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O que é a tração 4×4 e quais veículos apresentam o recurso?

Motoristas que preferem veículos com tração 4×4 geralmente buscam segurança, versatilidade e capacidade de enfrentar desafios. Seja por necessidade profissional, estilo de vida ou paixão por aventura, esses veículos atendem a um público que valoriza desempenho em condições adversas e robustez.
No entanto, para quem utiliza o carro apenas em áreas urbanas, a tração 4×4 pode não ser necessária, já que aumenta o consumo de combustível e o custo de manutenção. Só que este fator não abalou a popularidade desses veículos entre consumidores de diferentes tipos de perfis.
A preferência por veículos com tração 4×4 ou integral tem crescido no Brasil nos últimos anos. Essa tendência pode ser atribuída a diversos fatores, como à expansão do agronegócio, maior interesse em atividades ao ar livre, popularização dos SUVs e maior variedade de modelos. Os consumidores incluem produtores rurais, aventureiros, famílias e moradores de áreas rurais.
O que é e para que serve a tração 4×4 nos veículos?

(Imagem: Volodymyr TVERDOKHLIB / Shutterstock)
A tração 4×4 é um sistema de transmissão de força que distribui a potência do motor para as quatro rodas de um veículo simultaneamente. Esse sistema foi desenvolvido para melhorar a capacidade de um veículo em enfrentar terrenos difíceis e condições adversas.
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A tração 4×4 foi criada para superar as limitações dos veículos com tração em apenas duas rodas (2WD), especialmente em terrenos irregulares, escorregadios ou com pouca aderência. Inicialmente, foi desenvolvida para uso militar e em veículos utilitários, mas ganhou popularidade em veículos comerciais e de passeio devido à sua eficiência em situações de off-road e em climas extremos.
O sistema 4×4 utiliza componentes mecânicos e, em alguns casos, eletrônicos, para distribuir a potência do motor entre as quatro rodas. Os principais elementos do sistema incluem:
- Caixa de transferência: responsável por dividir a potência do motor entre os eixos dianteiro e traseiro.
- Diferenciais: permitem que as rodas girem em velocidades diferentes, especialmente em curvas.
- Engates: em sistemas part-time, o motorista pode engatar ou desengatar a tração 4×4 conforme a necessidade.
- Controle eletrônico: em sistemas AWD (All-Wheel Drive), sensores e computadores ajustam automaticamente a distribuição de torque entre as rodas.
Tipos de sistemas 4×4:
- Part-time 4×4: o motorista escolhe quando usar a tração nas quatro rodas.
- Full-time 4×4: a tração nas quatro rodas está sempre ativa.
- AWD (All-Wheel Drive): sistema automático que ajusta a distribuição de torque conforme as condições da estrada.
A tração 4×4 melhora a tração em terrenos com pouca aderência, como lama, neve, areia ou pedras e a capacidade off-road para superar obstáculos como subidas íngremes, buracos ou terrenos irregulares. Também oferece mais segurança em condições climáticas adversas, como chuva forte ou neve e mais capacidade de transporte de carga.
Os benefícios incluem maior capacidade off-road, segurança, versatilidade, resistência, durabilidade e capacidade de reboque (a tração 4×4 aumenta a capacidade de rebocar cargas pesadas, como trailers e barcos). Ela adiciona valor ao veículo, melhora o desempenho, aumenta o valor de revenda, o conforto, o controle, a imagem e a adaptabilidade.
Quais veículos apresentam a tração 4×4?
A tração 4×4 está presente em uma variedade de veículos e máquinas, desde carros de passeio até equipamentos industriais e agrícolas. Abaixo, listamos os principais tipos de veículos e máquinas que podem apresentar tração 4×4:
1. Carros de passeio e SUVs:
- Exemplos: Jeep Wrangler, Toyota Hilux SW4, Land Rover Defender, Ford Bronco, Subaru Forester (AWD) e Mitsubishi Pajero.
- Uso: projetados para off-road e maior segurança em condições adversas.
2. Picapes:
- Exemplos: Toyota Hilux, Ford Ranger, Chevrolet S10, Volkswagen Amarok, Nissan Frontier e Fiat Toro (versões 4×4).
- Uso: transporte de carga, trabalho rural e aventuras off-road.
3. Utilitários e veículos comerciais:
- Exemplos: Mitsubishi L200, Toyota Land Cruiser, Nissan Patrol e Suzuki Jimny.
- Uso: veículos robustos para uso profissional ou em terrenos difíceis.
4. Veículos de luxo:
- Exemplos: Audi Q7, BMW X5, Mercedes-Benz G-Class, Range Rover e Volvo XC90.
- Uso: conforto, tecnologia e capacidade off-road ou tração integral para maior segurança.
5. Motos (Tração 2×2 rara):
- Exemplos: Rokon Trail-Breaker (tração 2×2).
- Uso: Off-road extremo, mas raras no mercado.

6. Máquinas agrícolas:
- Exemplos: tratores (John Deere, Massey Ferguson, New Holland), colheitadeiras e pulverizadores.
- Uso: tração em solos irregulares, lamacentos ou inclinados, aumentando a eficiência no campo.
7. Caminhões e veículos pesados:
- Exemplos: caminhões off-road (Tatra), caminhões de mineração (Caterpillar) e caminhões militares (Humvee).
- Uso: transporte pesado em terrenos extremamente difíceis.
8. Veículos militares:
- Exemplos: Humvee, Land Rover Defender (versões militares) e Toyota Land Cruiser (versões militares).
- Uso: operações em terrenos hostis e missões que exigem alta capacidade off-road.
9. Máquinas de construção e mineração:
- Exemplos: escavadeiras, caminhões basculantes off-road e tratores de esteira (Caterpillar).
- Uso: trabalho pesado em canteiros de obras ou minas, onde a tração 4×4 é essencial.
10. Veículos de emergência e resgate:
- Exemplos: ambulâncias 4×4, veículos de bombeiros off-road e carros de patrulha rural.
- Uso: acesso a áreas remotas ou de difícil acesso em situações de emergência.

11. Veículos recreativos e de aventura:
- Exemplos: motorhomes 4×4, veículos para overlanding (Land Cruiser 70 modificado) e bugues off-road.
- Uso: viagens de longa distância em terrenos variados.
12. Veículos especiais:
- Exemplos: veículos anfíbios (Sherp ATV), veículos para neve (snowmobiles com tração 4×4) e veículos para exploração polar.
- Uso: deslocamento em condições extremas (neve, gelo e água).
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Meta diz ao TSE que canal “Exército do Lula” não viola regras do WhatsApp

A Meta afirmou nesta sexta-feira (23) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não encontrou violações das regras do WhatsApp no canal “Exército do Lula”, criado para divulgar publicações de apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação foi apresentada após o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, solicitar uma análise técnica do funcionamento do canal.
Segundo a empresa, a avaliação concluiu que o canal não desrespeita as políticas da plataforma. A Meta também afirmou que o relatório técnico encaminhado ao tribunal detalha as regras consideradas e a metodologia utilizada para identificar conteúdos que violam suas diretrizes.
O pedido de análise foi feito após uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que alegou haver indícios de que as plataformas da Meta não estariam cumprindo o plano de conformidade apresentado à Justiça Eleitoral para garantir a integridade do processo eleitoral.
Canal já havia sido suspenso pelo TSE
- A disputa em torno do “Exército do Lula” envolve decisões distintas dentro do próprio tribunal;
- Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão do canal após considerar que publicações reproduziam conteúdos anteriormente classificados como inverídicos pela Justiça Eleitoral;
- Posteriormente, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva derrubou a suspensão. Nunes Marques voltou a determinar a interrupção do canal, argumentando que ele teria vínculo com a campanha oficial e deveria, portanto, ser registrado no TSE;
- O funcionamento foi liberado depois que o canal passou a ter registro oficial na Justiça Eleitoral;
- Nesta sexta-feira, o ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que o canal não poderá ser suspenso ou restringido novamente por decisões individuais de integrantes da Corte. Segundo ele, uma eventual nova decisão sobre o tema deverá ser tomada pelo plenário do TSE;
- A medida foi adotada após a campanha de Lula apresentar um mandado de segurança preventivo para impedir nova suspensão.

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Meta afirma não ter encontrado irregularidades
A análise apresentada pela Meta responde ao pedido de investigação sobre o funcionamento do canal, incluindo possíveis ações coordenadas entre contas, padrões de engajamento e atividades publicitárias.
A empresa declarou que não identificou violações de suas políticas na avaliação realizada. A conclusão diz respeito às regras da plataforma e não substitui a análise da Justiça Eleitoral sobre eventuais infrações à legislação brasileira.
O caso ocorre em meio à disputa entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro sobre a atuação das plataformas digitais durante a eleição presidencial.
A campanha de Flávio questiona o funcionamento do canal de apoio ao presidente, enquanto a campanha petista já havia apresentado questionamentos sobre decisões e procedimentos relacionados à circulação de conteúdo político nas redes sociais.
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“Grampo” na OpenAI: juiz vê risco de fuga e nega liberdade a ex-engenheiro da empresa

Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI, permaneça preso sem direito a fiança enquanto aguarda o andamento do processo criminal em que é acusado de instalar um dispositivo de gravação clandestino em um escritório da empresa em São Francisco, na Califórnia (EUA).
A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19), após o magistrado Alex Tse considerar que há risco significativo de o acusado não comparecer à Justiça. Durante a audiência, o juiz também questionou a proposta do consulado saudita de assumir integralmente o pagamento de uma eventual fiança, classificando a oferta como problemática.
Alfozan, de 35 anos, foi preso em 9 de outubro. Ele é acusado de interceptar comunicações orais por meio de dispositivo eletrônico e pode enfrentar até cinco anos de prisão se for condenado.
Promotores apontam contatos com a família real saudita
- Em documentos judiciais, os promotores afirmaram que Alfozan mantinha contato frequente com um integrante não identificado da família real da Arábia Saudita. Segundo a acusação, essa pessoa teria tentado recrutá-lo em diversas ocasiões para participar de uma iniciativa de inteligência artificial (IA) no país;
- Uma das mensagens trocadas pelo WhatsApp, reproduzida no processo, trazia a frase: “A Arábia Saudita precisa mais de você do que os Estados Unidos”. De acordo com os promotores, Alfozan respondeu com “100”, expressão usada para indicar concordância;
- Os procuradores também apontaram que o engenheiro havia comprado uma passagem aérea só de ida para Riade, capital saudita, com embarque previsto para 12 de outubro. Para a acusação, a compra reforça o risco de fuga;
- O advogado de defesa, William Pernik, contestou essa interpretação. Ele afirmou que Alfozan tinha uma entrevista para obter a cidadania estadunidense marcada para 6 de novembro;
- A esposa do engenheiro e o bebê do casal deixaram os Estados Unidos em 10 de outubro, um dia após a prisão. Segundo os promotores, as passagens foram pagas por um oficial militar saudita.

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Dispositivo foi encontrado em sala de reuniões
Alfozan trabalhava na OpenAI desde 2025. A empresa descobriu um dispositivo de gravação escondido atrás de uma televisão em uma sala de reuniões executiva, em setembro. O equipamento estava envolto em papel higiênico e conectado a uma porta USB.
De acordo com a acusação, as reuniões realizadas no local frequentemente envolviam informações confidenciais sobre pesquisas, produtos, estratégias comerciais e decisões da companhia.
Embora o caso tenha levantado preocupações sobre segurança nacional entre autoridades estadunidenses, Alfozan não foi formalmente acusado de espionagem. Os promotores afirmam que a investigação continua e que ela pode resultar em acusações adicionais.
A próxima audiência está prevista para 6 de novembro.
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