Tecnologia
Nvidia diz que vai voltar a vender chips de IA para a China após “ok” dos EUA

Na madrugada desta terça-feira (15), a Nvidia afirmou que visa retomar as vendas de suas GPUs H20 para a China após ter sofrido com as restrições de exportação dos Estados Unidos.
Em abril, o governo dos EUA afirmou à gigante das GPUs que seria necessária uma licença para que a Nvidia pudesse voltar a vender seus chips para a China.
Os chips H20 foram especificamente projetados para contornar os controles de exportação anteriores no país chinês, explica a CNBC.
“O governo dos EUA garantiu à NVIDIA que as licenças serão concedidas, e a NVIDIA espera iniciar as entregas em breve“, disse a empresa, em comunicado.

Nvidia e sua luta contra as restrições de exportação
- Nos últimos meses, o CEO e cofundador da empresa, Jensen Huang, aumentou o lobby contra os controles de exportação dos EUA;
- Em seu favor, ele argumenta que tais restrições inibiram a liderança tecnológica estadunidense;
- Em maio, o executivo afirmou que as restrições às exportações de chips cortaram a participação de mercado da Nvidia na China quase pela metade;
- Essa mudança de ponto de vista do governo Donald Trump veio após reunião entre o presidente e Huang na semana passada, relata a CNBC;
- Durante as negociações, o CEO reafirmou que sua empresa apoia os esforços de criação e onshoring do governo, além do objetivo de que os EUA liderem a inteligência artificial (IA) global, disse a companhia.
Em junho, Washington e Pequim acertaram uma estrutura comercial preliminar, o que permitiu relaxar os controles de exportação de terras raras pela China e flexibilizar restrições das exportações de tecnologia por parte dos EUA.
Chips novos
Huang anunciou, ainda, uma nova GPU “totalmente adequada” (a RTX PRO), afirmando que ela é ideal para fábricas inteligentes e logística.
Contudo, é incerto se a referência usada pelo executivo significa que a GPU está conforme as diretrizes para exportações para a China.
Segundo a Reuters, desde maio, relatórios apontam que a Nvidia estaria trabalhando em novo chip de IA para o mercado chinês, mas menos avançado que o H20.
Mas, agora, a possível retomada de exportações do H20 é uma surpresa, disse, à CNBC, Ray Wang, diretor de pesquisa de semicondutores, cadeia de suprimentos e tecnologia emergente do Futurum Group.
“O levantamento da proibição do H20 marca um desenvolvimento significativo e positivo para a Nvidia, o que permitirá à empresa reforçar sua liderança na China”, afirmou.

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“A retomada das remessas de H20 – juntamente com o próximo lançamento de novos chips de IA compatíveis com controle de exportação para o mercado chinês – deve servir como novo catalisador de crescimento nos próximos trimestres“, prosseguiu.
Já Vey-Sern Ling, diretor-gerente do Union Bancaire Privee, disse, à Bloomberg, que “a retomada da venda de H20 para a China é obviamente positivo. Não apenas para a empresa, mas, também, para a cadeia de suprimentos de semicondutores de IA, bem como para as plataformas de tecnologia da China que estão construindo recursos de IA. Este também é um bom desenvolvimento para as relações EUA-China“.
Por sua vez, a Nvidia confirmou que Huang estava na China. Lá, se reuniu com funcionários do governo e indústria locais visando discutir a respeito dos benefícios da IA e maneiras de os pesquisadores avançarem em seus estudos e desenvolvimento com segurança e inteligência.
Sobre a retomada das exportações da big tech ao país asiático, um porta-voz do Departamento de Comércio, que supervisiona os controles de exportação de semicondutores, não respondeu um pedido de comentário feito pela Bloomberg.
Após o anúncio da Nvidia, as bolsas de valores de Hong Kong e da China reagiram positivamente, bem como o Nasdaq futures. Além disso, o índice Hang Seng Tech subiu até 2,2%.

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Meta diz ao TSE que canal “Exército do Lula” não viola regras do WhatsApp

A Meta afirmou nesta sexta-feira (23) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não encontrou violações das regras do WhatsApp no canal “Exército do Lula”, criado para divulgar publicações de apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação foi apresentada após o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, solicitar uma análise técnica do funcionamento do canal.
Segundo a empresa, a avaliação concluiu que o canal não desrespeita as políticas da plataforma. A Meta também afirmou que o relatório técnico encaminhado ao tribunal detalha as regras consideradas e a metodologia utilizada para identificar conteúdos que violam suas diretrizes.
O pedido de análise foi feito após uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que alegou haver indícios de que as plataformas da Meta não estariam cumprindo o plano de conformidade apresentado à Justiça Eleitoral para garantir a integridade do processo eleitoral.
Canal já havia sido suspenso pelo TSE
- A disputa em torno do “Exército do Lula” envolve decisões distintas dentro do próprio tribunal;
- Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão do canal após considerar que publicações reproduziam conteúdos anteriormente classificados como inverídicos pela Justiça Eleitoral;
- Posteriormente, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva derrubou a suspensão. Nunes Marques voltou a determinar a interrupção do canal, argumentando que ele teria vínculo com a campanha oficial e deveria, portanto, ser registrado no TSE;
- O funcionamento foi liberado depois que o canal passou a ter registro oficial na Justiça Eleitoral;
- Nesta sexta-feira, o ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que o canal não poderá ser suspenso ou restringido novamente por decisões individuais de integrantes da Corte. Segundo ele, uma eventual nova decisão sobre o tema deverá ser tomada pelo plenário do TSE;
- A medida foi adotada após a campanha de Lula apresentar um mandado de segurança preventivo para impedir nova suspensão.

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Meta afirma não ter encontrado irregularidades
A análise apresentada pela Meta responde ao pedido de investigação sobre o funcionamento do canal, incluindo possíveis ações coordenadas entre contas, padrões de engajamento e atividades publicitárias.
A empresa declarou que não identificou violações de suas políticas na avaliação realizada. A conclusão diz respeito às regras da plataforma e não substitui a análise da Justiça Eleitoral sobre eventuais infrações à legislação brasileira.
O caso ocorre em meio à disputa entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro sobre a atuação das plataformas digitais durante a eleição presidencial.
A campanha de Flávio questiona o funcionamento do canal de apoio ao presidente, enquanto a campanha petista já havia apresentado questionamentos sobre decisões e procedimentos relacionados à circulação de conteúdo político nas redes sociais.
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“Grampo” na OpenAI: juiz vê risco de fuga e nega liberdade a ex-engenheiro da empresa

Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI, permaneça preso sem direito a fiança enquanto aguarda o andamento do processo criminal em que é acusado de instalar um dispositivo de gravação clandestino em um escritório da empresa em São Francisco, na Califórnia (EUA).
A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19), após o magistrado Alex Tse considerar que há risco significativo de o acusado não comparecer à Justiça. Durante a audiência, o juiz também questionou a proposta do consulado saudita de assumir integralmente o pagamento de uma eventual fiança, classificando a oferta como problemática.
Alfozan, de 35 anos, foi preso em 9 de outubro. Ele é acusado de interceptar comunicações orais por meio de dispositivo eletrônico e pode enfrentar até cinco anos de prisão se for condenado.
Promotores apontam contatos com a família real saudita
- Em documentos judiciais, os promotores afirmaram que Alfozan mantinha contato frequente com um integrante não identificado da família real da Arábia Saudita. Segundo a acusação, essa pessoa teria tentado recrutá-lo em diversas ocasiões para participar de uma iniciativa de inteligência artificial (IA) no país;
- Uma das mensagens trocadas pelo WhatsApp, reproduzida no processo, trazia a frase: “A Arábia Saudita precisa mais de você do que os Estados Unidos”. De acordo com os promotores, Alfozan respondeu com “100”, expressão usada para indicar concordância;
- Os procuradores também apontaram que o engenheiro havia comprado uma passagem aérea só de ida para Riade, capital saudita, com embarque previsto para 12 de outubro. Para a acusação, a compra reforça o risco de fuga;
- O advogado de defesa, William Pernik, contestou essa interpretação. Ele afirmou que Alfozan tinha uma entrevista para obter a cidadania estadunidense marcada para 6 de novembro;
- A esposa do engenheiro e o bebê do casal deixaram os Estados Unidos em 10 de outubro, um dia após a prisão. Segundo os promotores, as passagens foram pagas por um oficial militar saudita.

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Dispositivo foi encontrado em sala de reuniões
Alfozan trabalhava na OpenAI desde 2025. A empresa descobriu um dispositivo de gravação escondido atrás de uma televisão em uma sala de reuniões executiva, em setembro. O equipamento estava envolto em papel higiênico e conectado a uma porta USB.
De acordo com a acusação, as reuniões realizadas no local frequentemente envolviam informações confidenciais sobre pesquisas, produtos, estratégias comerciais e decisões da companhia.
Embora o caso tenha levantado preocupações sobre segurança nacional entre autoridades estadunidenses, Alfozan não foi formalmente acusado de espionagem. Os promotores afirmam que a investigação continua e que ela pode resultar em acusações adicionais.
A próxima audiência está prevista para 6 de novembro.
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