Tecnologia
Artemis 2 é a última missão lunar da NASA sem auxílio do Vale do Silício

Em um desenvolvimento significativo para o programa espacial, a missão Artemis 2 da NASA marcará a última ocasião em que a agência espacial seguirá rumo à Lua sem um envolvimento substancial das empresas tecnológicas do Vale do Silício.
A origem dessa iniciativa lunar remonta ao governo do ex-presidente George W. Bush, que vislumbrava o desenvolvimento de um grande foguete e da espaçonave Orion para retomar as missões tripuladas ao satélite natural. Em 2010, o projeto enfrentou desafios de orçamento, levando à sua redução e à busca por colaboração com organizações privadas para construção de novos foguetes orbitais.
Artemis 2: o papel crucial do Sistema de Lançamento Espacial (SLS)
- O Sistema de Lançamento Espacial, conhecido como SLS, que atualmente transporta um grupo de astronautas rumo à Lua, destaca-se como o foguete operacional mais potente do mundo;
- A segunda vez em que este poderoso veículo espacial é utilizado ocorre durante a missão histórica que estabelece novos recordes de exploração humana no sistema solar;
- A decisão de apoiar empresas privadas culminou em um contrato vital para a SpaceX, além de propulsionar um fluxo significativo de investimentos em tecnologia espacial;
- O desenvolvimento de um veículo para transporte humano na superfície lunar ficou a cargo de firmas emergentes no setor aeronáutico.
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Em 2019, enquanto a NASA reafirmava o compromisso com o SLS e a Orion, as atenções voltavam-se para as iniciativas de pouso lunar. A SpaceX, utilizando o foguete Starship, e a Blue Origin, fundada por Jeff Bezos, protagonizariam a competição para garantir os primeiros passos de humanos na Lua novamente.
O contrato para utilizar o Starship da SpaceX como módulo de pouso gerou debates, principalmente em função do método complexo que envolve múltiplos lançamentos para abastecer o foguete com combustível suficiente para a viagem à Lua.
A recente reestruturação do programa lunar, liderada pelo administrador da NASA, Jared Isaacman, visa alinhar o projeto com uma nova geração de empresas espaciais. Essa mudança de direção significou o cancelamento de planos anteriores vistos como dispendiosos e de motivação política, reforçando o compromisso com as inovações do setor privado.
A rivalidade em andamento com a China, que busca colocar seus cidadãos na Lua até 2030, adiciona uma dimensão geopolítica à corrida espacial. Enquanto a SpaceX se destaca como modelo a ser seguido por empresas globais, o Vale do Silício terá a oportunidade de reafirmar seu papel na fronteira da tecnologia.
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Artemis 2: comandante relata momento de medo durante viagem à Lua

O comandante da Artemis 2, Reid Wiseman, viveu alguns minutos de medo real durante a histórica viagem tripulada ao redor da Lua. No sexto dia da missão, o astronauta percebeu que a cápsula Orion continuava se afastando da Terra, mesmo depois de atingir a distância máxima prevista. Por um momento, ele pensou que a tripulação talvez nunca conseguisse voltar para casa.
Wiseman contou o episódio durante o festival Starmus VIII, realizado nesta semana em Tenerife (Espanha). Segundo o astronauta, a equipe havia sido informada de que a distância máxima em relação à Terra seria de 219.667 milhas náuticas, o equivalente a aproximadamente 406.823 quilômetros.
O comandante acompanhava o indicador de distância da espaçonave, chamada Integrity. Quando o número chegou ao limite previsto, ele esperava que o valor começasse a diminuir, sinalizando o retorno. Mas o contador subiu novamente. “Eu estava olhando para esse número e vi chegar a 219.667. Pensei: ‘Ótimo, esta será a maior distância que ficaremos da Terra, e o próximo número que vou ver será 219.666 — estaremos voltando para casa’”, relatou Wiseman.
Cerca de três minutos depois, porém, o indicador mostrou 219.668 milhas náuticas. O astronauta achou a situação estranha, mas o número continuou aumentando. “Mais ou menos três minutos depois, chegou a 219.669. Foi naquele momento que senti medo de verdade, porque pensei que tínhamos ido longe demais — nunca vamos voltar para casa. Fiquei muito assustado”, contou.
O alívio quando a cápsula começou a voltar
O medo durou pouco, mas foi intenso. Finalmente, Wiseman percebeu que o contador começava a diminuir. Quando o indicador voltou a marcar 219.668 milhas náuticas, ele anunciou aos colegas: “Estamos voltando para casa”.
A tripulação comemorou a mudança. “Eu sabia que havia uma boa chance de conseguirmos”, acrescentou o comandante.
Enquanto Wiseman acompanhava o indicador, os outros astronautas estavam concentrados em suas próprias tarefas. Victor Glover e Christina Koch observavam a Lua pela janela da cápsula, enquanto o canadense Jeremy Hansen enviava informações à equipe de controle da missão. Por isso, o momento de apreensão do comandante passou despercebido pelos colegas.

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Missão histórica ao redor da Lua
- A Artemis 2 foi lançada em 1º de abril a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA). A missão durou quase dez dias e levou quatro astronautas ao redor do lado distante da Lua antes de retornar à Terra;
- Foi o primeiro voo tripulado da cápsula Orion e a primeira missão com astronautas a viajar até a Lua desde a Apollo 17, em 1972. Durante a viagem, a tripulação também superou o recorde de distância da Terra alcançado por seres humanos;
- Ao comentar o retorno seguro, Wiseman fez questão de destacar o trabalho das equipes em solo. Para ele, o sucesso da missão foi resultado do rigor da engenharia e da atuação dos profissionais responsáveis pelo controle do voo;
- “Voltar para casa em segurança é um testemunho do rigor da engenharia e das equipes de controle de voo aqui no planeta Terra, que construíram esse foguete e depois o controlaram enquanto fomos até a Lua e voltamos. Esses são os verdadeiros heróis desta missão. Eles têm coragem de verdade”, afirmou;
- Os quatro integrantes da Artemis 2 receberam a Medalha Stephen Hawking de Comunicação Científica durante o festival Starmus VIII.
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“Grampo” na OpenAI: juiz vê risco de fuga e nega liberdade a ex-engenheiro da empresa

Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI, permaneça preso sem direito a fiança enquanto aguarda o andamento do processo criminal em que é acusado de instalar um dispositivo de gravação clandestino em um escritório da empresa em São Francisco, na Califórnia (EUA).
A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19), após o magistrado Alex Tse considerar que há risco significativo de o acusado não comparecer à Justiça. Durante a audiência, o juiz também questionou a proposta do consulado saudita de assumir integralmente o pagamento de uma eventual fiança, classificando a oferta como problemática.
Alfozan, de 35 anos, foi preso em 9 de outubro. Ele é acusado de interceptar comunicações orais por meio de dispositivo eletrônico e pode enfrentar até cinco anos de prisão se for condenado.
Promotores apontam contatos com a família real saudita
- Em documentos judiciais, os promotores afirmaram que Alfozan mantinha contato frequente com um integrante não identificado da família real da Arábia Saudita. Segundo a acusação, essa pessoa teria tentado recrutá-lo em diversas ocasiões para participar de uma iniciativa de inteligência artificial (IA) no país;
- Uma das mensagens trocadas pelo WhatsApp, reproduzida no processo, trazia a frase: “A Arábia Saudita precisa mais de você do que os Estados Unidos”. De acordo com os promotores, Alfozan respondeu com “100”, expressão usada para indicar concordância;
- Os procuradores também apontaram que o engenheiro havia comprado uma passagem aérea só de ida para Riade, capital saudita, com embarque previsto para 12 de outubro. Para a acusação, a compra reforça o risco de fuga;
- O advogado de defesa, William Pernik, contestou essa interpretação. Ele afirmou que Alfozan tinha uma entrevista para obter a cidadania estadunidense marcada para 6 de novembro;
- A esposa do engenheiro e o bebê do casal deixaram os Estados Unidos em 10 de outubro, um dia após a prisão. Segundo os promotores, as passagens foram pagas por um oficial militar saudita.

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Dispositivo foi encontrado em sala de reuniões
Alfozan trabalhava na OpenAI desde 2025. A empresa descobriu um dispositivo de gravação escondido atrás de uma televisão em uma sala de reuniões executiva, em setembro. O equipamento estava envolto em papel higiênico e conectado a uma porta USB.
De acordo com a acusação, as reuniões realizadas no local frequentemente envolviam informações confidenciais sobre pesquisas, produtos, estratégias comerciais e decisões da companhia.
Embora o caso tenha levantado preocupações sobre segurança nacional entre autoridades estadunidenses, Alfozan não foi formalmente acusado de espionagem. Os promotores afirmam que a investigação continua e que ela pode resultar em acusações adicionais.
A próxima audiência está prevista para 6 de novembro.
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Som que envolve: headsets 7.1 surround em promoção na Amazon

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