Tecnologia
Os 10 melhores filmes com Denzel Washington na Netflix e outros streamings

Com uma carreira respeitada e premiada, Denzel Washington é amplamente considerado um dos maiores atores de sua geração. Prestigiado no teatro e no cinema, Denzel já recebeu dois Oscars, três Globos de Ouro, um Screen Actors Guild Award e um Tony Award.
Com uma filmografia extensa, marcada por sucessos de público e crítica, Denzel brilhou em papéis de drama, suspense, ação e ficção científica.
Que tal explorar um pouco mais a carreira desse grande ator? A seguir, selecionamos os 10 melhores filmes com Denzel Washington disponíveis nos principais serviços de streaming, como a Netflix.

Denzel Washington: melhores filmes para ver online
- Tempo de Glória (1989)
- O Gângster (2007)
- Chamas da Vingança (2004)
- Déjà Vu (2006)
- Jogada Decisiva (1998)
- O Voo (2012)
- Dia de Treinamento (2001)
- Malcolm X (1992)
- Hurricane – O Furacão (1999)
- Filadélfia (1993)
Tempo de Glória (1989)

O drama de guerra “Tempo de Glória” deu a Denzel Washington seu primeiro Oscar. O enredo acompanha um dos primeiros regimentos afro-americanos do Exército da União na Guerra Civil Americana.
Matthew Broderick protagoniza como o coronel Robert Gould Shaw, figura real e comandante do regimento.
Denzel Washington atua como um dos membros do regimento e foi elogiado por sua performance, recebendo o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. O elenco também conta com Cary Elwes e Morgan Freeman.
- Onde assistir: Netflix
Leia mais:
- 10 filmes de animações assustadores para assistir nos streamings
- 7 melhores filmes com Kate Beckinsale para assistir na Netflix e outros streamings
- Os 10 melhores filmes do diretor Ridley Scott disponíveis nos streamings
O Gângster (2007)

Dirigido por Ridley Scott, “O Gângster” é um filme vagamente baseado em fatos reais.
Denzel Washington interpreta Frank Lucas, um traficante que constroi um império de drogas na Nova York dos anos 1970. Frank contrabandeava heroína para os EUA em aviões que retornavam da Guerra do Vietnã.
O elenco também conta com Russell Crowe no papel do policial Richie Roberts.
- Onde assistir: Netflix e Telecine
Chamas da Vingança (2004)

Thriller de ação dirigido por Tony Scott, “Chamas da Vingança” é baseado em um romance de A.J. Quinnell.
Denzel Washington interpreta um ex-agente da CIA alcoólatra e atormentado pelo passado, que aceita trabalhar como guarda-costas no México.
Quando a menina que ele protege (Dakota Fanning), com quem construiu um forte laço paternal, é sequestrada, ele inicia uma busca implacável por vingança.
- Onde assistir: Disney+
Déjà Vu (2006)

Mais um filme da parceria entre Tony Scott e Denzel Washington, “Déjà Vu” combina elementos de ficção científica, suspense e ação.
Denzel Washington interpreta um agente federal que investiga a explosão de uma balsa em Nova Orleans.
Durante a investigação, ele descobre uma tecnologia experimental que permite viajar no tempo para impedir o ataque e salvar uma mulher por quem se apaixona.
- Onde assistir: Disney+
Jogada Decisiva (1998)

Dirigido por Spike Lee, “Jogada Decisiva” é um drama que explora o mundo do basquete e temas sociais complexos. Denzel Washington estrela o filme ao lado do ex-astro do basquete Ray Allen.
Denzel interpreta Jake, um homem preso por matar sua esposa, que recebe a chance de reduzir sua pena.
Ele ganha liberdade condicional para tentar convencer seu filho (Allen), um promissor jogador de basquete, a estudar e jogar na Universidade do Estado. O elenco ainda inclui Rosario Dawson, Milla Jovovich e John Turturro.
- Onde assistir: Disney+
O Voo (2012)

Com direção de Robert Zemeckis, “O Voo” obteve sucesso tanto de crítica quanto de público. Denzel Washington interpreta um piloto que realiza um pouso de emergência após uma falha mecânica, salvando quase todos os passageiros a bordo.
No entanto, uma investigação subsequente revela que ele estava sob efeito de álcool e drogas, colocando sua heroica reputação em xeque.
- Onde assistir: Telecine
Dia de Treinamento (2001)

Foi o thriller criminal “Dia de Treinamento” que rendeu a Denzel Washington seu segundo Oscar, desta vez como Melhor Ator. Denzel contracena com Ethan Hawke, que também foi indicado ao Oscar de ator coadjuvante.
Na trama, o novato policial Jake (Hawke) passa um dia de treinamento com o experiente detetive Alonzo (Washington). No entanto, Jake testemunha as práticas corruptas e os abusos de poder cometidos por Alonzo.
- Onde assistir: Max
Malcolm X (1992)

Uma das parcerias mais aclamadas entre o cineasta Spike Lee e Denzel Washington é a cinebiografia “Malcolm X”. Denzel interpreta o ativista Malcolm X, um dos líderes mais influentes e controversos do movimento negro nos Estados Unidos.
Por sua atuação, Denzel Washington recebeu grande reconhecimento, prêmios e uma indicação ao Oscar de Melhor Ator.
- Onde assistir: Looke
Hurricane – O Furacão (1999)

Dirigido por Norman Jewison, “Hurricane – O Furacão” é um drama biográfico que recebeu elogios da crítica, especialmente pela atuação de Denzel Washington.
Denzel interpreta Rubin Carter, o ex-boxeador peso médio conhecido como “The Hurricane,” condenado injustamente por um triplo assassinato em 1966.
Por essa atuação, Denzel foi premiado com o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme Dramático e indicado ao Oscar.
- Onde assistir: Disney+
Filadélfia (1993)

Dirigido por Jonathan Demme (“O Silêncio dos Inocentes”), “Filadélfia” é um drama aclamado que aborda temas como HIV/AIDS e homofobia. Tom Hanks, que venceu o Oscar de Melhor Ator por sua atuação, e Denzel Washington estrelam o filme.
Na trama, o advogado Andrew (Hanks) é demitido após seus chefes descobrirem que ele é homossexual e portador do vírus HIV. Após muita busca, Andrew encontra ajuda em um advogado relutante e inicialmente preconceituoso (Washington).
- Onde assistir: Max
O post Os 10 melhores filmes com Denzel Washington na Netflix e outros streamings apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Misteriosos pontos vermelhos vistos pelo Telescópio James Webb estão sumindo

Uma nova pesquisa propõe uma explicação para um dos maiores mistérios revelados pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês): os enigmáticos Pequenos Pontos Vermelhos.
Segundo os pesquisadores, esses objetos, apelidados de “dinossauros cósmicos”, podem não ter desaparecido do universo primitivo. Em vez disso, eles teriam evoluído para os aglomerados globulares, enormes conjuntos de estrelas densamente compactadas encontrados em galáxias, como a Via Láctea.
A hipótese estabelece um paralelo com a evolução dos dinossauros terrestres. Assim como muitos deles não foram extintos, mas deram origem às aves modernas, os Pequenos Pontos Vermelhos também poderiam ter sobrevivido, transformando-se em estruturas ainda presentes no universo atual.

Mistério surgiu com o James Webb
- Os Pequenos Pontos Vermelhos passaram a intrigar os astrônomos em 2022, quando o James Webb começou a detectá-los em grande quantidade em uma época correspondente a cerca de 600 milhões de anos após o Big Bang:
- O enigma está no fato de que esses objetos aparentemente desaparecem antes de o universo atingir aproximadamente dois bilhões de anos;
- Desde então, diversas explicações foram propostas para sua natureza. Uma delas sugeria que poderiam ser “estrelas de buraco negro”, ou seja, buracos negros cercados por extensas nuvens de gás e poeira.
A nova pesquisa apresenta outra possibilidade: esses objetos poderiam ser aglomerados globulares em formação, contendo uma estrela supermassiva em seu centro. Esse tipo hipotético de estrela teria entre mil e dez mil vezes a massa do Sol e uma vida extremamente curta, mas produziria uma aparência semelhante à dos Pequenos Pontos Vermelhos observados pelo telescópio.
“Estes podem não ser apenas uma estranha nova população do JWST sem conexão com o universo que nos cerca hoje”, afirmou o líder da pesquisa, John Chisholm, da Universidade do Texas em Austin (EUA). “Em vez disso, os Pequenos Pontos Vermelhos podem persistir para além do universo primitivo, evoluindo para algo relativamente familiar.”
Segundo Chisholm, “os Pequenos Pontos Vermelhos poderiam ser galáxias, poderiam envolver buracos negros, ou poderiam ser algo ainda mais inesperado. Nosso trabalho mostra que a formação de aglomerados globulares com estrelas supermassivas deve fazer parte dessa conversa.”
Aglomerados globulares ainda guardam mistérios
Os aglomerados globulares são encontrados principalmente em grandes galáxias e podem reunir milhões de estrelas antigas em regiões extremamente compactas.
A Via Láctea abriga pelo menos 150 desses aglomerados. Apesar de serem objetos bem conhecidos pelos astrônomos, sua origem continua sendo motivo de debate científico.
Segundo Danielle Berg, também da Universidade do Texas em Austin, os pesquisadores normalmente observam esses aglomerados após bilhões de anos de evolução.
“Normalmente os vemos [os aglomerados globulares] após bilhões de anos de evolução, em um momento em que suas estrelas massivas já desapareceram, seu gás foi disperso e processos dinâmicos alteraram suas massas e estruturas. Isso torna muito difícil reconstruir as condições originais em que se formaram.”
Leia mais:
- James Webb: saiba tudo sobre o telescópio que é a missão mais cara na história da Nasa
- James Webb produz o mapa mais detalhado da “teia cósmica”
- James Webb revela química inesperada em dois mundos gelados
Química incomum pode ser explicada por estrelas supermassivas
Os cientistas acreditam que as estrelas presentes nos aglomerados globulares se formaram aproximadamente na mesma época, durante os primeiros estágios do universo. Naquele período, o cosmos era composto principalmente por hidrogênio, hélio e pequenas quantidades de elementos mais pesados — chamados de metais pelos astrônomos.
Entretanto, muitas estrelas desses aglomerados apresentam uma composição química incomum. Elas possuem abundância de hélio e de elementos, como nitrogênio, sódio e alumínio, enquanto exibem níveis menores do que o esperado de carbono, oxigênio e magnésio.
Segundo Mike Boylan-Kolchin, integrante da equipe, essa assinatura química sugere condições extremas de fusão nuclear.
“Esse padrão específico indica fusão nuclear em temperaturas muito altas, muito mais elevadas do que nos núcleos de estrelas normais, até mesmo massivas. Uma estrela supermassiva é precisamente o tipo de ambiente que poderia produzir essa combinação.”

Estrelas gigantes teriam vida curta
De acordo com o modelo proposto pelos pesquisadores, essas estrelas supermassivas surgiriam em ambientes extremamente densos durante a formação dos primeiros aglomerados globulares, onde colisões e fusões entre estrelas ocorreriam repetidamente.
Embora gigantescas, elas viveriam apenas cerca de um milhão de anos — um período muito curto quando comparado aos 4,6 bilhões de anos de idade do Sol. Mesmo com essa existência breve, essas estrelas conseguiriam produzir os elementos químicos necessários para explicar a composição observada atualmente nos aglomerados globulares.
Após morrerem em explosões de supernova, esses elementos seriam lançados ao espaço e utilizados na formação de novas gerações de estrelas.
Segundo Chisholm, isso também explicaria o desaparecimento dos Pequenos Pontos Vermelhos. “Em nosso modelo, a estrela supermassiva que ajuda a fazer o objeto parecer um Pequeno Ponto Vermelho viveria por pouco tempo. Uma vez que essa estrela morre, o objeto pode não se parecer mais com um Pequeno Ponto Vermelho, mesmo que o próprio aglomerado sobreviva por bilhões de anos.”
Distribuição e época reforçam hipótese
Além da composição química, os pesquisadores identificaram outros indícios que podem conectar os Pequenos Pontos Vermelhos aos aglomerados globulares. Segundo a equipe, a distribuição desses objetos no universo primitivo corresponde à distribuição observada atualmente para os aglomerados globulares.
Os modelos de evolução também indicam que as massas estimadas dos Pequenos Pontos Vermelhos poderiam evoluir naturalmente até atingir as massas dos aglomerados globulares existentes hoje.
Outro fator considerado importante é o momento em que esses objetos aparecem. Os Pequenos Pontos Vermelhos surgem cerca de 600 milhões de anos após o Big Bang, período que coincide com as estimativas para o início da formação dos aglomerados globulares.
Apesar das evidências, os pesquisadores ressaltam que a hipótese ainda não foi confirmada. “Não há, neste momento, uma prova definitiva de que os Pequenos Pontos Vermelhos sejam aglomerados globulares, mas isso explicaria muitas observações diversas e surpreendentes”, afirmou Boylan-Kolchin.
O estudo está disponível em versão preliminar no repositório científico arXiv, o que significa que seus resultados ainda não passaram pelo processo de revisão por pares.
O post Misteriosos pontos vermelhos vistos pelo Telescópio James Webb estão sumindo apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Pastor processa OpenAI após conselho do ChatGPT quase custar sua vida

Um pastor entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, alegando que o ChatGPT forneceu recomendações médicas “extremamente perigosas”, o que teria atrasado o tratamento de uma embolia pulmonar grave e colocado sua vida em risco. O caso foi revelado pelo The New York Times.
Segundo o processo, Scott Winters procurou o chatbot para relatar sintomas relacionados ao seu estado de saúde. A ação afirma que o ChatGPT respondeu que os sinais descritos por ele “não eram algo perigoso”, o que teria contribuído para o adiamento da busca por atendimento médico.
Ainda de acordo com a acusação, o chatbot também recorreu às crenças religiosas do pastor durante a conversa, afirmando que “Deus não projetou seu corpo para falhar indefinidamente”.
Processo acusa OpenAI de negligência
- A ação judicial acusa a OpenAI e seu diretor-presidente, Sam Altman, de negligência e de exercer ilegalmente a medicina;
- Segundo o processo, o chatbot apresentou diagnósticos e planos de tratamento próprios em diversas ocasiões;
- A acusação afirma ainda que o ChatGPT orientou Winters a ignorar os pedidos de familiares e amigos para procurar atendimento médico;
- De acordo com a ação, o pastor informou ao chatbot que “as pessoas da minha igreja acham que estou louco por não ir ao hospital”;
- Em resposta, o ChatGPT teria afirmado que “a maioria das pessoas (incluindo membros bem-intencionados da igreja) simplesmente não entende”.
Meetali Jain, advogada da ação e diretora-executiva da organização Tech Justice Law, afirmou ao Times que o chatbot acaba interferindo na relação entre usuários e as pessoas ao seu redor. “Ele se coloca como uma barreira entre o usuário e sua rede de apoio na vida real”, disse.

Leia mais:
- Como melhorar seu texto no ChatGPT: guia prático do básico ao avançado
- Aprenda a usar o ChatGPT: 10 dicas valiosas para criar perguntas precisas
- OpenAI lança o Presence, plataforma para aprimorar o uso de agentes de IA nas empresas
Pedido inclui suspensão do ChatGPT Health
Além de solicitar indenização financeira, Winters pede que a Justiça determine a suspensão do funcionamento do ChatGPT Health até que avaliadores independentes concluam que a plataforma é segura.
Segundo o texto, o ChatGPT Health incentiva usuários a enviarem documentos médicos para que o chatbot participe de discussões relacionadas à saúde.
A ação também solicita que a OpenAI implemente mecanismos de proteção mais rígidos para impedir que o ChatGPT forneça respostas envolvendo diagnósticos médicos específicos e tratamentos.
Embora o chatbot já conte com salvaguardas destinadas a limitar esse tipo de orientação, o processo afirma que elas não funcionaram de forma confiável neste caso.
OpenAI afirma que serviço não substitui atendimento médico
A OpenAI sustenta que os termos de uso do ChatGPT deixam claro que a ferramenta não foi desenvolvida para realizar diagnósticos ou oferecer tratamentos médicos.
Ao mesmo tempo, a empresa incentiva usuários a enviarem seus registros de saúde ao ChatGPT Health para promover discussões com o chatbot.
Segundo o texto, a companhia também destaca com frequência o uso da plataforma para questões relacionadas à saúde. Recentemente, informou que cerca de 230 milhões de pessoas utilizam semanalmente o ChatGPT para consultas sobre esse tema.
Scott Winters sobreviveu ao episódio, porém, segundo o processo, deverá enfrentar “anos de intensa recuperação física e psicológica”.
Outros processos similares
A OpenAI também enfrenta outros processos relacionados ao uso do ChatGPT em questões de saúde.
Um deles é uma ação por morte injusta envolvendo um jovem de 19 anos que morreu por overdose após supostamente seguir um plano de tratamento elaborado pelo chatbot. Segundo a acusação, esse plano incluía orientações sobre o uso de drogas ilícitas. Assim como no caso de Winters, os autores também pedem a suspensão do ChatGPT Health.
A empresa ainda responde a outro processo por morte injusta, no qual o ChatGPT é acusado de ter contribuído para o suicídio de um adolescente.
O post Pastor processa OpenAI após conselho do ChatGPT quase custar sua vida apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Terra pode ganhar um anel como o de Saturno — mas ele não será natural

Os planos para colocar em órbita mais de um milhão de satélites destinados a data centers espaciais, além de dezenas de milhares de espelhos orbitais, podem transformar permanentemente a aparência do céu noturno.
Segundo pesquisadores ouvidos pelo Space.com, caso esses projetos avancem, a Terra poderá ganhar um brilhante “anel de Saturno” artificial, visível de qualquer ponto do planeta durante horas após o pôr do sol e antes do amanhecer.
A estrutura seria formada por satélites alinhados em uma mesma órbita e apareceria como uma faixa luminosa que atravessaria o céu. De acordo com os especialistas, o brilho desse anel seria superior ao de qualquer estrela ou planeta e poderia até superar o da Lua cheia.
Hugh Lewis, professor de astronáutica da Universidade de Birmingham (Reino Unido), afirmou que a única forma de acomodar o enorme número de constelações de data centers atualmente propostas é empilhá-las em uma órbita específica, localizada ao longo da fronteira entre o dia e a noite.
“Se você olhasse para o céu à noite, eles estariam todos em um único plano, muito próximos uns dos outros, indo na mesma direção”, disse Lewis. “O impacto sobre o céu noturno seria absolutamente catastrófico.”
Corrida por data centers espaciais amplia preocupações
- Segundo a reportagem, a ideia de um “anel de Saturno” artificial pareceria ficção científica até pouco tempo atrás;
- No entanto, desde que a corrida pelo desenvolvimento de data centers orbitais ganhou força no ano passado, esse cenário passou a ser considerado uma possibilidade concreta;
- Diversas empresas já solicitaram à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) autorização para lançar grandes constelações de satélites. Entre elas estão SpaceX, Starcloud, Cowboy Space, Orbital e Blue Origin;
- Somados, os projetos ultrapassam a marca de um milhão de satélites destinados à operação de data centers no espaço.
A China também entrou nessa disputa e pretende desenvolver sua própria rede de data centers orbitais nos próximos cinco anos. Além disso, a empresa californiana Reflect Orbital planeja lançar 50 mil espelhos espaciais para refletir luz solar em usinas de energia solar na Terra durante a noite.
Em 10 de julho, a companhia recebeu autorização da FCC para operar seu primeiro espelho orbital, um satélite demonstrador de 18 metros por 18 metros denominado Eärendil-1, cujo lançamento está previsto para ocorrer até o fim deste ano.
Satélites precisariam permanecer na mesma órbita
Lewis explicou que tanto os data centers orbitais quanto os espelhos espaciais dependem de iluminação solar contínua para funcionar. Para isso, os equipamentos precisam permanecer em uma órbita que acompanha a linha do terminador — a fronteira entre as regiões iluminadas e escuras da Terra — passando sobre os polos Norte e Sul.
“Os data centers orbitais e a Reflect Orbital dependem daquilo que esses operadores chamam de 24 horas de luz solar no espaço”, afirmou Lewis. “Para ter isso, você precisa estar em uma órbita específica, que segue a linha do amanhecer-anoitecer. Não é como a megaconstelação Starlink, que é distribuída ao redor da Terra.”
Leia mais:
- Tecnologia da Terra enfrenta poderosa ameaça cósmica
- Combinação fatal entre o Sol e a Terra pode ameaçar a vida no planeta
- E se a Terra girasse ao contrário? Descubra como seria a vida no planeta

Simulações indicam céu dominado por satélites
A astrônoma Samantha Lawler, da Universidade de Regina (Canadá), concorda com a avaliação de Lewis. Ela e outros pesquisadores utilizaram modelagem computacional para simular o impacto visual de diversas constelações propostas, incluindo a Starmind, da SpaceX, o Project Sunrise, da Blue Origin, e a constelação Stampede, da Cowboy Space.
Segundo Lawler, as simulações mostram que os satélites visíveis da superfície terrestre não apenas esconderiam parte das estrelas, como também passariam a superá-las em quantidade.
À medida que a Terra gira sob essa órbita, o anel cruzaria o céu duas vezes por dia: entre o fim e o início da noite e novamente pouco antes do amanhecer. “[O anel] passaria por cima no mesmo horário todas as noites”, disse a pesquisadora. “Isso significa que seu efeito seria pior durante o inverno do que no verão.”
Efeitos podem comprometer observações astronômicas
Lawler ressalta que as simulações foram produzidas com base em informações públicas sobre os projetos e que o estudo ainda não passou pelo processo de revisão por pares.
Mesmo assim, ela afirma que a luz espalhada pelo anel permaneceria iluminando o céu por até duas horas após os satélites desaparecerem abaixo do horizonte, de maneira semelhante ao brilho residual do Sol após o pôr do sol.
“Isso tornaria o tempo de nossos telescópios, financiados pelos contribuintes, muito menos eficaz”, afirmou. “Poderíamos fazer muito menos ciência pelo mesmo custo, e muitos casos científicos, incluindo a busca por asteroides perigosos próximos à Terra, ficariam seriamente comprometidos.” Segundo a pesquisadora, não haveria regiões do planeta livres desse fenômeno.
As simulações indicam ainda que algumas constelações, especialmente o Project Sunrise, da Blue Origin, utilizariam uma inclinação orbital diferente, formando um desenho semelhante à letra X sobre o anel principal.
“Se você estivesse perto do equador, veria virtualmente esse formato de X de satélites rastejando, surgindo no céu no início da manhã e após o pôr do sol”, explicou Lawler. “Mais ao norte, você veria isso como duas faixas separadas. Uma faixa surgiria de manhã e a outra apareceria conforme o sol se pusesse.”
Brilho pode superar o de Vênus e afetar telescópios
Os pesquisadores afirmam que a intensidade luminosa do anel dependerá da quantidade efetiva de satélites colocados em órbita. Entretanto, destacam que cada espelho espacial da Reflect Orbital deverá apresentar brilho comparável ao de Vênus, considerado o objeto mais brilhante do céu noturno depois da Lua.
Um estudo anterior do Observatório Europeu do Sul concluiu que uma constelação com 50 mil espelhos espaciais da empresa poderia aumentar em até 300% o brilho do céu noturno, tornando praticamente inutilizáveis alguns dos telescópios mais sofisticados do mundo.
Para o astrônomo e defensor do céu escuro John Barentine, a humanidade já modificou significativamente o ambiente espacial ao redor da Terra.
“A humanidade já alterou fundamentalmente o cosmos a ponto de a Terra ser agora um ‘planeta anelado’ artificial, sufocado por satélites e detritos espaciais”, afirmou ao Space.com. “Mas projetos, como o da Reflect Orbital, transformarão esses anéis, hoje quase invisíveis, em faixas reflexivas brilhantes. Não estamos mais falando apenas de um campo disperso de pontos brilhantes em movimento.”
Segundo Barentine, o resultado seria um fenômeno permanente capaz de alterar profundamente as condições de observação astronômica. “Em vez disso, trata-se de um efeito permanente e artificial de ‘anel de Saturno’ cortando bem no meio das janelas de observação crepuscular mais críticas para a astronomia global.”
O post Terra pode ganhar um anel como o de Saturno — mas ele não será natural apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
-

Negócios2 dias agoSicredi ultrapassa os R$ 70 bilhões em carteira de consórcios
-

Geral2 dias agoMEC SHOW 2026 quer transformar inovação industrial em R$ 250 milhões em negócios
-

Eleições 20262 dias agoPesquisa RealTime aponta governador Ricardo com 41% vencendo em todos os cenários de 1º e 2º turnos
-

Negócios1 dia agoAcionistas da Vale elegem Ollie como novo presidente do Conselho de Administração
-

Tecnologia1 dia agoPastor processa OpenAI após conselho do ChatGPT quase custar sua vida
-

Geral13 horas agoLuto no jornalismo capixaba: repórter Caíque Verli, da TV Gazeta, morre, aos 33 anos
-

Cultura11 horas agoEspírito Santo recebe primeiro Fórum de Turismo Religioso do Sudeste
-

Tecnologia34 minutos agoMisteriosos pontos vermelhos vistos pelo Telescópio James Webb estão sumindo













