Tecnologia
Novo robô pode deixar manutenção do carro elétrico mais barata

Quem tem carro sabe a dificuldade de encontrar um mecânico de confiança. Nada contra os profissionais que estão aí, existem ótimos no mercado. Mas essa é uma das escolhas importantes na vida de uma pessoa. Daquelas que passam de pai para filho.
A questão fica ainda mais delicada quando pensamos nos carros elétricos, que podem se tornar a maioria num futuro não tão distante assim. O motor é diferente, não tem pistão, o sistema é outro e vários dos acessórios ainda são verdadeiros desconhecidos para algumas oficinas.
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Uma pesquisa feita nos Estados Unidos mostrou que muitos americanos estão receosos em comprar um EV pelos altos custos relacionados ao seguro e ao conserto desses veículos. Como ainda não são comuns, a mão de obra especializada costumam cobrar mais caro mesmo.
Pensando nisso, a startup Kinetic Automation, que opera no estado da Califórnia, desenvolveu um robô que promete reduzir todos esses custos.
Um robô-mecânico
- O sistema robótico usa visão computacional e software de aprendizado de máquina para diagnosticar rapidamente problemas nos sistemas digitais do veículo.
- Funciona assim: o carro de um cliente chega a uma das baias de serviço da Kinetic, onde é escaneado do para-choque ao para-lama com sensores de visão mecânica.

- Como você pode ver pela imagem, o “mecânico” conta ainda com um braço robótico que espia por cima do carro.
- A varredura determina quais sistemas precisam ser programados com precisão ou precisam de recalibração.
- Em seguida, o software Kinetic, conectado aos sistemas do veículo, iniciará e rastreará a conclusão dessas correções.
- O CEO e cofundador da Kinetic, Nikhil Naikal, explica que a indústria atual é competente e está muito bem equipada para lidar com reparos físicos.
- Mas, segundo ele, são poucos os profissionais prontos para lidar com EVs e outros veículos de ponta.
- Porque, além da parte física, é necessário garantir que todos os sensores, softwares e computadores estejam funcionando corretamente – e isso pode ser demorado e caro.
- Na visão dele, colocar um robô no meio do processo tende a deixar as coisas mais baratas com o tempo.
O futuro robótico já começou
A empresa construiu seus primeiros quatro centros de serviços em Las Vegas e nos condados de Orange County, San Bernardino e Riverside, na Califórnia.
Para impulsionar seu crescimento, a Kinetic levantou US$ 21 milhões em uma rodada de financiamento de risco nos últimos dias.

Um desses investidores foi a Menlo Ventures, que já colocou dinheiro na Uber, por exemplo. Um dos sócios da empresa, Shawn Carolan, disse ter feito essa aposta depois de ouvir algumas mecânicas e concessionárias.
“Eles disseram: ‘Isso reduziu o tempo do nosso ciclo em dias’. Ou ‘Devolvemos os carros aos clientes de forma mais rápida e barata’ e ‘Isso tornou minha vida muito mais fácil’”, explicou ele. “Portanto, sabíamos que isso já estava resolvendo um problema tremendo”, concluiu.
Os investidores apostam ainda que, um dia, a Kinetic também vai fornecer seus serviços para frotas de robotáxis. Isso, no entanto, vai depender de quanto tempo a Tesla vai demorar para lançar o serviço.
Até lá, a startup está focada em contratar, treinar técnicos e construir seus centros de serviços nos EUA para lidar com o crescente mercado de elétricos. Sim, o futuro robótico chegou.
As informações são da CNBC.
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Hora de renovar seu tablet: selecionamos as melhores ofertas do momento

Se você está pensando em adquirir um tablet ou complementar o seu com um acessório de qualidade, chegou a hora certa. Reunimos três ótimas opções em oferta na Amazon — de um modelo Samsung com Android 15 a um iPad com chip de última geração, passando por uma caneta stylus versátil. Confira abaixo e aproveite antes que acabe o estoque.

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Meta diz ao TSE que canal “Exército do Lula” não viola regras do WhatsApp

A Meta afirmou nesta sexta-feira (23) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não encontrou violações das regras do WhatsApp no canal “Exército do Lula”, criado para divulgar publicações de apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação foi apresentada após o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, solicitar uma análise técnica do funcionamento do canal.
Segundo a empresa, a avaliação concluiu que o canal não desrespeita as políticas da plataforma. A Meta também afirmou que o relatório técnico encaminhado ao tribunal detalha as regras consideradas e a metodologia utilizada para identificar conteúdos que violam suas diretrizes.
O pedido de análise foi feito após uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que alegou haver indícios de que as plataformas da Meta não estariam cumprindo o plano de conformidade apresentado à Justiça Eleitoral para garantir a integridade do processo eleitoral.
Canal já havia sido suspenso pelo TSE
- A disputa em torno do “Exército do Lula” envolve decisões distintas dentro do próprio tribunal;
- Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão do canal após considerar que publicações reproduziam conteúdos anteriormente classificados como inverídicos pela Justiça Eleitoral;
- Posteriormente, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva derrubou a suspensão. Nunes Marques voltou a determinar a interrupção do canal, argumentando que ele teria vínculo com a campanha oficial e deveria, portanto, ser registrado no TSE;
- O funcionamento foi liberado depois que o canal passou a ter registro oficial na Justiça Eleitoral;
- Nesta sexta-feira, o ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que o canal não poderá ser suspenso ou restringido novamente por decisões individuais de integrantes da Corte. Segundo ele, uma eventual nova decisão sobre o tema deverá ser tomada pelo plenário do TSE;
- A medida foi adotada após a campanha de Lula apresentar um mandado de segurança preventivo para impedir nova suspensão.

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Meta afirma não ter encontrado irregularidades
A análise apresentada pela Meta responde ao pedido de investigação sobre o funcionamento do canal, incluindo possíveis ações coordenadas entre contas, padrões de engajamento e atividades publicitárias.
A empresa declarou que não identificou violações de suas políticas na avaliação realizada. A conclusão diz respeito às regras da plataforma e não substitui a análise da Justiça Eleitoral sobre eventuais infrações à legislação brasileira.
O caso ocorre em meio à disputa entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro sobre a atuação das plataformas digitais durante a eleição presidencial.
A campanha de Flávio questiona o funcionamento do canal de apoio ao presidente, enquanto a campanha petista já havia apresentado questionamentos sobre decisões e procedimentos relacionados à circulação de conteúdo político nas redes sociais.
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“Grampo” na OpenAI: juiz vê risco de fuga e nega liberdade a ex-engenheiro da empresa

Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI, permaneça preso sem direito a fiança enquanto aguarda o andamento do processo criminal em que é acusado de instalar um dispositivo de gravação clandestino em um escritório da empresa em São Francisco, na Califórnia (EUA).
A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19), após o magistrado Alex Tse considerar que há risco significativo de o acusado não comparecer à Justiça. Durante a audiência, o juiz também questionou a proposta do consulado saudita de assumir integralmente o pagamento de uma eventual fiança, classificando a oferta como problemática.
Alfozan, de 35 anos, foi preso em 9 de outubro. Ele é acusado de interceptar comunicações orais por meio de dispositivo eletrônico e pode enfrentar até cinco anos de prisão se for condenado.
Promotores apontam contatos com a família real saudita
- Em documentos judiciais, os promotores afirmaram que Alfozan mantinha contato frequente com um integrante não identificado da família real da Arábia Saudita. Segundo a acusação, essa pessoa teria tentado recrutá-lo em diversas ocasiões para participar de uma iniciativa de inteligência artificial (IA) no país;
- Uma das mensagens trocadas pelo WhatsApp, reproduzida no processo, trazia a frase: “A Arábia Saudita precisa mais de você do que os Estados Unidos”. De acordo com os promotores, Alfozan respondeu com “100”, expressão usada para indicar concordância;
- Os procuradores também apontaram que o engenheiro havia comprado uma passagem aérea só de ida para Riade, capital saudita, com embarque previsto para 12 de outubro. Para a acusação, a compra reforça o risco de fuga;
- O advogado de defesa, William Pernik, contestou essa interpretação. Ele afirmou que Alfozan tinha uma entrevista para obter a cidadania estadunidense marcada para 6 de novembro;
- A esposa do engenheiro e o bebê do casal deixaram os Estados Unidos em 10 de outubro, um dia após a prisão. Segundo os promotores, as passagens foram pagas por um oficial militar saudita.

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Dispositivo foi encontrado em sala de reuniões
Alfozan trabalhava na OpenAI desde 2025. A empresa descobriu um dispositivo de gravação escondido atrás de uma televisão em uma sala de reuniões executiva, em setembro. O equipamento estava envolto em papel higiênico e conectado a uma porta USB.
De acordo com a acusação, as reuniões realizadas no local frequentemente envolviam informações confidenciais sobre pesquisas, produtos, estratégias comerciais e decisões da companhia.
Embora o caso tenha levantado preocupações sobre segurança nacional entre autoridades estadunidenses, Alfozan não foi formalmente acusado de espionagem. Os promotores afirmam que a investigação continua e que ela pode resultar em acusações adicionais.
A próxima audiência está prevista para 6 de novembro.
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