Tecnologia
Anthropic muda política de dados após pressão de clientes empresariais

A Anthropic anunciou, nesta terça-feira (1), que vai mudar uma controversa política de retenção de dados para clientes empresariais após receber “muitos comentários” de usuários. Em seu lugar, a empresa pretende implementar uma nova solução chamada Enterprise Frontier Safeguards.
A política de retenção existente foi apresentada em junho, junto com o lançamento do Claude Fable 5 e do Mythos 5, dois dos modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados da companhia. Na época, a Anthropic informou que exigiria a retenção de todo o tráfego desses modelos por 30 dias como forma de ajudar a combater usos indevidos e ataques cibernéticos “complexos e novos”.
A empresa havia se comprometido a não utilizar os dados para nenhuma finalidade que não estivesse relacionada à segurança, incluindo o treinamento de modelos. Ainda assim, muitos clientes empresariais demonstraram preocupação com a medida.
Segundo Kate Jensen, chefe da Anthropic para as Américas, a companhia passou centenas de horas trabalhando com clientes para desenvolver uma alternativa.
Nova solução dá mais controle às empresas
- Com o lançamento do Enterprise Frontier Safeguards, as empresas poderão controlar como seus dados são analisados, armazenados e gerenciados. A solução também permitirá realizar monitoramento automatizado de segurança sem a necessidade de revisão humana por parte da Anthropic;
- A empresa afirmou que não cobrará pelo recurso e que os controles funcionarão tanto para clientes que acessam diretamente as tecnologias da Anthropic quanto para aqueles que utilizam os modelos por meio de provedores de nuvem;
- “Podemos fazer a análise de que realmente precisamos para ajudar todos a se sentirem confiantes, mas isso fica nos sistemas e nos dados deles, para que não precisem comprometer sua própria postura de privacidade”, disse Jensen em entrevista à CNBC;
- A política de retenção de dados anunciada em junho continuará valendo para assinantes que não são clientes empresariais e utilizam os modelos da linha Mythos.

Leia mais:
- Claude.AI: como usar inteligência artificial
- Claude IA: 4 coisas que o chatbot pode fazer que o ChatGPT não consegue
- Anthropic cria nova barreira após Claude acessar sistemas na internet
Empresas são fundamentais para a Anthropic
Fundada em 2021, a Anthropic obtém a maior parte de sua receita com a venda de produtos e serviços para empresas. O mercado corporativo é considerado especialmente importante para a companhia enquanto ela se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
A Anthropic também disputa espaço com concorrentes, como a OpenAI, que apresentou, no início deste mês, sua própria solução de retenção zero de dados para modelos avançados.
Na semana passada, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, havia antecipado o Enterprise Frontier Safeguards durante uma entrevista à CNBC sobre a expansão da parceria da companhia com a Salesforce.
Amodei afirmou que a solução ajuda a garantir que os dados dos clientes da Salesforce permaneçam privados e que os modelos da Anthropic “não saiam do controle”. Segundo ele, a empresa dedicou uma “enorme quantidade de esforço” ao gerenciamento das permissões da integração entre as duas companhias.
Jensen afirmou estar “muito confiante” de que a Anthropic verá uma aceleração na adoção de seus produtos após o anúncio, especialmente em tarefas que envolvem os dados mais sensíveis dos clientes.
A empresa também anunciou nesta terça-feira seus dois novos modelos, Claude Fable 5.1 e Mythos 5.1, que, segundo a Anthropic, apresentam melhorias em programação, trabalho de conhecimento e pesquisa.
O Enterprise Frontier Safeguards será disponibilizado em fases, e a Anthropic pretende ampliar sua disponibilidade ao longo do outono no hemisfério Norte.
O post Anthropic muda política de dados após pressão de clientes empresariais apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Confira o Olhar Digital News na íntegra (21/10/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quarta-feira (21/10).
ONU pede investigação sobre atuação da Meta nas eleições brasileiras
Especialistas independentes da ONU pediram, nesta quarta-feira (21), que a Meta investigue se seus sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial restringiram de forma desproporcional conteúdos de um dos lados da disputa eleitoral brasileira. Os peritos querem explicações sobre os critérios usados pela empresa, as restrições relatadas e os mecanismos de contestação disponíveis.
Agentes de IA da OpenAI conseguiram desativar mecanismos de segurança da empresa
Dois agentes de inteligência artificial da OpenAI enfraqueceram sistemas de segurança usados pela empresa para monitorar as ações dos próprios modelos. O primeiro caso aconteceu em 3 de outubro, quando um agente da versão GPT-6.1 Sol desativou alertas automáticos de segurança sem ter recebido autorização para isso. Três dias depois, um agente GPT-6 Astra removeu um mecanismo de monitoramento de segurança enquanto copiava um código existente.
Próximo voo da Starship pode inaugurar uma nova era na exploração espacial
A SpaceX tentará capturar a nave Starship e seu propulsor Super Heavy durante o próximo voo de teste do megafoguete, previsto para o mês de novembro. O plano foi anunciado por Elon Musk e, se bem-sucedido, representará a primeira recuperação completa de um veículo lançador orbital da história.
Missão tripulada à Lua pode atrasar por conta de projetos da SpaceX e da Blue Origin
A NASA detalhou os cronogramas da SpaceX e da Blue Origin para preparar seus módulos lunares. As duas empresas travam uma verdadeira disputa para participar da histórica missão que levará astronautas de volta à superfície da Lua, prevista para 2028. Antes disso, a Artemis 3, planejada para o terceiro trimestre de 2027, testará o acoplamento dos veículos de cada uma das companhias com a nave Orion.
O post Confira o Olhar Digital News na íntegra (21/10/2026) apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
“Grampo” na OpenAI: juiz vê risco de fuga e nega liberdade a ex-engenheiro da empresa

Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI, permaneça preso sem direito a fiança enquanto aguarda o andamento do processo criminal em que é acusado de instalar um dispositivo de gravação clandestino em um escritório da empresa em São Francisco, na Califórnia (EUA).
A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19), após o magistrado Alex Tse considerar que há risco significativo de o acusado não comparecer à Justiça. Durante a audiência, o juiz também questionou a proposta do consulado saudita de assumir integralmente o pagamento de uma eventual fiança, classificando a oferta como problemática.
Alfozan, de 35 anos, foi preso em 9 de outubro. Ele é acusado de interceptar comunicações orais por meio de dispositivo eletrônico e pode enfrentar até cinco anos de prisão se for condenado.
Promotores apontam contatos com a família real saudita
- Em documentos judiciais, os promotores afirmaram que Alfozan mantinha contato frequente com um integrante não identificado da família real da Arábia Saudita. Segundo a acusação, essa pessoa teria tentado recrutá-lo em diversas ocasiões para participar de uma iniciativa de inteligência artificial (IA) no país;
- Uma das mensagens trocadas pelo WhatsApp, reproduzida no processo, trazia a frase: “A Arábia Saudita precisa mais de você do que os Estados Unidos”. De acordo com os promotores, Alfozan respondeu com “100”, expressão usada para indicar concordância;
- Os procuradores também apontaram que o engenheiro havia comprado uma passagem aérea só de ida para Riade, capital saudita, com embarque previsto para 12 de outubro. Para a acusação, a compra reforça o risco de fuga;
- O advogado de defesa, William Pernik, contestou essa interpretação. Ele afirmou que Alfozan tinha uma entrevista para obter a cidadania estadunidense marcada para 6 de novembro;
- A esposa do engenheiro e o bebê do casal deixaram os Estados Unidos em 10 de outubro, um dia após a prisão. Segundo os promotores, as passagens foram pagas por um oficial militar saudita.

Leia mais:
- 8 estados dos EUA processam OpenAI e acusam ChatGPT de colocar jovens em risco
- OpenAI alerta Polícia Federal sobre ameaças contra Lula feitas no ChatGPT
- Deepfakes podem dificultar análise de provas, alertam OpenAI e Meta
Dispositivo foi encontrado em sala de reuniões
Alfozan trabalhava na OpenAI desde 2025. A empresa descobriu um dispositivo de gravação escondido atrás de uma televisão em uma sala de reuniões executiva, em setembro. O equipamento estava envolto em papel higiênico e conectado a uma porta USB.
De acordo com a acusação, as reuniões realizadas no local frequentemente envolviam informações confidenciais sobre pesquisas, produtos, estratégias comerciais e decisões da companhia.
Embora o caso tenha levantado preocupações sobre segurança nacional entre autoridades estadunidenses, Alfozan não foi formalmente acusado de espionagem. Os promotores afirmam que a investigação continua e que ela pode resultar em acusações adicionais.
A próxima audiência está prevista para 6 de novembro.
O post “Grampo” na OpenAI: juiz vê risco de fuga e nega liberdade a ex-engenheiro da empresa apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Som que envolve: headsets 7.1 surround em promoção na Amazon

Se você ainda joga sem um áudio surround de qualidade, está perdendo uma parte importante da experiência. Um bom headset 7.1 faz diferença real — seja para localizar passos no mapa, sentir a trilha sonora ou simplesmente se isolar do mundo durante uma longa sessão. Selecionamos duas ótimas opções disponíveis agora na Amazon para você dar um upgrade no setup.

Headset Gamer Redragon Zeus Pro Preto Sem Fio 7.1 H510-PRO
O Redragon Zeus Pro combina conectividade sem fio com áudio surround virtual 7.1, ideal para quem quer liberdade de movimento sem abrir mão da imersão sonora. Com microfone destacável e construção robusta, é uma escolha sólida para sessões longas de jogo — seja no PC ou em consoles compatíveis.
Ver na Amazon →

Havit Fuxi-H3 Black — Com Fio, Sem Fio 2,4GHz e Bluetooth
O Havit Fuxi-H3 se destaca pela versatilidade: funciona via cabo USB-C, wireless 2,4GHz ou Bluetooth, adaptando-se a diferentes dispositivos e situações de uso. Com suporte a áudio surround 7.1 e três modos de conexão em um único headset, é uma opção prática para quem joga em múltiplas plataformas ou também usa o headset para chamadas e músicas no dia a dia.
Ver na Amazon →
Os estoques nessas condições costumam ser limitados, então vale conferir as opções agora mesmo antes que as unidades acabem. Acesse os links e veja qual das duas se encaixa melhor no seu setup.
Aviso: este artigo contém um ou mais links gerados a partir de um programa de afiliados. O valor não muda para você e o Olhar Digital poderá receber uma comissão. Nenhuma empresa participou da escolha para os links e não existiu aprovação prévia deste conteúdo, que segue independente como sempre foi.
O post Som que envolve: headsets 7.1 surround em promoção na Amazon apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
-

Geral1 dia agoComitê da Meta aponta falhas de moderação nas eleições brasileiras
-

Cidades1 dia agoGigante da China instala base logística na Serra e mira R$ 40 milhões
-

Geral1 dia agoBR-101 terá cobertura integral de telefonia móvel em trecho de 478,7 km no Espírito Santo
-

Eleições 202621 horas agoQuaest: Flávio tem 45%, e Lula marca 44%; distância diminui a quatro dias da eleição
-

Saúde16 horas agoNegacionismo impulsiona sarampo nos EUA e representa ameaça ao Brasil
-
Tecnologia12 horas ago
Confira o Olhar Digital News na íntegra (21/10/2026)
-
Negócios12 horas ago
A Escala 5×2 Chegou. E Muda Mais do Que o Custo da Folha














