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Quais os 10 melhores filmes de Natal, segundo a crítica?

O Natal é a data preferida do cinema. Todos os anos surgem inúmeros títulos que exploram essa temática e convidam o público a entrar no clima da época. E nessa tradição de produzir tantos filmes natalinos, algumas obras acabaram se destacando e receberam forte reconhecimento da crítica.
A seguir, listamos 10 filmes que receberam elogios e conquistaram um lugar especial entre os favoritos dos críticos.

Quais os 10 melhores filmes de natal segundo a crítica?
- Natal Branco (1954)
- Adorável Vagabundo (1941)
- Gremlins (1984)
- Duro de Matar (1988)
- O Céu Mandou Alguém (1948)
- O Estranho Mundo de Jack (1993)
- A Felicidade Não se Compra (1946)
- De Ilusão Também se Vive (1947)
- Agora Seremos Felizes (1944)
- A Loja da Esquina (1940)
Natal Branco (1954)

- Rotten Tomatoes: 76%
O musical “Natal Branco” traz um elenco de peso, com nomes como Bing Crosby, Danny Kaye, Rosemary Clooney e Vera-Ellen. A direção é de Michael Curtiz, o mesmo de “Casablanca”.
Na trama, dois artistas de sucesso que lutaram na Segunda Guerra Mundial conhecem duas irmãs cantoras e vão com elas para Vermont. Lá, eles organizam um grande espetáculo de Natal para salvar a pousada de um antigo general falido.
- Onde assistir:
- NetMovies (grátis)
- Looke
Adorável Vagabundo (1941)

- Rotten Tomatoes: 92%
Sob a direção de Frank Capra, “Adorável Vagabundo” é uma comédia dramática protagonizada pelos astros Gary Cooper e Barbara Stanwyck.
Na trama, uma colunista prestes a ser demitida (Stanwyck) inventa a carta de um homem desempregado que ameaça se suicidar na véspera de Natal. Sem querer, a carta viraliza pelo país.
Para sustentar a história, o jornal contrata um homem em dificuldades (Cooper) para fingir ser o autor. No entanto, a farsa cresce tanto que acaba sendo usada politicamente.
- Onde assistir:
- Telecine
- Pluto TV (grátis)
- NetMovies (grátis)
- Looke
Gremlins (1984)

- Rotten Tomatoes: 87%
- Metacritic: 70
Mesclando comédia e terror, “Gremlins” é um clássico oitentista ambientado no Natal.
Na trama, o jovem Billy (Zach Galligan) recebe como presente de natal um mogwai chamado Gizmo. Porém, ao desrespeitar as regras de cuidado da criatura, ele inadvertidamente cria uma horda de gremlins destrutivos. A direção é de Joe Dante.
- Onde assistir:
- HBO Max
- Globoplay (plano Premium)
Duro de Matar (1988)

- Rotten Tomatoes: 94%
- Metacritic: 72
O bem-sucedido filme de ação “Duro de Matar” é ambientado em pleno Natal e, por isso, é sempre lembrado como uma das obras mais icônicas que retratam essa data.
Bruce Willis estrela como o detetive John McClane, que chega a Los Angeles na véspera de Natal para tentar se reconciliar com a esposa.
Porém, um grupo de terroristas liderado por Hans Gruber (Alan Rickman) toma o prédio onde ela trabalha, fazendo todos reféns. Sozinho, McClane luta contra os criminosos. A direção é de John McTiernan.
- Onde assistir:
- Disney+
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O Céu Mandou Alguém (1948)

- Rotten Tomatoes: 88%
- Metacritic: 82
A relação do faroeste “O Céu Mandou Alguém” com o Natal não é explícita, mas aparece no simbolismo e na inspiração bíblica, reinterpretando a história dos Três Reis Magos.
Na trama, três pistoleiros fora da lei em fuga no deserto encontram uma mulher que morre após dar à luz. O trio se torna padrinho do bebê e enfrenta desafios para levá-lo em segurança até a cidade, honrando a promessa feita à mãe.
A direção é do lendario John Ford, e o elenco inclui John Wayne, Pedro Armendáriz e Harry Carey Jr.
- Onde assistir:
- Pluto TV (grátis)
- NetMovies (grátis)
- Looke
O Estranho Mundo de Jack (1993)

- Rotten Tomatoes: 95%
- Metacritic: 82
A animação “O Estranho Mundo de Jack” utiliza a técnica do stop motion e aborda diretamente o tema do Natal, mas de forma sombria.
O longa foi baseado em um poema de Tim Burton, que também concebeu o conceito original, desenvolveu o visual do mundo e dos personagens, e supervisionou o projeto criativo. Porém, ele não dirigiu o filme, que ficou a cargo de Henry Selick.
No filme, o esqueleto Jack é o líder da Cidade do Halloween e, cansado da rotina, descobre a Cidade do Natal. Fascinado pelo novo feriado, ele tenta organizar o Natal à sua maneira, mas acaba causando confusão.
- Onde assistir:
- Disney+
A Felicidade Não se Compra (1946)

- Rotten Tomatoes: 94%
- Metacritic: 89
O popular “A Felicidade Não se Compra” é uma adaptação do conto de Philip Van Doren Stern, que, por sua vez, é inspirado no clássico livro “A Christmas Carol”, de Charles Dickens.
Na trama, um homem frustrado com a vida (James Stewart) está prestes a se suicidar na véspera de Natal. Porém, um anjo é enviado para ajudá-lo, mostrando como sua vida é importante para todos ao seu redor. A direção é de Frank Capra.
- Onde assistir:
- NetMovies (grátis)
- Looke
- Belas Artes à La Carte
De Ilusão Também se Vive (1947)

- Rotten Tomatoes: 96%
- Metacritic: 88
Filme ganhador de três Oscars, “De Ilusão Também Se Vive” gira em torno de um idoso (Edmund Gwenn) que afirma ser o verdadeiro Papai Noel.
O idoso de barba branca começa a trabalhar como o bom velhinho em uma loja de departamentos e se sai bem. Porém, quando afirma ser de fato o Papai Noel, acaba indo parar no tribunal.
Gwenn levou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por interpretar o Papai Noel.
- Onde assistir:
- Disney+
- NetMovies (grátis)
- Looke
Agora Seremos Felizes (1944)

- Rotten Tomatoes: 99%
- Metacritic: 94
O aclamado musical natalino “Agora Seremos Felizes” traz Judy Garland no papel principal e conta com direção de Vincent Minnelli.
A produção acompanha a família Smith em St. Louis entre 1903 e 1904, mostrando seus dramas, romances e a preparação para a Feira Mundial.
Entre festas, músicas e conflitos, eles lidam com a possível mudança para Nova York, mas acabam permanecendo juntos e celebrando o Natal.
- Onde assistir:
- NetMovies (grátis)
- Looke
- Belas Artes à La Carte
A Loja da Esquina (1940)

- Rotten Tomatoes: 99%
- Metacritic: 96
Verdadeiro clássico do cinema, “A Loja da Esquina” é uma das mais célebres comédias românticas de Ernst Lubitsch.
Na trama, dois funcionários de uma loja de artigos de couro em Budapeste mal se suportam, sem saber que estão se correspondendo anonimamente e se apaixonando por carta. O grande desfecho ocorre no Natal. Margaret Sullavan e James Stewart estrelam nos papéis principais.
- Onde assistir:
- Belas Artes à La Carte
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Pastor processa OpenAI após conselho do ChatGPT quase custar sua vida

Um pastor entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, alegando que o ChatGPT forneceu recomendações médicas “extremamente perigosas”, o que teria atrasado o tratamento de uma embolia pulmonar grave e colocado sua vida em risco. O caso foi revelado pelo The New York Times.
Segundo o processo, Scott Winters procurou o chatbot para relatar sintomas relacionados ao seu estado de saúde. A ação afirma que o ChatGPT respondeu que os sinais descritos por ele “não eram algo perigoso”, o que teria contribuído para o adiamento da busca por atendimento médico.
Ainda de acordo com a acusação, o chatbot também recorreu às crenças religiosas do pastor durante a conversa, afirmando que “Deus não projetou seu corpo para falhar indefinidamente”.
Processo acusa OpenAI de negligência
- A ação judicial acusa a OpenAI e seu diretor-presidente, Sam Altman, de negligência e de exercer ilegalmente a medicina;
- Segundo o processo, o chatbot apresentou diagnósticos e planos de tratamento próprios em diversas ocasiões;
- A acusação afirma ainda que o ChatGPT orientou Winters a ignorar os pedidos de familiares e amigos para procurar atendimento médico;
- De acordo com a ação, o pastor informou ao chatbot que “as pessoas da minha igreja acham que estou louco por não ir ao hospital”;
- Em resposta, o ChatGPT teria afirmado que “a maioria das pessoas (incluindo membros bem-intencionados da igreja) simplesmente não entende”.
Meetali Jain, advogada da ação e diretora-executiva da organização Tech Justice Law, afirmou ao Times que o chatbot acaba interferindo na relação entre usuários e as pessoas ao seu redor. “Ele se coloca como uma barreira entre o usuário e sua rede de apoio na vida real”, disse.

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Pedido inclui suspensão do ChatGPT Health
Além de solicitar indenização financeira, Winters pede que a Justiça determine a suspensão do funcionamento do ChatGPT Health até que avaliadores independentes concluam que a plataforma é segura.
Segundo o texto, o ChatGPT Health incentiva usuários a enviarem documentos médicos para que o chatbot participe de discussões relacionadas à saúde.
A ação também solicita que a OpenAI implemente mecanismos de proteção mais rígidos para impedir que o ChatGPT forneça respostas envolvendo diagnósticos médicos específicos e tratamentos.
Embora o chatbot já conte com salvaguardas destinadas a limitar esse tipo de orientação, o processo afirma que elas não funcionaram de forma confiável neste caso.
OpenAI afirma que serviço não substitui atendimento médico
A OpenAI sustenta que os termos de uso do ChatGPT deixam claro que a ferramenta não foi desenvolvida para realizar diagnósticos ou oferecer tratamentos médicos.
Ao mesmo tempo, a empresa incentiva usuários a enviarem seus registros de saúde ao ChatGPT Health para promover discussões com o chatbot.
Segundo o texto, a companhia também destaca com frequência o uso da plataforma para questões relacionadas à saúde. Recentemente, informou que cerca de 230 milhões de pessoas utilizam semanalmente o ChatGPT para consultas sobre esse tema.
Scott Winters sobreviveu ao episódio, porém, segundo o processo, deverá enfrentar “anos de intensa recuperação física e psicológica”.
Outros processos similares
A OpenAI também enfrenta outros processos relacionados ao uso do ChatGPT em questões de saúde.
Um deles é uma ação por morte injusta envolvendo um jovem de 19 anos que morreu por overdose após supostamente seguir um plano de tratamento elaborado pelo chatbot. Segundo a acusação, esse plano incluía orientações sobre o uso de drogas ilícitas. Assim como no caso de Winters, os autores também pedem a suspensão do ChatGPT Health.
A empresa ainda responde a outro processo por morte injusta, no qual o ChatGPT é acusado de ter contribuído para o suicídio de um adolescente.
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Terra pode ganhar um anel como o de Saturno — mas ele não será natural

Os planos para colocar em órbita mais de um milhão de satélites destinados a data centers espaciais, além de dezenas de milhares de espelhos orbitais, podem transformar permanentemente a aparência do céu noturno.
Segundo pesquisadores ouvidos pelo Space.com, caso esses projetos avancem, a Terra poderá ganhar um brilhante “anel de Saturno” artificial, visível de qualquer ponto do planeta durante horas após o pôr do sol e antes do amanhecer.
A estrutura seria formada por satélites alinhados em uma mesma órbita e apareceria como uma faixa luminosa que atravessaria o céu. De acordo com os especialistas, o brilho desse anel seria superior ao de qualquer estrela ou planeta e poderia até superar o da Lua cheia.
Hugh Lewis, professor de astronáutica da Universidade de Birmingham (Reino Unido), afirmou que a única forma de acomodar o enorme número de constelações de data centers atualmente propostas é empilhá-las em uma órbita específica, localizada ao longo da fronteira entre o dia e a noite.
“Se você olhasse para o céu à noite, eles estariam todos em um único plano, muito próximos uns dos outros, indo na mesma direção”, disse Lewis. “O impacto sobre o céu noturno seria absolutamente catastrófico.”
Corrida por data centers espaciais amplia preocupações
- Segundo a reportagem, a ideia de um “anel de Saturno” artificial pareceria ficção científica até pouco tempo atrás;
- No entanto, desde que a corrida pelo desenvolvimento de data centers orbitais ganhou força no ano passado, esse cenário passou a ser considerado uma possibilidade concreta;
- Diversas empresas já solicitaram à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) autorização para lançar grandes constelações de satélites. Entre elas estão SpaceX, Starcloud, Cowboy Space, Orbital e Blue Origin;
- Somados, os projetos ultrapassam a marca de um milhão de satélites destinados à operação de data centers no espaço.
A China também entrou nessa disputa e pretende desenvolver sua própria rede de data centers orbitais nos próximos cinco anos. Além disso, a empresa californiana Reflect Orbital planeja lançar 50 mil espelhos espaciais para refletir luz solar em usinas de energia solar na Terra durante a noite.
Em 10 de julho, a companhia recebeu autorização da FCC para operar seu primeiro espelho orbital, um satélite demonstrador de 18 metros por 18 metros denominado Eärendil-1, cujo lançamento está previsto para ocorrer até o fim deste ano.
Satélites precisariam permanecer na mesma órbita
Lewis explicou que tanto os data centers orbitais quanto os espelhos espaciais dependem de iluminação solar contínua para funcionar. Para isso, os equipamentos precisam permanecer em uma órbita que acompanha a linha do terminador — a fronteira entre as regiões iluminadas e escuras da Terra — passando sobre os polos Norte e Sul.
“Os data centers orbitais e a Reflect Orbital dependem daquilo que esses operadores chamam de 24 horas de luz solar no espaço”, afirmou Lewis. “Para ter isso, você precisa estar em uma órbita específica, que segue a linha do amanhecer-anoitecer. Não é como a megaconstelação Starlink, que é distribuída ao redor da Terra.”
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Simulações indicam céu dominado por satélites
A astrônoma Samantha Lawler, da Universidade de Regina (Canadá), concorda com a avaliação de Lewis. Ela e outros pesquisadores utilizaram modelagem computacional para simular o impacto visual de diversas constelações propostas, incluindo a Starmind, da SpaceX, o Project Sunrise, da Blue Origin, e a constelação Stampede, da Cowboy Space.
Segundo Lawler, as simulações mostram que os satélites visíveis da superfície terrestre não apenas esconderiam parte das estrelas, como também passariam a superá-las em quantidade.
À medida que a Terra gira sob essa órbita, o anel cruzaria o céu duas vezes por dia: entre o fim e o início da noite e novamente pouco antes do amanhecer. “[O anel] passaria por cima no mesmo horário todas as noites”, disse a pesquisadora. “Isso significa que seu efeito seria pior durante o inverno do que no verão.”
Efeitos podem comprometer observações astronômicas
Lawler ressalta que as simulações foram produzidas com base em informações públicas sobre os projetos e que o estudo ainda não passou pelo processo de revisão por pares.
Mesmo assim, ela afirma que a luz espalhada pelo anel permaneceria iluminando o céu por até duas horas após os satélites desaparecerem abaixo do horizonte, de maneira semelhante ao brilho residual do Sol após o pôr do sol.
“Isso tornaria o tempo de nossos telescópios, financiados pelos contribuintes, muito menos eficaz”, afirmou. “Poderíamos fazer muito menos ciência pelo mesmo custo, e muitos casos científicos, incluindo a busca por asteroides perigosos próximos à Terra, ficariam seriamente comprometidos.” Segundo a pesquisadora, não haveria regiões do planeta livres desse fenômeno.
As simulações indicam ainda que algumas constelações, especialmente o Project Sunrise, da Blue Origin, utilizariam uma inclinação orbital diferente, formando um desenho semelhante à letra X sobre o anel principal.
“Se você estivesse perto do equador, veria virtualmente esse formato de X de satélites rastejando, surgindo no céu no início da manhã e após o pôr do sol”, explicou Lawler. “Mais ao norte, você veria isso como duas faixas separadas. Uma faixa surgiria de manhã e a outra apareceria conforme o sol se pusesse.”
Brilho pode superar o de Vênus e afetar telescópios
Os pesquisadores afirmam que a intensidade luminosa do anel dependerá da quantidade efetiva de satélites colocados em órbita. Entretanto, destacam que cada espelho espacial da Reflect Orbital deverá apresentar brilho comparável ao de Vênus, considerado o objeto mais brilhante do céu noturno depois da Lua.
Um estudo anterior do Observatório Europeu do Sul concluiu que uma constelação com 50 mil espelhos espaciais da empresa poderia aumentar em até 300% o brilho do céu noturno, tornando praticamente inutilizáveis alguns dos telescópios mais sofisticados do mundo.
Para o astrônomo e defensor do céu escuro John Barentine, a humanidade já modificou significativamente o ambiente espacial ao redor da Terra.
“A humanidade já alterou fundamentalmente o cosmos a ponto de a Terra ser agora um ‘planeta anelado’ artificial, sufocado por satélites e detritos espaciais”, afirmou ao Space.com. “Mas projetos, como o da Reflect Orbital, transformarão esses anéis, hoje quase invisíveis, em faixas reflexivas brilhantes. Não estamos mais falando apenas de um campo disperso de pontos brilhantes em movimento.”
Segundo Barentine, o resultado seria um fenômeno permanente capaz de alterar profundamente as condições de observação astronômica. “Em vez disso, trata-se de um efeito permanente e artificial de ‘anel de Saturno’ cortando bem no meio das janelas de observação crepuscular mais críticas para a astronomia global.”
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BlackRock usa aquisições de R$ 127,6 bilhões para financiar data center da Meta

A BlackRock está estruturando uma emissão de dívida superior a US$ 12 bilhões (R$ 61,2 bilhões) para financiar um novo campus de data centers da Meta, em uma operação que marca a integração prática de duas das maiores aquisições realizadas recentemente pela gestora e amplia sua atuação no financiamento da expansão da inteligência artificial (IA).
Segundo a Bloomberg, a operação representa o resultado de anos de estratégia do CEO Larry Fink para transformar a BlackRock, tradicionalmente conhecida pelos investimentos em mercados públicos, em uma das principais participantes também do mercado de ativos privados.
Operação reúne empresas adquiridas por mais de R$ 122,5 bilhões
A emissão de dívida reúne duas empresas adquiridas pela BlackRock nos últimos anos: a Global Infrastructure Partners (GIP), comprada por US$ 12,5 bilhões (R$ 63,8 bilhões), e a HPS Investment Partners, adquirida por US$ 12 bilhões.
De acordo com pessoas familiarizadas com a operação, a transação também demonstra como a BlackRock pretende combinar as capacidades das duas unidades em futuros negócios.
Historicamente, a GIP concentra suas atividades em investimentos em projetos de infraestrutura, enquanto a HPS desenvolveu experiência em operações de crédito estruturado e financiamentos complexos.
Segundo Larry Fink, as duas divisões já começaram a atuar de forma integrada na originação de novos negócios.
Após a divulgação dos resultados trimestrais da BlackRock na semana passada, o executivo afirmou a analistas que o pipeline conjunto das duas empresas está crescendo.
Segundo Fink, os novos projetos estão sendo desenvolvidos “de maneiras que reforçam nossa convicção na plataforma combinada, particularmente em infraestrutura digital”.
BlackRock terá participação majoritária no empreendimento
- O acordo firmado com a Meta prevê que fundos administrados pela GIP e pela HPS detenham 80% da participação na Project Sopaipilla Holdings, nome oficial da joint venture criada para desenvolver o projeto;
- Essa empresa é a responsável pela captação dos recursos por meio da emissão de títulos de dívida;
- Os 20% restantes da joint venture pertencem à Meta, que será responsável pela construção do campus de data centers e continuará administrando as operações do empreendimento;
- Segundo pessoas envolvidas nas negociações, além da emissão de dívida, GIP e HPS também possuem participação acionária no projeto;
- O novo complexo de data centers terá capacidade da ordem de um gigawatt e deverá entrar em operação em 2028;
- Quando estiver concluído, o empreendimento deverá gerar mais de 300 empregos permanentes no local.
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Venda dos títulos já começou
A comercialização dos mais de US$ 12 bilhões em títulos começou nesta segunda-feira (20), conduzida pelos bancos JPMorgan Chase e Morgan Stanley.
Durante as apresentações aos investidores, a BlackRock será representada pelos diretores Wes Altman, da GIP, e Garrett Cockren, da HPS, segundo pessoas com conhecimento do processo.
Meta repete modelo utilizado em outro projeto
Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a Meta considera a entrada da BlackRock como parceira um importante avanço para o projeto.
A estrutura da operação é semelhante à utilizada anteriormente pela empresa em parceria com a Blue Owl Capital no projeto Hyperion, localizado em uma área rural do Estado estadunidense da Louisiana.
Naquele empreendimento, a Blue Owl também ficou com 80% da joint venture, enquanto a Meta manteve os 20% restantes.
Esse modelo permite que a empresa de tecnologia mantenha a dívida fora de seu balanço patrimonial, ao mesmo tempo em que preserva o controle sobre a administração cotidiana do data center.
Neste mês, a Meta anunciou a expansão do projeto Hyperion além da área inicialmente contemplada pela joint venture.
BlackRock amplia investimentos em inteligência artificial
A operação reforça a estratégia da BlackRock de ampliar seus investimentos em infraestrutura voltada à inteligência artificial e ao setor de data centers. Em outubro, a gestora anunciou um acordo de US$ 40 bilhões (R$ 204,2 bilhões) para adquirir a Aligned Data Centers.
Essa operação, cuja conclusão é esperada para breve, reúne a GIP, a BlackRock, além de parceiros, como Microsoft, Nvidia e a MGX, plataforma de investimentos em tecnologia criada pelo fundo soberano Mubadala Investment Company, de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), em conjunto com a empresa de IA G42.
Segundo a Bloomberg, a BlackRock também passa a disputar um mercado cada vez mais competitivo de financiamento da infraestrutura necessária para sustentar o crescimento da IA, segmento no qual concorrentes como Blue Owl Capital e Blackstone vêm liderando algumas das maiores operações de financiamento de data centers.
Nem a BlackRock nem a Meta comentaram oficialmente a operação.
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