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O que a linguagem corporal revela sobre a sua Liderança

Redação Informe ES

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A linguagem corporal pode ter um impacto em cadeia nas suas capacidades de liderança. Imagine que você está em uma reunião com seus colaboradores ou em uma conversa individual com um membro da equipe. Você está realmente presente, mas sua linguagem corporal reforça isso ou demonstra desinteresse?

Seus sinais não-verbais definem o tom das interações, mesmo que você não esteja consciente disso. Sua postura, expressões faciais e até os menores gestos são comunicadores poderosos que podem motivar a equipe ou drenar sua energia.

linguagem corporal
Getty Images

Líderes que sorriem aparentam ser mais receptivos e abertos para os membros da equipe

O poder da comunicação não-verbal

Como líder empresarial, é fundamental entender que sua presença física diz muito, muitas vezes mais do que suas palavras. Ela pode inspirar confiança ou, involuntariamente, prejudicar sua autoridade. Dominar a arte da comunicação não-verbal não é apenas uma vantagem, é algo essencial para a carreira.

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Enquanto a comunicação verbal transmite ideias, os sinais não-verbais revelam emoções e intenções. Estudos sugerem que a linguagem corporal exerce uma influência maior na percepção do que apenas a linguagem verbal. Saber usar sua linguagem corporal de forma positiva e consistente reforça a confiança e a autoridade, enquanto sinais negativos ou incongruentes podem levar a interpretações equivocadas ou desconfiança.

Elementos-chave da linguagem corporal na liderança

A linguagem corporal de um líder pode ser dividida em sete elementos principais:

  1. Movimentos corporais: Devem ser intencionais e calmos; evite inquietações, que podem projetar ansiedade ou falta de controle;
  2. Postura: Manter-se de pé ou sentado com a coluna ereta transmite confiança, enquanto a má postura pode sinalizar baixa energia ou desinteresse;
  3. Expressões faciais: A expressividade ajuda líderes a transmitir emoções, mas expressões excessivas ou descoordenadas podem confundir;
  4. Espaço: Manter uma distância apropriada é crucial; proximidade excessiva pode deixar os outros desconfortáveis, enquanto muita distância pode sugerir desinteresse;
  5. Voz: Uma voz estável, calorosa e bem modulada projeta autoridade;
  6. Gestos e contato visual: O contato visual frequente e gestos abertos indicam engajamento, sinceridade e confiabilidade.

Entre todos esses elementos, o contato visual é particularmente importante. Demonstra atenção e confiança, enquanto evitá-lo pode sugerir nervosismo. Da mesma forma, posturas abertas — como estar com os braços relaxados — indicam receptividade. O sorriso também é uma ferramenta poderosa e subutilizada na liderança, que pode demonstrar calor humano, reduzir o estresse e tornar o líder mais acessível.

Tenha a presença de um líder

Manter uma presença forte e convidativa é essencial para comunicar liderança de maneira eficaz. Uma postura confiante inclui gestos expansivos e aparência de controle, ao mesmo tempo em que se mostra receptiva. Além disso, técnicas de controle do tempo, como pausas antes de responder ou falar em um ritmo moderado, podem demonstrar ponderação e calma.

Equilibre autoridade e acolhimento

Enquanto novos líderes podem sentir a necessidade de estabelecer autoridade por meio de decisões e posturas rígidas, a verdadeira excelência na liderança reside no equilíbrio entre respeito e conexões genuínas. Os líderes mais impactantes entendem que autoridade não se trata de domínio, mas de inspirar confiança; incorporar força e acolhimento cria um ambiente onde as ideias florescem e os membros da equipe se sentem valorizados. Essa abordagem está alinhada com as expectativas sociais em evolução e se mostra mais eficaz para alcançar metas organizacionais e fomentar uma cultura de alto desempenho.

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Adapte a linguagem para cada situação

Um componente essencial da liderança é a capacidade de adaptação, não apenas na estratégia e na tomada de decisões, mas na sutil arte da comunicação não-verbal.

Para entender como aplicá-la, imagine o seguinte cenário: Uma reunião recorrente com um membro da equipe se transforma em um debate acalorado. As palavras que você usa não estão sendo bem recebidas. Em vez de encerrar a conversa de forma negativa, você se inclina levemente para frente, abre a postura e se mostra receptivo. Sua voz, com um tom mais suave, dá um tom de sinceridade. Seus olhos, fixos em um olhar tranquilizador, expressam empatia e compreensão. Esses sinais sutis podem transformar uma situação negativa em uma oportunidade de reconhecimento e conexão.

Liderança carismática e linguagem corporal

Os líderes mais magnéticos dominam a arte de equilibrar duas características aparentemente contraditórias: ser acessíveis e, ao mesmo tempo, inspirar respeito. Essas pessoas são abertas e convidativas, mas possuem uma aura de força. Seus olhos se conectam com cada pessoa, transmitindo interesse genuíno, enquanto seus gestos precisos e moderados pontuam suas palavras de forma intencional. Esse líder sabe quando se inclinar, sinalizando acolhimento, e quando manter um silêncio confortável, demonstrando confiança e tranquilidade.

Líderes que saber usar a linguagem corporal em sua comunicação reforçam suas mensagens, constroem confiança e criam uma equipe mais motivada e coesa. Dominar essa habilidade é uma ferramenta valiosa para qualquer profissional que deseja causar um impacto duradouro.

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*Cheryl Robinson é colaboradora da Forbes USA. Ela é modelo, palestrante internacional, autora e fundadora da plataforma Ready2Roar. Nos últimos cinco anos, estudou como as pessoas transacionam de carreira e também tem uma trajetória de 15 anos na indústria do esporte e do entretenimento.

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O Que É a Empresa do Século 21?

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O título do livro “A Corporação no Século 21“, de John Kay, é uma alusão – talvez uma provocação – a uma das obras mais influentes de gestão, “A Corporação e o Século 20“. Se ali o economista americano Richard Langlois traçava a transformação da organização comandada por empresários para a organização liderada por executivos profissionais, o também economista (porém britânico) John Kay agora narra uma mudança muito, mas muito mais radical.

Questiona, inclusive, se faz sentido dizer que vivemos em um sistema capitalista. Porque o capital perdeu a importância. “Mesmo investidores sofisticados examinam o Roce [Retorno sobre o Capital Empregado]”, escreve, embora o retorno tenha “tanta conexão com o capital quanto com a quantidade de água utilizada ou o número de reuniões realizadas”, afirma. Vivemos, considera, a era do capital as a service – empregado apenas na medida em que é necessário.

O poder do acionista é outra balela, segundo ele. O acionista de uma multinacional não tem nenhum controle sobre o que é feito da empresa. Até os dividendos que recebe, se os receber, são definidos pelos diretores.

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Em especial, Kay ataca a noção de empresa como uma teia de contratos – visão clássica, estabelecida pelo também britânico Ronald Coase, que levou um Prêmio Nobel por sua teoria. A questão é que a ideia de um conjunto de contratos se opõe à própria qualificação de uma empresa como pessoa jurídica. Afinal, ela tem uma personalidade ou não?

Maximizar o lucro, um mantra dos anos 1970 que vem caindo em desuso, nunca foi uma teoria sólida, acredita o autor. Qual lucro, afinal? O de curtíssimo prazo? Em detrimento de ações que preservem a empresa no futuro?

Para ele, a missão de uma corporação é promover o “florescimento de seus múltiplos stakeholders”. Porque a empresa não é uma combinação de relações transacionais, e sim uma construção de relações sociais, entre seus integrantes e com o mundo à sua volta. As implicações dessa visão para o funcionamento da empresa… isso fica para um prometido próximo volume.

*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, em setembro de 2026.

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Amazon MGM Studios Anuncia Head de Theatrical Marketing no Brasil

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O Amazon MGM Studios anunciou Roberta Fraissat como Head de Theatrical Marketing, responsável por liderar as estratégias de marketing dos lançamentos da companhia nos cinemas brasileiros.

Mais recentemente, Roberta atuou como diretora de marketing para a América Latina e Head de Marketing para o Brasil na Crunchyroll.

A executiva passou a maior parte da carreira na The Walt Disney Company, onde ingressou como coordenadora de desenvolvimento de produto em 1999. Saiu de lá em 2023 como diretora de marketing. Nesse período, esteve envolvida em campanhas de produções como “Vingadores”, “Star Wars”, “Toy Story”, “O Rei Leão”, “Carros” e “Alice no País das Maravilhas”.

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É formada em negócios pela Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e tem MBA pela FIA Business School.

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A Escala 5×2 Chegou. E Muda Mais do Que o Custo da Folha

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Está decidido. A Emenda Constitucional 141, promulgada na última sexta-feira (20), encerra a escala 6×1. Em 60 dias, todo trabalhador CLT passa a ter duas folgas semanais e jornada máxima de 42 horas. Catorze meses após a publicação, o teto cai para 40 horas, sem redução de salário.

A primeira leitura é de custo, e ela não está errada. Como não será permitida a redução de salários e haverá redução de 44 para 40 horas semanais, cada hora vale 10% a mais. E isso encarece também a hora extra e os adicionais, que são calculados sobre o valor da hora.

Em operações que funcionam sete dias por semana, como varejo e serviços, manter a cobertura exige reforço de quadro. Nas simulações que tenho acompanhado, esse reforço fica entre 10% e 20%, e pesa mais nas unidades menores, que têm menor margem para remanejar gente.

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Mas tratar a 5×2 apenas como aumento de folha é desperdiçar a oportunidade de rever a estratégia de remuneração como um todo.

Eficiência de escala

Comecemos pelo fixo. Com a hora mais cara, a pressão será por conter reajustes. Esse é um erro tentador. Mas antes de pensar em trocar equipes com salários reduzidos, será importante avaliar reservas escondidas na própria escala.

Empresas que passaram a montar turnos a partir da curva de movimento por hora descobriram horas extras desnecessárias e gente parada nos horários errados. Eficiência de escala é a primeira fonte de financiamento da nova jornada.

Onde mora a oportunidade

O variável é onde mora a oportunidade mais clara. Se o objetivo é produzir o mesmo, ou mais, em menos horas, a remuneração variável precisa apontar para isso. Prêmios por produtividade, metas de venda por hora trabalhada, bônus por cobertura nos picos ou por redução de absenteísmo transformam a exigência legal em alinhamento: a empresa ganha eficiência e o colaborador participa do ganho.

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A experiência internacional reforça a lógica. Quando Portugal reduziu a jornada de 44 para 40 horas, em 1996, estudos registraram ganho de produtividade próximo de 8%. O Chile está no meios de uma transição gradual até 2028, e o México aprovou a sua até 2030. A redução funciona melhor quando vem acompanhada de esforço deliberado de produtividade, e incentivo bem desenhado é parte desse esforço.

Recompensas intangíveis

Há ainda uma camada que raramente entra na planilha: as recompensas intangíveis. Duas folgas, previsibilidade de escala e fins de semana inteiros com a família são valor percebido. Gente descansada e motivada erra menos, falta menos e atende melhor. Empresas que comunicarem isso como parte da proposta de valor ao empregado vão reter melhor do que as que tratarem a mudança como obrigação.

Rotatividade pode diminuir

Há também uma economia que raramente aparece na conta da transição: a da rotatividade. No varejo, ela já é altíssima. Levantamento do Sindilojas-SP mostra que a rotatividade no varejo paulista chegou a 56,6% em 2025, o maior nível desde 2020. Em alguns segmentos, como lojas de conveniência, passou de 90%.

Isso significa recontratar, quase todo ano, boa parte da equipe. Cada saída tem um custo que vai além da rescisão: recrutamento, treinamento e os meses em que o novo funcionário ainda não rende o que rendia quem saiu. O cliente percebe essa curva de aprendizado no caixa e no atendimento. Se a 5×2 for bem implementada, com escalas previsíveis e folgas que de fato descansam, as pessoas tendem a ficar mais tempo. Parte do custo da nova jornada pode voltar como economia em turnover.

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E há a carreira. Mais turnos e escalas mais complexas exigem novas funções de controle: líderes de turno, coordenadores de escala, analistas de operação. É uma chance real de promover quem já conhece a operação e o cliente. A pergunta incômoda é se essa base está preparada. Quem sempre executou nem sempre foi treinado para planejar, ler indicadores ou liderar colegas. Sem trilha de capacitação e uma estrutura de cargos que reconheça esses degraus, a promoção vira armadilha.

Além disso, pessoas que estavam na informalidade podem voltar a se interessar pelo modelo CLT nesta nova configuração de escala.

Muitos empreendedores lerão tudo isso pensando na própria rotina, que está mais para 7×0 do que para 5×2. É verdade. A diferença é que, nesse caso, cada hora a mais constrói patrimônio próprio. Para quem trabalha numa estrutura que não é sua, o que se constrói é outra coisa: vínculo, ou a falta dele. Numa geração que cobra cada vez mais qualidade das relações de trabalho, a 5×2 talvez seja menos uma imposição e mais a formalização de algo que o mercado já vinha pedindo.

*Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.

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Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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