Política
Weverson Meireles é declarado candidato a prefeito da Serra

A convenção municipal do PDT aconteceu nesta segunda-feira e reuniu mais de dez mil pessoas.
O candidato a prefeito, Weverson Meireles, chegou à convenção acompanhado do atual prefeito e presidente do PDT Serra, Sérgio Vidigal. Eles foram ovacionados pelo público que lotou os espaços da Chácara Flora, na rodovia ES-010.

Os dois sentaram lado a lado em frente ao palco e acompanharam o primeiro discurso de Sueli Vidigal, esposa de Sérgio Vidigal . Sueli lembrou a trajetória da família Vidigal no comando da cidade da Serra, os desafios e o crescimento ao longo dos anos.
Em seguida, o presidente estadual do União Brasil, Felipe Rigone, ressaltou o trabalho do prefeito Sérgio Vidigal e destacou a importante decisão do partido ao escolher Weverson Meireles.
O secretário de Estado Bruno Lamas também esteve presente na convenção e cumprimentou Weverson no início do discurso. “A cidade responsável por 30% do PIB do nosso Estado precisa de pessoas responsáveis e de uma jornada de união coletiva e de cuidado com milhares de serranos,” destacou.
Também participaram da convenção os partidos Rede, Podemos, MDB e a Federação formada por Rede e PSOL, além dos deputados José Esmeraldo, Adilson Espíndola e Fabrício Gandini, entre outras autoridades.
O vice-governador e presidente estadual do MDB, Ricardo Ferraço, destacou a importância do comando da Serra pelo prefeito Sérgio Vidigal e pelo PDT. “Sua vida é uma vida de trabalho e dedicação ao povo da Serra. Desde 1997, eu acompanho a liderança de Vidigal e o caminho que ele indicar nós vamos acreditar,” afirmou durante discurso no palco da convenção. Ferraço destacou ainda o crescimento da Serra no Espírito Santo. “A Serra é uma locomotiva industrial de geração de emprego e renda,” ressaltou.
O prefeito Sérgio Vidigal começou o discurso com muito entusiasmo e lembrou os mais de trinta anos de vida pública. Agradeceu pelos companheiros que caminharam ao seu lado ao longo desses 28 anos de trabalho na Serra e pelos quatro mandatos de prefeito e os cinco mandatos do PDT na cidade serrana, frutos do carisma, empatia e resultados para a população. “Eu sei que muitas pessoas ficaram na expectativa, mas nós estamos iniciando um novo ciclo na política da Serra,” destacou.
Vidigal também destacou as competências que fizeram com que Weverson Meireles fosse o escolhido para liderar a Serra. “Nós construímos um gestor qualificado, ele foi Secretário de Turismo no governo Casagrande, fez o planejamento estratégico da Serra, pois ninguém governa sem planejamento,” reafirmou.

Uma mensagem do governador Renato Casagrande foi exibida no telão durante a convenção. Casagrande reconheceu o trabalho de Weverson Meireles e o compromisso com o projeto político pensado para a Serra. “Weverson cumpriu, como Secretário de Turismo, importantes diálogos e soube articular no governo. Tem competência e nossa parceria vai se fortalecer com o trabalho de Weverson na Serra,” disse Casagrande.
Weverson Meireles iniciou o discurso exaltando o trabalho de Vidigal e falou da gratidão e do compromisso de fazer um novo ciclo de prosperidade para a Serra. “Ao decidir não concorrer à reeleição, Vidigal nos ensina sobre as verdadeiras prioridades da vida, sobre a importância da família, sobre o amor e a renúncia,” reconheceu Weverson Meireles.
O candidato a prefeito lembrou ainda da primeira convenção do PDT que participou aos 13 anos de idade na companhia do pai e da oportunidade de ter conhecido o prefeito Sérgio Vidigal naquela ocasião. Weverson Meireles concluiu destacando a responsabilidade de dar sequência a um legado, com a parceria da população serrana.
“O compromisso que firmei com Vidigal, e agora reafirmo perante a vocês, é com a renovação, mas não é uma renovação qualquer. É renovar com segurança para expandir a grande obra de Vidigal. O que já está bom vai ficar melhor. O meu propósito é fazer uma transição segura e responsável,” concluiu.
Política
Casagrande fala do caso Apex: “Assunto privado. Não tem nada haver com governo do estado e com o dinheiro público.”

O ex-governador do Espírito Santo e candidato ao Senado Federal, Renato Casagrande (PSB), afirmou nesta quarta-feira (26) que não houve conflito de interesses entre sua gestão à frente do Governo do Estado e a atuação da Apex Partners, empresa que atravessa uma crise financeira e que tem seu filho, Victor Casagrande, entre os sócios.
A declaração foi dada durante entrevista à Folha Vitória e à TV Vitória Record, dentro da série de entrevistas com candidatos ao Senado pelo Espírito Santo.
Questionado sobre eventual participação de recursos públicos ou relação entre o Governo do Estado e a empresa, Casagrande negou que a Apex tenha operado ou administrado dinheiro público durante seu período à frente do Executivo estadual.
Segundo o ex-governador, seu filho possui menos de 1% de participação na empresa, enquanto os demais acionistas concentram a maior parte das ações.
“A participação do meu filho, como acionista, é uma participação minoritária”, afirmou Casagrande durante a entrevista.
O candidato também declarou que, independentemente da participação societária de Victor, a Apex “nunca operou, nunca gerenciou dinheiro público”, classificando a atual crise como uma questão exclusivamente privada.
“É um assunto de uma empresa privada, do setor privado”, afirmou. Segundo ele, caberia aos responsáveis pela crise responder pelos fatos e à própria empresa buscar uma solução para sua situação financeira.
Casagrande nega conflito de interesse
Durante a entrevista, o ex-governador também foi questionado diretamente se, durante seus governos, teria ocorrido algum conflito entre interesses públicos e privados envolvendo a empresa.
A resposta foi negativa.
“Não teve nenhum conflito de interesse público-privado”, declarou.
Casagrande reconheceu, entretanto, que a condição de seu filho como integrante da empresa acaba trazendo repercussão política e pessoal.
“O meu filho sofre porque é filho”, afirmou.
O ex-governador reforçou ainda que Victor é um trabalhador da companhia e possui participação minoritária, reiterando que, segundo sua versão, a Apex não administrou recursos públicos.
Crise da Apex
A declaração ocorre em meio à crise financeira enfrentada pela Apex Partners, que veio a público no início de agosto após a empresa informar inconsistências financeiras e o afastamento de executivos. O caso passou a envolver também o cenário político capixaba devido à presença de familiares de integrantes da política estadual no quadro da companhia.
Reportagens recentes apontam que a empresa enfrenta um passivo próximo de R$ 1 bilhão e que questões relacionadas às suas operações estão sendo analisadas no âmbito judicial. A companhia também apresentou à Justiça informações sobre seu fluxo de caixa e solicitou autorização para manter transferências financeiras entre empresas do grupo.
Em meio à repercussão do caso, o Governo do Espírito Santo afirmou que não há recursos do Tesouro Estadual ou do Fundo Soberano do Estado investidos na Apex.
Casagrande, que deixou o Governo do Estado para disputar uma vaga no Senado, sustenta que a crise da empresa não possui relação com sua gestão pública e que eventuais responsabilidades devem ser apuradas no âmbito privado e pelas autoridades competentes.
O Informe ES permanece à disposição de Renato Casagrande, da Apex Partners e de qualquer pessoa ou instituição mencionada nesta reportagem para manifestação, esclarecimento ou apresentação de informações adicionais.
Política
Lorenzo Pazolini é único candidato ao Governo do ES a não assinar compromisso em defesa do Banestes Público e Estadual

O Sindicato dos Bancários do Espírito Santo (Sindbancários/ES) realizou, na manhã deste sábado (22), em Vitória, o Congresso em Defesa do Banestes Público e Estadual. Durante o encontro, realizado no Hotel Golden Tulip, a entidade apresentou aos cinco candidatos ao Governo do Estado o Termo de Compromisso em Defesa do Banestes Público e Estadual.
O documento reúne compromissos relacionados à manutenção do controle público do banco, ao fortalecimento do Sistema Financeiro Banestes e à preservação do patrimônio dos capixabas. Dos cinco candidatos que receberam o documento, quatro assinaram o termo. O único a não assumir o compromisso foi o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos).
“Queremos o compromisso de todos os candidatos, se eleitos, que defendam a manutenção do Banestes como banco público e estadual”, afirmou o Sindicato dos Bancários.
A posição de Pazolini chama atenção também pelo histórico de sua gestão à frente da Prefeitura de Vitória. Em 2021, ainda no início de seu mandato, a administração municipal retirou do Banestes a gestão da folha de pagamento dos servidores. Naquele ano, o Bradesco venceu a licitação pelo valor de R$ 39,1 milhões. Neste ano, já sob nova licitação, a Prefeitura de Vitória voltou a contratar uma instituição privada para administrar a folha. O Santander venceu a concorrência e pagou R$ 46 milhões pelo contrato.
A discussão sobre o Banestes, no entanto, ultrapassa a questão sindical. O banco é uma instituição pública estadual e integra o patrimônio do Espírito Santo, com atuação no financiamento de empresas, municípios e projetos de desenvolvimento. O Banestes também está presente nos 78 municípios capixabas. No primeiro semestre de 2026, o banco registrou lucro líquido recorde de R$ 226 milhões, com R$ 103 milhões sendo destinados ao Estado para investimento em políticas públicas.
A assinatura do termo pelos demais candidatos representa, portanto, um compromisso público com a manutenção do controle estadual da instituição. A ausência de Pazolini estabelece uma diferença clara entre sua posição e a dos demais postulantes ao Palácio Anchieta.
Por: Léo Jr. – Fotos: Arquivo
O InformeES está à disposição da parte citada nesta publicação para eventuais esclarecimentos ou manifestação sobre os fatos apresentados. O portal assegura espaço para o exercício do direito de resposta, quando cabível.
Política
Roninho ganha apoio de peso para a corrida à Assembleia Legislativa

O presidente da Câmara de Linhares Roninho Passos, recebeu na tarde desta terça-feira (18/08), o apoio de Tarcísio Silva, uma das figuras mais experientes da política do município. A declaração coloca no projeto de Roninho, uma liderança com décadas de atuação política e conhecimento dos bastidores eleitorais de Linhares.
Tarcísio foi vereador por nove mandatos consecutivos, presidiu a Câmara em duas oportunidades e construiu uma trajetória que atravessa diferentes gerações da política linharense.
Agora, decidiu colocar essa experiência ao lado de Roninho.
Um apoio com peso político
A escolha chama atenção porque acontece justamente quando Roninho amplia seu projeto.
Depois de consolidar espaço no Legislativo municipal e chegar à presidência da Câmara, ele agora busca uma vaga na Assembleia Legislativa. O desafio é transformar a liderança construída em Linhares em uma candidatura capaz de alcançar outras regiões do Espírito Santo.
É nesse ponto que o apoio de Tarcísio ganha importância.
Roninho agrega ao projeto uma liderança que conhece o eleitorado, as articulações e a política local por dentro.
Não se trata apenas de uma declaração pública de apoio. É a incorporação de experiência a uma candidatura que começa a mudar de escala.
Roninho começa a montar o tabuleiro
A disputa por uma das 30 cadeiras da Assembleia exige mais do que força eleitoral em um único município.
Roninho precisará ampliar alianças, construir presença regional e transformar sua atuação política em uma votação competitiva fora dos limites de Linhares.
A chegada de Tarcísio ajuda justamente nessa construção.
O movimento também revela que Roninho começa a reunir ao seu redor diferentes gerações da política local, de um lado, uma liderança que carrega décadas de experiência; de outro, um presidente da Câmara que tenta abrir um novo capítulo de sua trajetória.
É experiência somando a um projeto que quer crescer.
Um novo passo para Roninho
A candidatura à Assembleia representa o maior movimento político de Roninho até aqui.
E o apoio de Tarcísio chega em um momento em que cada adesão relevante pode ajudar a definir o tamanho que esse projeto terá.
Roninho agora precisa transformar o prestígio conquistado no comando da Câmara em força eleitoral para uma disputa estadual.
O apoio está dado. O projeto está em movimento. E a corrida de Roninho pela Assembleia acaba de ganhar um aliado que conhece, como poucos, o caminho da política linharense.
Por: Vinicius Sant´Ana
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