Ligue-se a nós

Tecnologia

Bolha da IA perde fôlego: investidores questionam se os custos valem o risco

Redação Informe ES

Publicado

no

A corrida global por inteligência artificial (IA) levou empresas a avaliações trilionárias e a promessas de ganhos enormes em produtividade. Mas, nas últimas semanas, o otimismo mudou de tom.

Segundo Alex Dryden, candidato a Doutorado em Economia na Universidade de Londres (Inglaterra), em artigo no The Conversation, o clima mudou rapidamente. “Estamos entrando em uma fase em que a euforia começa a colidir com a realidade econômica”, afirma.

Executivos e investidores agora questionam se os enormes custos para construir e operar sistemas de IA serão compensados por receitas futuras.

Anúncio
inteligência artificial
Setor de IA enfrenta seu primeiro grande teste (Imagem: WANAN YOSSINGKUM/iStock)

Sundar Pichai, CEO do Google, falou em “irracionalidade” no ritmo de crescimento. Ao mesmo tempo, mercados acionários e criptomoedas recuaram, refletindo a pressão sobre empresas de tecnologia que vinham sendo precificadas como se a demanda por IA fosse ilimitada.

Quando a euforia encontra os fundamentos

  • Dryden lembra que bolhas tecnológicas já aconteceram: a internet nos anos 2000 e picos durante a pandemia de Covid-19.
  • “A tecnologia é real, mas a capacidade de transformá-la em lucros duradouros nem sempre acompanha o entusiasmo”, diz.
  • Hoje, investidores presumem adoção rápida e receitas de alta margem, mas modelos de negócio e custos operacionais continuam incertos e caros.

Leia mais:

  • IA promete maior eficiência no trabalho, mas prejudica o pensamento crítico
  • Como a IA generativa está mudando a forma de pensar
  • IA está se tornando mais inteligente e egoísta, aponta estudo
Queda das ações de tecnologia e críticas de CEOs reacendem o debate sobre o real valor econômico dos modelos avançados (Imagem: Suri Studio/Shutterstock)

Investimentos vão frear o ímpeto quando se fala de IA?

O fim desse ciclo talvez venha de dentro: lucros fracos em uma gigante (como Nvidia ou Intel), excesso de oferta de chips ou uma desaceleração no avanço dos modelos poderia provocar reavaliações abruptas.

Se isso ocorrer, fabricantes de chips e provedores de nuvem seriam os mais atingidos e grandes projetos de infraestrutura poderiam ser reduzidos ou adiados.

Dryden conclui que uma correção não extinguiria a IA, mas levaria o setor a amadurecer — priorizando aplicações práticas e eficiência financeira em vez de expectativas especulativas.

Ilustração de inteligência artificial em chip
Custos operacionais gigantes e dúvidas sobre demanda colocam pressão sobre empresas e investidores (Imagem: dee karen/Shutterstock)

O post Bolha da IA perde fôlego: investidores questionam se os custos valem o risco apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo
Anúncio

Tecnologia

Por que abraçar nos faz sentir melhor?

Redação Informe ES

Publicado

no

Abraçar é um gesto presente no cotidiano das pessoas desde a infância, e que tem um significado emocional e biológico mais profundo do que parece à primeira vista.

Em diferentes culturas e contextos sociais, ele surge como uma forma espontânea de demonstrar carinho, apoio, conforto e conexão, mesmo quando faltam palavras para expressar sentimentos complexos. Esse contato físico é interpretado pelo corpo como um sinal de segurança e proximidade.

Apesar de parecer apenas um costume social ou um ato de afeto, o abraço provoca reações reais no organismo. Em poucos segundos de contato físico, o cérebro passa a liberar substâncias químicas ligadas ao prazer, à calma e à criação de vínculos emocionais, influenciando diretamente o humor, o nível de estresse e até a forma como lidamos com emoções negativas. Por isso, muitas pessoas relatam se sentir melhor após um abraço.

Nos últimos anos, a ciência passou a investigar mais profundamente por que esse gesto aparentemente simples é capaz de gerar tantos efeitos positivos no corpo e na mente. A conclusão é que o abraço vai muito além do simbolismo emocional e envolve processos fisiológicos importantes. Entenda, a seguir, como e por que abraçar alguém faz tão bem.

Anúncio

Como e por que abraçar alguém faz bem?

O ser humano é uma espécie social por natureza, e o contato físico sempre desempenhou um papel central na nossa sobrevivência e desenvolvimento.

Abraçar é um gesto presente no cotidiano das pessoas desde a infância, e que tem um significado emocional e biológico mais profundo do que parece à primeira vista. (Imagem: freepik/Freepik)

Desde os primeiros dias de vida, o toque é essencial para a formação de vínculos, ajudando bebês a reconhecerem segurança, cuidado e pertencimento. A ausência desse contato pode gerar impactos negativos no desenvolvimento emocional e psicológico ao longo da vida.

O gesto ativa regiões do cérebro ligadas à empatia, à confiança e à conexão social, reforçando a sensação de que estamos protegidos e amparados. Esse estímulo físico envia ao cérebro a mensagem de que o ambiente é seguro, o que ajuda a reduzir estados de alerta excessivo e ansiedade.

Um dos principais efeitos biológicos do abraço é a liberação de oxitocina, um hormônio produzido pelo hipotálamo e liberado pela hipófise, amplamente conhecido por seu papel na criação e no fortalecimento de vínculos emocionais.

Esse hormônio é ativado em situações de proximidade física e contato afetivo, como abraços, carícias, segurar as mãos e até o simples toque pele a pele, funcionando como um mediador químico da conexão humana.

Anúncio

Quando a oxitocina é liberada durante um abraço, ela atua diretamente em áreas do cérebro ligadas à emoção, à memória social e à percepção de confiança. Esse processo ajuda a reduzir sentimentos de medo, insegurança e desconfiança, criando uma sensação subjetiva de acolhimento e proximidade emocional.

É por isso que abraços costumam ser associados a sentimentos de conforto e tranquilidade, mesmo em momentos de tensão.

Além do efeito emocional imediato, a oxitocina também influencia comportamentos sociais a longo prazo, fortalecendo laços afetivos e promovendo maior empatia entre as pessoas. Níveis mais elevados desse hormônio estão relacionados a relações interpessoais mais estáveis, maior capacidade de cooperação e sensação de pertencimento social, fatores fundamentais para a saúde mental.

Leia mais:

Anúncio
  • Por que assistir à mesma série várias vezes te faz sentir menos estressado
  • Menino abraça irmão pela primeira vez após ganhar prótese de braço
  • Conheça o HuggieBot, o robô projetado para abraçar

Redução do estresse e do cortisol

Abraçar alguém também está diretamente ligado à redução dos níveis de cortisol, o principal hormônio associado ao estresse. Em situações de pressão constante, ansiedade ou sobrecarga emocional, o organismo tende a manter o cortisol elevado por longos períodos, o que pode gerar efeitos negativos como irritabilidade, dificuldade de concentração, fadiga e alterações no sono.

Um dos principais efeitos biológicos do abraço é a liberação de oxitocina, um hormônio produzido pelo hipotálamo e liberado pela hipófise, amplamente conhecido por seu papel na criação e no fortalecimento de vínculos emocionais. (Imagem: freepik/Freepik)

O contato físico promovido pelo abraço atua como um sinal de segurança para o sistema nervoso, ajudando o corpo a sair do estado de alerta contínuo. Ao perceber esse estímulo, o cérebro reduz gradualmente a produção de cortisol, permitindo que o organismo entre em um estado mais equilibrado e relaxado.

Esse mecanismo ajuda a explicar por que abraçar alguém em momentos difíceis pode aliviar a tensão emocional de forma quase imediata. A redução do estresse não ocorre apenas no campo psicológico, mas também no nível fisiológico, contribuindo para um melhor funcionamento geral do corpo.

Efeitos no sistema nervoso

Durante um abraço mais prolongado, o sistema nervoso parassimpático é ativado, sendo responsável por desacelerar funções corporais associadas ao estresse. Esse sistema regula processos como a diminuição da frequência cardíaca, a redução da pressão arterial e a normalização da respiração, criando uma sensação geral de relaxamento.

Esse efeito é particularmente importante em situações de ansiedade ou agitação emocional, nas quais o corpo permanece em estado de alerta constante. O abraço ajuda a “desligar” esse modo de defesa, sinalizando que não há perigo imediato, o que favorece a recuperação do equilíbrio emocional.

Com o tempo, a repetição desse tipo de estímulo positivo pode contribuir para uma melhor regulação emocional, tornando o organismo mais resiliente a situações de estresse no dia a dia.

Anúncio

Benefícios emocionais do abraço

Do ponto de vista emocional, o abraço funciona como um reforço de apoio e aceitação, reduzindo sentimentos de solidão, abandono e tristeza. Ele transmite, de forma não verbal, a mensagem de que a pessoa não está sozinha, o que pode ter um impacto profundo em momentos de vulnerabilidade emocional.

Do ponto de vista emocional, o abraço funciona como um reforço de apoio e aceitação, reduzindo sentimentos de solidão, abandono e tristeza. (Imagem: DC Studio/Freepik)

Esse tipo de contato também contribui para o fortalecimento da autoestima, pois reforça a sensação de ser valorizado e acolhido. Para muitas pessoas, o abraço atua como uma forma silenciosa de validação emocional, algo essencial para o bem-estar psicológico.

Em contextos de luto, estresse ou dificuldades emocionais, o abraço pode funcionar como um dos gestos mais eficazes de apoio, justamente por atuar diretamente no campo emocional, sem a necessidade de explicações ou conselhos.

O abraço como forma de comunicação não verbal

Nem todas as emoções podem ser expressas com palavras, e o abraço surge como uma das formas mais poderosas de comunicação não verbal. Ele transmite empatia, solidariedade, cuidado e compreensão de maneira imediata, ultrapassando barreiras linguísticas e culturais.

Em muitas situações, princiopalmente quando alguém enfrenta sofrimento emocional, um abraço pode ser mais significativo do que longos discursos. O corpo interpreta esse gesto como um sinal de proximidade genuína, criando uma conexão emocional mais profunda entre as pessoas envolvidas.

Anúncio

Essa comunicação silenciosa ajuda a fortalecer relações e a criar ambientes emocionais mais seguros, nos quais as pessoas se sentem à vontade para expressar sentimentos e vulnerabilidades.

Impactos positivos na saúde mental

O contato físico afetuoso, como abraços frequentes, está associado a menores índices de ansiedade, depressão e estresse crônico. O abraço atua como um regulador emocional, ajudando o cérebro a lidar melhor com emoções negativas.

Além disso, o contato físico positivo pode contribuir para uma maior estabilidade emocional, favorecendo a sensação de bem-estar no cotidiano. Pessoas que recebem mais afeto físico tendem a apresentar maior resiliência emocional diante de desafios.

Esse efeito protetor é muito relevante em contextos de isolamento social, nos quais a ausência de contato físico pode intensificar sentimentos de solidão e sofrimento psicológico.

Anúncio

Fortalecimento dos vínculos sociais

Abraçar fortalece laços afetivos ao longo do tempo, sejam eles familiares, românticos ou de amizade. Esse gesto simples ajuda a construir confiança mútua, reforçando a sensação de proximidade e conexão emocional entre as pessoas.

O contato físico afetuoso, como abraços frequentes, está associado a menores índices de ansiedade, depressão e estresse crônico. (Imagem: freepik/Freepik)

Relações que envolvem contato físico respeitoso e consentido tendem a ser percebidas como mais seguras e satisfatórias. O abraço atua como um elemento de manutenção desses vínculos, ajudando a criar relações mais estáveis e duradouras.

Esse fortalecimento social também tem reflexos positivos na saúde mental, já que relações sólidas funcionam como uma rede de apoio emocional importante.

O cérebro associa o abraço a experiências positivas e seguras, criando uma resposta emocional automática de conforto. Por isso, em momentos de medo, tristeza ou insegurança, muitas pessoas buscam instintivamente esse tipo de contato.

Essa sensação de segurança emocional ajuda a regular emoções intensas, permitindo que a pessoa se sinta mais amparada para lidar com situações difíceis. O abraço funciona, nesse sentido, como um recurso natural de autorregulação emocional.

Anúncio

Com o tempo, essas experiências reforçam a percepção de que o mundo social pode ser um lugar seguro, desde que existam conexões afetivas significativas.

Mesmo em um mundo cada vez mais digital, o abraço continua sendo uma das formas mais eficazes de conexão humana. Ele atua simultaneamente no corpo e na mente, promovendo benefícios emocionais, psicológicos e fisiológicos de forma integrada.

Entender por que abraçar nos faz sentir melhor ajuda a valorizar esse gesto simples, mas profundamente poderoso, que contribui para a saúde emocional, o bem-estar e a qualidade das relações humanas ao longo da vida.

O post Por que abraçar nos faz sentir melhor? apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anúncio

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Tecnologia

Por que focas dão tapas na própria barriga?

Redação Informe ES

Publicado

no

Você já se perguntou o que leva as focas a darem tapas na própria barriga? Para nós, isso parece apenas um comportamento cômico, contudo, este hábito esconde funções biológicas vitais. Assim como o fascinante canto da perereca-assobiadora, ou as características peculiares do intrigante verme-réptil ou anfíbio recém-estudado no Brasil, a fauna marinha possui métodos próprios de interagir com o ambiente que desafiam nossa percepção inicial.

O que para nós soa como uma brincadeira de “tiozão”, para esses pinípedes, é uma ferramenta de sobrevivência. As focas são animais sociais e adaptados a ambientes desafiadores, e os comportamentos que às vezes parecem estranhos ou até autolesivos podem ter explicações ecológicas ou sociais bastante lógicas quando observados de perto.

Neste texto, vamos explorar o que está por trás desse gesto curioso, como ele funciona, e o que estudos científicos e observações de campo nos dizem sobre o significado desse ato.

Um tapinha não dói? Entenda por que motivo as focas batem na própria barriga

Embora o gesto pareça apenas uma diversão antropomorfizada, a ciência revela que o ato de bater as nadadeiras contra o corpo serve a propósitos complexos.

Anúncio

Pesquisadores de biologia marinha identificaram que esse hábito varia conforme o ambiente, o gênero do animal e até mesmo a época do ano, sendo fundamental para a saúde e a dinâmica social das colônias.

Comunicação acústica e demonstração de força

Uma das hipóteses mais aceitas é que esses “tapas” servem como uma forma de comunicação, especialmente em ambientes ruidosos ou quando a distância entre indivíduos é grande.

Imagem de uma foca na areia
Muito além de um comportamento engraçado, o tapa na barriga das focas é uma ferramenta essencial de sobrevivência e domínio territorial no ecossistema marinho (Imagem: Steve Adams / Unsplash)

Em muitos mamíferos marinhos, o som submerso é fundamental, mas gestos visuais e táteis têm um papel importante também. Ao bater na própria barriga, uma foca pode gerar sons ou vibrações que ajudam a:

  • Marcar presença para outros membros da colônia;
  • Sinalizar disposição para interagir ou disputar território;
  • Coordenar movimentos em grupos, como durante a caça cooperativa.

É uma exibição de vigor físico comparável ao que os gorilas fazem ao bater no peito. O som de alta frequência consegue atravessar o barulho ambiente do oceano, informando aos rivais que aquele território já tem dono e sinalizando às fêmeas que aquele indivíduo possui genes fortes.

No mundo selvagem, ser barulhento e imponente é uma estratégia clássica para evitar confrontos físicos diretos, que poderiam resultar em ferimentos graves.

O controle térmico: a barriga como radiador

As focas possuem uma camada de gordura extremamente espessa, essencial para mantê-las aquecidas em águas geladas. No entanto, quando estão fora da água ou em dias mais ensolarados, o excesso de isolamento térmico pode levar ao superaquecimento. O “tapa na barriga” entra aqui como um mecanismo de termorregulação.

Anúncio
Imagem de IA  fotorrealista de uma foca cinza sentada sobre uma placa de gelo cercada por águas polares, onde o animal está com as nadadeiras dianteiras posicionadas contra a barriga em um movimento de percussão
Foca cinza em seu habitat natural realizando o comportamento de percussão, um gesto essencial para a comunicação acústica e a sobrevivência nas regiões polares (Imagem: Renata Mendes via IA One Image / Olhar Digital)

Ao baterem na superfície do corpo, as focas ajudam a dissipar o calor acumulado. Em alguns casos, a vibração e o contato com a pele úmida facilitam a evaporação, ajudando a resfriar o sangue que circula logo abaixo da derme.

É uma forma rudimentar, porém eficaz, de ventilação interna. Quando você vê uma foca fazendo isso sob o sol, ela provavelmente está tentando evitar um estresse térmico, buscando equilibrar sua temperatura interna com a do ambiente externo.

Alívio durante a muda de pele e pelos

Anualmente, as focas passam por um processo conhecido como “muda catastrófica”, onde perdem toda a pelagem antiga para dar lugar a uma nova. Esse período é fisiologicamente exaustivo e, convenhamos, extremamente desconfortável. A pele por baixo dos pelos antigos torna-se sensível e irritadiça, causando uma coceira incessante.

Imagem mostra uma foca na areia da praia
Foca na praia Muito além de um comportamento engraçado, o tapa na barriga das focas é uma ferramenta essencial de sobrevivência e domínio territorial no ecossistema marinho
(Imagem: Zdeněk Macháček / Unsplash)

Os tapas na barriga e as batidas com as nadadeiras laterais servem para aliviar essa irritação. Além de coçar as áreas onde os pelos estão se soltando, o impacto ajuda a desprender as camadas de pele morta.

Sem a ajuda de mãos articuladas, a nadadeira frontal é a única ferramenta que o animal possui para garantir a higiene e acelerar a renovação do seu isolamento térmico natural.

O ato de bater na barriga pode ajudar a:

Anúncio
  • Soltar pele morta ou fragmentos de algas e sujeira;
  • Reduzir o acúmulo de parasitas externos;
  • Estimular o fluxo sanguíneo na pele.

Comportamento aprendido e busca por recompensas

Não podemos ignorar que, em ambientes de cativeiro ou centros de reabilitação, o tapa na barriga ganha uma nova camada de significado: o reforço positivo.

Grupo de focas reunido na água
Entender o comportamento das focas valoriza a complexidade da vida selvagem e ressalta a importância de proteger seus habitats, garantindo a preservação de suas formas únicas de comunicação e sobrevivência para estudo (Imagem: Wirestock Creators / Shutterstock.com)

As focas são animais extremamente inteligentes, pertencentes à subordem Caniformia, o que as torna primas evolutivas dos cães. Elas aprendem rapidamente que gestos que geram reações humanas costumam ser seguidos de peixes.

Dessa forma, o que começou como uma função biológica pode ser “sequestrado” pela inteligência do animal para manipular seus cuidadores. Na natureza, contudo, o gesto permanece puramente funcional. Seja para afastar um competidor ou para resfriar o corpo após um longo período em terra firme, cada batida na barriga é um testemunho da adaptação evolutiva desses incríveis nadadores.

Leia mais:

  • Qual é o maior carnívoro do mundo?
  • Quais são os maiores anfíbios do mundo?
  • Qual a diferença entre sapo, rã e perereca?

Um estudo publicado na Marine Mammal Science revelou que os tapas são, na verdade, uma sofisticação da comunicação acústica marinha. Segundo os pesquisadores, essa batida percussiva é um indicativo direto da força e da qualidade genética do macho.

Como o gesto exige vigor físico e coordenação, ele serve como um “anúncio” de que o animal está em excelente forma, ajudando a evitar confrontos físicos reais com competidores menores. No contexto acadêmico, esse comportamento é classificado como uma exibição de dominância, similar ao que ocorre com os grandes primatas em terra firme.

O estudo utilizou imagens de vídeo gravadas pelo mergulhador e pesquisador Ben Burville, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.

Anúncio

Através dessas gravações, os cientistas conseguiram provar que o som produzido pelos tapas é uma forma de sinalização social. O impacto das nadadeiras cria um som de alta frequência que se propaga com eficiência debaixo d’água, funcionando como um aviso sonoro para outros indivíduos da mesma espécie.

O post Por que focas dão tapas na própria barriga? apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Tecnologia

7 insetos encontrados no corpo humano durante uma colonoscopia

Redação Informe ES

Publicado

no

A colonoscopia é um exame de rotina fundamental para a prevenção do câncer colorretal, onde médicos esperam encontrar, no máximo, pólipos ou pequenas inflamações. No entanto, o corpo humano é uma caixa de surpresas (literalmente).

Em casos raríssimos, gastroenterologistas se deparam com “clandestinos” que sobreviveram a todo o processo digestivo, como insetos, desafiando a acidez estomacal e as leis da probabilidade.

7 insetos encontrados no corpo humano durante uma colonoscopia

Embora pareça roteiro de ficção científica ou lenda urbana, a literatura médica registra casos documentados de insetos encontrados intactos no intestino grosso. Mas como eles chegam lá? Geralmente, através da ingestão acidental durante o sono ou em alimentos, facilitada pelo preparo intestinal que “limpa” o caminho e acelera o trânsito, permitindo que o inseto chegue ao final da linha sem ser digerido.

1. Joaninha (Coccinella septempunctata)

joaninha
Imagem: Somogyi Laszlo/Shutterstock

Talvez o caso mais famoso e recente. Em 2019, médicos ficaram atônitos ao encontrar uma joaninha perfeitamente preservada no cólon transverso de um homem de 59 anos. O caso foi tão inusitado que virou artigo oficial no ACG Case Reports Journal, onde os autores teorizam que a preparação líquida para o exame ajudou o inseto a deslizar ileso pelo sistema digestivo.

2. Barata (Blattella germanica)

Barata-alemã
Barata – Imagem: Erik Karits/Shutterstock

O pesadelo de qualquer pessoa tornou-se realidade para uma mulher de 52 anos e, mais recentemente, para um homem de 38. Em ambos os casos, uma barata foi encontrada durante o exame. A literatura médica, incluindo um relato na revista Endoscopy, sugere que o exoesqueleto resistente da barata a protegeu das enzimas digestivas após uma ingestão acidental.

3. Mosca Doméstica

Mosca-da-bicheira
Problema acontece mesmo em espécies endêmicas (Imagem: khlungcenter/Shutterstock)

Em 2023, médicos da Universidade do Missouri publicaram no American Journal of Gastroenterology o achado de uma mosca intacta no cólon de um paciente. O mistério permanece, pois o paciente afirmou ter comido apenas pizza e alface nos dias anteriores, mas o achado foi devidamente documentado pela equipe médica.

Leia mais:

Anúncio
  • Baratas mordem humanos? Entenda os riscos desse contato inusitado
  • Qual o papel das moscas na natureza? Veja por que esses insetos são importantes
  • Insetos também são animais? Entenda a confusão entre os termos

4. Formiga

Formiga em cima de uma folha
Formiga em cima de uma folha (Imagem: Jimmy Chan/Pexels)

Embora menos resistentes que as baratas, formigas também já foram flagradas em exames endoscópicos. Especialistas, como o Dr. Keith Siau, relatam que esses insetos geralmente pegam carona em alimentos deixados expostos ou mal higienizados, sobrevivendo parcialmente ao trânsito intestinal graças ao trânsito rápido induzido por laxantes, conforme compilado em discussões clínicas sobre corpos estranhos.

5. Vespa (Amarela)

Ninho de Vespas (Crédito: Eleonimages – Shutterstock)

Se uma barata assusta, uma vespa aterroriza. Existem registros médicos de vespas (conhecidas como yellowjackets) encontradas no trato digestivo. Acredita-se que a ingestão ocorra ao beber líquidos doces (como refrigerantes em latas) onde o inseto entrou sem ser notado. A estrutura rígida do inseto permite que ele seja identificado durante procedimentos de endoscopia ou colonoscopia.

6. Mariposa

Imagem: bobycici – Shutterstock

Um achado mais delicado e raro. Diferente dos besouros duros, as mariposas costumam perder suas “escamas” (o pó das asas) no processo, mas o corpo pode permanecer reconhecível. Casos assim reforçam a tese de que a ingestão noturna involuntária (enquanto dormimos) é uma via de acesso real para esses visitantes.

7. Abelha

Imagem: Jaco Eksteen/Shutterstock

Fechando a lista, as abelhas também figuram nos anais da gastroenterologia. Assim como as vespas, elas geralmente entram via bebidas açucaradas ou frutas. O curioso é que, mesmo com ferrões e veneno, o ambiente hostil do estômago neutraliza a ameaça química, mas preserva a estrutura física, transformando-as em um achado clínico bizarro para os médicos.

O post 7 insetos encontrados no corpo humano durante uma colonoscopia apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Em Alta

Copyright © 2023 - Todos os Direitos Reservados