Política
CPI inicia vistorias em postos de combustíveis no ES

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Explosivos e Combustíveis, sob a presidência do Deputado Denninho Silva (União), realizou nesta sexta-feira (20) uma série de diligências em postos de combustíveis localizados na capital capixaba.
Na operação, que contou com o suporte técnico do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e da Polícia Civil (PCES), houve a inspeção dos equipamentos de abastecimento para verificar possíveis adulterações que pudessem afetar a correspondência entre a quantidade de combustível fornecida e o valor cobrado ao consumidor, além de solicitação de documentação de regularidade de funcionamento dos estabelecimentos.
Durante as inspeções, as equipes também avaliaram a regularidade de documentos necessários para a operação dos estabelecimentos, incluindo alvarás de funcionamento, licenças ambientais e certificações emitidas pelo Corpo de Bombeiros.
Em uma das instalações, os fiscais identificaram duas bombas de combustível com lacres de segurança violados, o que resultou na emissão de uma autuação administrativa contra o posto responsável. Apesar da constatação, testes subsequentes realizados nos equipamentos não indicaram possibilidade de alteração na quantificação do combustível, eliminando, assim, suspeitas de prejuízo direto aos consumidores.
O deputado Denninho Silva avaliou de forma positiva os desdobramentos da operação: “Iniciamos hoje a etapa de inspeções da CPI em campo, e já observamos irregularidades em equipamentos. A iniciativa, que teve início na capital, será estendida por todo o Estado do Espírito Santo”, ressaltou.
O parlamentar também informou que, nesta fase, com apoio operacional da Agência Nacional do Petróleo (ANP), serão conduzidos testes laboratoriais para assegurar a qualidade do combustível vendido. Além disso, haverá uma averiguação minuciosa das condições das infraestruturas físicas desses postos, da regularidade dos documentos e de eventuais casos de sonegação fiscal, entre outras infrações. Os responsáveis pelos estabelecimentos fiscalizados também poderão ser convocados para prestar esclarecimentos em reunião da CPI.
Os relatórios decorrentes dessas inspeções serão remetidos a várias entidades que manifestaram interesse em cooperar com os trabalhos da comissão, como a Polícia Federal e o Ministério Público.
As operações de fiscalização terão continuidade na próxima semana, com os locais das diligências sendo mantidos sob confidencialidade e divulgados apenas ao término de cada ação. Com base nas evidências coletadas durante as visitas, a CPI tem a prerrogativa de convocar os responsáveis pelos estabelecimentos para prestar depoimentos, além de solicitar cópias de documentos que sejam relevantes para a investigação em curso.
Política
Pai de Ricardo, Theodorico Ferraço, acusa Pazolini de desrespeito durante visita a Cachoeiro

O prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Theodorico Ferraço, de 88 anos, divulgou um desabafo, em sua rede social, após a visita do candidato ao Governo do Espírito Santo Lorenzo Pazolini ao município, na terça-feira (13). Na declaração, o prefeito acusa o adversário político de desrespeito durante uma manifestação realizada nas proximidades do comitê eleitoral de Ricardo Ferraço, atual governador e candidato à reeleição.
Segundo Theodorico, Pazolini, com quem afirmou ter mantido uma relação de respeito durante o período em que ambos atuaram como deputados estaduais, teria feito declarações pelo microfone direcionadas a ele, afirmando que seu tempo político havia acabado e fazendo referência à figura de um “coronel”.
No pronunciamento, o prefeito classificou a situação como uma agressão verbal e questionou a postura do candidato durante a passagem pela cidade. Theodorico também afirmou que continuará se manifestando publicamente e declarou apoio à candidatura de Ricardo Ferraço.
Ao encerrar o desabafo, o prefeito disse que caberá à população de Cachoeiro de Itapemirim e a Deus decidir sobre o seu futuro político.
Theodorico Ferraço é pai do governador Ricardo Ferraço, o que também situa a declaração no contexto da disputa eleitoral estadual.
Direito ao contraditório
O InformeES reforça seu compromisso com a imparcialidade jornalística e o direito ao contraditório. As declarações do prefeito Teodorico Ferraço foram registradas com base em seu pronunciamento, e o espaço permanece aberto para que Lorenzo Pazolini apresente sua versão dos fatos e se manifeste sobre as críticas. Eventual posicionamento será divulgado para garantir aos leitores acesso às diferentes versões do episódio.
E-mail: contato@informees.com.br
Política
Em decisão história, Senado aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho

Em uma decisão histórica, o plenário do Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (14), em votação em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que põe fim à escala 6×1 de trabalho, aquela em que o empregado trabalha seis dias por um de folga na semana.
Foram 75 votos a favor da PEC e apenas um contrário, em ambos os turnos.
O quórum exigido para uma emenda constitucional era de pelo menos 49 votos favoráveis. O número de parlamentares com presença registrada em plenário chegou a 77 dos 81 senadores, segundo o painel de votação.
O texto prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5×2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.
A mudança representa um marco na luta por direitos trabalhistas desde a Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, e concede um dia a mais de descanso para que trabalhadores com carteira assinada possam descansar, ampliar o convívio com a família e ter mais tempo de lazer e estudos.
Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas deverão adotar a escala 5×2 e reduzir a jornada máxima para o máximo de 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.
“Eu tenho certeza que, desde a Constituinte de 1988, esta é a maior conquista dos trabalhadores brasileiros”, afirmou o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da matéria na Casa legislativa.
Ele manteve o mesmo texto aprovado pelos deputados há cinco meses, de forma que a proposta não precisará retornar à Câmara e poderá seguir diretamente para a promulgação.
A votação em primeiro e segundo turnos na mesma noite foi possível após a aprovação, em votação simbólica, de um requerimento de calendário especial, feito por líderes partidários, que dispensou a exigência de novas sessões deliberativas para análise da proposta.
Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, a PEC chegou em agosto ao Senado, onde passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi levada à discussão em plenário na semana passada, após compromisso firmado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Brasília-DF – 14/10/2026 – Sessão do Senado que votou o fim da escala 6X1. Foto: Lula Marques/Agência Brasil.
Debate em plenário
A sessão deliberativa começou pouco depois das 14h e se estendeu até por volta das 22h, quando o resultado da votação foi revelado. Praticamente todos os senadores que subiram à tribuna se declararam favoráveis à proposta, mesmo com críticas pontuais.
“Estamos escrevendo este capítulo ao lado de cada trabalhador que acorda antes do sol nascer, de cada mãe e cada pai que querem acompanhar o crescimento de seus filhos, de quem deseja estudar, cuidar da saúde, encontrar os amigos, estar com a família ou descansar”, afirmou a senadora Tereza Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado.
“A jornada de 44 horas semanais vigora desde a Constituição de 1988 e não reflete mais a realidade do mundo do trabalho, profundamente transformado pela tecnologia, pela automação, por novas normas e formas de organização produtiva”, comentou o senador Eduardo Braga (MDB-AM).
Citando dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a senadora Leany Lemos (PSD-DF) destacou que 36,2 milhões de vínculos de trabalho com carteira assinada possuem jornada contratada superior a 40 horas semanais no Brasil, o que equivale a praticamente 80% dos vínculos celetistas analisados.
“Ou seja, somente 20% dos trabalhadores formalizados no país não trabalham na jornada 6×1. Esses dados permitem dimensionar o alcance da redução da jornada e identificar os setores mais afetados”, pontuou.
Em seu pronunciamento em plenário, o senador Paulo Paim (PT-RS) disse que não tinha como conter a emoção.
“Quando eu olho para trás, para 30, 40, 50 anos, eu me sinto aqui, agora, um menino negro e pobre que esperou 50 anos para este momento acontecer. Quem operou, trabalhou, em fundições, em fábricas, em marcenarias, em fábricas de barro e de vasos, como eu e tantos trabalhadores, sabe que este momento é especial”, afirmou.
Mesmo favorável à PEC, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) alertou sobre os riscos de a medida aumentar o custo do trabalho e causar impactos a micro e pequenas empresas, que contratam boa parte da força de trabalho que atua na escala 6×1.
“Não podemos permitir que essa conquista se torne, a médio e longo prazos, em prejuízo para quem queremos proteger”, observou. Apesar de, ao longo do debate, ter sido contrário à proposta, o Partido Liberal (PL) liberou a bancada para a votação.
Empresário, o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) informou já ter eliminado a escala 6×1 em suas empresas, o que ampliou a oferta de mão-de-obra e aumento da produtividade.
“A única maneira que nós encontramos de resolver a falta de mão-de-obra, que há muitos anos assola esse país, não é de agora, foi flexibilizar o fim dessa jornada, que nas nossas empresas acontece há mais de 5 anos”, disse o parlamentar.
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra a proposta.
Durante discurso na tribuna do Senado, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, criticou a ausência dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN) na sessão destinada à votação da proposta.
“Eu olho para o painel do Senado e ainda não vejo a presença do senador Flávio Bolsonaro, nem do coordenador de campanha dele, o senador Rogério Marinho. Eles haviam dito primeiro que eram contra [o projeto]. Diziam eles que era eleitoreiro, mas mudaram de posição”, afirmou.
Flávio cumpriu agenda de campanha no Rio Grande do Sul ao longo do dia, mas registrou a presença em plenário para votar a matéria de forma remota. No painel de votação, Flávio Bolsonaro registrou voto favorável à PEC. Marinho não registrou presença na votação, constando como ausente.
Milhões de beneficiados
Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), elaborada com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), apontou que 80% dos vínculos com jornadas superiores a 40 horas semanais tinham salários contratuais de até dois salários mínimos (atualmente em R$ 3.242). O percentual chegava a 90% quando considerado o limite de três salários mínimos (R$ 4.863).
Os vínculos com contratos de até 40 horas semanais registravam remuneração mensal média de R$ 6.211,16. Já os trabalhadores contratados para jornadas de 44 horas recebiam, em média, cerca de 42,3% desse valor, ou seja, cerca de R$ 2.627,32.
A escolaridade também aparece associada à duração da jornada. Mais de 83% dos vínculos de trabalhadores com ensino médio completo ou escolaridade inferior tinham jornadas superiores a 40 horas semanais. Entre aqueles com ensino superior completo, a proporção era de 53%.
Uma outra pesquisa apontou que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais deve beneficiar 26,8 milhões de trabalhadores. O número reúne 22 milhões de trabalhadores formais, o equivalente a 54% dos empregados com carteira assinada, e aproximadamente 4,8 milhões de trabalhadores informais que atualmente cumprem jornadas superiores a 40 horas por semana.
Os dados são de um levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, referente a 2025. Segundo o estudo, mais da metade dos trabalhadores formais brasileiros ainda trabalham acima da jornada de 40 horas semanais.
Fonte: Agencia Brasil
Política
PEC aprovada na ALES adéqua emendas parlamentares a determinação do STF

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) aprovou, nesta terça-feira (13), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 4/2026, em adequação às determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a destinação e a execução de emendas parlamentares. A medida altera a Constituição Estadual, torna obrigatória a execução das emendas individuais e incorpora exigências de transparência, rastreabilidade e fiscalização dos recursos públicos.
Em decisão, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou que as assembleias legislativas estaduais e a Câmara Legislativa do Distrito Federal adequassem seus processos orçamentários ao modelo federal. A medida abrange tanto a apresentação quanto a execução das emendas parlamentares, com o objetivo de assegurar maior controle sobre a destinação dos recursos.
A medida estabelece que 1,55% da receita corrente líquida do Estado seja destinado às emendas individuais, distribuídas igualmente entre os 30 deputados estaduais. Metade desse montante deverá ser aplicada obrigatoriamente em ações e serviços públicos de saúde.
“Essa proposta foi uma provocação do ministro Flávio Dino a todas as Assembleias brasileiras e Câmaras municipais tendo em vista a questão de emendas ao orçamento”, afirmou o presidente Marcelo Santos (União) durante a sessão.
As novas regras terão aplicação a partir da Lei Orçamentária Anual de 2027. Com a aprovação da PEC, a Assembleia adapta a legislação estadual às diretrizes estabelecidas pelo STF e define os critérios para a execução obrigatória das emendas individuais, submetidas às exigências de transparência, rastreabilidade e controle dos recursos públicos.
Fonte: Comunicação/ALES – Por Redação Web
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