Tecnologia
Adeus aos discos? Indústria de games muda de rumo

A indústria de games pode estar entrando em uma nova fase, com menos discos e mais downloads. Segundo a The Verge, decisões envolvendo Grand Theft Auto VI e o PlayStation reforçam a tendência de uma migração cada vez maior para o formato digital.
A mudança promete trazer mais praticidade, mas também levanta dúvidas sobre acesso, revenda e preservação dos jogos. Para muitos jogadores, a discussão vai além da nostalgia: envolve a própria ideia de propriedade dos títulos.

O avanço silencioso dos jogos digitais
Durante décadas, comprar um jogo significava ir a uma loja, escolher uma caixa e voltar para casa com um produto físico que podia ser guardado, emprestado ou vendido depois.
Esse modelo começou a perder espaço com o crescimento das lojas digitais. Atualmente, consoles como PlayStation 5 e Xbox Series oferecem versões sem leitor de disco, enquanto no computador plataformas digitais como a Steam já dominam o mercado há anos.
A mudança já aparece nos números da indústria. A Capcom informou que 93% das vendas de seus jogos foram digitais no último ano fiscal e espera que esse índice chegue a 95,4%.
Para os consumidores, a compra digital tem vantagens claras: não ocupa espaço, permite acesso imediato e facilita a instalação de jogos. Por outro lado, alguns jogadores alertam para problemas relacionados à dependência de contas, servidores e lojas virtuais.

GTA VI coloca futuro dos discos em debate
O debate ganhou força após a Rockstar Games divulgar detalhes de Grand Theft Auto VI. O jogo, previsto para chegar ao PlayStation 5 e Xbox Series X/S, terá preço inicial de US$ 79,99 (cerca de R$ 440) na edição básica e US$ 99,99 (aproximadamente R$ 550) na versão Ultimate.
O ponto que chamou atenção foi a versão física. A caixa do jogo não terá um disco, mas um código para download do título.
A decisão é considerada um marco porque GTA VI deve ser um dos maiores lançamentos da indústria. Para parte dos jogadores, o formato limita práticas comuns no mercado físico, como emprestar um jogo para amigos ou revendê-lo após finalizar a experiência.
Poucos dias depois, a Sony anunciou que deixará de produzir discos físicos para novos jogos de PlayStation a partir de 2028. A empresa afirmou que a decisão acompanha a preferência crescente dos consumidores pelo formato digital.
Os números apresentados pela própria Sony reforçam essa estratégia: no quarto trimestre do ano fiscal de 2025, 85% das vendas de jogos completos para PS4 e PS5 foram feitas por download.

Preservação dos games vira preocupação
A mudança também preocupa grupos dedicados à preservação da história dos videogames. Sem versões físicas, manter jogos acessíveis no futuro pode se tornar um desafio ainda maior.
Entre os principais pontos levantados estão:
- dificuldade para preservar jogos que dependem de servidores;
- risco de perda de acesso por mudanças em lojas digitais;
- redução da possibilidade de revenda e empréstimo;
- desafios para museus e arquivos manterem títulos modernos.
Isso é uma notícia infeliz para aqueles que ainda preferem comprar jogos em mídia física e representa um golpe significativo aos direitos dos consumidores, ao mercado de revenda e aos criadores que dependem do mercado físico.
Frank Cifaldi, diretor executivo da Video Game History Foundation, ao The Verge.
Para ele, guardar discos em prateleiras não será mais uma solução definitiva para preservar novos jogos.
O que pode acontecer daqui para frente
O futuro dos discos ainda não está totalmente definido. A Microsoft avalia os próximos passos para o Xbox, enquanto a Nintendo mantém uma relação mais forte com mídias físicas, apesar do crescimento das vendas digitais.
Leia mais:
- O fim da mídia física, mas não só no PlayStation
- GOG reage ao fim da mídia física no PlayStation e reforça defesa da propriedade digital
- Revolta contra fim da mídia física cresce e Sony enfrenta crise nas redes sociais
No entanto, a direção da indústria parece clara: os downloads devem ocupar um espaço cada vez maior nos próximos anos.
A discussão agora é como equilibrar a praticidade do digital com a necessidade de garantir que os jogos comprados hoje continuem acessíveis no futuro. Para muitos jogadores, o fim dos discos representa não apenas uma mudança de formato, mas uma transformação na maneira como os games são consumidos e preservados.
O post Adeus aos discos? Indústria de games muda de rumo apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Smartwatch bonito e funcional? Separamos uma seleção em promoção na Amazon

Se você está pensando em comprar um smartwatch ou presentear alguém com um, este é um bom momento para dar uma olhada nas opções disponíveis na Amazon. Reunimos três modelos em destaque — com design moderno e recursos práticos do dia a dia — para facilitar a sua escolha. Confira:

Smartwatch Samsung Galaxy Fit3 Display 1.6″ Grafite
O Galaxy Fit3 da Samsung trouxe uma tela AMOLED de 1,6 polegadas em um corpo leve e resistente, ideal para quem quer monitoramento de saúde e notificações sem abrir mão do conforto no pulso. A versão na cor grafite combina com estilos mais neutros e esportivos.
Ver na Amazon →

Redmi Watch 5 Active
O Redmi Watch 5 Active é uma opção acessível que não abre mão de funcionalidades úteis: monitoramento de frequência cardíaca, acompanhamento de sono, GPS e uma bateria com boa autonomia. Boa pedida para quem quer entrar no universo dos wearables sem gastar muito.
Ver na Amazon →

Smartwatch Samsung Galaxy Fit3 Display 1.6″ Rosé
A versão rosé do Galaxy Fit3 entrega exatamente os mesmos recursos do modelo grafite — tela AMOLED grande, leveza e monitoramento completo de saúde — mas com um visual mais delicado e versátil. Uma boa escolha para quem quer unir tecnologia e estilo.
Ver na Amazon →
Ofertas assim costumam mudar rápido na Amazon — tanto em disponibilidade quanto nas condições. Se algum desses modelos chamou a sua atenção, vale acessar o link e conferir agora mesmo antes que o estoque acabe ou as condições mudem.
Aviso: este artigo contém um ou mais links gerados a partir de um programa de afiliados. O valor não muda para você e o Olhar Digital poderá receber uma comissão. Nenhuma empresa participou da escolha para os links e não existiu aprovação prévia deste conteúdo, que segue independente como sempre foi.
O post Smartwatch bonito e funcional? Separamos uma seleção em promoção na Amazon apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Rocket Lab contesta contrato de R$ 3,7 bilhões da NASA dado à Blue Origin

A Rocket Lab decidiu contestar formalmente a escolha da NASA de contratar a Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, para construir, lançar e operar um novo orbitador de comunicações em Marte. A companhia apresentou nesta sexta-feira (11) um protesto ao Government Accountability Office (GAO), órgão responsável por analisar disputas relacionadas a contratos do governo dos Estados Unidos.
A decisão da NASA prevê o pagamento de US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,7 bilhões) à Blue Origin pelo desenvolvimento do Mars Telecommunications Network (MTN). O projeto será responsável por estabelecer importante elo de comunicação entre controladores na Terra e outras espaçonaves da agência que estudam o planeta vermelho.
Em publicação no X, a Rocket Lab afirmou que a decisão da NASA aparentemente não está de acordo com os critérios de elegibilidade estabelecidos pelo Congresso dos Estados Unidos. A empresa também questionou a maneira como sua proposta técnica foi avaliada.
“A decisão da NASA parece ser inconsistente com os critérios de elegibilidade determinados pelo Congresso. Além disso, a avaliação punitiva da agência sobre o volume técnico da Rocket Lab foi inconsistente, fazendo afirmações e conclusões incorretas”, afirmou a companhia.
A Rocket Lab acrescentou que os padrões de contratação existem para garantir uma competição justa e proteger investimentos públicos. Segundo a empresa, o objetivo do protesto é assegurar que essas regras sejam respeitadas em uma infraestrutura considerada importante para a exploração de Marte nas próximas décadas.

Leia mais:
- Rover Curiosity encontra buracos misteriosos no solo de Marte
- NASA vai abrir dados da Lua para cientistas do mundo todo
- Blue Origin expande suas operações no Cabo Canaveral
Um único orbitador, apesar do nome “Network”
- Apesar do nome Mars Telecommunications Network, o projeto será formado por apenas uma espaçonave;
- O orbitador terá a função de atuar como uma espécie de ponte de comunicação entre a Terra e as missões da NASA na superfície e na órbita de Marte;
- Atualmente, apenas dois orbitadores da NASA cumprem essa função de retransmissão de dados no planeta. São eles: a Mars Odyssey, lançada em 2001, e a Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), que chegou ao espaço em 2005;
- A agência já estudava a criação de um novo orbitador de telecomunicações para Marte havia anos. O financiamento de US$ 700 milhões foi aprovado pelo Congresso em julho de 2025, e a NASA abriu a concorrência para propostas em maio deste ano;
- Rocket Lab e Blue Origin eram consideradas as principais concorrentes pelo contrato. No início deste mês, a NASA anunciou a escolha da empresa de Bezos;
- O acordo determina que a Blue Origin entregue a espaçonave à NASA até 31 de dezembro de 2028. A expectativa é que o sistema esteja funcionando em Marte em 2030.
Blue Origin já fez o mesmo com a NASA
A disputa atual também reproduz uma situação pela qual a própria Blue Origin passou alguns anos atrás. Em 2021, a empresa de Jeff Bezos apresentou um protesto ao GAO depois que a NASA escolheu a SpaceX para fornecer o primeiro módulo lunar tripulado do programa Artemis.
Na ocasião, o GAO rejeitou o protesto, em julho daquele ano. A Blue Origin posteriormente processou a NASA, mas perdeu a disputa judicial em novembro de 2021.
A história, porém, acabou tendo outro desfecho para a empresa. A NASA decidiu posteriormente selecionar um segundo módulo lunar para o programa Artemis e a Blue Origin venceu esse contrato em 2023.
Agora, é a Rocket Lab que tenta reverter uma decisão da NASA por meio do mesmo mecanismo de contestação utilizado anteriormente pela empresa de Bezos.
O post Rocket Lab contesta contrato de R$ 3,7 bilhões da NASA dado à Blue Origin apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Osso encontrado em caverna na China pertence a misterioso grupo de hominídeos extinto

Uma caverna no sudoeste da China está ajudando cientistas a reconstruir a história de um dos grupos mais misteriosos da evolução humana. Pesquisadores encontraram na caverna de Bianfu, na província de Yunnan, fósseis de denisovanos, ferramentas de pedra e milhares de ossos de animais que indicam que esses antigos humanos ocuparam o local por mais de 100 mil anos.
As descobertas foram apresentadas em dois estudos publicados na revista Nature (aqui e aqui). A caverna foi utilizada entre aproximadamente 190 mil e 70 mil anos atrás, enquanto cinco fósseis humanos identificados no local têm entre cerca de 134 mil e 167 mil anos.
Os denisovanos são uma linhagem de humanos antigos que viveu na Ásia. A existência do grupo foi inicialmente revelada por análises de DNA antigo, mas a escassez de fósseis dificulta a compreensão de sua aparência, comportamento e adaptação a diferentes ambientes.
Até agora, os pesquisadores conheciam apenas um pequeno número de restos corporais desses humanos. A descoberta em Bianfu amplia significativamente esse registro, especialmente por incluir um osso que nunca havia sido identificado em um denisovano.
Primeiro osso do antebraço
- Durante escavações realizadas na caverna, os pesquisadores encontraram milhares de fragmentos ósseos. Em 2019, foram recuperados quase 1,4 mil artefatos de pedra, mais de 64 mil ossos de mamíferos e dentes humanos;
- O problema era identificar quais dos fragmentos pertenciam a humanos. Para isso, a equipe combinou uma análise morfológica inicial com uma técnica chamada ZooMS, que utiliza proteínas de colágeno para identificar a espécie à qual um fragmento ósseo pertence;
- A análise confirmou cinco restos humanos como denisovanos: dois fragmentos de ossos do crânio, um fragmento do rádio e dois dentes. Os pesquisadores identificaram nos cinco exemplares uma variante proteica específica associada aos denisovanos;
- O fragmento do rádio é particularmente importante. Trata-se de um dos dois ossos longos do antebraço e é o primeiro rádio denisovano confirmado até hoje;
- O osso apresenta uma combinação incomum de características. A região próxima ao cotovelo é grande e apresenta semelhanças com rádios de neandertais, enquanto o formato externo geral e a geometria de sua região central se aproximam mais dos humanos modernos;
- Segundo os pesquisadores, essa combinação pode indicar demandas biomecânicas e adaptações comportamentais próprias dos denisovanos que viviam naquela região.

Uma caverna usada durante milhares de gerações
Os vestígios encontrados em Bianfu também ajudam a revelar como os denisovanos utilizavam o ambiente.
Entre os quase 1,4 mil artefatos de pedra recuperados, havia cerca de 200 ferramentas feitas de lascas, muitas produzidas com uma rocha sedimentar disponível localmente. Marcas encontradas nos ossos de animais indicam que os instrumentos eram usados para processar carcaças.
Os pesquisadores identificaram evidências de que os denisovanos caçavam, desmembravam animais e retiravam a medula dos ossos. Entre as presas estavam animais de médio e grande porte, incluindo espécies semelhantes a bovinos e cervos.
As ferramentas de pedra encontradas na caverna, porém, são diferentes de instrumentos mais sofisticados produzidos por neandertais no mesmo período. Os artefatos de Bianfu parecem ter sido fabricados de maneira rápida e eficiente, usando materiais disponíveis nas proximidades.
Ao mesmo tempo, os denisovanos também produziram ferramentas de osso, prática que já havia sido observada entre neandertais.
Quem eram os denisovanos?
Os denisovanos continuam sendo um dos grupos mais enigmáticos da evolução humana, justamente porque o registro fóssil é extremamente fragmentado.
Eles são geneticamente relacionados a neandertais e humanos modernos, e análises de DNA mostram que os três grupos chegaram a cruzar entre si no passado. Apesar disso, durante muito tempo os pesquisadores tiveram pouquíssimas evidências físicas para entender como os denisovanos eram ou como viviam.
O novo material encontrado na China ajuda a preencher uma dessas lacunas. A caverna de Bianfu é atualmente o local com o registro fóssil denisovano mais rico conhecido fora da famosa caverna de Denisova, na Sibéria.
A descoberta também amplia o conhecimento sobre a distribuição geográfica do grupo. Os restos encontrados em diferentes camadas da caverna indicam que os denisovanos estavam presentes na região durante um período de mudanças climáticas e que o ambiente do planalto de Yunnan-Guizhou oferecia condições favoráveis para sua sobrevivência.
Os pesquisadores esperam agora utilizar técnicas semelhantes de análise de proteínas para identificar outros ossos humanos entre os milhares de fragmentos encontrados em sítios arqueológicos. A expectativa é que novos fósseis ajudem a entender melhor como os denisovanos se adaptaram às mudanças ambientais e à convivência com outros grupos humanos.
O post Osso encontrado em caverna na China pertence a misterioso grupo de hominídeos extinto apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
-

Tecnologia1 dia agoRocket Lab contesta contrato de R$ 3,7 bilhões da NASA dado à Blue Origin
-

Cidades2 dias agoCachoeiro abre consulta pública para Plano Municipal de Contingência 2026
-

Política13 horas agoLula e Flávio ”se unem” em pedido por quebra de sigilo de investigações
-

Geral12 horas agoLonge das telas: confira 5 brincadeiras infantis que ajudam a prevenir a miopia
-

Política14 horas agoVitória no 1° turno: Pesquisa Big Data coloca Ricardo com 47% dos votos válidos
















