Ligue-se a nós

Desenvolvimento

Porto Central inicia obras da FASE 1 em Presidente Kennedy (ES) no próximo dia 4

Redação Informe ES

Publicado

no

O Porto Central, em Presidente Kennedy (ES), dará início à execução do projeto no próximo dia 4 de dezembro de 2024. Com um investimento inicial de cerca de R$ 2,6 bilhões e todas as licenças ambientais emitidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – LP 498/2014 e LI 1436/2023 -, a Fase 1 contemplará a construção da infraestrutura portuária necessária para acomodar um terminal de granéis líquidos de águas profundas. O terminal será dedicado ao transbordo de petróleo entre navios (ship-to-ship), em área protegida, oferecendo segurança e eficiência para operações com embarcações de grande porte, como os Very Large Crude Carriers (VLCCs).

A primeira intervenção será a supressão vegetal, com a remoção de cerca de 65 hectares, parte de um total de 2 mil hectares licenciados para o projeto. Para chegar a esse momento, desde 2020, medidas compensatórias vêm sendo implementadas, como o plantio de mais de 12 mil mudas nativas nas áreas de compensação florestal, com a meta de atingir 100 mil mudas plantadas ao longo da Fase 1. O resgate de fauna terrestre, iniciado em novembro de 2024, integra o plano ambiental e inclui parcerias com instituições como o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), campus Alegre, e a realocação de espécies em áreas protegidas.

O cronograma da primeira fase do porto prevê a conclusão das obras até meados de 2027, com início das operações em dezembro do mesmo ano. As etapas incluem a conclusão da supressão vegetal, seguida pelas obras civis de terraplanagem e implantação do canteiro de obras. Também estão previstos a produção, transporte e armazenagem de rochas para o quebra-mar sul, a instalação da central de fabricação dos elementos de concreto e a dragagem do canal de acesso. Um destaque desta fase é a adoção do Programa de Dragagem Adaptativa (PGDA), iniciativa pioneira no Brasil, que utiliza alta tecnologia para minimizar os impactos ambientais durante as obras marítimas.

No pico das obras da Fase 1, devem ser empregados até 1.295 trabalhadores diretos, sendo a meta que 70% seja proveniente da mão de obra local. Existe prioridade por fornecedores e trabalhadores das áreas de influência do porto e o empreendimento tem desencorajado fortemente que trabalhadores de outras regiões migrem em busca de oportunidades.

Reconhecido como um projeto estruturante e prioritário no Espírito Santo e parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, o Porto Central conta com uma localização estratégica no centro da costa brasileira próxima às bacias do Pré-sal, aos principais mercados e às principais rodovias e ferrovias, o que coloca o empreendimento em posição de destaque no cenário nacional. “O Porto Central será um complexo portuário multiuso, com forte enfoque na sustentabilidade, que será capaz de atender às demandas mais otimistas de crescimento econômico do Brasil, fortalecendo a competitividade nacional, gerando empregos e renda, impulsionando oportunidades e novos negócios e melhorando a posição do país no ranking de infraestrutura portuária em relação a outros países no mundo”, declarou o CEO Salomão Fadlalah.

Anúncio

Ainda segundo a direção do Porto Central, o projeto posiciona-se estrategicamente no contexto logístico nacional, atendendo à crescente demanda por infraestrutura portuária moderna e eficiente. “Estamos prontos para contribuir com o desenvolvimento do setor portuário brasileiro e a crescente demanda para exportação de petróleo, oferecendo capacidade adicional para exportação de petróleo e reduzindo custos logísticos”, afirmou o diretor Angelo Santos.

Outro diferencial é sua integração com a malha logística nacional. Além do modal rodoviário já consolidado, existem projetos para conectar o porto à Ferrovia EF-118, que ligará o Espírito Santo ao Centro-Oeste com as ferrovias existentes EFVM e FCA, e à EF-352, planejada para expandir as rotas de escoamento de cargas agrícolas e industriais.

Com a obra prestes a começar, o Porto Central já articula os próximos passos para consolidar sua posição estratégica no setor portuário brasileiro. Segundo a Gerente Comercial Jessica Chan, além do transbordo de petróleo viabilizado para a Fase 1, o complexo portuário está estruturado e licenciado para permitir expansões futuras e a diversificação de operações. “Já estamos em negociação e com estudos técnicos necessários para o desenvolvimento dos próximos terminais, em destaque o estaleiro de descomissionamento e reciclagem sustentável de navios em parceria com a M.A.R.S e um hub de movimentação de contêineres que será capaz de receber navios de até 25.000 TEUs”.

Modelo multipropósito

O masterplan abrange uma área de 2.000 hectares, com profundidades marítimas de até 25 metros, e 54 berços destinados a operações que vão além do setor de petróleo e derivados. O projeto foi planejado para acomodar terminais e indústrias multipropósitos, incluindo movimentação e armazenagem de granéis líquidos (como bunker e combustíveis), granéis sólidos, grãos, fertilizantes, minerais, contêineres, cargas gerais, gás natural, apoio offshore e estaleiros.

Anúncio

Com enfoque na sustentabilidade, o Porto Central se posiciona como uma infraestrutura estratégica para integrar operações de energias renováveis, como parques solares e eólicas offshore, e para apoiar estratégias de descarbonização e transição energética, incluindo projetos ligados ao hidrogênio. Seu desenvolvimento será implementado em fases, alinhado às demandas do mercado e às necessidades dos clientes, garantindo flexibilidade, eficiência e alinhamento estratégico ao crescimento do empreendimento.

A localização privilegiada no centro da costa brasileira, em águas profundas, próximo aos grandes centros produtores do Brasil e um mercado com mais de 100 milhões de consumidores, consolida o complexo como um hub global para diversos negócios, capaz de receber os maiores navios do mundo. Isso coloca o projeto na vanguarda, em destaque como um dos maiores e mais importantes projetos portuários do país do momento. “Contribuirá para ampliar o acesso nacional a uma infraestrutura portuária de qualidade e eficiente, proporcionando excelência logística e maior competitividade do país”, pontua Angelo.

Transparência

A política de direitos humanos do Porto Central abrange iniciativas como igualdade de oportunidades, combate ao trabalho infantil e escravo, e inclusão social. Além disso, o empreendimento tem promovido diálogo contínuo com as comunidades locais, estabelecendo programas para mitigar riscos e fortalecer relações baseadas na transparência e respeito. 

O empreendimento disponibiliza um canal de denúncias para funcionários, prestadores de serviços e a comunidade local. Operado por uma empresa especializada e independente, o serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, garantindo anonimato, confidencialidade e proteção contra retaliações. O acesso pode ser feito pelo número 0800 591 2683 ou pela página de web: https://www.contatoseguro.com.br/pt/portocentral/

Anúncio

site do Porto Central também conta com uma seção de Fale Conosco, onde os cidadãos podem registrar dúvidas, sugestões ou comentários relacionados ao empreendimento, ampliando os canais de comunicação com a comunidade e reforçando o compromisso com a transparência e o diálogo aberto.

Assessoria: Porto Central

Desenvolvimento

Espírito Santo lança Fundo de Descarbonização com quase R$ 1 bilhão para financiar a transição energética

Redação Informe ES

Publicado

no

Com foco na transição energética e na redução das emissões de gases de efeito estufa, o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) lançou, nesta terça-feira (27), o Fundo de Descarbonização do Espírito Santo. A iniciativa foi apresentada em cerimônia no Palácio Anchieta, em Vitória, e passa a operar sob gestão da BTG Pactual Asset Management.

O lançamento posiciona o Espírito Santo entre os estados brasileiros que avançam na estruturação de instrumentos financeiros voltados ao desenvolvimento sustentável, sobretudo na utilização de recursos provenientes de combustíveis fósseis para promover a transição energética.

Pioneiro no financiamento verde no País, o Bandes — que, no ano passado, foi citado no relatório internacional “State of Green Banks 2025”, destacando a atuação dos bancos verdes no enfrentamento às mudanças climáticas — lidera a criação do fundo alinhado ao Plano de Descarbonização e Neutralização das Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), que prevê a redução de 27% das emissões até 2030 e a neutralidade de carbono até 2050.

O Fundo de Descarbonização capixaba possui a estrutura de blended finance como seu grande diferencial. Também chamado de financiamento misto, o modelo engloba capital do setor público e do setor privado. No caso do Espírito Santo, somados aos R$ 500 milhões do Funses, estão recursos que serão investidos pela BTG Pactual Asset Management. Assim, o Fundo já nasce com recursos para apoiar a transição energética e permanece aberto para novos investidores.

Os eixos de investimentos são estruturados com base em quatro políticas transversais: minimização de emissões, aumento da eficiência, compensação de emissões e remoção e captura de gases de efeito estufa (GEE).

A estruturação do fundo, em parceria com o Governo do Estado, demandou elevado rigor técnico, além de um processo complexo que se estendeu por pouco mais de um ano até sua conclusão. O mecanismo inovador contou ainda com parceria do Instituto Clima e Sociedade (iCS), que forneceu apoio no desenho do instrumento financeiro e auxiliou na identificação de demandas de investimentos em descarbonização no Espírito Santo, validando o potencial do fundo.

Durante o lançamento, o governador Renato Casagrande destacou as ações do Governo no enfrentamento às mudanças climáticas e na transição energética, como o Programa Reflorestar, criado em 2011, o avanço no Cadastro Ambiental Rural e, mais recentemente, a instituição do Programa Capixaba de Mudanças Climáticas.

“Temos tratado a agenda climática no Espírito Santo com ações concretas há muitos anos. Implantamos políticas de reflorestamento, controle ambiental por georreferenciamento, uso de energia renovável na estrutura do Governo e incentivo a práticas sustentáveis. Agora damos um passo ainda mais decisivo ao criar um fundo que transforma recursos provenientes de combustíveis fósseis em investimentos para financiar a transição energética. É assim que unimos desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental e qualidade de vida para as próximas gerações”, pontuou.

Na avaliação do vice-governador Ricardo Ferraço, o Fundo posiciona o Espírito Santo na vanguarda nacional ao transformar compromissos climáticos em instrumentos financeiros concretos: “Aqui no Estado trabalhamos com foco no futuro e nas próximas gerações, alcançando pioneirismo ao criar um dos maiores fundos subnacionais de descarbonização do País e o primeiro a transformar royalties de petróleo em investimentos verdes dessa escala. Ancorado no Plano Estadual publicado em 2023, o fundo dá materialidade às metas assumidas de reduzir em 27% as emissões até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2050.”

“O Espírito Santo sai na frente e se oferece como inspiração para que outros façam também a sua parte. O fundo nasce com R$ 500 milhões do Fundo Soberano, oriundos de royalties de petróleo e gás, e já estruturado para alavancar capital nacional e internacional por meio do blended finance. A expectativa é superar R$ 1 bilhão em investimentos nos próximos anos, gerando empregos verdes, diversificando a economia e fortalecendo a resiliência social”, completou Ricardo Ferraço.

Segundo o diretor-presidente do Bandes, Marcelo Saintive, o lançamento consolida a atuação do banco em agendas de fronteira: “O Fundo de Descarbonização é resultado de uma política pública desenhada para garantir que os investimentos contribuam efetivamente para o cumprimento do pacto de neutralidade de carbono assumido pelo Espírito Santo.”

Ele destaca ainda que, nesse contexto, o Bandes, em parceria com a BTG Pactual Asset Management, e apoio do iCS, estruturou uma política de investimentos específica para o Fundo, com princípios, critérios e procedimentos claros, assegurando que os recursos alocados estejam alinhados à transição climática, à redução de emissões e à geração de impacto socioeconômico positivo. “Esse nível de governança e intencionalidade fortalece a economia de baixo carbono, posiciona o Espírito Santo na vanguarda nacional da agenda climática e reafirma o papel do Bandes como referência na integração entre finanças, inovação e responsabilidade ambiental.

O diretor-presidente ressalta ainda que o modelo adotado possui potencial de replicação em outras regiões e setores econômicos, servindo de referência para entes subnacionais que buscam alinhar crescimento econômico, conservação ambiental e inovação institucional. “As mudanças climáticas exigem políticas públicas consistentes e instrumentos financeiros à altura do desafio. O desenvolvimento só é efetivo quando é também ambientalmente responsável, e o Espírito Santo demonstra que é possível liderar esse processo com seriedade e visão de longo prazo”, apontou Saintive.

“Os bancos de desenvolvimento têm um papel estratégico para viabilizar o financiamento da descarbonização, especialmente ao estruturar instrumentos inovadores e mobilizar capital privado em escala. O mecanismo criado pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo é pioneiro no Brasil ao direcionar recursos de origem fóssil para acelerar a transição energética, combinando visão de longo prazo, mercado de capitais e impacto climático. Trata-se de uma experiência que deve servir de inspiração para outros estados e bancos públicos que buscam criar soluções financeiras para enfrentar o desafio climático e promover o desenvolvimento sustentável”, comentou a diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade (iCS), Maria Netto.

Supervisionado pelo Bandes, o Fundo contou, inicialmente, com um aporte de R$ 500 milhões do Fundo Soberano do Espírito Santo (Funses) — criado pelo Governo do Estado para garantir a aplicação sustentável dos rendimentos originados da exploração de combustíveis fósseis. Estruturado como um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), a iniciativa tem como objetivo direcionar esses recursos para o financiamento de atividades e setores que promovam a descarbonização no Espírito Santo. Para isso, o Fundo investirá em títulos de crédito e outros direitos creditórios emitidos por sociedades com sede fiscal no Estado, além de projetos voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa.

Principais setores a serem apoiados

De acordo com informações do edital, o Fundo deverá apoiar empreendimentos voltados à descarbonização, como, por exemplo, os seguintes segmentos: Geração de energia renovável (solar, eólica, biogás e biometano); Tecnologias limpas aplicadas à produção industrial; Eficiência energética e eletrificação de cadeias logísticas; Reflorestamento e restauração ambiental; Práticas agrícolas sustentáveis e agricultura regenerativa; Produção e uso de biocombustíveis e combustíveis alternativos; Transportes de baixa emissão, incluindo eletrificação de frotas; Gestão de resíduos, com foco em valorização energética, biogás e reciclagem.

“O Fundo de Descarbonização do Espírito Santo representa um avanço relevante na forma como políticas públicas e capital privado podem atuar de maneira complementar para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono. Ao unir uma governança robusta, critérios técnicos rigorosos e uma estrutura de blended finance, a parceria com o Bandes cria um instrumento capaz de transformar metas climáticas em investimentos concretos, com impacto econômico, ambiental e social para o Estado”, explicou o sócio da BTG Pactual Asset Management, Sergio Cutolo.

Os ativos do fundo deverão ser emitidos por emissores que atuem diretamente na implantação, ampliação, manutenção, recuperação, adequação ou modernização de projetos que contribuam para a descarbonização da economia do Espírito Santo, nos setores de Energia, Indústria, Agricultura, Agropecuária, Florestas e Uso do Solo (AFOLU), Transportes, Resíduos e Serviços, sendo vedada a concentração dos direitos creditórios em um único setor.

“A Secretaria de Desenvolvimento terá papel protagonista na conexão entre o Fundo de Descarbonização e o setor produtivo. Por meio da agência de atração de investimentos NOVA ES, vamos dialogar com empresários, investidores e grandes projetos para transformar essa iniciativa em oportunidades concretas de desenvolvimento sustentável. O Fundo nasce com a missão de impulsionar uma nova economia no Espírito Santo, aliando competitividade, inovação e responsabilidade ambiental. Nosso foco é atrair investimentos que gerem emprego, renda e impacto positivo, consolidando o Estado como referência nacional na transição para uma economia de baixo carbono”, analisou o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume.

O apoio deverá estar em conformidade com as normas, regulamentos e padrões de proteção à saúde, ao meio ambiente e à segurança do trabalho, conforme comprovado por certidões emitidas por órgãos da União e/ou do Estado do Espírito Santo, bem como adimplentes com a União (inclusive FGTS), o Estado do Espírito Santo e demais entidades da administração pública estadual.

“Estamos muito satisfeitos em fazer parte dessa iniciativa ao lado do Bandes e do Governo do Espírito Santo. A BTG Pactual Asset Management vai colocar toda a sua esteira de originação, análise e gestão a serviço da construção de um portfólio robusto, com projetos sólidos e aderentes às metas de descarbonização do Estado. Nosso objetivo é levar essa agenda a um novo patamar, conectando empresas com projetos transformadores e investidores que buscam unir retorno financeiro consistente ao incentivo a políticas ESG”, destacou Cutolo.

A seleção da BTG Pactual Asset Management se deu em 2025, após uma chamada pública, que contou com 11 candidatas de todo o País. Segundo a gestora, responsável por conduzir o atendimento às empresas interessadas e pela análise dos projetos submetidos, as iniciativas deverão estar alinhadas ao Plano de Descarbonização do Espírito Santo e direcionadas a setores estratégicos para a transição energética, como energia renovável; restauração e reflorestamento; tecnologias limpas para a indústria; agricultura sustentável; eficiência energética; eletrificação; biocombustíveis e transportes sustentáveis.

Os detalhes sobre os critérios de enquadramento, as condições operacionais e os procedimentos para acesso aos recursos serão divulgados em breve.

“O Espírito Santo dá um passo decisivo ao tratar a agenda climática como uma estratégia de desenvolvimento econômico. O Fundo de Descarbonização nasce com escala, governança e foco em resultados, mobilizando recursos para financiar a modernização produtiva, aumentar a eficiência das empresas e reduzir emissões de forma estruturada. É um exemplo concreto de como o financiamento ao desenvolvimento pode alinhar competitividade, inovação e sustentabilidade no longo prazo”, avaliou o diretor-executivo da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), André Godoy.

Empresas interessadas em submeter projetos e investidores que desejem participar da iniciativa podem entrar em contato com a BTG Pactual Asset Management pelo e-mail OL-funses-descarbonizacao@btgpactual.com

Saiba mais:
http://www.bandes.com.br/descarbonizacao


Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Governo
Raphael Marques
raphael.marques@secom.es.gov.br

Gerência de Comunicação Institucional do Bandes
Bárbara Deps Bonato / Wilson Igreja Campos
(27) 99774-4428 / (27) 3331-4424
comunica@bandes.com.br

Continuar Lendo

Desenvolvimento

Estado firma convênio para implantação de polo industrial em Cachoeiro de Itapemirim

Redação Informe ES

Publicado

no

O governador do Estado, Renato Casagrande, e o vice-governador Ricardo Ferraço assinaram, nessa terça-feira (09), o convênio para a aquisição de área destinada à implantação do Distrito Industrial de Pacotuba, em Cachoeiro de Itapemirim. O acordo prevê investimento de R$ 19,45 milhões para compra do terreno, que possui 89,06 alqueires. A expectativa é que o novo polo industrial impulsione o desenvolvimento econômico do município e de toda a região sul capixaba.

“Estamos alinhados e com uma ótima parceria com o prefeito Theodorico Ferraço. Estamos realizando diversos investimentos prioritários para alavancar ainda mais o desenvolvimento de Cachoeiro de Itapemirim. As obras de modernização do Aeroporto estão a todo vapor, assim como a duplicação da Rodovia do Frade. Um dos pedidos do prefeito foi o Distrito Industrial de Pacotuba, e estamos atendendo com o repasse de quase R$ 20 milhões para aquisição do terreno. Estaremos juntos para dar sequência a esse importante investimento para toda a região”, afirmou o governador Casagrande.

Com o convênio, a Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim poderá iniciar as obras do empreendimento, que será implantado no distrito de Pacotuba, com capacidade para receber empresas de diferentes portes e segmentos. Os recursos serão aplicados na fase inicial de infraestrutura da futura área industrial. A iniciativa pretende consolidar Cachoeiro como um hub de inovação, tecnologia e negócios, ampliando as possibilidades de parcerias entre o setor público e o privado.

O vice-governador Ricardo Ferraço destacou que o projeto representa uma ação estratégica capaz de impulsionar todo o sul capixaba. “Essa é mais uma parceria firme entre Governo e Prefeitura, com impactos que vão romper as fronteiras do município, criando novas oportunidades, empregos e renda para toda a região. Dialogamos e construímos essa parceria com muita dedicação e responsabilidade. É um investimento considerável, que vai estimular outros empreendimentos e gerar resultados concretos. Isso é planejamento, gestão, equilíbrio e confiança nos trabalhadores e empreendedores de Cachoeiro”, disse.

“Quando me afastei da Prefeitura, deixei claro que esses 60 dias seriam dedicados integralmente ao Distrito Industrial. Avançamos na posse dos terrenos, garantimos os recursos e agora é hora de colocar a mão na massa. Esse projeto será o orgulho e a base da sustentação econômica de Cachoeiro e de todo o Sul do Espírito Santo”, declarou o prefeito licenciado, Theodorico Ferraço.

O prefeito em exercício, Júnior Corrêa, também participou da assinatura do convênio. “Esse investimento marca um novo momento para Cachoeiro. O Distrito Industrial é fundamental para atrair novas empresas, fortalecer o ambiente de negócios e, principalmente, gerar emprego e renda para a nossa população. Estamos falando de um projeto estruturante, que vai preparar a cidade para crescer de forma sustentável e competitiva”, pontuou.

Anúncio

“O Distrito Industrial de Pacotuba representa o modelo de investimento estratégico que temos priorizado. Estamos falando de uma ação que organiza o território, cria condições reais para atrair novos empreendimentos e amplia a capacidade produtiva do Sul do Estado. Com esse convênio, damos um passo concreto para fortalecer a infraestrutura necessária ao crescimento das empresas, gerar mais competitividade e garantir que Cachoeiro continue sendo uma das referências no desenvolvimento econômico capixaba. Nosso compromisso é seguir trabalhando para que iniciativas como esta se convertam em oportunidades, inovação e empregos para os capixabas”, comentou o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume.

(Com informações da Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim)

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Governo
Giovani Pagotto
giovani.pagotto@gmail.com

Continuar Lendo

Desenvolvimento

Ferrovia ES-RJ: edital e leilão da EF-118 já estão com datas marcadas

Redação Informe ES

Publicado

no

Se for mantido o cronograma ferroviário apresentado da última terça-feira (25) pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, o edital para a construção do Anel Ferroviário Sudeste, conhecido como Estrada de Ferro 118 (EF-118), que vai ligar o Espírito Santo ao Rio de Janeiro, será publicado no dia 26 de março de 2026, e o leilão deverá ocorrer depois meses após, em 26 de junho de 2026. 

Na carteira de projetos apresentada pelo ministro constam as duas fases da EF-118, a fase 1, que vai ligar Santa Leopoldina a São João da Barra, e a fase 2, que será de São João da Barra a Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. 

“A infraestrutura logística capixaba precisa evoluir. Temos a expectativa de que o anúncio da Política Nacional de Concessões Ferroviárias e da carteira de projetos para 2026 reconheça projetos fundamentais não apenas para o setor produtivo, mas também para o desenvolvimento socioeconômico do Estado”, comentou o presidente da Federação das Indústrias (Findes), Paulo Baraona. 

Para o Espírito Santo, segundo Baraona, é prioritário o anúncio do cronograma de concessão da EF-118 e a edição de novos instrumentos que garantam segurança jurídica e fomento às ferrovias autorizadas. “Esses avanços são estratégicos para destravar investimentos, fortalecer a integração nacional e posicionar o Estado de forma ainda mais competitiva na rota de novos projetos que aconteçam no país”, disse o presidente da Findes.

A Política Nacional de Outorgas Ferroviárias define diretrizes claras de planejamento, governança, sustentabilidade e, principalmente, um novo modelo de funding, que combina recursos públicos e privados.

Anúncio

A carteira do Ministério dos Transportes prevê 8 leilões de ferrovias que abrangem mais de 9 mil quilômetros de extensão e devem atrair cerca de R$ 140 bilhões em investimentos, com projeção de R$ 600 bilhões injetados no sistema ferroviário.

“Ferrovia é um fenômeno econômico, ela reduz custo marginal, barateira frete, integra cadeias de produção. E a gente avançou muito nesses três anos, com uma estratégia sofisticada e sólida, atentos à complexidade do setor”, afirmou o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.

A ampliação dos trilhos reduzirá custos logísticos, aumentará a competitividade da produção nacional e diminuirá a dependência do transporte rodoviário.

Entre os projetos, destacam-se o Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118), a Ferrogrão, o Corredor Leste-Oeste, a Malha Oeste, e os corredores da Malha Sul, entre outros.

Anúncio

“Esse é um passo importante, de concretizar uma visão, porque fazer ferrovia realmente demanda uma visão e uma política de Estado. E o setor está muito animado com esses projetos, com essa visão de investimento no setor”, celebrou Davi Barreto, diretor-presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).

Continuar Lendo

Em Alta

Copyright © 2023 - Todos os Direitos Reservados