Negócios
Veja as profissões em alta e as perspectivas salariais para 2025

O final do ano está logo ali e, com ele, as expectativas para 2025. Com a velocidade das transformações no mercado de trabalho, os profissionais devem ficar atentos à ascensão de novas profissões e à demanda por habilidades específicas.
Inteligência artificial, serviços de TI, contabilidade e atendimento ao cliente devem registrar um aumento significativo na demanda por profissionais no próximo ano.
Como os Salários São Definidos?

Relatório aponta alta demanda por profissionais de perfil generalista, cujos conhecimentos e interesses se estendem a vários campos
Os profissionais de tecnologia se destacam com alguns dos maiores salários. Gerentes de TI podem ganhar até R$ 34.200 e desenvolvedores back-end sênior, até R$ 20.600. Isso é o que aponta o Guia Salarial da consultoria Robert Half, que apresenta anualmente as perspectivas do mercado de trabalho em diversas áreas.
Nesse sentido, competências em IA, análise de dados, tecnologia imersiva e proficiência em inglês serão ainda mais valorizadas em 2025 e podem ser decisivas no momento da contratação.
Segundo o levantamento, 87% das empresas incentivam o uso da IA generativa para tarefas rotineiras a fim de aumentar a produtividade, mas apenas 47% dos profissionais utilizam a tecnologia no trabalho com frequência.
O guia entrevistou 500 gestores de contratação e 1.000 profissionais das áreas de finanças e contabilidade, TI, suporte administrativo e ao cliente, jurídico e engenharia. Além disso, também analisou os salários de empresas privadas grandes, com faturamento acima de R$ 500 milhões, e médias e pequenas, abaixo de R$ 500 milhões.
Entre as expectativas para o próximo ano, Laís Vasconcelos, gerente de recrutamento da Robert Half, destaca o crescimento de vagas para posições estratégicas. “Esperamos um aumento de cargos de gerência e diretoria, além de uma maior demanda de desenvolvimento organizacional voltado ao treinamento de lideranças.”
Confira, a seguir, as profissões mais demandadas de oito setores para 2025 e seus respectivos salários:
Tecnologia
Profissionais mais procurados:
- Gerente de TI (generalista): Salário vai de R$ 20.400 até R$ 34.200;
- Desenvolvedor(a) back-end: Salário para o cargo sênior vai de R$ 12.250R$ até R$ 20.600;
- Coordenador(a) de segurança da informação: Salário vai de R$ 17.350 até R$ 23.750;
- Gerente de projetos: Salário vai de R$ 13.800 até R$ 23.200.
Habilidades técnicas mais requisitadas: inteligência artificial, automação, aprendizado de máquina, linguagens de programação, desenvolvimento web, nuvem e tecnologia imersiva.
Competências comportamentais mais exigidas: liderança, inteligência emocional, pensamento criativo, pensamento crítico e resolução de problemas.
Vendas e marketing
Profissionais mais procurados:
- Gerente nacional de vendas: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 19.000 até R$ 33.730.
- Executivo(a) de contas: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 10.550 até R$ 18.790.
- Gerente de marketing: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 19.150 até R$ 34.090.
- Inside sales: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 5.760 até R$ 10.350.
Habilidades técnicas mais requisitadas: análise de dados, prospecção, negociação e gestão de projetos.
Competências comportamentais mais exigidas: adaptabilidade, comunicação, inteligência emocional, resolução de problemas.
Mercado financeiro
Profissionais mais procurados:
- Associate de fusões e aquisições: Salários vão de R$ 22.300 até R$ 34.210;
- Vice-presidente/gerente de crédito e risco: Salários vão de R$ 25.160 até R$ 38.480;
- Associate de compliance/auditoria/controles internos: Salários vão de R$ 15.750 até R$ 24.150;
- Diretor(a) de finanças: Salários vão de R$ 28.340 até R$ 43.310;
Habilidades técnicas mais requisitadas: gestão de riscos financeiros, finanças corporativas, regulamentação financeira e idiomas.
Competências comportamentais mais exigidas: inteligência emocional, pensamento crítico, gestão de stakeholders e comunicação.
Recursos humanos
Profissionais mais procurados:
- Gerente de RH generalista: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 24.330 até R$ 32.720;
- Gerente de DHO: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 24.420 até R$ 32.740;
- Coordenador(a) de payroll: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 13.650 até R$ 18.030;
- Especialista business partner: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 13.680 até R$ 18.090;
Habilidades técnicas mais requisitadas: gestão de desempenho, gestão de clima organizacional, idiomas e desenvolvimento de liderança.
Competências comportamentais mais exigidas: comunicação, liderança, resolução de problemas e inteligência emocional.
Engenharia
Profissionais mais procurados:
- Engenheiro(a) de aplicação/vendas: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 9.520 até R$ 15.390.
- Diretor(a) de operações: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 31.410 até R$ 50.720.
- Gerente de logística: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 16.990 até R$ 27.390.
- Gerente de vendas técnicas: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 20.850 até R$ 33.570.
Habilidades técnicas mais requisitadas: controle e garantia de qualidade, gestão de projetos, análise de dados e big data, automação e robótica, simulação e modelagem, lean manufacturing e Six Sigma.
Competências comportamentais mais exigidas: resolução de problemas, gestão do tempo, liderança, pensamento criativo, inteligência emocional e gestão de stakeholders.
Finanças e contabilidade
Profissionais mais procurados:
- Controller: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 27.540 até R$ 42.610;
- Gerente de planejamento financeiro/controladoria: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 22.650 até R$ 37.500;
- Coordenador(a) contábil/fiscal: Em uma grande empresa, os salários vão de R$ 14.740 até R$ 21.500;
- Analista contábil/fiscall: Em uma grande empresa, os salários de um cargo sênior vão de R$ 7.320 até R$ 10.330.
Habilidades técnicas mais requisitadas: análise financeira, idiomas, análise de dados, ferramentas de inteligência de negócios e interpretação de normas contábeis/leis.
Competências comportamentais mais exigidas: inteligência emocional, resolução de problemas, liderança, pensamento crítico, gestão de stakeholders.
Jurídico
Profissionais mais procurados:
- Advogado(a) empresarial/societário/M&A. Em escritórios de grande porte, os salários para cargos sênior vão de R$ 14.550 até R$ 21.370;
- Advogado(a) tributário: Em escritórios de grande porte, os salários para posições consultivas vão de R$ 13.340 até R$ 19.550, enquanto para cargos contenciosos os valores ficam entre R$ 11.890 e R$ 17.480;
- Advogado(a) generalista.
Habilidades técnicas mais requisitadas: idiomas, conhecimento de finanças, habilidades de negociação e redação de contratos.
Competências comportamentais mais exigidas: resolução de problemas, gestão de mudanças, pensamento criativo, pensamento crítico, inteligência emocional, gestão de stakeholders e liderança.
Seguros
Profissionais mais procurados:
- Diretor(a) financeiro(a): Salários vão de R$ 39.450 até R$ 59.270;
- Gerente de subscrição: Salários vão de R$ 16.120 até R$ 24.280;
- Executivo(a) de contas: Salários vão de R$ 9.780 até R$ 14.830;
- Gerente atuarial: Salários vão de R$ 15.540 até R$ 23.400.
Habilidades técnicas mais requisitadas: subscrição de seguros, avaliação atuarial, conhecimento em regulamentação e análise de dados.
Competências comportamentais mais exigidas: comunicação, gestão de stakeholders, pensamento crítico e adaptabilidade.
A pesquisa analisou desde salários de profissionais que são novos no cargo ou ainda estão desenvolvendo habilidades relevantes até a remuneração de pessoas mais experientes, com especializações e certificações.
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Negócios
Antes do UFC Casa Branca, Alex Poatan Resume a Carreira: “Talento Ajuda, Mas Não Sustenta Ninguém”

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Alex Poatan chega a mais um momento decisivo da carreira carregando um enredo que vai além do octógono. Antes de se transformar em um dos nomes mais reconhecidos do UFC, o brasileiro enfrentou a dependência alcoólica ainda jovem, trabalhou desde cedo em uma borracharia no ABC Paulista e interrompeu os estudos após a 8ª série. Foi o esporte que reorganizou esse percurso. A rotina de treinos, a disciplina e o foco competitivo passaram a funcionar como eixo de reconstrução pessoal e profissional – um processo que, como ele próprio resume, teve menos de talento isolado e mais de insistência, trabalho e constância.
O salto esportivo veio primeiro no kickboxing, onde construiu uma trajetória de destaque com dois títulos. Depois, em 2021, iniciou sua caminhada no UFC e passou a acumular vitórias sobre nomes centrais de duas divisões, incluindo Israel Adesanya em duas ocasiões. Em 2024, tornou-se campeão em duas categorias e, no ano passado, recuperou o cinturão. Fora das lutas, Poatan também ampliou sua atuação com o Instituto Poatan, projeto que oferece aulas gratuitas de artes marciais, inglês e informática para crianças e adolescentes.
Agora, o próximo capítulo coloca em jogo mais uma marca histórica. No UFC Casa Branca, marcado para sábado (14), às 21h (horário de Brasília), em Washington, nos Estados Unidos, Poatan enfrenta Ciryl Gane pelo cinturão interino dos pesos-pesados. Se vencer, amplia uma trajetória que já reúne 10 vitórias em 12 lutas no UFC, com oito triunfos pela via rápida. O card do evento ainda terá Ilia Topuria x Justin Gaethje, Sean O’Malley x Aiemann Zahabi, Josh Hokit x Derrick Lewis, Maurício Ruffy x Michael Chandler, Bo Nickal x Kyle Daukaus e Diego Lopes x Steve Garcia.
Em entrevisra exclusiva à Forbes Brasil, Poatan fala sobre as escolhas que moldaram sua carreira, o que aprendeu ao longo da caminhada e a expectativa para uma luta que pode levá-lo a um novo patamar dentro do UFC. Entre disciplina, origem e ambição, a frase que dá título a esta conversa ajuda a resumir sua visão sobre o caminho até aqui: “talento ajuda, mas não sustenta ninguém sozinho”.
Em que momento você entendeu que disciplina podia mudar não só a sua carreira, mas a sua vida inteira?
Quando eu comecei no kickboxing, percebi que tinha potencial, mas também entendi que só talento não ia me levar a lugar nenhum. Eu tinha hábitos que não ajudavam, como a bebida, e vi que precisava mudar esse tipo de coisa se quisesse evoluir de verdade. O esporte foi me mostrando isso. Quanto mais eu me dedicava, mais resultado aparecia. A disciplina começou dentro da academia, mas acabou mudando minha vida e da minha família. Foi assim que eu fui deixando muita coisa para trás e focando no que realmente queria construir.
Hoje, com reconhecimento mundial, como a sua relação com dinheiro mudou ao longo da carreira? O que o Alex de hoje aprendeu sobre valor, estabilidade e escolha?
No começo, o dinheiro era uma necessidade. Eu queria ter uma condição melhor, ajudar minha família e ter mais tranquilidade. Com o tempo, fui aprendendo que dinheiro é importante, mas não muda quem você é. Hoje eu tenho uma vida muito mais confortável e posso fazer escolhas que antes não podia, mas continuo valorizando as mesmas coisas.

Em que momento você percebeu que o “Poatan” e o “Chama” tinham ultrapassado o octógono e se tornado um ativo de imagem e conexão com o público?
O “Chama” foi algo que surgiu, não teve um momento específico em que eu decidi isso. Eu fui falando e acabou ficando. Pra mim é até curioso ver como pegou, porque não foi planejado. Eu vejo que virou uma coisa que as pessoas usam e reconhecem quando me encontram, e isso me deixa feliz. Apesar disso, a fama tem um lado que nem sempre é fácil, porque chama muita atenção o tempo todo, e eu sou mais na minha. Eu não imaginava que seria tão rápido, mas encaro de forma tranquila. Gosto desse carinho do público, respeito tudo isso, e sigo focado no meu trabalho.
Se vencer essa luta, você pode se tornar o primeiro campeão do UFC em três categorias diferentes. O que te move mais neste momento?
Nunca imaginei que viveria isso na vida, e agora se tornou um grande objetivo de vida. Mas ao mesmo tempo, eu me mantenho muito focado no que precisa ser feito. Eu não posso me perder no tamanho da oportunidade. O que me trouxe até aqui foi o trabalho, a disciplina, o dia a dia e a humildade. Então eu valorizo muito tudo isso, mas no fim eu sei que a luta é o que decide tudo. É ali que eu tenho que estar inteiro.
Como você lida com fracasso e pressão sem deixar que isso afete sua confiança e sua tomada de decisão?
Dificuldades fazem parte, mas nunca deixei isso me derrubar. Tento levar mais como aprendizado. Analiso o que errei, volto a treinar e sigo em frente. Não fico preso no passado. Pressão também sempre vai existir, ainda mais no nível em que eu estou. Mas eu aprendi a lidar. Quando eu estou bem preparado, a confiança vem naturalmente.
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Negócios
Copa do Mundo pode custar US$ 17 Bilhões a empresas com queda de produtividade

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A Copa do Mundo de futebol já está dominando as conversas informais no escritório, mas os empregadores podem ter problemas para manter os funcionários focados durante o torneio, e até mesmo para fazer com que eles compareçam ao trabalho.
Uma pesquisa da UKG, plataforma de inteligência artificial para recursos humanos, estima que a Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11) e vai até 19 de julho, pode custar aos empregadores globais cerca de US$ 17 bilhões em perda de produtividade, com 37% dos profissionais planejando ajustar seus horários por causa do torneio.
A pesquisa descobriu que 27% dos colaboradores provavelmente perderão tempo de trabalho chegando atrasados, saindo mais cedo ou faltando completamente, enquanto 11% admitiram que trabalhariam de ressaca e 14% disseram que assistiriam secretamente a partidas e aos melhores momentos durante o expediente.
A UKG entrevistou 8.000 funcionários na Austrália, Canadá, França, Alemanha, México, Holanda, Grã-Bretanha e Estados Unidos para avaliar o impacto da Copa do Mundo nos locais de trabalho.
O torneio deste ano, sediado em conjunto pelos EUA, Canadá e México, contará com 48 nações e 104 jogos.
A Copa do Mundo pode levar a cerca de US$ 11,7 bilhões em custos por perda de produtividade apenas nos EUA, com a Alemanha logo atrás com US$ 1,34 bilhão. “Quando o absenteísmo e o presenteísmo ocorrem em grande escala, o efeito é imediato e caro”, diz Suresh Vittal, diretor de produtos da UKG. “A produtividade cai, a experiência do cliente é prejudicada e o moral da equipe é abalado, já que o restante do time acaba tendo que cobrir as lacunas.”
Os gerentes não estão imunes ao fascínio de um confronto imperdível. A pesquisa revelou que 42% dos gerentes provavelmente planejam tirar um dia de folga e 45% pedirão flexibilidade de última hora.
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Negócios
Como Virar o Jogo no Trabalho: 3 Lições do Futebol para Líderes
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O que o apito do árbitro em uma partida de futebol e a notificação do seu e-mail corporativo têm em comum? Para a maioria das pessoas, nada. Mas para líderes de alto desempenho, ambos exigem exatamente a mesma coisa: foco absoluto e estratégia.
Em entrevista à Forbes, Ciaran McArdle, CEO da XL Sports World e autor de “The Soccer of Success“, apresentou táticas práticas de gestão inspiradas na dinâmica de um campo de futebol. Após décadas como gerente de instalações esportivas, ele descobriu que os paralelos entre uma partida e as dinâmicas do escritório servem como modelos para a liderança.
A seguir, veja 3 estratégias do futebol para elevar o nível da sua liderança
1. Adapte-se ao perfil de cada membro da equipe
No futebol, um capitão não lidera todos os jogadores da mesma forma. A comunicação precisa ser moldada ao receptor: para fazer uma mensagem chegar ao colega de equipe A, você pode precisar adotar um tom mais enérgico e fazer cobranças incisivas. Já para transmitir a mesma mensagem ao colega B, a melhor tática pode ser chamá-lo em um canto para uma conversa franca e encorajadora.
A liderança inclusiva não tem uma fórmula rígida. Ela exige aprofundar-se na psique de cada indivíduo para entender o que realmente o motiva. Alguns profissionais prosperam com uma abordagem direta e sob alta pressão, enquanto outros precisam de espaço para autodescoberta e reforço positivo constante. Ao adaptar seu estilo à pessoa e à tarefa em questão, você garante que todos os seus “jogadores” se sintam apoiados o suficiente para entregar o melhor desempenho.
2. Defina limites intencionais
Um dos conceitos mais poderosos discutidos por Ciaran é “cruzar a linha branca“. No esporte de alto rendimento, a linha do campo delimita uma mudança total de mentalidade. Do lado de dentro das quatro linhas, é “guerra” — intensidade máxima, cobranças e desafios de alto risco. Mas, no momento em que os jogadores cruzam de volta essa linha após o apito final, voltam a ser amigos e companheiros de clube.
Precisamos estabelecer essas “linhas brancas” na vida corporativa para gerenciar a complexidade e o peso da liderança. O primeiro passo é estabelecer o limite do conflito, criando um ambiente corporativo onde seja seguro debater ideias, fazer perguntas difíceis e desafiar o status quo sem que os atritos profissionais sejam levados para o lado pessoal.
Em seguida, é preciso demarcar o limite do escritório, o que significa cruzar a linha mentalmente ao passar pela porta da empresa ou ao abrir o seu notebook. Por fim, o limite de recuperação nos lembra que o caminho de volta é igualmente vital. Ao encerrar o expediente, desconecte-se de verdade e deixe as demandas para trás a fim de proteger seu bem-estar mental.
3. Normalize ciclos de 90 minutos de trabalho profundo
O ambiente corporativo moderno é um campo minado de distrações — e-mails, mensagens instantâneas e a urgência constante de checar o celular. Para combater isso, Ciaran propõe uma mentalidade de trabalho profundo baseada em blocos de 90 minutos, espelhando a duração exata de uma partida de futebol.
O objetivo é dedicar 90 minutos ininterruptos às suas três principais prioridades — aquelas que geram 90% do seu verdadeiro impacto. Para colocar isso em prática, o modo avião é inegociável. Não se trata apenas de minimizar a aba do e-mail, mas de silenciar notificações e sinalizar claramente que você está temporariamente inacessível. Paralelamente, você deve respeitar o intervalo, dividindo esse tempo em dois “tempos” de 45 minutos, com um curto período de recuperação física e mental entre eles.
Por fim, é imprescindível liderar pelo exemplo. Grandes líderes não apenas praticam o foco absoluto, mas blindam sua equipe para que façam o mesmo. Quando um time protege coletivamente seu tempo, a produtividade atinge níveis impressionantes.
Essa mentalidade esportiva está ancorada na neurociência. Andrew Huberman, pesquisador e professor da Escola de Medicina de Stanford, aponta que o trabalho cognitivo complexo é executado com muito mais qualidade nas primeiras oito horas após acordarmos, quando picos naturais de dopamina e cortisol nos ajudam a superar a “fricção mental”. Para extrair a eficiência máxima do cérebro, Huberman afirma que devemos estruturar nosso esforço justamente nesses “ciclos ultradianos” de 90 minutos, seguidos por uma pausa para que a mente fique ociosa e se reinicie.
*Julie Kratz é colaboradora da Forbes USA. Também é professora universitária, autora de sete livros e fundadora da Next Pivot Point.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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