Tecnologia
Malware usado no Android para espionagem e ransomware é descoberto

Pesquisadores da Check Point Software, provedora de plataforma cibernética, identificaram várias campanhas hackers que utilizam o Rafel RAT, ferramenta de acesso remoto (RAT, na sigla em inglês) de código aberto voltada para Android e que realiza espionagem com vigilância remota, exfiltração de dados e ransomware.
Três quartos de todos os dispositivos móveis do mundo rodam Android. Naturalmente, com sua ampla adoção e ambiente aberto, as atividades maliciosas explodem no sistema. O Malware Android, software malicioso projetado para atingir dispositivos rodando Android, representa grande ameaça à privacidade, segurança e integridade dos dados dos usuários, informa a Check Point.
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A Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point, identificou várias campanhas hacker que utilizam o Rafel.

O Rafel RAT é mais um lembrete de como a tecnologia de malware de código aberto pode causar danos significativos, especialmente quando mira grandes ecossistemas como o Android. Como a maioria das vítimas afetadas está rodando versões Android não suportadas, é fundamental que elas mantenham seus dispositivos atualizados com as correções de segurança mais recentes ou substituí-las se não estiverem mais recebendo atualizações.
Alexander Chailytko, gerente de Pesquisa e Inovação em Segurança Cibernética da Check Point Software
Chailytko complementa que “os atacantes, e até grupos APT, estão sempre buscando maneiras de alavancar suas operações, especialmente com ferramentas prontamente disponíveis como o Rafel RAT, o que pode levar a exfiltração crítica de dados, usando códigos de autenticação de dois fatores vazados, tentativas de vigilância e operações encobertas, que são particularmente devastadoras quando usadas contra alvos de alto perfil”.
Novo malware atinge o Android
- Em divulgação anterior, a equipe da CPR identificou o APT-C-35/DoNot Team a partir do Rafel RAT;
- As funcionalidades e capacidades do Rafel, tais como acesso remoto, vigilância, exfiltração de dados e mecanismos de persistência, fazem dele ferramenta poderosa para realizar operações ocultas e infiltrar alvos de alto valor, explana a empresa;
- Durante a pesquisa, os investigadores coletaram diversas amostras de malware deste Android RAT e cerca de 120 servidores de comando e controle (C&C) e identificaram que os países mais visados foram Estados Unidos, China e Indonésia;
- Descobriram ainda que a maioria dos dispositivos comprometidos são de Samsung, Xiaomi, Vivo e Huawei.
Quando se fala das versões Android afetadas, destacam-se as desatualizadas. O Android 11 é o mais predominante, seguido pelas versões 8 e 5. Mesmo com a variedade de versões do Android, o malware consegue operar em todas. Contudo, as versões mais recentes do SO, normalmente, apresentam mais desafios ao malware, que enfrentam dificuldades para executar suas funções, ou demandam mais ações da vítima para obterem êxito.
De espionagem até ransomware, as capacidades do Rafel RAT incluem: acesso remoto, vigilância, roubo de dados e até criptografia de arquivos das vítimas.
O malware foi encontrado hospedado em um site governamental hackeado no Paquistão, redirecionando dispositivos infectados para reportarem a tal servidor. Falando de operações ransomware, os pesquisadores acharam casos de Rafel RAT usado para criptografia de arquivos de dispositivos, exigindo resgate para descriptação.
Ele também foi ligado ao roubo de mensagens de autenticação de dois fatores (2FA), potencialmente, burlando a medida de segurança crítica.
O Rafel RAT também está incluso em ataques phishing, nos quais as vítimas são enganadas para instalar APKs maliciosos disfarçados com nomes e ícones falsos, solicitando permissões extensas, exibindo sites legítimos que tenta imitar e, a seguir, rastreando secretamente o dispositivo e vazando dados.

Como se proteger
A seguir, conheça os principais passos que usuários Android devem seguir para se manterem seguros:
- Instale aplicativos de fontes confiáveis, como a Google Play Store. Evite lojas de aplicativos de terceiros e observe atentamente apps que tenham poucos downloads ou avaliações ruins. Sempre verifique permissões e avaliações antes de instalar;
- Mantenha seu sistema operacional e aplicativos atualizados. As atualizações costumam incluir patches de segurança, que protegem contra vulnerabilidades recém-descobertas. Mantenha a opção de atualizações automáticas acionada para garantir o recebimento das atualizações mais recentes o quanto antes;
- Use antivírus com proteção em tempo real contra malwares confiáveis. Tais aplicativos podem escanear softwares maliciosos, detectar atividades suspeitas e fornecer recursos adicionais de segurança, como medidas antirroubo e navegação segura.
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Meta diz ao TSE que canal “Exército do Lula” não viola regras do WhatsApp

A Meta afirmou nesta sexta-feira (23) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não encontrou violações das regras do WhatsApp no canal “Exército do Lula”, criado para divulgar publicações de apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação foi apresentada após o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, solicitar uma análise técnica do funcionamento do canal.
Segundo a empresa, a avaliação concluiu que o canal não desrespeita as políticas da plataforma. A Meta também afirmou que o relatório técnico encaminhado ao tribunal detalha as regras consideradas e a metodologia utilizada para identificar conteúdos que violam suas diretrizes.
O pedido de análise foi feito após uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que alegou haver indícios de que as plataformas da Meta não estariam cumprindo o plano de conformidade apresentado à Justiça Eleitoral para garantir a integridade do processo eleitoral.
Canal já havia sido suspenso pelo TSE
- A disputa em torno do “Exército do Lula” envolve decisões distintas dentro do próprio tribunal;
- Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão do canal após considerar que publicações reproduziam conteúdos anteriormente classificados como inverídicos pela Justiça Eleitoral;
- Posteriormente, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva derrubou a suspensão. Nunes Marques voltou a determinar a interrupção do canal, argumentando que ele teria vínculo com a campanha oficial e deveria, portanto, ser registrado no TSE;
- O funcionamento foi liberado depois que o canal passou a ter registro oficial na Justiça Eleitoral;
- Nesta sexta-feira, o ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que o canal não poderá ser suspenso ou restringido novamente por decisões individuais de integrantes da Corte. Segundo ele, uma eventual nova decisão sobre o tema deverá ser tomada pelo plenário do TSE;
- A medida foi adotada após a campanha de Lula apresentar um mandado de segurança preventivo para impedir nova suspensão.

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Meta afirma não ter encontrado irregularidades
A análise apresentada pela Meta responde ao pedido de investigação sobre o funcionamento do canal, incluindo possíveis ações coordenadas entre contas, padrões de engajamento e atividades publicitárias.
A empresa declarou que não identificou violações de suas políticas na avaliação realizada. A conclusão diz respeito às regras da plataforma e não substitui a análise da Justiça Eleitoral sobre eventuais infrações à legislação brasileira.
O caso ocorre em meio à disputa entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro sobre a atuação das plataformas digitais durante a eleição presidencial.
A campanha de Flávio questiona o funcionamento do canal de apoio ao presidente, enquanto a campanha petista já havia apresentado questionamentos sobre decisões e procedimentos relacionados à circulação de conteúdo político nas redes sociais.
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“Grampo” na OpenAI: juiz vê risco de fuga e nega liberdade a ex-engenheiro da empresa

Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI, permaneça preso sem direito a fiança enquanto aguarda o andamento do processo criminal em que é acusado de instalar um dispositivo de gravação clandestino em um escritório da empresa em São Francisco, na Califórnia (EUA).
A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19), após o magistrado Alex Tse considerar que há risco significativo de o acusado não comparecer à Justiça. Durante a audiência, o juiz também questionou a proposta do consulado saudita de assumir integralmente o pagamento de uma eventual fiança, classificando a oferta como problemática.
Alfozan, de 35 anos, foi preso em 9 de outubro. Ele é acusado de interceptar comunicações orais por meio de dispositivo eletrônico e pode enfrentar até cinco anos de prisão se for condenado.
Promotores apontam contatos com a família real saudita
- Em documentos judiciais, os promotores afirmaram que Alfozan mantinha contato frequente com um integrante não identificado da família real da Arábia Saudita. Segundo a acusação, essa pessoa teria tentado recrutá-lo em diversas ocasiões para participar de uma iniciativa de inteligência artificial (IA) no país;
- Uma das mensagens trocadas pelo WhatsApp, reproduzida no processo, trazia a frase: “A Arábia Saudita precisa mais de você do que os Estados Unidos”. De acordo com os promotores, Alfozan respondeu com “100”, expressão usada para indicar concordância;
- Os procuradores também apontaram que o engenheiro havia comprado uma passagem aérea só de ida para Riade, capital saudita, com embarque previsto para 12 de outubro. Para a acusação, a compra reforça o risco de fuga;
- O advogado de defesa, William Pernik, contestou essa interpretação. Ele afirmou que Alfozan tinha uma entrevista para obter a cidadania estadunidense marcada para 6 de novembro;
- A esposa do engenheiro e o bebê do casal deixaram os Estados Unidos em 10 de outubro, um dia após a prisão. Segundo os promotores, as passagens foram pagas por um oficial militar saudita.

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Dispositivo foi encontrado em sala de reuniões
Alfozan trabalhava na OpenAI desde 2025. A empresa descobriu um dispositivo de gravação escondido atrás de uma televisão em uma sala de reuniões executiva, em setembro. O equipamento estava envolto em papel higiênico e conectado a uma porta USB.
De acordo com a acusação, as reuniões realizadas no local frequentemente envolviam informações confidenciais sobre pesquisas, produtos, estratégias comerciais e decisões da companhia.
Embora o caso tenha levantado preocupações sobre segurança nacional entre autoridades estadunidenses, Alfozan não foi formalmente acusado de espionagem. Os promotores afirmam que a investigação continua e que ela pode resultar em acusações adicionais.
A próxima audiência está prevista para 6 de novembro.
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