Geral
Genilton Martins: o estrategista silencioso por trás da vitória de Weverson Meireles

Na corrida eleitoral de 2024, que consagrou Weverson Meireles (PDT) como o novo prefeito de Serra, uma figura discreta e essencial trabalhou incansavelmente para moldar a mensagem e a imagem do candidato. Genilton Martins, publicitário e marketeiro digital com ampla experiência, foi o responsável por criar o branding e a comunicação que ecoaram nas ruas da cidade e nas redes sociais, consolidando o projeto político que culminou em uma vitória histórica de uma persona que nunca fora testado nas urnas e que, na primeira candidatura, recebeu pouco mais de 97 mil votos no primeiro turno e 138.071 mil votos no segundo turno, quando as pesquisas o mostrava abaixo de 1% das intenções de voto no início da campanha.

Mesmo com uma trajetória notável em campanhas e estratégias eleitorais, tendo no currículo campanhas vencedoras de vereador, deputado e senador, Genilton sempre preferiu os bastidores, priorizando a eficácia de suas ações sobre a visibilidade pública. Em apenas três meses de campanha, ele construiu uma identidade forte e coesa para Weverson, captando o sentimento de mudança que pulsava entre os eleitores serranos e transmitindo, com precisão, a mensagem de “mudança segura” que levou o PDT à vitória.
Uma estratégia que conectou Weverson ao coração da Serra

Genilton Martins assumiu o desafio, ao lado da renomada profissional Jane Mery, de construir uma marca eleitoral sólida para um candidato que começara a campanha com menos de 1% de intenções de voto. Mais que uma estratégia, ele desenhou uma narrativa, um conceito que integrava o desejo de renovação com a necessidade de segurança e estabilidade – algo que ressoou profundamente em uma cidade marcada por décadas de polarização política entre Audifax Barcelos e Sérgio Vidigal.
Para Genilton, o branding de uma campanha vai além de slogans e cores. Com uma visão estratégica apurada, ele construiu uma imagem de confiança, proximidade e empatia, ajustando cada peça de comunicação para traduzir o compromisso de Weverson Meireles com os serranos. A combinação entre presença digital e engajamento presencial tornou Weverson um candidato familiar, acessível e, sobretudo, confiável aos olhos dos eleitores.
“Percorremos cada bairro, cada esquina, de porta em porta. Mostramos que a Serra merece mais e que, com propostas reais e uma visão de futuro, era possível conquistar a confiança do nosso povo.” pontuou, Genilton em sua rede social.
A experiência vivida ao lado de Audifax e Muribeca
O trabalho do estrategista digital contou com a leitura feita sobre os adversários. Em um projeto nessas proporções se faz necessário estudar como o oponente poderia agir para que seu trabalho pudesse ter êxito e, o Genilton tinha uma certa vantagem por já ter tido trabalhado com o ex-prefeito Audifax Barcelos e na campanha que elegeu Pablo Muribeca deputado estadual, em outro momento de sua carreira profissional, mas que lhe proporcional o conhecimento necessário para estabelecer uma estratégia ainda mais clínica e eficiente em prol da campanha de Weverson Meireles, que deu certo!
Um estrategista de valor inestimável
Genilton Martins personifica a importância de um estrategista eleitoral na política moderna. Mesmo sem buscar os holofotes, ele conseguiu moldar o caminho que levou Weverson Meireles à vitória. Sua expertise em entender as demandas da população e traduzir a identidade de um candidato para o público se provou decisiva e serviu como base para o sucesso nas urnas.

Para além dos votos, o trabalho de Genilton Martins ajudou a ressignificar o que uma campanha eleitoral pode ser. Ao estruturar uma estratégia de comunicação envolvente e verdadeira, ele mostrou o valor do branding político, lembrando que, na política, vencer significa também construir um legado de confiança e respeito com a população.
“A vitória veio! Foram dias intensos, de muita pressão, angústia, ataques, desconfiança e choro. Mas, em meio a tudo isso, o propósito de Deus sempre foi maior. Ele me sustentou quando as forças falhavam e me mostrou que, com fé e perseverança, nada é impossível.” frisou, Martins em postagem.
Geral
Vitória é a cidade mais competitiva do Brasil, diz CLP

Vitória foi considerada a cidade mais competitiva do Brasil em 2026, segundo o Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo CLP (Centro de Liderança Pública) em parceria com a Gove Digital.
A capital do Espírito Santo aparece pela primeira vez na liderança do levantamento e interrompe uma sequência de três anos de Florianópolis no topo. A cidade catarinense ficou em segundo lugar neste ano.
Porto Alegre, Curitiba e São Paulo completam as cinco primeiras posições. Na sequência, fechando o top 10, aparecem São Caetano do Sul, Maringá, Campinas, Jaraguá do Sul e Barueri.
O levantamento avaliou 423 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes. São analisados 65 indicadores distribuídos em 13 pilares, entre eles:
- Sustentabilidade fiscal;
- Saúde;
- Educação;
- Segurança;
- Saneamento;
- Inserção econômica;
- Inovação;
- Capital humano;
- Telecomunicações.
Vitória assume liderança
A liderança de Vitória é sustentada pelo desempenho da cidade em diferentes áreas avaliadas pelo estudo.
A capital capixaba ficou em primeiro lugar no pilar de Funcionamento da Máquina Pública, além de ocupar a terceira posição em Capital Humano e a quinta em Acesso à Saúde.
São Paulo, por sua vez, manteve a liderança nacional em Inovação e Dinamismo Econômico, enquanto São Caetano do Sul permaneceu na primeira colocação em Inserção Econômica.
Outras cidades lideraram indicadores específicos. Salto (SP) ficou em primeiro lugar em Saneamento; Sobral (CE), em Qualidade da Educação; Goiana (PE), em Acesso à Saúde; Balneário Camboriú (SC), em Qualidade da Saúde; e Votuporanga (SP), em Acesso à Educação.
Breves (PA) liderou o pilar de Meio Ambiente, Ubatuba (SP) ficou em primeiro lugar em Telecomunicações e Várzea Paulista (SP) ocupou a liderança em Segurança.
Palmas entra no top 15
Uma das principais mudanças na edição de 2026 ocorreu fora do eixo Sul-Sudeste.
Palmas chegou à 13ª posição e se tornou o primeiro município das regiões Norte e Nordeste a figurar entre os 15 mais competitivos do país.
Até então, a melhor colocação de uma cidade dessas duas regiões havia sido alcançada por Recife, que ficou em 37º lugar em 2023.
O avanço representa uma mudança significativa em relação à edição anterior. No ranking de 2025, Palmas aparecia como a cidade mais bem colocada da região Norte, mas ocupava a 89ª posição nacional.
O Sul, porém, continua concentrando parte relevante dos municípios mais competitivos do país, com quatro cidades entre as dez primeiras. Já o Sudeste mantém a liderança em diversos dos pilares analisados, puxado por Vitória e por municípios paulistas.
Capitais avançam no ranking
Além de Vitória, outras capitais alcançaram em 2026 suas melhores posições desde a criação do levantamento.
É o caso de Porto Alegre, em terceiro lugar; Curitiba, em quarto; Rio de Janeiro, em 29º; Cuiabá, em 36º; Goiânia, em 68º; Teresina, em 90º; Aracaju, em 131º; Manaus, em 139º; São Luís, em 147º; Natal, em 157º; e Belém, em 168º.
No Centro-Oeste, Cuiabá tornou-se a cidade mais competitiva da região. A capital mato-grossense também ficou entre as mais bem posicionadas do Brasil nos pilares de Inserção Econômica, Capital Humano e Inovação e Dinamismo Econômico.
Para Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP, os resultados mostram como políticas públicas podem se refletir em melhores serviços e oportunidades para a população.
“A competitividade municipal não é resultado do acaso. Ela é construída quando boas políticas públicas se transformam em melhores serviços, mais oportunidades e maior qualidade de vida para a população”, afirmou.
Cinco municípios passaram a integrar o ranking neste ano: Crateús (CE), Goianira (GO), Horizonte (CE), Lagoa Santa (MG) e Tefé (AM).
Fonte: CNN Brasil
Geral
Vitória: caminhada da Inclusão ocupa Orla de Camburi e dá voz às pessoas com deficiência

Na manhã do último domingo (23) foi marcada por encontros, emoção e mobilização por direitos na Orla de Camburi, em Vitória. Pessoas com deficiência, familiares, profissionais e apoiadores participaram da Caminhada da Inclusão, reunindo cerca de mil pessoas.
Durante o percurso, cartazes e faixas exibiam frases como “Inclua nossa voz”, “Respeito não é favor, é direito” e “No mundo da inclusão, todos têm lugar”. Mensagens simples, mas que resumiram o que defendiam as pessoas presentes: serem vistas, ouvidas e respeitadas.
Promovida pela Federação das Apaes do Espírito Santo (Feapaes-ES), em parceria com a Associação Vitória Down e a Federação das Pestalozzi, a caminhada fez parte da programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que acontece entre os dias 21 e 28 de agosto.
Durante o evento, a autodefensora nacional da Apae Brasil, Paula Nascimento Martins, mais conhecida como Paulinha, fez um chamado à mobilização e defendeu o protagonismo das pessoas com deficiência.
“A legislação diz que a pessoa com deficiência tem direito a viver uma vida plena. Então, eu quero dizer a vocês: vamos nos mobilizar, vamos ecoar a nossa voz e fazer a transformação social acontecer. Porque, no cenário da vida, nós não queremos ser coadjuvantes, mas protagonistas da nossa própria história”, afirmou Paulinha, sendo aplaudida pelos participantes.
Para o diretor social da Feapaes-ES, Vanderson Gaburo, o sucesso da caminhada mostrou a força da mobilização coletiva. “Historicamente, as ruas são espaços de luta e de conquista de direitos. Neste domingo, ocupamos esse espaço para defender respeito, autonomia, oportunidades e participação. Uma mobilização que representa as pessoas com deficiência, suas famílias e as instituições que caminham ao lado delas todos os dias”, afirmou.
O autodefensor estadual da Feapaes-ES Matheus Gomes também falou sobre sonhos e superação de barreiras. “As nossas deficiências, muitas vezes, podem dificultar alguns planos, mas não nos impedem de realizar nossos sonhos. Com oportunidades, apoio e respeito, podemos fazer nossas escolhas, conquistar autonomia e construir a nossa própria história”, destacou.
A presidente da Associação Vitória Down, Lisley Sophia Nunes Dias, também se emocionou ao observar a participação de pessoas de diferentes municípios do Espírito Santo. “Ver essa multidão aqui exigindo inclusão, exigindo um direito que é de todos nós, é emocionante. Vamos considerar essa caminhada como um passo para um futuro melhor e para uma sociedade mais humana e inclusiva”, afirmou.
Com o tema “Deficiência não define. Oportunidade transforma. Inclua nossa voz”, a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla segue até o dia 28 de agosto, com atividades promovidas pelas Apaes de todo o Espírito Santo e pela Associação Vitória Down. A programação busca ampliar o diálogo com a sociedade, dar visibilidade às pessoas com deficiência e reforçar o direito de serem ouvidas e de participarem ativamente das decisões que impactam suas vidas.
Fonte: P6 Comunicação – Por: Camilla Gumieiro
Geral
Com envelhecimento da população, eleitorado jovem recua 22% em 16 anos

O envelhecimento da população brasileira já impacta o perfil do eleitorado, com diminuição de 22% dos votantes com idade entre 16 e 24 anos, considerando o período de 2010 a 2026. O levantamento foi realizado pelo Instituto Nexus, a pedido da Agência Brasil, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além da redução proporcional, também houve recuo em números absolutos. A quantidade de brasileiros com menos de 24 anos que podem comparecer às urnas caiu 5,5 milhões. Eram 24,7 milhões eleitores nesta faixa etária, em 2010, contra 19,2 milhões, em 2026.
Como o número total de eleitores no país aumentou 17%, passando de 135,8 milhões para 158,8 milhões no período, a participação dos jovens teve uma queda abrupta: de 18,2% para apenas 12,5% do eleitorado.
“Em um cenário de aguda polarização, em que a eleição de 2022 foi definida por menos de 2 milhões de votos de diferença entre Lula e Jair Bolsonaro, todo eleitor é estratégico. A quantidade absoluta de votos dos jovens segue perdendo anualmente sua força, principalmente em comparação ao aumento de eleitores 60+”, analisa o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.
Segundo dados do TSE, o número de idosos com o título de eleitor ativo cresceu cerca de 74% desde 2010. Atualmente eles correspondem a mais de 36,8 milhões de pessoas.
Campanhas
São Paulo (SP), 09/11/2025 – Estudantes no primeiro dia de provas do ENEM na UNIP Vergueiro em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.
Voto jovem perde relevância, mas ainda é importante em cenários de disputa acirrada . – Paulo Pinto/Agência Brasil
O professor do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Hilton Fernandes, avalia que as campanhas presidenciais ainda não deram indicativo de como vão tratar o grupo de jovens.
“Em 2022 houve alguma dedicação em buscar esse grupo de jovens, não tanto pelo volume de votos, mas pelo engajamento. Essa força do jovem na campanha é importante. Por isso tivemos em 2022 propostas relacionadas ao desenvolvimento de games e outros temas, como a facilidade para adquirir produtos eletrônicos, produtos de jogos com isenções, apareceram”, afirma.
Ele acredita que as principais candidaturas à Presidência da República, a medida que avancem nas pesquisas, tendem a buscar mais esse público. Em campanhas proporcionais, como a de deputados, ele acredita que pode haver um olhar mais focado aos jovens, que pode ser um nicho importante para algumas candidaturas.
As prioridades do voto jovem seguem as mesmas tendências de eleições anteriores, aponta Fernandes. Ele procura, principalmente, o primeiro emprego e formação profissional. São vários contextos de vida que podem moldar esse voto, de acordo com a situação econômica das famílias, a região em que vivem ou os grupos sociais e instituições que frequentam. Ao mesmo tempo, sua visão eleitoral pode ser mais influenciada por discursos que remetem a grandes mudanças, afirma o especialista.
“Não são os partidos que vão chamar atenção, mas o discurso dos candidatos, com um personalismo cada vez mais concentrado. O discurso mais radical tende a atender mais o jovem”, aponta Fernandes.
Ele ressalta, entretanto, que esse discurso pode “enganar” o eleitor mais novo, pois “nem toda vez é necessário quebrar uma estrutura para mudar uma sociedade”, critica o professor. Ele ressalta, ainda, que o eleitor jovem não pode ser tratado como um grupo homogêneo.
“Isso pode ter uma diferença, por exemplo, em jovens que convivam em ambientes mais conservadores. Enquanto o jovem que vê a família numa situação mais complicada, principalmente financeira, busca mais a mudança”, complementa.
Engajamento
Outro destaque do levantamento da Nexus é o engajamento nas urnas. Entre os brasileiros 18 a 24 anos, em que o voto é obrigatório, o percentual de comparecimento no primeiro turno foi de 78,5%. Já entre os jovens de 16 e 17 anos, que não têm obrigação de votar, 82,9% foram às urnas. A média de comparecimento no país, no último pleito, foi de 79,1% dos eleitores aptos a votar.
Sul e Sudeste são “mais velhos”
Brasília (DF), 19/04/2026 – Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Regiões Sul e Sudeste concentram menor percentual de jovens nas urnas – Marcelo Camargo/Agência Brasil
A pesquisa apontou ainda que as regiões Sul e Sudeste concentram menor percentual de jovens nas urnas. Nelas, estão os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O estado “mais velho” é o Rio Grande do Sul, onde eleitores até 24 anos representam apenas 9% do eleitorado.
Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro (10%), São Paulo (11%), Santa Catarina (11%), Espírito Santo (11%), Minas Gerais (11%) e Paraná (11%). Na outra ponta, Roraima, Acre, Amapá e Amazonas são os estados com maior proporção de jovens aptos a irem às urnas, com 18% cada. Em seguida aparecem ainda Maranhão (17%), Pará (16%) e Tocantins (16%).
“O Brasil está diante de uma nova geografia eleitoral. Os mais jovens perderam espaço nos maiores colégios eleitorais do país, tirando-os do centro gravitacional das principais estratégias políticas”, observa Tokarski.
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