, exerceu funções no Executivo estadual e no Legislativo.
A questão que fica para o cenário político capixaba é: a declaração de Casagrande foi apenas um reconhecimento da trajetória de Tyago Hoffmann ou representa também uma sinalização antecipada sobre os planos do PSB para 2030?
Até o momento, a fala não equivale a uma definição partidária. O que existe é uma manifestação pública de Casagrande colocando o deputado como alguém que, em sua avaliação, possui perfil para disputar e exercer o cargo de governador no futuro.
Política
Presença de ex-prefeito em carreata de Pazolini gera reação política em Guarapari

Vereador do PL não aprovou conduta do candidato ao Palácio Anchieta
A presença do ex-prefeito de Guarapari Edson Magalhães ao lado do candidato ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos),durante uma carreata realizada nesta segunda-feira (28), pelas ruas do município, provocou reação do vereador Vinícius Lino (PL).
Em manifestação pública, o parlamentar criticou a composição do palanque de Pazolini e questionou a aproximação política com antigos grupos do município. Sem citar nominalmente o ex-prefeito em seu discurso, Vinícius afirmou que algumas alianças eleitorais podem contrariar valores e princípios defendidos durante a campanha.
“Pra mim vale muito mais os valores, os princípios, aquilo que você acredita”, declarou o vereador.
Na sequência, Vinícius fez críticas mais diretas às alianças construídas para a disputa eleitoral e afirmou que, em sua avaliação, não vale a pena vencer uma eleição abrindo mão de princípios políticos.
O vereador também direcionou um alerta a Pazolini. Segundo Vinícius, pessoas que integram ou influenciam o grupo político do candidato em Guarapari estariam conduzindo a campanha para uma posição que, na visão dele, pode prejudicar a imagem do candidato na cidade.
“Pazolini, cuidado com as pessoas que você está ouvindo aqui em Guarapari”, afirmou.
Vinícius também reconheceu avanços em políticas públicas realizados em Vitória, onde, segundo ele, já trabalhou, e declarou apoio ao projeto político de Pazolini. Ao mesmo tempo, defendeu que o candidato reveja a presença de determinadas pessoas em seu palanque.
A manifestação ocorre após a aparição de Edson Magalhães na carreata, em uma aproximação que chamou atenção no cenário político local. O ex-prefeito é uma figura conhecida da política de Guarapari e, ao longo de 2026, também esteve envolvido em articulações eleitorais no município e no Estado.
No discurso, Vinícius terminou afirmando que a construção de uma aliança política não deveria ter como único objetivo a vitória eleitoral, defendendo que os grupos envolvidos também considerem seus valores e princípios.
Surpreendeu a todos
A participação de Edson teria surpreendido integrantes do grupo que acompanhava a agenda. Entre eles, a vice-prefeita de Guarapari e candidata a deputada federal, Tatiana Perim (Republicanos), que, segundo informações obtidas pela reportagem, teria tomado conhecimento da presença do ex-prefeito somente no momento da carreata.
O episódio teria provocado um clima de desconforto no grupo. Tatiana permaneceu no carro durante o percurso, segundo o relato, a pedido do próprio Pazolini.
O episódio expõe as movimentações e possíveis divergências dentro do campo político de Guarapari, especialmente em um momento de intensificação da campanha eleitoral de 2026.
InformeES – Da Redação
Política
Quaest: 62% da população aprova Ricardo por merecimento à reeleição no Espírito Santo

Para 62% dos entrevistados na pesquisa Quaest, divulgada na sexta-feira (28), o governador Ricardo Ferraço (MDB) merece ser reeleito. O desempenho registra o crescimento de um ponto percentual em relação a pesquisa anterior, divulgada no final de agosto, quando o governador conquistou 61% dos eleitores entrevistados.
Outros dados interessantes da pesquisa Quaest estão na aprovação e na avaliação do atual governo. Avaliação positiva e regular reúne 75% dos entrevistados e a aprovação do governo está em 54%.
Há seis dias para o primeiro turno das eleições 2026, o desempenho de Ricardo no levantamento confirma preferência do capixaba para o pleito.
Também no final de agosto, a Veja publicou matéria com levantamento apontando que no Espírito Santo e em mais 11 estados as eleições podem ser decididas no primeiro turno. Completam a lista São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Goiás, Piauí, Mato Grosso e Amapá.
Fechando o resultado da pergunta se o governador merece ser reeleito, disseram não apenas 25% dos entrevistados e não sabe/não respondeu ficou em 13%.
A Quaest ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é ES-01978/2026 e BR-03414/2026.
Fotos: Divulgação
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